
E então o livro virou filme, e lá fui eu "sofrer" mais uma vez, chorar rios de lágrimas e sentir emoções avassaladoras.
Não há muito o que escrever sobre a história em si, porque tudo já está dito lá na resenha do livro, e o filme é bem fiel ao livro.
O que posso dizer é que é um belo filme, pra se assistir de coração aberto e, além de toda a avalanche de emoções óbvias, sentir também aquele soco no estômago de vergonha e indignação por um episódio tão horrendo na história da humanidade.
Eu nunca vou me conformar com o Holocausto, por mais que eu leia livros e veja filmes a respeito. Nunca vou conseguir entender como o Mundo permitiu que coisas daquele tipo acontecessem. Nunca vou me sentir 100% digna enquanto pessoa humana por saber que outros iguais a mim foram capazes de atrocidades daquela natureza. Eu lido muito mal com essas histórias e por mais que já saiba o final, sempre sofro e sempre me revolto.
E então a história dos garotinhos Bruno e Shmuel nos apresenta um elemento ainda mais dramático, que é o olhar da inocência infantil sobre aquela situação inexplicável.
Há que se ter o coração forte pra aguentar. Os garotinhos que interpretam Bruno e Shmuel são uns fofos, e é difícil manter o distanciamento lógico da realidade para a ficção com aquela sequência de fatos perigosos se desenrolando diante dos nossos olhos, sem que nada possamos fazer.
Cinematograficamente falando, é um filme "correto". Uma direção até conservadora, eu diria - direção e roteiro de Mark Herman (descobri depois que é o mesmo diretor de Hope Springs, um filme que eu gosto muito) - mas imagino que isso tenha sido proposital, porque a idéia do filme é mesmo contar aquela história do livro, aquela história pronta, que não requer outros artifícios para se tornar cinema.
Entre livro e filme, não sei dizer exatamente qual dos dois é o melhor. Talvez o Livro... é... acho que o livro é sempre melhor, até pela riqueza de detalhes que o filme nem sempre tem tempo de explorar, mas isso não desmerece o filme neste caso específico, pois é bem fiel à história original.
Achei uma pena que o lançamento aqui em São Paulo tenha sido tão modesto. O eterno abismo para o qual são jogados filmes muitas vezes excelentes mas de baixo ou nenhum apelo comercial.
O Menino do Pijama Listrado entrou em cartaz em pouquíssimas salas destinadas a um cinema mais "cult", e ficou pouquíssimos dias em cartaz. Tive que fazer uma ginástica tremenda nos meus horários pra conseguir assistir lá no Cine Bombril numa tarde de quinta-feira, mas valeu à pena.
Talvez você não consiga mais vê-lo nas telonas, mas logo logo deve sair em DVD, e aí sim, não perca a oportunidade!
Muito lindo! Imperdível!
2 comentários:
Eu li o livro!!! E vi o filme.. é realmente fantástico.. triste, mas acredito que transparece muito bem a época!
bjs
Jacke
oquetemhoje.blogspot.com
Já encomendei lá na locadora... você tem alguma dúvida se quero ou não assistir?????
Bjo flore
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