sexta-feira, 29 de junho de 2007

O Amor Não Tira Férias



Duvido um pouco dessa constatação.... às vezes tenho a impressão de que o Amor é capaz de tirar longas férias, mas... Segundo essa comédia romântica que acabei de assistir, definitivamente o Amor é um "trabalhador" aguerrido que nunca descansa, praticamente um "workaholic"!
E, sobre o filme propriamente dito, vou começar pelos pontos negativos, dentre eles o principal: É mais uma comédia romântica previsível, recheada de clichês e totalmente igual a quase todos os filmes do gênero que existem no mercado... Você já sabe exatamente como vai acabar nos primeiros 10 minutos do filme, e isso pode parecer, em tese, que o filme nem merece ser visto... em tese!
Outro ponto negativo é que o filme mostra duas histórias paralelas, sobre duas mulheres extremamente diferentes que encontram-se desiludidas com o amor, uma está em L.A. e a outra no interior de Londres, seus tempermentos, suas personalidades e a maneira como lidam com os relacionamentos fracassados são completamente opostos, mas seus destinos se cruzam através de um website que promove uma espécie de "intercâmbio de casas", através do qual pessoas que procuram "mudar de ares" trocam suas moradias para uma temporada. É aí que elas se "encontram", e trocam de casa, de estilo de vida, de cidade e de país com o intuito de "fugir da realidade" e passar o Natal longe das tristezas recém sofridas... Embora em tese o argumento seja razoável, a maneira como o filme promove esse "cruzamento de destinos" é rasa demais, totalmente inverossímel, e isso acaba prejudicando um pouco a credibilidade do filme, dada a fragilidade e insustentabilidade dessa relação quase não-relação entre as protagonistas...
Além desses pontos "negativos", há uma série de outras "coisinhas" que prejudicam bastante o resultado final, mas apesar disso existem muitos pontos positivos, e é deles que vou falar agora:
Pra começar temos o fator BELEZA... Em qualquer comédia romântica que se preze, é fundamental que as personagens criem empatia com o espectador, seja pela personalidade, pelo carisma ou mesmo pela beleza física... Esse ingrediente é fundamental, e em "O Amor Não Tira Férias" foi usado com perfeição.
JUDE LAW: Lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, lindoooooo... Não precisa ser mais nada, nem ter carisma, nem atuar bem, nada! E é exatamente isso que aconteçe aqui no filme... Jude está quase canastrão na sua "atuação" ruim de doer, mas isso não importa, porque está mais lindo do que nunca, talvez seja sua mais "bela" atuação no sentido literal da palavra beleza (física), é quase uma pintura na tela, e a diretora sabe bem disso, tanto que abusa dos closes de tirar o fôlego de qualquer um (ou uma!)... rsrs... E, preciso dizer, eu não sou das mais árduas admiradoras do "estilo" de beleza de Jude Law, nunca o achei isso tudo que dizem por aí, na verdade eu nutria até uma certa antipatia pelo ator, mas neste filme tenho que dar o braço à torcer e dizer que fiquei até de queixo caído em cada cena em que ele aparecia...
CAMERON DIAZ: Linda também... aquela beleza meio "enjoativa" de Cameron (juro que não é despeito!), branca demais, loira demais, magra demais, os olhos exageradamente azuis, e seu adorável sorriso presente quase o tempo todo, o que também é um pouco "demais"... Como atriz, na minha opinião, Cameron é bastante irregular, e aqui não é diferente... Não chega a ser sofrível, ela tem a seu favor o carisma e a veia cômica, e no filme forma o par romântico com Jude Law, dando um certo equilíbrio ao casal menos interessante e mais belo da trama...
Amanda (Cameron) é uma bem sucedida produtora de traillers de L.A. que nunca chora, e após romper seu relacionamento de algum tempo com o namorado (Eduard Burns também lindo numa rápida participação especial), decide fugir da sua própria vida e passar o Natal longe de todo o seu "universo", fazendo o tal intercâmbio de casas com a inglesa Íris (Kate Winslet). Lá naquele pequeno chalé no interior de Londres, num cotidiano totalmente diferente de sua agitada vida, conheçe "por acaso" Graham (Jude), o irmão da dona da casa Íris. Tudo que é óbvio e previsível aconteçe, e eles acabam se apaixonando no melhor estilo "conto de fadas moderno". Protagonizam algumas das cenas mais lindas do filme (pelas razões já explicadas acima), e por mais clichê que toda a situação seja, acabam nos envolvendo visualmente, como não podia deixar de ser.
Por outro lado, há a dupla menos óbvia do filme:
KATE WINSLET: Lindíssima, como sempre, mas diferentemente de Cameron, uma ótima atriz que consegue encontrar conteúdo até numa personagem óbvia. Acho que ela consegue uma proeza de tornar interessante uma personagem fraca, é realmente muito competente como atriz, sem fugir da questão visual do filme, já que também está sempre linda, até quando se acaba em prantos pelo amor não correspondido.
JACK BLACK: Parece surreal Jack Black numa comédia romântica fazendo um papel sutil. Isso definitivamente não combina com o estilo de humor escrachado e exagerado do divertidíssimo ator, mas surpreendentemente é exatamente isso que aconteçe aqui. Ele está contido, sem nenhum dos seus exageros de caras e bocas que o tornam irritantemente divertido em outros filmes, até sua voz, seu tom de voz estão docemente agradáveis nessa personagem, de modo que Jack Black é a melhor surpresa do filme, e está tão adorável que não deixa nada a desejar na questão "visual" sobre a qual já falei tanto, e mesmo não sendo um galã óbvio, ele cativa pelo seu irresistível charme.
Íris (kate) e Miles (Jack) se conheçem também "por acaso', em L.A., depois da tal troca de casas feita entre Amanda e Íris. Ela está fugindo de um amor não-correspondido de um colega de trabalho de Londres que só a faz sofrer e chorar, chorar e chorar... Ele é um produtor musical também desiludido com uma namorada superficial, e, novidade??? Vão se apaixonando... Mas ao contrário do casal Cameron-Jude, a relação desse lado do filme é mais envolvente, menos previsível, e isso deve-se muito à competência da dupla, e à forma cativante como vão conduzindo sua história, ligada pela linda relação de amizade que estabelecem com o quase centenário roteirista de cinema - Arthur Abbott - que "adotam" durante essa curta "aventura de férias", e com quem aprendem muitas coisas sobre o amor.
O Amor Não Tira Férias é basicamente isso... uma história previsível e quase igual a tudo que há no mercado nesse gênero, mas isso não a torna melhor nem pior... É apenas envolvente, é aquele filme que, mesmo sabendo o final, você quer ver até o último minuto, e se não for assim, inesquecível pelo conteúdo, com certeza será pela verdadeira "Ode à Beleza"... Quem não gosta de admirar o que é belo??? Garanto que vale à pena!!! Delicie-se!!!

2 comentários:

Jackelyne disse...

Oi Flávia!
Eu já havia visto o trailer deste filme há um bom tempo atrás e apesar de ADORAR filme "água com açucar", este me pareceu ser relativamente chato.... Por isso nem me interessei em assistir...

Bom... queria falar uma coisa... que sempre notei em seu posts...

Você escreve muitoooo bem... Fico impressionada como consegue se expressar tão bem através dos seus textos... Outra coisa...Sabe o que eu acho?

Além de uma ótima advogada você poderia ser uma ótima psicóloga!!!! Você tem um dom e uma habilidade incrível de analisar as coisas... Imagino como vc deva ser uma advogada brilhante!

Parabéns!

Beijão

Flávia Aguilhar disse...

Jacke, querida...

Super obrigada! Fiquei toda "convencida"... rsrs... Na verdade escrever é uma paixão pra mim, e sempre me lamento por não poder escrever tanto quanto gostaria... Mas ainda bem que encontrei no Blog uma forma de canalizar esse meu lado "escrevedeira", e por mais prolixa que eu seja, ainda bem que existem aqueles que gostam, como você!!! rsrs... Adorei seu comentário, e o que posso te dizer é que tento mesmo ser uma boa advogada... nem sempre consigo, mas que eu me esforço, ah, isso com certeza!!! rsrs...

Beijos, querida, e se quiser ver esse filme, talvez até goste... até eu que sou meio "enjoada" e "exigente" acabei gostando, porque é beleza e romance, e quem é que resiste a isso???