domingo, 7 de dezembro de 2014

Onde eu encontro a Poesia

Corri hoje a tradicional prova "Sargento Gonzaguinha" . 

15km debaixo de um Sol muito forte, levando meu corpo cansado ao limite e brigando minuto a minuto com a cabeça que insistia na ideia de desistir.

"Pra que passar por isso?", alguns poderiam me perguntar, afinal, se eu corro por prazer de fato parece não fazer sentido enfrentar tanto desprazer numa prova.

Acontece que o prazer é apenas mais um sentimento subjetivo que depende de perspectiva para ser sentido em maior ou menor grau, como aliás é a maioria dos sentimentos e sensações. E quanto mais difícil uma missão, maior é o êxtase de tê-la cumprido. Se tem uma coisa que eu tenho aprendido nessa vida é que na grande maioria das vezes quanto mais difícil, melhor ela é. 

E daí eu estava lá, sofrendo a cada passada, sentindo o peso das pernas já no km 8, 9, segurando um trotinho muito do sem vergonha e mesmo assim acabada, a vontade de desistir que não se afastava da minha cabeça, os corredores se distanciando e eu ficando pra trás... E então eu entrei no km 10, e no exato momento em que comecei a correr pela área da "Comunidade do Gato" (pra quem não conhece ou não é de SP, trata-se de um conjunto habitacional popular construído às margens da Marginal Tietê e que substituiu uma grande favela que havia no local), o shuffle do celular me mandou "That's My Way".

De repente eu não sentia mais minhas pernas... Eu simplesmente segui correndo/trotando, deslumbrada com aqueles grafites maravilhosos feitos nos predinhos, obras de arte tão cheias de sentimentos e significados colorindo a vida daquela gente sofrida que mora por ali, isso tudo enquanto o Edi Rock cantava "... encare a guerra de frente mesmo sendo ruim, somos soldados e sobreviventes sempre até o fim, olhe pra mim e veja o quanto eu andei, envelheci, eis-me aqui, nunca abandonei".

De repente, tudo era poesia.

Eu corri e cantei, corri e cantei, observando o colorido da comunidade e sendo observada com curiosidade por alguns poucos que circulavam por ali. Eu corri e cantei, enquanto sentia as lágrimas molharem meu rosto suado e embaçarem os óculos de Sol. Eu sacudi os braços, eu gritei, eu PIREI. E chorei. Chorei. CHOREI.

Foi catártico.

De repente minha vida passou diante dos meus olhos assim, como um videoclipe criado a partir da convergência de informações que, juntas, faziam todo o sentido: a letra da música, o sofrimento do percurso, o contraste do cenário, a vontade de desistir sendo minuto a minuto vencida pela vontade de terminar... desistir não era mais uma opção... Tudo era poesia. A poesia da MINHA VIDA. 

Saí de casa pra correr mais uma prova, e voltei extasiada. Jamais imaginei que viveria algo como o que vivi ali, naqueles poucos minutos em que corri pela Comunidade do Gato ao som de That's My Way.

Voltei transformada. À flor da pele. E mais certa do que nunca de que, aconteça o que acontecer, a luz do sol sempre vai iluminar o meu amanhecer, e se na manhã o sol não surgir, por trás das nuvens cinzas tudo vai mudar, a chuva passará e o tempo vai abrir, e a luz de um novo dia sempre vai estar pra clarear, iluminar, proteger e inspirar o meu caminho.

That's my way, and I go!



terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Eu me equilibro e requebro.

A gente veste a fantasia de mulher maravilha e fica ostentando força, energia, otimismo, disposição e alegria (genuina na maioria das vezes, amém!), e o mundo simplesmente acha que a vida é assim mesmo o tempo todo...

Não que eu esteja lá me importando muito com o que o mundo acha ou deixa de achar, mas de vez em quando é bom lembrar que no fundo é tudo uma questão de opção - SIM, OPÇÃO!, e depois que a gente entende que a vida vai sempre nos dar limões - apenas e tão somente limões, a gente ESCOLHE parar de reclamar do azedume e transformar tudo em caipirinhas (ou limonadas, para os abstêmios), porque é justamente aí que reside toda a graça e toda a grandeza de se viver.

Tudo tão clichê, tão filosofia de boteco... Mas é assim que é.

A gente aprende a partir da premissa de que tudo vai dar errado sempre - porque tudo sempre dá errado mesmo, em algum momento sempre dá merda, e o que vai fazer valer a pena cair e levantar mil vezes é o tanto que a gente vai conseguir "rir do" ou "aprender com" o tombo.

A gente aprende a parar de reclamar do inevitável e começa e entender que a felicidade definitivamente está nos menores e mais idiotas momentos e gestos, que a gente é capaz de sobreviver com quase nada, que a gente precisa de muito pouco pra seguir adiante, e que a gente precisa aprender a rir de piadas tontas e a experimentar coisas novas sem medo do que os outros vão pensar. 

Tudo tão clichê, tão filosofia de boteco... Mas é assim que é. 
Eu que o diga!


Já dizia Guimarães Rosa, o que a vida quer da gente é CORAGEM.


Estou num momento de recomeços, e não é fácil encarar recomeços aos 38 anos de idade, quando o mundo te cobra apenas resultados e conquistas, e te julga com base em tudo aquilo que NÃO sabe. Mas acontece que pode me faltar de um tudo nessa vida (e falta, viu?!), só não me falta coragem (exceto com relação a baratas, continuo tendo zero coragem de enfrentá-las), e com coragem eu sigo recolhendo meus limões, fazendo minhas caipirinhas, bebendo, caindo e levantando, um milhão de vezes se for preciso.

E tentando me divertir ao máximo no meio desse processo todo, porque eu vim nesse mundo foi pra gargalhar de doer a barriga mesmo (embora o choro às vezes seja inevitável).

A vida não é cor de rosa, nem de longe. Ela tem apenas 9758906434 trilhões de tons de cinza. Mas eu sou tinhosa, pego minhas canetinhas e vou pintando tudo da cor que eu quero. Só tem sentido se for assim. Até mesmo nos dias em que eu escolho pintar tudo do cinza mais cinzento que existe.

Porque, como diz essa letra maravilhosa do meu amado Lenine:

"saiba que minha alegria, como é normal todavia, com a dor é dividida. 
eu sofro igual todo mundo, eu apenas não me afundo em um sofrimento infindo. 
eu posso até ir ao fundo de um poço de dor profundo, mas volto depois sorrindo. 
em tempos de tempestades, diversas adversidades, eu me equilibro e requebro. 
é que eu sou tal qual a vara, bamba de bambu-taquara, eu envergo, mas não quebro!"

TOTALMENTE EU.


Apertem o play aí, que essa música é um hino. MEU HINO!





** E eu teria feito este post diretamente no facebook, como tem sido sempre, mas hoje uma nova colega de trabalho comentou sobre meus escritos, e me reacendeu a vontade de postar algo por aqui, pra tirar a poeira. Beijinhos procê, Narel! Obrigada pela inspiração! ;-)

sábado, 25 de janeiro de 2014

Inspiração

Eu tinha acabado de correr os sofridos 10km do "Troféu Cidade de São Paulo", e estava ali no meio da galera no pós-prova, zanzando pra lá e pra cá, tirando umas fotos e tentando encontrar forças pra andar mais outro tantão até onde o carro estava estacionado.

Parei debaixo de uma das muitas árvores frondosas que existem no entorno do Obelisco do Ibirapuera pra aproveitar a sombra e checar o celular, e estava lá distraída postando a foto da minha medalha no Facebook quando um homem me abordou:

"Sem querer incomodar, será que eu posso te dar um depoimento?", ele disse enquanto se aproximava e me olhava de um jeito meio repreensivo, e na mesma hora eu retruquei, meio ríspida: "Já sei, o senhor vai falar que foi roubado por ficar distraído com o celular na mão em algum lugar público, e que eu devia tomar mais cuidado ao invés de ficar parada no meio do Ibirapuera com toda a atenção voltada para o celular, né?"

"Não! Nossa... não, não! Nada disso... eu apenas queria te dar um testemunho de vida mesmo...", ele respondeu, agora num tom tão excessivamente simpático que eu não consegui disfarçar uma bufada e uma torcida no nariz, certa de que ele era na verdade algum evangélico fervoroso que ia tentar me converter.

((não que eu me orgulhe disso, mas quem me conhece sabe que eu sou um poço de antipatia e má vontade quando o assunto é "bater papo com estranhos", sou ZERO receptiva a este tipo de abordagem, gostaria de não ser assim, mas é o ~meu jeitinho~ ogro de ser, desculpa sociedade!)) 

Eu estava com um dos fones do iPod no ouvido escutando minha playlist "docinho de côco" (AC/DC, Black Sabbath, Iron Maiden, Led Zeppelin e outras cançõezinhas ~leves~ do gênero), e apenas olhei para o homem tentando demonstrar minha total falta de interesse no que quer que ele tivesse pra me dizer, pra ver se ele se tocava e ia embora, mas ele prosseguiu:

"Olha, moça... eu sei que pode parecer estranho, mas você vai entender. Há 3 anos eu tive uma doença muito grave na coluna, precisei fazer várias cirurgias e fui desenganado pelos médicos..." - e se virou pra me mostrar uma cicatriz enorme que começava na nuca e descia pelas costas - ".. mas 3 anos depois de todo aquele terror eu estou aqui, porque por alguma razão que eu também desconheço, a vida achou que eu merecia uma segunda chance."

E continuou:

"Não vou entrar em detalhes porque não é o caso, mas fato é que tem muita gente que gostaria de ter uma segunda chance de viver e não tem, e eu tive. Eu nasci de novo, e hoje estou aqui, curtindo um estilo de vida saudável, corri, tento me alimentar bem, tento viver da melhor maneira que eu posso, porque eu encaro essa segunda chance como um presente, sabe?"

((neste momento eu tirei o fone do ouvido e realmente comecei a prestar atenção no homem))

"A gente não entende todas as coisas que acontecem na vida, às vezes pessoas boas vão embora antes da hora, às vezes a gente tem que lidar com doenças, com dificuldades, com problemas graves, isso acontece com todo mundo... mas muitas vezes a gente só entende o real significado da vida quando a gente passa por algo como isso que eu passei. E é por isso que hoje eu conto essa história pras pessoas assim aleatoriamente, porque eu acho que as pessoas precisam saber que coisas boas também acontecem, e que sempre vale à pena enxergar a vida como um presente, porque é isso mesmo que ela é, um grande e generoso presente. O jeito que eu encontrei de agradecer ao Universo por esse meu renascimento é esse, é compartilhar minha história com as pessoas para que, quem sabe, sirva pelo menos de inspiração. Me sinto muito abençoado, e não posso guardar essa bênção só pra mim, quero compartilhar com o mundo."

((eu, neste momento, já estava com meio metro de boca aberta e me segurando pra não chorar))

"Era isso que eu queria dizer, moça. Desculpe te interromper aí (e apontou com a cabeça para o celular, ainda na minha mão), espero que não me leve a mal... Tenha um bom dia, e uma ótima vida!". Acenou, sorriu, e foi embora.

E quando ele sumiu da minha vista eu finalmente deixei uma lágrima cair, e voltei pra casa pensando que a vida é mesmo muito surpreendente.

Havia cerca de 10mil pessoas no Obelisco do Ibirapuera nesta manhã de Aniversário de São Paulo. E no meio de tanta gente eu, a pessoa mais cética e antipática do planeta, fui uma das "escolhidas" pra ouvir o tal depoimento daquele homem simples que de fato não queria nada além de contar sua história. Não era um religioso fanático querendo me converter, como eu pensei no começo. Não era um maluco, não era um tarado, não era um inconveniente, não era um ladrão, não era nada além de uma pessoa comum e e coração generoso o bastante para correr o risco de lidar com a hostilidade alheia pelo simples anseio de multiplicar a sua própria bênção. 

Não, eu não acho que isso signifique nada especificamente. Mas sem sombra de dúvidas foi muito Inspirador.

E, seguindo a lógica do meu ilustre amigo desconhecido, eis-me aqui multiplicando a história, até porque, no fim das contas, de tudo de tudo eu acho que a vida é isso mesmo: um presente. Um presente que a gente nem sempre usa direito, mas ainda assim um presente, que às vezes só precisa de um pouco de inspiração pra ser melhor aproveitado.

É isso. =)

domingo, 5 de janeiro de 2014

"Mas"

Esquisitices. Quem nunca?

Tenho pra mim que todo mundo lida com dificuldades de maneira muito esquisita, o problema é que a esquisitice do outro parece sempre muito mais esquisita que a nossa própria, tanto que torna quase impossível não proferirmos um julgamento ou uma crítica quando o outro está apenas tentando lidar com suas dificuldades, à sua maneira.

Como somos pretensiosos achando que o nosso jeito é sempre mais correto, né? 

Algumas pessoas até tentam aliviar e dizer que ~entendem~ a esquisitice, o momento, mas a frase do "te entendo" vem sempre, SEMPRE, seguida de um "MAS" reprovador.

E aí, né? Anula completamente a pseudo-compreensão. Anula inclusive as boas intenções, anula tudo, e apenas coloca mais lenha na fogueira da esquisitice, daí depois as pessoas não entendem os extremos.

Ahhhh vida difícil, viu?!

(Nada não, só aqueles momentos de pensamento alto além da conta)


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Dois Mil e Quatorze

2013 foi um lindo.
Fanfarrão, porém lindo! ❤️

Porque até os anos mais lindos são suscetíveis às travessuras, talvez até como forma de darem uma "movimentada" na rotina, e 2013 não se fez de rogado neste quesito: começou desafiador, quase assustador, mas aos poucos foi se mostrando um ano de pequenas-grandes conquistas, foi ficando realmente legal, e em determinado momento eu não hesitava em dizer que estava mesmo sendo o melhor ano da minha vida.

Mas daí chegou o último trimestre, e quando eu já começava a fazer planos para 2014, movida pela empolgação de um ano tão bom, aí então 2013 colocou as manguinhas de fora e começou a fazer suas fanfarrices, e, olha... Quaaaaaase me derrubou, viu?

Eu diria que foi um último trimestre que quase teve a força de apagar os 3 trimestres anteriores, mas já aos 45' do 2o. tempo eu raspei o tacho pra encontrar os fiapos de forças que ainda estavam por ali e decidi que NÃO, aquele último trimestre horroroso não ia ter o poder de apagar tudo de incrível que foi conquistado antes.

E é por isso que, quer 2013 queira ou não, vou sempre mantê-lo no rol dos anos bons, bons e surpreendentes, aliás, porque eu que nem gosto(ava) de números impares, fui me enamorar perdidamente logo de um 2013, vejam só! 

Acabou, já foi, ufa! Missão cumprida. Aos trancos e barrancos, mas cumprida!

Bora começar tudo de novo, porque como diz aquele poema do Drummond, o cara que teve a idéia de cortar o tempo em fatias chamadas "ano" foi um gênio, industrializou a esperança e a fez funcionar no limite da exaustão, com a possibilidade de renovação a cada virada de ano, e que bom que é assim, né? 

Que bom que podemos recarregar as baterias das esperanças e começar tudo de novo com um pouco mais de fé. Que a recarga seja forte o suficiente para manter nossas esperanças vivas até a próxima recarga.

Seja bem-vindo, senhor Dois Mil e Quatorze! Seja bonzinho e menos bipolar do que foi seu colega anterior, por favor! Existem medicações ótimas pra bipolaridade hoje em dia, qualquer coisa é só me chamar que te dou as dicas! :p

Quero ser feliz no Ano Novo, mas quero ser feliz quando o Ano Novo já não estiver mais tão novo assim também. 

Quero um feliz ANO TODO! Pra mim e pra vocês! :)


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Redes sociais são incríveis, e à parte algumas chateações inevitáveis, elas proporcionam ganhos inimagináveis - de pessoas, conhecimento, experiência, etc.

Mas as redes sociais também nos tiram o já escasso tempo, e então a gente começa a abandonar algumas coisas sem nem se dar conta, como por exemplo aquele velho cantinho que um dia foi um Blog ativo. 😩

Saudade de conseguir postar aqui com frequência, mas a verdade é que quando quero escrever algo, acabo escrevendo lá no Facebook pelo costume, por estar mais à mão, pelo vício, sei lá, e assim vou ficando mais e mais distante daqui. 😭😭😭

Vou tentar mudar isso. Nem sei se alguém ainda passa por aqui, mas não importa... Nem que seja pra replicar as baboseiras que digo nas redes sociais aqui, eu vou tirar a poeira daqui. 

Assim que der tempo.
Esse é o problema, né?
Mas eu vou. Juro que vou.
Ou não me chamo Chiquinha Gonzaga. 😝



segunda-feira, 24 de junho de 2013

37 com carinha de 36,5 e humor de... 60?

Cena 1: Dona Farta contando causos da infância:
_ Então, amiga, quando eu era criança pequena lá em Barbacena, eu gostava muito de ...
_ Ué, Fartinha, você é de Barbacena? Nunca me falou isso!

~cri-cri-cri~

Cena 2: Dona Farta reclamando do frio de SP:
_ Nossa, amiga, hoje tá demais! Antigamente eu não sentia tanto frio...
_ Ahhh, Fartinha, eu sempre fui muito friorenta.
_ Pois eu sempre fui Cinira, sempre senti muito calor.
_ Cinira? Quem é Cinira?

~cri-cri-cri~

E é neste momento que você entende o PESO da idade chegando.

Porque, né? 

Quando você tem que explicar pra uma amiga mais jovem que "quando eu era criança pequena lá em Barbacena" era uma frase clássica da Escolinha do Professor Raimundo, e quando você tem que explicar pra essa mesma amiga que "Cinira" era uma personagem calorenta da novela Tieta, é aí que você entende que o mundo é da ~New Generation~, e que você já pode ir pra fila do Bingo passar as tardes com quem vai te entender quando você tentar ser engraçada!

É oficial: Tô velha. =(

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Gente-robô


Uma Máquina pode ser incrível, mas é apenas uma Máquina: construída e programada para executar tarefas específicas repetidamente.

Já o Ser Humano é uma espécie de Máquina-Dinâmica-de-Excelência: possui cérebro e autonomia para executar a tarefa que quiser, do jeito que quiser, quando e como quiser, inclusive múltiplas tarefas todas ao mesmo tempo sem comprometer a qualidade de nenhuma delas. 

Ao contrário das Máquinas, o Ser Humano é um universo infinito de possibilidades; se de uma Máquina a gente sabe exatamente o que esperar, de um Ser Humano a gente nunca sabe, e é aí que reside o grande barato da convivência humana. 

~Teoricamente.~

(...)

Nunca, jamais, nem que eu viva mil anos, vou entender gente que escolhe viver como uma máquina pré-programada, gente que só consegue fazer uma mesma coisa e falar de um mesmo assunto o tempo todo, gente que não muda, não varia, não diversifica, não experimenta, e não aproveita todas as infinitas possibilidades que a vida nos disponibiliza diariamente.



Que PREGUIÇA colossal que eu tenho de gente monotemática!!!

Vamos falar de livros?
Vamos falar de filmes?
Vamos falar de política?
Vamos falar de novela?
Vamos falar de saúde?
Vamos falar de solidariedade?
Vamos falar de educação?
Vamos falar de amor?
Vamos falar de sexo?
Vamos falar de moda?
Vamos falar de música?
Vamos falar de malhação?
Vamos falar de comida?
Vamos falar de artes?
Vamos falar de cultura?
Vamos falar do clima?
Vamos falar de futebol?
Vamos falar de dieta?
Vamos falar de chocolate?
Vamos falar de tecnologia?
Vamos falar de maquiagem?
Vamos falar de física quântica?
Vamos falar de humor?
Vamos falar de coisa boa (iogurteira top therm? tekpix?)?
Vamos filosofar sobre as mulheres-frutas?
Vamos discutir o sexo dos anjos?
Vamos jogar conversa fora?
Vamos falar bobagens?
Vamos falar de coisas úteis?
Vamos falar de coisas fúteis?
Vamos falar de coisas inúteis?
Vamos falar de qualquer coisa?
Vamos falar de todas as coisas?
Vamos variar???

Ninguém precisa escolher um único assunto pra guiar a vida, por mais especialista que seja. Ninguém precisa se limitar!

Prestenção, gente! 

"keep calm and VIRA O DISCO!"

(só um toque... pra ninguém, e pra todo mundo também!)

terça-feira, 23 de abril de 2013

How can you mend a broken heart?



"... And hou can you mend a broken heart?
How can you stop the rain from falling down?
How can you stop the sun from shining? ..."


(pra ouvir durante o banho dançando lentinho com você mesmo, enquanto a água cai e lava o corpo, a alma, e aquelas lágrimas teimosas que de vez em quando teimam em cair.)

(não que eu mesma faça isso, magiiiiiina! estou apenas dando uma dica! :p)

S2 Al Green!



P.S.: Tem essa versão antiquíssima dos Bee Gees também, que não supera a original, mas tem o seu valor, até porque Bee Gees é sempre muito amor, né?!






terça-feira, 16 de abril de 2013

Clichês não são Clichês à toa...

... Tanto que uma das maiores verdades da vida, uma das poucas verdades, aliás, é que todo mundo acaba colhendo o que plantou. A colheita pode até demorar e vir de uma forma não tão óbvia, mas que ela vem, ahhhhh vem!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Depende. (reprodução)

É isso.

Mas eu jamais conseguiria transcrever com a mesma elegância e precisão do querido Mateus Medina , então vou apenas reproduzir:




DEPENDE 

Às vezes falo, às vezes me calo
Depende muito da chuva lá fora
Do halo que circunda minh'alma,
Depende da calma... ou falta dela 

Às vezes corro, às vezes paro
Depende da pressa, do que interessa
Da preguiça que às vezes assoma
E me paralisa quando me toma 

Às vezes rio, às vezes choro
Depende de coisas que desconheço
Tem um preço; a lágrima, o riso
Rio e choro, tudo junto, se preciso 

Às vezes fico, às vezes parto
Depende da música no botequim
Se fico estou sempre partindo,
Se parto, fica um pouco de mim 

(Mateus Medina)




Link para a postagem original AQUI.
(mas não se limitem a ela, aproveitem e passeiem sem pressa pelos Rabiscos... foi um dos meus melhores achados na blogosfera de todos os tempos!)

Obrigada pela generosidade, Mateus! 
E obrigada por dizer aquilo que reles mortais como eu nem sempre conseguem verbalizar! =D

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O cúmulo da baixeza

Às vezes um golpe baixo é tão baixo, tão baixo, mas tãããããããããão baixo, que passa longe de atingir e vira apenas uma videocassetada; provoca *risos* e, dependendo das circunstâncias, alguma pena, alguma lástima, algum espanto e algum inconformismo com a inacreditável capacidade que alguns seres humanos tem de INvoluir.

(tenho uma fábula pra ilustrar esta reflexão, mas vai ficar pra 2013)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

domingo, 23 de dezembro de 2012

O doce sabor de alguns gestos

"Você pode sempre contar comigo... até pra esconder um cadáver, se for preciso!"

Espero nunca precisar esconder um cadáver (nunca se sabe, né?), mas é bom saber que, ~mesmo que a dor varra os ares, como aviões longe dos hangares~, apesar das minhas escolhas erradas, e apesar de todos os pesares, terei sempre você como alguém muito importante, tão importante que é impossível definir em uma palavra.

S2 you!


domingo, 25 de novembro de 2012

Para Isa

Isabelinha,

Sempre quis muito ser Tia, mas sua mãe e suas outras tias não facilitaram muito as coisas pra mim. Demorou, seu primo Lucas foi crescendo e nada de eu ganhar um sobrinho, até que num belo dia de 2011 sua mamãe deu a notícia de que você finalmente estava a caminho, e a família inteira fez a maior festa. Como você era desejada! 

Você era apenas um embriãozinho na barriga da sua mamãe e eu já te amava tanto! Você era o assunto de todas as conversas, fazíamos mil planos para quando você chegasse, e a vida de todos nós se tornou muito mais legal por sabermos que em alguns meses poderíamos te conhecer.

Lembro de uma tarde em que fui à sua casa pra ver o enxoval que sua mamãe tinha feito pra você. Ela já estava bem barriguda e seu quartinho quase pronto, e enquanto mexíamos nas roupinhas eu ficava imaginando como você ficaria linda em cada uma delas... Parecia um sonho!

E então chegou o grande dia, 24/11/2011. Telefonei muitas vezes pra sua mamãe naquele dia (assim como em todos os dias anteriores), porque já não aguentava mais esperar pra poder te ver e te pegar no colo. Estávamos todos na Maternidade, que aliás foi a mesma Maternidade onde 11 anos antes seu primo Lucas tinha nascido, e fizemos muita bagunça enquanto sua mamãe se preparava pra ir para a sala de parto. Você já nos conhece e sabe como somos quando nos juntamos, e a algazarra nos corredores da Pró-Matre naquele dia foi memorável.

Quando finalmente chegou a hora eu, seu primo Lucas, suas tias Ligia e Silvia e seu tio Laudo ficamos inquietos do lado de fora do Centro Cirúrgico, andando pra lá e pra cá e falando todos ao mesmo tempo, até que nossa agitação foi interrompida pela notícia de que você tinha nascido. Grudamos no vidro da porta, e quando a luz se acendeu pudemos te ver pela primeira vez, e aquela imagem linda encheu nossos corações de um Amor indescritível. As nossas caras de felicidade (tem uma foto disso, você pode conferir!) registram um milésimo do que aquele momento significou nas nossas vidas! 

Não acredite quando te disserem que mágica não existe, Isa. Mágica existe sim, e aconteceu naquela noite de quinta-feira quando você nasceu, porque imediatamente o Mundo se transformou em um lugar muito melhor!

1 ano se passou, e nada mudou, muito pelo contrário: o amor apenas aumenta todos os dias. Você me ensinou uma nova e deliciosa forma de amar, e quando eu estou triste ou brava com alguma coisa, basta lembrar do seu sorriso que fico melhor. Você tem "o poder", Isa... você é como um raio de sol, que ilumina tudo ao seu redor!




Não existe em lugar nenhum da galáxia bebezinha mais linda, doce, fofa e divertida que você! Eu sei que isso parece conversa de tia babona, mas quem te conhece sabe que é verdade. Você é uma overdose de Amor na minha vida, e serei eternamente grata à sua mamãe por ter me dado uma sobrinha tão perfeita!

Te Amo demais, Isabelinha!
Parabéns pelo seu 1o. aninho, 
e Feliz Vida, my sunhine!

Com amor,
Tia Flávia.

domingo, 18 de novembro de 2012

Wanna rock´n roll all night...

... And party every day!!! \o/



Para celebrar o ingresso do Zelão na famigerada ~Adolescência~, fomos hoje ao nosso 1o. show de rock juntos, e o que posso dizer é que definitivamente alguns momentos nessa vida de mãe continuam sendo INDESCRITÍVEIS.

Filho, espero que tenha sido pra você tão especial e inesquecível como foi pra mim.  
Feliz Aniversário!
Feliz 12 Anos!
Feliz Adolescência!
Feliz Vida!!!
 
Obrigada por existir, por ser esse garoto sensacional, e por me proporcionar emoções únicas como as de hoje! Sou a mãe mais feliz da galáxia! 
TE AMO!!!

sábado, 17 de novembro de 2012

Habemus Adolescente!

Segundo o Estatudo da Criança e do Adolescente, "é considerado adolescente a pessoa com idade entre 12 anos completos e 18 anos incompletos...", o que significa que a partir de hoje deixo de ser mãe de uma criança e passo a ser oficialmente mãe de um adolescente.

[...pausa dramática...]

É inevitável sentir um certo pânico ao pensar em tudo que está por vir. A adolescência é uma fase linda mas também difícil, cheia de transformações físicas e emocionais com as quais nem sempre é fácil lidar, sem falar na dificuldade que é para uma mãe entender que seu filho cresceu e é cada vez mais do Mundo, e cada vez menos seu.

Cadê o bebê que até outro dia eu carregava nos braços? Cadê o molequinho que ainda ontem dependia de mim pra tomar banho, pra se vestir, pra se alimentar?  

Foram 12 anos que, desculpem o clichê, voaram na velocidade da luz. Chego a duvidar que já exerço o papel de mãe há tanto tempo! Eram tantos os medos de não dar conta, de não saber cuidar da cria, de não conseguir educá-lo bem, de não ser uma boa mãe... Mas eis-me aqui hoje, 12 anos depois de viver o dia mais incrível da minha vida, com um rapazinho lindo, saudável, inteligente e cheio de personalidade ocupando o quarto ao lado, o que talvez signifique que, bem... eu dei conta!

Agora há pouco, depois do tradicional "parabéns da meia-noite", eu falei pra ele: "Filho, não temos mais criança nesta casa, agora você é um adolescente!", e então ele me olhou com aquela carinha de quem não tem muita certeza se isso é mesmo um bom negócio e me respondeu: "Tá, mãe... sou adolescente, mas adolescente da fase 1, vai com calma!"

Pois é... crescer dói, e acho que Zelão já sacou isso, tanto que ele mesmo quer ir com calma, e é assim que iremos, aliás foi assim que chegamos até aqui: construindo uma história juntos com muito amor e respeito, ensinando e aprendendo, cuidando um do outro sempre!

Eu sou na verdade uma pessoa muito privilegiada por ter o filho que tenho. Ele nunca me deu um pingo de trabalho, e talvez seja até por isso que eu nem senti o tempo passar. Meu Zelão é um menino de ouro, e quem o conhece sabe que essa afirmação não é apenas babação de mãe coruja. 

Ele é um ótimo filho, e já deu muitas demonstrações de que será um grande homem. O que mais eu poderia querer?

Por isso hoje tudo que eu desejo é que possamos continuar nesse caminho, que possamos continuar crescendo juntos e aprendendo a enfrentar a vida com sabedoria, dia após dia.

Muitas novidades estão por vir, muitas descobertas, muitas dúvidas, talvez alguma rebeldia, talvez alguns atritos... Mas a cumplicidade que construímos ao longo destes 12 anos há de ser mais forte que tudo, e o Fantasma da Adolescência há de se dissipar. Amém! =D


AMOR MAIOR DO MUNDO.

FELIZ ANIVERSÁRIO, 
MEU ADOLESCENTEZINHO LINDO!

Você é simplesmente DEMAIS!



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Não Só o Gato

"Não Só o Gato" é um site delicioso sobre experiências curiosas, viagens, e outras cositas más. Vale muito à pena visitar e passar um tempinho desfrutando do conteúdo super diferenciado que os lindos Adolfo e Fernanda postam por lá! Tem sempre post novo, um mais interessante que o outro! 

E justamente por ser um site tão bacana é que fiquei extremamente honrada por ter um relato meu publicado no NSG. Falei sobre a experiência transcendental que vivi no Centro de Santiago em viagem recente, e você pode conferir todos os detalhes e entender o que houve na Catedral Metropolitana naquele dia clicando aqui.

Até as melhores experiências da vida só têm sentido quando podemos compartilhá-las. 

sábado, 13 de outubro de 2012

#VidaDeMãe

Ontem à tarde saí pra dar uma volta com a cria, e lá pelas tantas, como sempre fazemos quando passamos muito tempo no carro, começamos uma brincadeira meio nonsense de fazer trocadilhos com letras de musicas aleatórias que tocam no radio.

Abobrinha vai, abobrinha vem, até que Zelão solta uma longa gargalhada pra depois me dizer, meio resignado e encerrando a brincadeira: "tá bom, mãe! você às vezes é muito tosca!"

** cri cri cri cri **

Daí hoje estou eu concentrada vendo a novela, devidamente enrolada no edredon pra me aquecer nesse inverno fora de época que estacionou em SP (adoooro, que conste dos autos!), quando de repente Zelão vem para o meu quarto e, tal qual um gato manhoso, se enrosca todo em mim, no edredon e se aconchega deliciosamente no meu colo.

Meu coração se enche de ternura e eu fico minutos a fio fazendo cafuné, até que resolvo perguntar: "tava com saudade do colinho da mamãe, filhote?", ao que ele prontamente responde: "dããã, não né mãe! eu tava com frio! esquenta meu pé aí, vai!"

** cri cri cri cri **


Tem como não amar???