segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Guns da Nostalgia

Quase 3h00 da madrugada de domingo pra segunda.

Daqui a 3 horas o despertador tocará, avisando que é hora de começar os trabalhos de mais uma semana. Qualquer ser humano minimamente responsável estaria dormindo, preparando o corpo e a alma para mais uma semana de labuta, mas assim como tantos outros seres humanos aventureiros que gostam de viver perigosamente correndo o risco de perder a hora já no primeiro dia da semana, estou firme e forte acordada, ligadinha na TV, esperando Axl Rose dar o ar da graça no Palco Mundo para encerrar a edição 2011 do Rock in Rio.

Axl Rose, gente! Guns N'Roses!


"" #Mimimi o verdadeiro Guns acabou há anos, #Mimimi Axl Rose está gordo, rouco e não vai cantar nada, #Mimimi Guns N'Roses sem Slash não é nada, #Mimimi, #Mimimi, #Mimimi. ""

Tô nem aí pros #Mimimi's. É Guns N'Roses e ponto. É Axl Rose e ponto. Eu quero ver e ponto.

Simplesmente porque poucas bandas me provocam uma nostalgia tão boa como o Guns.

Eu era uma adolescente tímida, quietinha e nada ligada em rock'n roll. Eu era uma adolescente meio nerd (numa época em que ser nerd não era motivo de orgulho nenhum) e nem sabia se Guns N'Roses era "de comer" ou "de beber". Eu ouvia MPB e Música Clássica, até que eu conheci o Ju na festinha de aniversário da minha irmã, há exatos 19 anos - 03 de Outubro de 1992 - Santa coincidência, Batman!

Ju foi o namorado com quem eu achei que ia casar aos 16 anos - ah, o amor adolescente, tão inocente!. Ju foi o namorado que me apresentou Guns N'Roses lá no comecinho da década de 90 (velha detected). Ju foi o namorado que me deu de presente os discos (LP's - deve ter gente que não sabe o que é isso) do Guns pra eu aprender a apreciar.

E eu aprendi. E essa foi a nossa trilha sonora. Na verdade foi muito além, e se tornou parte importante da trilha sonora de toda a minha adolescência, de toda a minha vida, provavelmente.

E não tem como não lembrar de tudo isso com muito carinho agora, com Axl Rose se esgoelando no palco. Porque a música tem esse incrível poder de nos proporcionar pequenas viagens no tempo, e exercitar isso é muito bom!

Tô nem aí se a banda é decadente e não presta mais. Neste caso especificamente, o que vale pra mim é o que vem junto com a figura emblemática da banda do vocalista outrora gostosão que usava bandana nos cabelos ruivos e provocava os suspiros de 10 entre 10 meninas.

E por isso estou aqui, no meio da madrugada, abrindo mão do meu sono em troca de algumas doces lembranças. Que venha o Axl Tiozão, e se não tiver voz não tem problema, eu canto junto... de olhinhos fechados e mãos pro alto!





Pra eternizar o momento, uma versão adorável do clichêzão November Rain, com participação especialíssima de ninguém menos que Sir Elton John! Tem como não amar???

(música esta aliás que curiosamente faz muito sentido pro meu momento atual)

"And when your fears subside
And shadows still remain
I know that you can love me
When there's no one left to blame..."

This is it!

(* Não podia terminar sem deixar um super beijo pra minha irmã Silvia, que faz aniversário hoje.)

(**E se você passar por aqui, beijos pra ti também, Ju! Ensine o seu herdeiro a ouvir Guns! Eu já ensinei o meu, e até tocamos Sweet Child O'mine juntos no Guitar Hero! rs)

This


Assinado: Aquela que devia, mas não consegue silenciar.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

1 + 1 = ???

Sou do tempo em que a gente aprendia na escola que "Matemática é uma ciência exata". Toda aquela história de que 1 + 1 = 2, prova real, etc e tal.

Assim aprendi, assim acreditei e assim tirei muitos Dez em Matemática, mesmo tendo sempre odiado a tal ciência.

Mas daí vem a vida real e bagunça tudo, e a gente descobre que se tem uma coisa inexata nesse mundo é justamente a matemática da vida.

2011 (o ano), por exemplo: Passaram-se até o momento 268 dias deste anozinho lazarento, alguns destes dias com muuuuito mais do que 24 horas, diga-se de passagem.

E eu, somente neste intervalo de quase 10 meses, envelheci de fato pelo menos uns 50 anos.

Cadê a lógica matemática desta conta? Como podem caber 50 anos de envelhecimento em menos de 1 ano "vivido"?

É bem verdade que junto com o envelhecimento veio algum amadurecimento, a durissimas penas, mas ainda assim a conta não fecha.

Além do mais, de que adianta envelhecer muito, amadurecer um pouco e viver quase nada se o que interessa de verdade para o Mundo é apenas uma aparência de 20 e poucos anos?

Tô no prejuízo, e é tudo culpa da Matemática que nos escraviza com seus malditos números! (falou a louca que inventa culpa até pros números =/)

E então me lembrei do velho ensinamento que diz que a gente deve contar um pouco antes de falar ou de agir, pois neste intervalo podemos encontrar lucidez pra falar ou agir com mais sabedoria, e decidi seguir o sábio conselho.

Contei até 10, até 100, até 1.000, até 100.000, até 1.000.000. No momento estou em 859.932.107.844.171.568.999 e meio (tô contando de meio em meio para os números durarem mais) e ainda não deu resultado, mas... Na atual conjuntura, totalmente vítima de números implacáveis, só me resta continuar.

E se alguém descobrir como faz para rejuvenescer muitos anos em um ao invés de envelhecer, queira por gentileza compartilhar comigo antes que eu entre para o Guiness Book como a mulher mais velha do Mundo em mais algumas semanas. Obrigada.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Talvez...

O maior erro seja fazer o que a gente ACHA que é certo, o que a gente ACHA que vai agradar, o que a gente ACHA que os outros esperam de nós.

Vai tudo embrulhando de um jeito que chega um momento em que a gente já não sabe mais por que está fazendo certas coisas, de certas maneiras, mas continua fazendo pelo hábito, e a nossa verdade fica perdida em algum lugar pra onde a gente não consegue mais voltar.

Talvez...
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domingo, 25 de setembro de 2011

Como Lidar?

Eis uma das piores coisas pra se sentir na vida.

Talvez seja algum distúrbio, talvez seja um momento (interminável) de fraqueza, talvez seja normal e eu esteja apenas dramatizando, mas o fato é que nunca antes na história desse país (sic!) tive que lidar de maneira tão continua e intensa com este sentimentozinho cretino chamado CULPA.

Você se preocupa demais e sente Culpa por não fazer tudo aquilo que acha que devia fazer. Daí percebe que seria impossível fazer tudo e tenta dar uma aliviada na "auto-cobrança", mas logo em seguida vem a culpa por talvez não estar tão empenhada quanto deveria...

Culpa por se importar demais, Culpa por se importar de menos;

Culpa por querer demais, Culpa por querer de menos;

Culpa por tentar demais, Culpa por tentar de menos;

Culpa por fazer mais do que devia, Culpa por fazer menos do que devia;

Culpa por falar o que está sentindo, Culpa por não ter ficado quieta e ter ferrado com tudo;

Culpa por ter protegido demais, Culpa por ter deixado de proteger;

Culpa por ter deixado acontecer, Culpa por ter impedido de acontecer;

Culpa por ter agido, Culpa por ter sido omissa;

Culpa por ter demonstrado um sentimento, Culpa por ter sufocado um sentimento e potencializado seus efeitos nocivos;

Culpa por estar bem quando tantos estão mal, Culpa por estar mal perturbando o bem-estar dos outros;

Culpa por sentir segurança e confiança quando tudo se mostra tão incerto, Culpa por ser insegura e patética;

Culpa por ser forte demais e aparentar insensibilidade, Culpa por ser frágil às vezes e sentimentaloide;

Culpa por gargalhar enquanto tantos choram, Culpa por chorar e estragar a diversão alheia;

Culpa por amar demais, tentar demais, agir demais, falar demais, fazer demais, sentir demais...

Culpa por não saber qual é o caminho certo;

Culpa pelos Sins e Culpa pelos Nãos.

CULPA. CULPA. CULPA.

Como lidar?

=/
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terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Tempo não ameniza a dor

O que acontece depois de 6 anos?

A SAUDADE é multiplicada, e dói ainda mais...

2190 dias sem ELA. 2190 mil vezes mais saudade!

Como você faz falta neste mundo, mãezinha!

Te AMO pra sempre... Sempre, sempre, sempre...

Só você era capaz de me entender... Só você entenderia o que estou passando agora...

Como eu precisava levar um chacoalhão seu!

Ahh, que saudade absurda!
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mais Tempero, por favor!

Se for pra morrer de Diabetes,
que seja depois de comer uma panela de brigadeiro de colher;

Se for pra morrer de Hipertensão,
que seja depois de comer uma picanha bem suculenta;

Se for pra morrer de Hipotermia,
que seja no meio do Alasca;

Se for pra morrer de Calor,
que seja no meio do Deserto do Saara;

Se for pra morrer de Cirrose,
que seja depois de um porre de Moët & Chandon;

Se for pra morrer de Cansaço,
que seja depois de correr uma Maratona;

Se for pra morrer de Velhice,
que seja depois dos 100 anos;

Se for pra morrer de Amor,
que seja depois de muitas borboletas no estômago!

Mais Tempero nessa vida, POR FAVOR!!!

(porque eu, definitivamente, não gosto e não sei viver MORNO)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Nota Mental

"Preciso parar de reclamar da vida... Preciso inserir no meu vocabulário mais "uhuu" e deixar os "aiai" de lado, isso sim!"

Acabei de fazer essa afirmação lá no twitter, e ainda complementei mentalmente: "Até porque ninguém tem saco pra essa Flávia "aiai"... Não posso culpar as pessoas pela debandada, eu também fugiria de mim, se pudesse..."

(oh, coitadinha, tá fazendo drama!)

NÃNÃNINÃNÃO!

Muitíssimo pelo contrário, aliás!

Acontece que ninguém é obrigado a conviver com o nosso pior, e desejar isso é pura utopia.

Ninguém gosta de conviver com quem só reclama, ninguém curte dramas alheios, tristezas alheias, carências alheias, crises existenciais alheias, TPM's alheias, dores de cotovelo alheias...

As pessoas querem o nosso melhor, e não há nada de errado nisso. É a natureza humana, somos todos assim, e talvez o maior erro seja justamente esperar o contrário. A frustração de constatar que nos nossos piores momentos é que acabamos ficando mais sozinhos pode acabar nos jogando ainda mais pra baixo, e em qualquer das hipóteses levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima vai sempre depender exclusivamente de nós, apenas e tão somente nós.

Por isso esta "Nota Mental" aberta. É um auto-chacoalhão.

Constatar / reconhecer isso pode ser o primeiro passo pra dias melhores.

E que voltem meus UHUUUUS, porque nem eu tô agüentando mais essa fartura de AIAIS.

Inshalá!
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Quem NÃO te conhece que te compre!

"Quantas pessoas gostam de você exatamente do jeito que você é?"

Tenho me perguntado muito isso ultimamente. E embora não tenha ainda chegado a nenhuma resposta concreta, as variáveis envolvidas tem me colocado à beira da loucura.

Não quero ficar aqui fazendo discursinho sobre "ninguém é perfeito", etc e tal, até porque acredito piamente que estamos nessa vida pra evoluir, e no meu conceito particular de "evoluir" estão inseridos, dentre outras coisas, a capacidade de absorver críticas e mudar de atitude quando possível / necessário, ou pelo menos tentar buscar outros caminhos mais harmoniosos.

Acredito num Mundo com muito menos convicções e muito mais dúvidas, porque são elas que nos permitem a reflexão necessária pra experimentar alternativas e descobrir coisas que a autosuficiência jamais permitiria, mas como já diria meu sábio pai "tudo que é demais nessa vida é veneno", e até altruísmo, autocrítica e flexibilidade em excesso podem ser perigosos.

E então chega o momento em que percebemos que nos perdemos do nosso verdadeiro EU nesta busca desenfreada pelo encaixe no mundo que idealizamos. Nos perdemos do nosso verdadeiro EU querendo ser o que os outros esperam que sejamos. Nos perdemos do nosso verdadeiro EU querendo ser o que não somos nem nunca conseguiremos ser.

E então nos transformamos num protótipo mal acabado de um ideal que no fundo nunca foi nosso, mas que abraçamos como se fosse porque parecia mais aceitável, mais palatável, mais agradável.

E então vem a constatação de que já não somos mais nem uma coisa nem outra, e ficamos perdidos ali no meio do universo da falta de personalidade, seguindo caminhos cada vez mais distantes da nossa verdade, numa busca cada vez mais cega da maldita aceitação alheia que insistimos em supervalorizar em detrimento da nossa própria auto-aceitação.

E então vamos estabelecendo relações que muitas vezes nos enchem os olhos mas não passam de ouro de tolo, e vamos nos moldando, e vamos sendo o que os outros querem que sejamos, porque, afinal de contas, "quem não nos conhece [de verdade] é que vai nos comprar".

Excesso de insegurança e complexo de inferioridade? Não acho, e dizer isso me parece inclusive pedante e cruel.

Está cheio de gente por aí que estufa o peito e brada em alto e bom som: "eu sou o que sou, e os incomodados que se retirem", mas se por um lado a gente pode se perder na busca pelo encaixe às expectativas alheias, por outro lado a gente também pode se perder [e se afogar] no mar de certezas e inflexibilidade que acaba nos impedindo de enxergar outros ângulos, de evoluir.

No fundo existe um enorme desequilíbrio nas relações - se não todas, na maioria delas, pela minha percepção - que provoca estes extremos tão daninhos. Um lado é sempre superior ao outro; Um lado é sempre o certo e o outro é sempre o errado; Um lado está sempre com crédito e o outro lado está sempre em débito; Um lado é sempre vítima e o outro lado é sempre o algoz.

Talvez tudo fosse menos sofrido se fizéssemos o exercício de contestar não apenas nossas fragilidades e inseguranças, mas também e especialmente nossas convicções.

Talvez tudo fosse menos traumático se cogitássemos, pelo menos de vez em quando, que até aquilo que nos parece óbvio e inequívoco pode não ser óbvio e inequívoco pro outro.

Talvez tudo fosse mais pacífico se procurássemos entender que pessoas são diferentes e tem o direito de sê-lo, e que aquilo que nos parece absurdo pode ser apenas a verdade do outro.

Talvez tudo fosse mais fácil se deixássemos um pouco de lado o instinto competitivo que domina as relações e abríssemos mais espaço para o compartilhamento, através do qual ninguém correria o risco de perder e todo mundo correria o risco de ganhar.

Talvez tudo fosse mais fácil se apontássemos menos os nossos dedos em riste contra o outro e ao invés disso esticássemos os braços oferecendo um abraço, até porque muitas vezes basta um passo em direção ao outro para conseguir enxergar as coisas sob um ângulo diferente do nosso, e esse pode ser o pequeno-grande gesto que nos fará entender aquilo que a princípio parecia-nos imcompreensível.

Mas ao invés disso nós nos afastamos. Diante do impasse corremos em direções opostas e nos abraçamos apenas às nossas (malditas!) convicções, cada um de um lado, aumentando a cratera que existe entre ambos, aumentando o ruído, aumentando o problema, aumentando a distância, descartando completamente qualquer possibilidade de compreensão.

Talvez o grande lance da vida seja de fato envidar nossos esforços pra entender justamente o que nos parece incompreensível, ao invés de simplesmente taxá-lo de incompreensível.

Até a motivação mais tola é uma motivação, e contextualizada pode nem ter sido tão tola assim.

A solução da maioria dos problemas pode depender de um esforço muito menor do que imaginamos, afinal um abraço faz sempre muito bem para ambos, e é muito mais agradável do que um dedo em riste.

Numa competição acirrada pra descobrir quem tem razão, acaba todo mundo perdendo a razão, essa é a verdade.

Mas é só o que eu acho.


* Este texto foi escrito e publicado há algum tempo em um outro Blog, e é apenas uma reflexão; não tem outro objetivo que não expressar um ponto de vista aleatório. Como eu já disse outras vezes, nem tudo que escrevo aqui é sobre mim. Registre-se.