quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Jantar a seis

Eu tô morreeeeeeeeeennnndooooooo de saudade do meu filhote... ele foi para o Acampamento no sábado, e a casa tá um vazio só... Mas falei com ele por telefone, ele tá se divertindo muito, e é isso que importa... daqui a pouco ele tá de volta!

Por outro lado, essa semaninha "sem filho" tá uma delícia pra nós... Estamos conseguindo fazer vários programinhas que normalmente não conseguimos fazer por conta do Lucas, e é muito bom poder curtir um tempinho a dois, seja fazendo coisas simples ou programas mais elaborados...

Fomos segunda-feira ao cinema ver "Meu nome não é Johnny", depois jantamos num lugarzinho gostoso, e ontem saímos novamente para jantar, mas dessa vez foi um "jantar a seis"...

Na verdade, três casais: Eu e o Odylo, a Cátia e o Marcelo, e a Silvia e o Júnior. "Enfiamos o pé na jaca" num rodízio de sushi ali em Perdizes, e foi uma noite agradabilíssima...

Eu amo demais da conta as minhas irmãs... ADORO estar com elas, conversar, dividir momentos legais... elas são as mulheres mais importantes da minha vida... E como sou "sortuda", tenho também cunhados adoráveis, pessoas super especiais que tornam a nossa família ímpar.

Ficamos lá no restaurante até quase meia-noite... muito sushi, sashimi, conversa boa, conversa engraçada... Demos altas risadas, falamos bobagem, combinamos outros programas, e enchemos a pança de peixe crú...

E sabe o que é mais legal? É o espírito do "fazer ser legal" que todos nós temos... O Odylo e o Júnior, por exemplo... não são muito fãs de comida japonesa, o Odylo especificamente até um tempo atrás nem chegava perto, e agora já está mais acostumado, já experimenta, gosta, e experimenta de novo... O Júnior, idem! Eles até já podem ser considerados "habilidosos" no hashi... tudo pela boa vontade de curtir, de experimentar coisas novas, e de fazer a vontade da mulherada doida pelo "japonês".

E depois de um jantar impecável, a noite terminou com muita emoção pra mim... Estávamos nos despedindo na saída do restaurante quando o novo cunhado Júnior disse que tinha um presente pra nós... Eu não sou muito boa em "receber" presentes, embora adore... Fico meio sem graça, sei lá...

Bom, ganhamos uma dupla de canecas super bacanas, duas raquetes e bolinhas de frescobol... Presente no mínimo "curioso", né???

Massssssss... junto, veio uma carta, uma carta que "explicava" o motivo do lance do frescobol, e posso dizer que fazia muito tempo que eu não lia algo tão lindo... Até chorei quando li, já no carro, vindo embora...

Cartinha de várias páginas escrita à mão, pra não ser algo "impessoal", como o próprio presentador nos disse... Cartinha linda, especial, inspiradíssima!

Ameeeeeeeeeeiiiiiiii... Fiquei tão feliz... É tão bom quando as pessoas enxergam a gente de um jeito positivo, de um jeito especial... É tão bom se sentir especial...

E é tão bom encontrar pessoas que valorizam a expressão do sentimentos, sabe? A gente vive hoje em dia num mundo muito materialista, objetivo demais, grosseiro demais, insensível demais...

Esquecemos o valor e a importância das palavras, das demonstrações de carinho, de admiração... Hoje em dia é tudo muito prático, email pra cá, email pra lá, cartão eletrônico de aniversário, de Natal, cumprimentos virtuais, abraços virtuais, beijos virtuais... com um "copiar e colar", manda-se a mesma mensagem pra várias pessoas, a mesma mensagem vazia, fria, que pode até ser sincera, mas é impessoal demais, como disse o Júnior... tudo escrito com abreviaturas e em poucas linhas pra que não se "perca tempo"... E com isso perdemos tempo de viver momentos simples, perdemos a oportunidade de apreciar a beleza das coisas simples, dos pequenos gestos...

Há quanto tempo você não escreve ou recebe uma carta escrita à mão? Eu mesma, nem me lembro quando foi a última vez que recebi uma carta como nos velhos tempos... De vez em quando até escrevo, escrevo para o meu filho, escrevo cartões feitos à mão, mas o mundo é tão voraz que quase ninguém mais valoriza esses pequenos gestos...

Foi por tudo isso que fiquei tão emocionada com as palavras do meu cunhado... Ele perdeu lá o tempo dele pra escrever à mão um texto super bonito pra nós, uma demonstração sincera de carinho, respeito, admiração... Foi lindo!

E inspirou muito o nosso fim de noite - agora a dois - tanto que resolvemos até ir "jogar frescobol" em outro ambiente, e demos uma esticadinha pra passar a noite fora...

Muito obrigada, Júnior! Muito obrigada, Silvia, Cátia e Marcelo... Vocês são imprescindíveis na nossa vida, nós amamos muito vocês!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Meu Nome Não é Johnny

Arrebatador... esse foi o primeiro adjetivo que encontrei para descrever esse excelente filme nacional que está em cartaz em grande circuito.

Arrebatadora é a história real na qual o filme se baseia, a história de João Guilherme Estrella, um cara nascido em berço de ouro, que através das drogas conheceu o céu mas também chegou ao inferno;

Arrebatadora é a redenção de João Estrella, é ver que nem tudo está perdido e que, pelo menos neste caso, houve uma luz no fim do túnel, alcançada a duras penas, mas alcançada, e mantida até hoje (João Estrella é produtor musical e compositor);

E, mais arrebatadora ainda é a brilhante atuação de Selton Mello. Não dá pra negar... Selton é, se não o melhor, certamente um dos melhores atores de sua geração... versátil e extremamente talentoso, ele dá mais um show na pele de João Guilherme Estrella, e carrega, digamos assim, 60% da responsabilidade pelo filme ser tão bom quanto é.

Os outros 40% ficam divididos entre a direção dinâmica, o roteiro muito bem elaborado e a trilha sonora que é fantástica.

"Meu nome não é Johnny" começa nos apresentando ao protagonista ainda na infância, quando era uma criança feliz, que tinha tudo o que queria, inclusive e especialmente o amor dos pais. Ao contrário do que se pode imaginar sobre os grandes figurões do tráfico de drogas, o Johnny do título do filme não teve traumas na infância, não sofreu de abandono, tampouco de carência material. Muito bem educado, tinha tudo pra chegar longe em qualquer profissão, mas algo deu errado no meio do caminho.

João Guilherme acaba entrando no mundo das drogas ainda na adolescência, e com seu carisma e talento natural para ser o "líder" da turma, logo desfilava com uma legião de seguidores por onde quer que andasse. Outro traço peculiar de sua personalidade é o humor... sempre cheio de sacadas certeiras para qualquer situação, João Estrella era do tipo que seduzia muito facilmente as pessoas ao seu redor.

Só que o negócio cresceu, e justamente por essa capacidade de centralizar as atenções foi que João Estrella logo passou de simples usuário de drogas para traficante. Era o traficante da playboyzada, aquele que nunca pisou numa favela, aquele que lidava apenas com um determinado tipo de consumidores, aqueles do seu próprio meio social.

A imaturidade de João Estrella para lidar com os "negócios" era proporcional ao seu carisma = enorme. Ele traficava para consumir, e mesmo quando ganhava rios de dinheiro em operações envolvendo grandes quantidades de drogas, sua primeira reação era querer torrar tudo do jeito mais rápido que pudesse.

Encontrou na namorada Sophia (a lindíssima Cléo Pires) uma fiel companheira para suas aventuras mundo afora, e viveu dias de rei. Mas a hora de João Estrella chegou, e em meados de 1995 ele foi preso, julgado e condenado a 2 anos de prisão num manicômio judicial, pois foi considerado relativamente incapaz de compreender a gravidade de seus próprios atos.

E é lá, no manicômio judiciário, no meio de toda sorte de malucos e perigosos, que João de certa forma encontra sua redenção, Pode parecer clichê demais, mas não podemos esquecer que estamos falando de uma história real. Talvez para o garoto inconsequente que começou a lidar com o mundo das drogas sem entender direito onde isso podia chegar, esse tempo recluso tenha realmente servido para que ele recuperasse a vontade de viver, dessa vez dentro da lei.

O fato é que a personagem principal de "Meu nome não é Johnny" existe de verdade, é um cara de meia-idade que hoje em dia trabalha honestamente como produtor musical na cidade do Rio de Janeiro. Obviamente com todo o holofote do filme, João Estrella tem sido alçado ao posto de "celebridade" nacional, já deu muitas entrevistas para diversos canais de TV e está na mídia o tempo todo. E confesso que entendo ser natural essa curiosidade da mídia e das pessoas sobre ele...

Se o João Estrella da vida real é mesmo tão parecido com o João Estrella de Selton Mello, sem dúvida até eu gostaria de conhecê-lo... por alguma razão meio inexplicada, mas algo ligado a essa pureza de viver intensamente que fez com que o nosso Johnny, mesmo agindo "errado" para os padrões sociais, tenha vivido sua vida de maneira tão intensa.

Um filme imperdível, sem dúvida! Desfila com fluidez pelo humor, pelo romance, pela aventura, pelo drama... E aquela que talvez seja sua maior virtude: Não pretende julgar nada nem ninguém, não coloca a história como algo "do bem ou do mal", não alça João Estrella ao posto de mocinho tampouco de bandido... é simplesmente verdadeiro, genuíno...
Se puder, vá ver no cinema. A trilha sonora é fabulosa, e nada como ouví-la num bom som doubly-digital de uma sala bacana. O elenco é muito bom, e a história por si só, como eu disse no início, arrebatadora!


Bravo!!!

O Diário de Uma Babá


Vi hoje no finalzinho da tarde esse filminho beeeeeeeeem "mais ou menos"...

Na verdade é um filme até que agradável, mas é absolutamente previsível, totalmente "sessão da tarde", completamente "água com açúcar", embora esses fatores não necessariamente o tornem um filme ruim.

A história foi baseada num best seller homônimo de muito sucesso nos EUA, e retrata as "desventuras" de Annie Braddock (a lindíssima Scarlett Johansson), que acaba de se formar na Universidade como Administradora de Finanças, mas sonha em ser Antropóloga, carreira esta censurada pela sua mãe, que deseja como todas as mães um futuro mais promissor pra filha numa carreira mais sólida.

Com o diploma na mão, Annie não sabe ao certo o rumo que dará em sua vida. Numa de suas muitas divagações sobre o futuro, é "encontrada" por um emprego inusitado: O de Babá. Por alguma razão que nem mesmo Annie compreende, ela aceita o emprego e vai trabalhar para a "família X", composta por um pai ausente que está sempre estressadíssimo com os problemas de trabalho, uma mãe "madame" que adora ser boa mãe na teoria, mas que na verdade está mais preocupada com as aparências perante a high-society americana, e o carente filho do casal, um adorável garotinho por quem Annie não demoraria se encantar.

Em meio ao turbilhão de emoções reprimidas em que vive a família X, Annie vai aos poucos encontrando o real sentido das coisas em sua própria vida, vai aprendendo com a experiência de sua patroa que o dinheiro não pode comprar a felicidade, e acaba encontrando seu caminho, tirando grandes lições desse convívio inesperado mas, principalmente, ajudando a família problemática a "se encontrar".

Tudo óbvio demais, né??? Realmente... Eu até me aventurei a ver o filme mais por curiosidade, porque a dobradinha do elenco feminino me chamou muito a atenção - acho a Scarlett linda, talentosa, e gosto muito do trabalho de Laura Liney, que interpreta a "senhora X".

Tem sim alguma "lição de moral" no filme, algo sobre o amor ao próximo, o amor próprio, e a prisão que o dinheiro pode tornar a vida de quem vive pra ele e em função dele. Mas tudo previsível demais, inverossímel demais...

De qualquer forma, eu diria que é um filminho "simpático". Daqueles que, quando sair em DVD, pode ser pego para uma tarde nublada, sem muita coisa pra fazer, apenas pra curtir uma preguiça e devorar um baldão de pipoca... Caso contrário, é perda de tempo... tem coisa bem melhor passando no cinema, com certeza!

A História da Corrida dos Sapinhos

Recebi esses dias mais uma daquelas inúmeras mensagens em power point que lotam nossa caixa de emails e às vezes até enchem o saco... Mas mesmo assim, quase sempre leio a mensagem (dependendo do remetente, claro), e se não leio na hora, guardo para ler quando sobra um tempinho... Foi assim com a História da Corrida dos Sapinhos...
Impressionante como essa história "bobinha" veio exatamente de encontro a um momento que eu tô vivendo... Impressionante como uma história "bobinha" pode dizer com palavras simples coisas tão sérias e tão óbvias...
Por isso, resolvi reproduzir a historinha aqui... É uma mensagem interessante, que pode ser útil pra todos nós!
Beijos!
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Era uma vez... Uma Corrida de Sapinhos.
O objetivo dos sapinhos participantes era atingir o alto de uma torre.
Havia no local uma grande multidão assistindo o evento, torcendo, vibrando, comentando...
Então começou a competição...
A grande multidão espectadora da corrida não acreditava que os sapinhos, tão pequenos e frágeis, fossem capazes de conseguir chegar ao topo da torre... Por isso, os comentários na platéia eram quase unânimes, todos dizendo:
"_ Que pena... esses sapinhos não vão conseguir... vão se cansar, vão se exasperar, mas não vão conseguir... chegar ao topo da torre para alguém como eles é impossível!!!"
Os sapinhos, por sua vez, ao escutarem tais comentários, começaram a se contaminar pelo pessimismo, e foram desistindo da competição, um a um...
No entanto, havia um sapinho que não dava a mínima para a platéia, que continuava sua corrida concentradíssimo, que seguia adiante mesmo com tantos comentários desestimulantes das pessoas ao redor.
E a multidão continuava com seus gritos de "_Vocês não vão conseguir! Desistam! Vão morrer antes de chegarem ao topo da torre!".
De fato, quase todos os sapinhos desistiram... Um a um, eles foram parando, parando, parando... Exceto aquele sapinho que não demonstrava atenção para o que falavam... ele continuava, seguindo em frente, embora
estivesse cada vez mais arfante, cada vez mais cansado.
E, apesar de todos os contras, o sapinho em questão conseguiu concluir a prova, e chegou ao topo da torre.
Neste momento, a curiosidade tomou conta da multidão, que não entendia como aquele sapinho tinha conseguido chegar tão longe. Foram então até o sapinho para perguntar-lhe como conseguiu não desistir, e foi neste momento que descobriram...
O sapinho era SURDO!
Moral da História: Não permita que pessoas com o péssimo hábito de serem negativas e invejosas derrubem suas convicções, suas esperanças, sua credibilidade na sua própria capacidade!
E lembrem-se sempre que "Há muito mais poder em nossas palavras do que podemos supor... portanto, seja positivo!" (e se não conseguir ser positivo, fique quieto, não contamine os outros com sua descrença, com seu pessimismo!)
E quando alguém tentar desestimulá-lo ou dizer que seu sonho não é possível, dizer que seu trabalho não vale nada, e que você não alcançará seus objetivos, seja SURDO!

O Último Rei da Escócia


Uma visão íntima de mais um "grande" Ditador Africano, o General Idi Amim. É isso que assistimos em "O Último Rei da Escócia", filme de ficção baseado em fatos reais narrados pelo também real Dr. Nicholas Garrigan, escocês que foi o "médico particular" do General durante alguns anos.

Este é mais um filme revelador sobre os conflitos que dominam os países africanos. Eu sempre digo que gosto desse tipo de filme porque acabo aprendendo sobre uma parte nojenta da história mundial à qual não tive acesso de outra forma. Foi assim com os ótimos filmes "Hotel Ruanda" e "Diamante de Sangue", ambos já comentados aqui no Blog. E hoje, mais um soco no estômago, mais uma história de terror real, mais uma história de miséria, de morte, de intolerância...

O General Idi Amim foi "alçado" ao comando de Uganda em meados da década de 70. Imaturo, despreparado, de origem pobre e de princípios frágeis, ele não tem nenhuma base sólida para comandar o país. Tem a seu favor apenas o carisma e a força do poder, duas coisas que não hesita em usar.

O Dr. Nicholas Garrigan é um recém formado médico escocês que, na mesma época, decide abandonar a monotonia de sua vida "certinha" junto aos pais e partir para a África, em busca de "salvar o mundo" mas, muito mais do que isso, em busca de aventuras. Assim como Amim, é também imaturo, até por ser muito jovem, e embora tenha sido criado dentro de muitos princípios "cristãos", é facilmente seduzido por tudo aquilo que nunca fez parte de seu cotidiano.

O destino dessas duas personagens reais cruzam-se subitamente. Dr. Garrigan vai à Uganda e começa a trabalhar como médico de uma aldeia, junto a outros missionários brancos europeus, bem na época da euforia da população pela chegada ao poder de Amim. Fascinado pela cultura africana e pelo carismático "novo presidente", Dr. Garrigan não consegue resistir ao convite para ser médico pessoal do General, função esta que não demoraria em se tornar uma espécie de "Primeiro Ministro", tamanha a confiança e a lealdade que o ditador via no médico.

E é assim, de camarote, que o Dr. Garrigan vai acompanhando a ascensão e a decadência daquele que inicialmente era um "ídolo". A imaturidade de ambos, cada um à sua maneira, faz com que fiquem cegos um para com os "defeitos" do outro, e faz com que durante muito tempo confiem plenamente apenas um no outro. Mas a situação ilusória não perdura muito, e chega o momento em que o médico enxerga com maior clareza as atrocidades cometidas pelo seu "chefe", começa a entender que o país está atolado em uma verdadeira guerra, e que todos aqueles que ousam contrariar o presidente somem misteriosamente. Tentar fugir de todo aquele universo já não é mais possível, até porque o Dr. Garrigan, de certa forma, faz parte de tudo... Tentar fugir das garras de Idi Amim torna-se uma aventura quase cinematográfica para o Dr. Garrigan, e isso custaria, ainda, a vida de muitas pessoas.

Surreal... É isso que posso dizer da história que acabei de assistir... Não dá pra acreditar que tudo isso tenha acontecido há tão pouco tempo, que haja tanta podridão na história mundial recente e que a África comporte tantas atrocidades... É chocante o que um poder ditador pode fazer com seu povo... chocante mesmo...

Entretanto, neste filme especificamente, muito mais do que a questão do terror do povo de Uganda, me causou mais impacto a questão do "poder da sedução"... Vou me aprofundar nesse assunto no próximo post, já que isso veio de encontro a uma série de outras coisas sobre as quais eu queria escrever, mas é impressionante em "O Último Rei da Escócia" o poder da sedução sobre ambos os protagonistas... é impressionante como Idi Amim consegue seduzir o jovem médico a trabalhar pra ele, mesmo contra a vontade inicial do rapaz, e é impressionante como o jovem rapaz também consegue, à sua maneira, seduzir o Ditador a ouvir e seguir o que diz.

"O Último Rei da Escócia" é um excelente filme... eu diria que o roteiro é o ponto alto, muito bem trabalhado, como se fosse uma ficção com início (a sedução, a ilusão), meio (a descoberta da realidade, o cair da ficha), e fim (a tentativa de consertar tudo). Pena mesmo é que não seja apenas ficção, e que tantos civis tenham sido trucidados durante os anos em que durou o regime do louco Idi Amim.

Quando deposto, o ditador foi exilado no Oriente Médio, e ainda viveu até pouco tempo atrás, tendo morrido apenas em 2003.

A atuação de Forest Whitaker foi merecidamente premiada com o Oscar e o Globo de Ouro no ano passado. Realmente, o talentoso ator dá um tom muito preciso ao ditador, e no final do filme, quando passam algumas cenas do verdadeiro Idi Amim, é de arrepiar a semelhança física e nos trejeitos que vemos nos dois - o ator e o verdadeiro ditador.

O jovem ator que interpreta o médico - James McAvoy, eu não conhecia de outros papéis, mas também não deixou a desejar, e fez uma bonita frente ao veterano Forest, contribuindo muito para bom resultado.

Assim que puder, assista "O Último Rei da Escócia". É um ótimo filme, e mais que entretenimento, uma lição de história, história triste, é verdade, mas não deixa de ser história, história da nossa própria raça, e a talvez mais cruel de todas as raças - a humana.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Final de Semana "a sós"

Ontem o Lucas foi para o Acampamento Aruanã...

Foi curtir as férias, foi se divertir, e por mais que a gente morra de saudade, é uma das raras oportunidades que ele tem de fugir um pouco da rotina de "apErtamento", e de fazer programas diferentões, ter contato com a natureza, curtir uns dias de regras mais brandas, festas temáticas, enfim... É a quarta temporada que ele vai pra lá, foi a primeira vez com 5 aninhos apenas, e agora já é "veterano", na hora do embarque todo mundo já o conhece, é super legal!

Por outro lado, esses dias de Acampamento do Lucas representam também uma rara oportunidade que temos, eu e o maridão, de curtir "a dois", sem as habituais preocupações de horário, de "com quem deixar", etc...

É bem verdade que eu ando numa fase relativamente complicada, e sair não é uma coisa exatamente "atrativa" pra mim, ainda rola um certo pânico, e tal, mas eu me esforcei e, depois do gentilíssimo convite vindo da minha irmã Silvia e do cunhado Júnior, fomos no sábado ao Teatro, coisa que eu não fazia há um tempão, diga-se de passagem!

Fomos ao Teatro Crowne Plaza, ver a peça "Comida dos Astros". Vocês já devem ter visto esses caras alguma vez na vida, eles já apareceram muito na TV, e existem vários vídeos deles no Youtube. Ontem era a estréia do espetáculo, e lá estávamos nós, para nos divertir!!!

Eles fazem paródias de artistas e músicas dos mais variados estilos substituindo as palavras por nome de comidas ou coisas ligadas à culinária, e na maioria das vezes fica realmente muito engraçado, muito divertido... Achei que o espetáculo propriamente dito ficou devendo um pouco, talvez esse estilo de humor funcione melhor em pequenas esquetes do que em uma peça inteira de mais de 1 hora de duração... talvez também a falta de ritmo da primeira meia hora de peça deva-se ao nervosismo da estréia, não posso dizer com certeza o que foi que "não deu liga", mas ficou mesmo faltando alguma coisa... apesar disso, alguns momentos foram impagáveis, principalmente quando os dois artistas começaram a brincar entre si, divertindo-se e divertindo bastante a platéia também... portanto, o programa valeu muito a pena, eu dei boas risadas e o Odylo então, puxa... se acabou de rir...

Depois do teatro fomos à "Santa Pizza", uma pizzaria super charmosa na Vila Madalena, que eu não conhecia... Super diferente o lugar, li em um dos muitos quadrinhos espalhados nas paredes que ali funcionava, no passado, um cortiço. Com muita criatividade e ousadia, o cara que resolveu investir no espaço para uma pizzaria conseguiu tornar os vários cômodos do casarão em algo super atraente, há velas espalhadas por todos os cantos, quinquilharias e objetos curiosos que, inclusive, estão todos à venda, Foi o encerramento da noite com chave de ouro... apesar da chuva torrencial que caía e que deixou o lugar um pouco quente demais, foi show de bola... e a pizza então??? Delícia!!!

Foi um bom começo para uma semana de "lua-de-mel", né??? Além disso, não existe coisa mais gostosa nessa vida do que sair bem acompanhado... Eu sou completamente suspeita pra dizer, amo demais minhas irmãs e obviamente adoro sair com elas... A novidade agora é o cunhado, que tem se demonstrado uma pessoa muito agradável também, boa companhia, bom papo, um amor de pessoa! Silvia e Júnior, foi muito bom! Obrigada pelo convite, pela companhia, pela paciência com nossa vida de "casal enferrujado pra balada"... hihihi... Que possamos repetir a dose muitas outras vezes!!!

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Domingo foi um dia pra curtir a boa e velha ressaca... não só ressaca do sábado, mas ressaca da semana toda, que foi agitada, corrida, mas muito prazeroza, regada a muito Sol, piscina, cerveja, churrasco, etc... Acordamos cedo todos os dias pra poder aproveitar melhor as curtíssimas férias, e acabávamos dormindo tarde por força do péssimo hábito que temos... Estávamos praticamente virados há vários dias, então hoje aproveitamos pra tirar o atraso do sono... Eu mesma, dormi até altíssimas horas, e acordei quase revigorada... rsrs...

Saímos apenas durante a tarde para almoçar, fizemos um bate-e-volta no shopping, e passamos o resto do domingo vendo uns DVD´s que estão aqui em casa há um tempão e que nunca conseguimos parar pra ver...

Vimos 2 filmes - "Sequestro Sem Provas", bem fraquinho e que eu nem vou comentar num post próprio porque foi um filme beeeeeeeeeeeeem razoável, quase ruim... E "O Último Rei da Escócia", esta muito bom, que eu vou comentar mais detalhadamente no próximo post.

Que tenhamos todos uma ótima semana!!!


Boa Noite, e ótima sorte!!!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Que saudade!!!

OIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!

Ai, que saudade que eu tô de escrever aqui no Blog...

Mas essa semana foi "punk", no bom sentido, afinal, a Dona Farta aqui também é filha de Deus!!! Mas já tô voltando à boa e velha forma, e semana que vem postarei muitas histórias...

Por hora, só queria dar um "oi", e dizer que estou com saudades, porque escrever é um vício, e como todo vício, me faz muita falta!!!

Beijos, beijos e mais beijos!!!

Ótimo Final de Semana, e Ótima sorte pra todo mundo!!!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Hannibal - A Origem do Mal


Quem não se lembra do grande vilão "Hannibal Lecter", do ótimo filme "O Silêncio dos Inocentes"???

Pois é... como quase sempre acontece na indústria cinematográfica, toda vez que uma história ou uma personagem funciona muito bem, eles tratam de repetir a dose muitas outras vezes, até esgotar completamente "o assunto"... Não foi diferente com Lecter...

Sou fã de carteirinha de "O Silêncio dos Inocentes"... já vi muitas vezes (coisa rara, porque não gosto de ver um filme repetidas vezes), e até hoje sou meio enfeitiçada pelos mistérios do grande vilão, se estou zapeando e vejo o filme, paro novamente pra ver...

Daí ontem, domingão, altas horas da noite, nada que prestasse pra ver na TV, resolvemos assistir o último filme lançado sobre Lecter, cujo título é auto-explicativo. "Hannibal - A Origem do Mal" conta a história do vilão desde sua infância, e mostra como e porque ele virou o canibal que mais tarde ficou famoso por seus crimes chocantes.

Eu assisti também, há algum tempo, os outros dois filmes que pegaram carona no original - "Hannibal" e "Dragão Vermelho". Se eu tivesse que colocá-los numa ordem de preferência, "A Origem do Mal" ficaria em 3º Lugar dentre os 4, ganhando somente de "Hannibal", aquele com a atriz Juliane Moore no papel da investigadora Clarice do FBI - este muito ruim, ruim de doer!

Este filme mostra Hannibal como uma criança encantadora, que vive em algum lugar da Europa Oriental na época da Segunda Guerra Mundial. Filho de família nobre, ele tem sua rotina subitamente abalada quando seus pais decidem fugir da guerra, e vão para uma cabana no meio do nada. Sua irmãzinha Mischa é sua fiel companheira de aventuras infantis, e ambos assistem aterrorizados a morte dos pais em um ataque.

Tentando sobreviver e cuidar da irmã, Lecter novamente enfrenta os vilões da guerra, e perde então o que lhe restava, sua irmãzinha, de uma maneira "canibalesca".

A partir daí, o filme vai retratando a adolescência perturbada e o desenvolvimento das habilidades cruéis do vilão, num jogo de vingança que acaba por torná-lo uma lenda dos crimes, ultrapassando as fronteiras continentais e chegando à América.

Como eu disse no começo, é um filme razoável... Bem longe de ser bom, mas tem alguns pontos positivos... Pena que o roteiro se perca ao deixar de explorar melhor os vilões de Hannibal, deixando algumas coisas muito sem sentido. Pra quem gosta da inteligência e do carisma do Lecter de Anthony Hophkins, é decepção na certa... O jovem ator escalado para o papel não é dos piores, mas sua inexperiência para viver uma história tão complexa faz com que ele exagere e não convença.

De qualquer forma, dá pra assistir... Não deixa de ser um suspense, embora previsível, e como nessa história ninguém precisa fazer exercícios pra descobrir quem é o algoz, não deixa de ser um ponto de vista diferente de tantas outras histórias de mistério que tentam fazer por aí.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Reveillon em Família

Acaboooooooooouuuuu... 2007 já era, as festas acabaram, e apesar da ressaca, temos que recomeçar... Que venham dias melhores!!!

Neste final de ano renunciamos à badalação, coisa que eu particularmente nunca curti muito em festas de Natal e Ano Novo, e decidimos comemorar apenas com nossa pequena mas unida família, aqui em casa...

O Natal já tinha sido muito bacana, e o Reveillon foi ainda melhor... Dentro de toda nossa simplicidade, conseguimos construir um ambiente super agradável, com direito a decoração temática e tudo, e foi show...

As comemorações começaram na noite do dia 30, domingo, quando minhas irmãs e meu cunhado vieram aqui pra casa trazer algumas coisas que usaríamos na festa da noite seguinte, e diante daquele calorão terrível e da véspera de feriado, antecipamos a bebedeira e enchemos a cara em pleno domingão, até altas horas...

Na virada do ano, depois de ceiar, novamente ficamos até umas 3 ou 4 da madrugada jogando conversa fora, falando bobagem, bebendo e dando muita risada... E no dia do "enterro dos ossos", como diz meu marido, repetimos a dose, de modo que toda a farra terminou agora há pouco, quase meia-noite do primeiro dia do ano... e só terminou porque amanhã, quarta-feira, todo mundo trabalha, senão estaríamos até agora comendo, comendo, bebendo, bebendo, falando, falando...

Não tem coisa melhor nessa vida do que estar rodeada de pessoas amadas, do que estar em família, à vontade, celebrando a vida e mais uma oportunidade de estarmos juntos... Claro que dá um trabalhão, a Dona Farta aqui quase derreteu na beira do fogão e do forno horas seguidas, e depois de tudo há uma pilha interminável de louça pra lavar, mas... na boa??? Eu Amo Muito Tudo Isso!!!

Amo a casa cheia (considerando que no meu apertamento, 3 ou 4 pessoas extras já enchem), amo cozinhar pra um montão de gente, amo até a bagunça que essas reuniõezinhas fazem, porque é o tipo de bagunça gostosa, que vem com muitas outras coisas boas junto!!!

More, Lucas, Silvia, Cátia, Marcelo e Pai (e Ligia, numa conferência telefônica direto de Las Vegas): Obrigada por terem entrado no clima e tornado minha passagem de ano tão especial!!! Que 2008 seja tão maravilhoso como começou, pra todos nós!!!


FELIZ ANO NOVO!!!





Minha irmã Silvia com sua medalha pela participação na "Corrida de São Silvestre"... o negócio aqui é chique, viu, gente!!! hihihi



Que em 2008 tenhamos sempre a mesa farta!!!


Não falei que tivemos até uma "decoração especial"??? Eu não achei as flores que eu queria, nem as velinhas duraram o tempo que eu gostaria, mas ficou lindo mesmo assim, né???



Um brinde ao Ano Novo!!! Que seja um ano verdadeiramente Feliz!!!