domingo, 8 de julho de 2007

Letra e Música



Bem "levinho"... Foi o adjetivo mais justo que encontrei para "Letra e Música", comédia romântica que eu assiti ontem à noite e que, confesso, me fez quase dormir em alguns momentos meio "monótonos" demais... mas que também me fez dar boas risadas em outros momentos bastante divertidos...
Na verdade "Letra e Música" tem a grande vantagem de não ser nenhum pouco pretensioso... É uma comédia romântica que se propõe a ser apenas isso... uma historinha previsível e cheinha de clichês, mas que nem por isso deixa de ser agradável, no melhor estilo "água com açúcar", no melhor estilo "sessão da tarde"...
Alex Fletcher (Hugh Grant) é um ex-integrante da Banda Pop, cujo auge do sucesso deu-se nos anos 80. Hoje em dia vive do fiapo que lhe sobrou do sucesso de outros tempos, apresentando-se em parques de diversões, feiras agropecuárias e festas de reencontro de turmas de amigos dos anos 80. Totalmente conformado com seu quase-ostracismo, de um momento para outro Alex é "tentado" a retomar o sucesso e reverter os holofotes para si, o que vislumbra na possibilidade que lhe é aberta pela cantora juvenil do momento "Cora Corman", quando esta lhe pede que "componha uma canção inesquecível" para o seu próximo disco.
Acontece que Alex nunca escreveu uma letra, e só conseguia compor por conta da parceria que tinha na época do Pop, de modo que vê-se numa grande encrenca tendo que realizar a "encomenda" de Cora num curtíssimo espaço de tempo e com tantas "recomendações" (a música já tem tema e título pré-definidos pela "pop star"). É quando surge na sua vida Sophie (Drew Barrymore), uma atrapalhada e hipocondríaca moça que, de um jeito meio "intrometido", acaba demonstrando para Alex que possui algum talento para compor. Eles então embarcam nessa "empreitada" juntos, e durante o processo de composição da música vão efrentando todas aquelas situações típicas de comédias românticas - briguinhas, rompimentos, até a inevitável paixão... tudo super clichê, tudo super previsível, mas nem por isso "chato"...
Eu particularmente achei "Letra e Música" beeeeeemmmmmm razoável... tipo "nota 5", sabe??? Acho até que poderia ser um pouco melhor, pela idéia, pelo tema, pela dupla de atores especialistas em filmes do gênero, e tal... mas pra mim faltou alguma coisa, algum "tempero", não sei exatamente o que... fiquei com aquela sensação de que nem gostei nem desgostei... algo assim...
Talvez seja porque eu nunca simpatizei muito com Hugh Grant... talvez seja porque eu ache todas as interpretações de Drew Barrymore muito parecidas, ou talvez seja simplesmente porque o filme é mesmo bem "leve", como eu disse no começo... tão leve que quase não causa sensação nenhuma, nem de gostar nem de desgostar...
Há, sem dúvida, momentos muito divertidos... o clip da Banda Pop que abre o filme é um deles... quem viveu os exagerados anos 80 com certeza dará muitas risadas do clipe e de si mesmo, lembrando que quase todos nós já fomos vítimas daquele exagero visual um dia. A "pop-star" Cora Corman também faz uma alusão bem engraçada daquilo que é muito consumido atualmente pelo público adolescente, numa mistura bizarra de Shakira, Christina Aguilera e Britney Spears... bem engraçado...
Resumindo, Letra e Música é um filminho despretensioso, leve, algumas vezes divertido e que, embora não seja nada "imperdível", também não é assim tão descartável... Prefira vê-lo numa tarde sem nada mais pra fazer, pra passar o tempo e dar uma distraída... se estiver na companhia de pessoas que viveram a geração anos 80, provavelmente a diversão fará mais sentido... E passe o tempo... nada mais...

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Notas Sobre Um Escândalo


Acabei de assistir, neste minuto... e corri pra cá pra dizer em alto e bom som que este filme é FANTÁSTICO... ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL... TOP mesmo... muito, muito, muito, muuuuuuuito bom!!!
Eu já esperava muito de Notas Sobre um Escândalo... A crítica foi praticamente unânime na época do seu lançamento e nem podia ser diferente, porque sabemos que atrizes do quilate de Jude Dench e Cate Blanchett dificilmente fazem más escolhas... E, mesmo com toda a minha expectativa, ainda assim fiquei estupefata, e estou meio atordoada até agora...
Mas, chega de blábláblá... já deixei bem claro que o filme é excelente, então, vamos a um brevíssimo (vou tentar) resumo: Barbara Covett (Judi) é uma veterana professora de História no caótico mas rígido colégio inglês St. George; ela faz a linha "megera", é aquela professora que os alunos odeiam e que transmite através do seu simples olhar um verdadeiro desprezo por toda aquela "molecada rebelde sem futuro". Sheba Hart (Cate) é a novata professora de Artes, que já no primeiro dia de trabalho deixa todos os colegas professores meio zonzos com sua beleza e seu jeito "diferente" de ser. A princípio, imagina-se que Sheba é uma mulher feliz, que tem uma bela família feliz, enquanto Barbara é uma solteirona recalcada e amargurada. Mas nem tudo é como parece à primeira vista...
Sheba encontra seu ponto fraco no aluno de 15 anos com quem inicia um perigoso relacionamento, ao mesmo tempo em que se torna, mesmo sem perceber, a "melhor amiga" de Barbara, que quer na verdade muito mais que só sua amizade.
Barbara encontra seu ponto fraco na iminente possibilidade de "perder" Sheba, e ao descobrir o relacionamento dela com o aluno, não hesita em utilizar essa "informação" para manipular Sheba e conseguir aquilo que tanto quer, nem que pra isso precise fazer chantagens, nem que pra isso precise chegar às últimas consequências.
Além da estupenda dobradinha Judi Dench (indicada ao Oscar de melhor atriz) e Cate Blanchett (indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante), ambas fabulosas, impecáveis, impagáveis, há também um enorme mérito para o Roteiro (que concorreu à estatueta de Roteiro Adaptado), baseado do Livro homônimo da escritora inglesa Zöe Heller. Trata-se de um roteiro enxuto, inteligentíssimo, perspicaz, envolvente, daqueles que não te deixam piscar um único segundo do filme. A trilha sonora, também indicada ao Oscar, é perfeita... aquela "cerejinha sobre o bolo", que dá o toque de mestre a cada um dos pouco mais de 90 minutos da trama.
A princípio, pela sinopse, a gente logo pensa que Notas Sobre um Escândalo trata de pedofilia e segue por este caminho... Mas na verdade não é nada disso... é um drama pesadíssimo basicamente sobre solidão. Sobre solidão que se vive sozinho e solidão que se vive acompanhado. Sobre solidão que se pode expressar e solidão que se precisa esconder. Sobre a solidão e o que ela pode causar nas suas vítimas...
É também um filme sobre ciúme, sobre obsessão, sobre perder o controle e nunca mais recuperá-lo, e sobre uma coisa que eu sempre digo...
"Quando nos privamos de viver algumas experiências, seja na adolescência, na juventude ou depois, em qualquer momento da vida... mas quando nos privamos de certas coisas que no fundo queríamos fazer, que no fundo queríamos experimentar, mais cedo ou mais tarde
essa questão se faz premente... mais cedo ou mais tarde vem à tona o peso de ter sido a vida inteira muito "certinho", de ter seguido muito fielmente às regras impostas, e isso pode ser muito mais perturbador do que se imagina... Simplesmente por contrariar a natureza humana que muitas vezes tentamos esconder de nós mesmos..."
É isso... estou deslumbrada com o filme... realmente surpresa, e ainda muito atordoada... Acho que vou refazer minhas análises durante os próximos dias, pensar com calma sobre toda essa carga de informação emocional, e talvez até complemente o que estou escrevendo aqui depois...
De qualquer forma, entendi agora porque fiz mais de 10 viagens à Blockbuster pra conseguir pegar uma das mais de 20 cópias disponíveis do filme para locação (estão sempre todas locadas). Porque é um filmaço, porque Judi Dench transborda interpretação em cada vinco de sua face enrrugada, porque Cate Blanchet não tem apenas lindos e desconcertantes olhos azuis, e porque ambas são atrizes incríveis, em papéis incríveis, num roteiro incrível, culminando num filme incrível...
Insisto: NÃO DEIXE DE VER!!!
Boa Noite, e Boa Sorte!!!

Carência Cultural

Foi realizado no início dessa semana, no Teatro Municial do Rio de Janeiro, mais uma edição do "Prêmio Multishow da Música Brasileira", um prêmio de relativo prestígio que premia (ou deveria premiar) os "melhores do ano no cenário musical".
Eu já não tenho mais os canais da Globosat porque troquei de operadora há algum tempo, então não assisti a edição deste ano, mas vi a relação dos principais vencedores em vários noticiários, pois a mídia em geral considera este prêmio o "Oscar da Música".
O que posso dizer da tal lista de vencedores??? A melhor palavra que encontrei pra descrever o que penso sobre essa eleição é: "Lamentável"... Um país que elege esses "artistas" como o que há de melhor só pode sofrer mesmo de Carência Cultural Aguda, e isso é muito triste quando estamos falando do Brasil tão rico de outros tempos...
Não quero parecer "azeda" e sair criticando todos os trabalhos dos premiados, mas não dá pra concordar com essa lista... vejam comigo:
MELHOR CANTOR: Rogério Flausino - Jota Quest;
MELHOR CANTORA: Ana Carolina;
MELHOR MÚSICA: Charlie Brown Jr - Senhor do Tempo;
MELHOR INSTRUMENTISTA: Champignon - Revolucionários;
MELHOR GRUPO: Capital inicial;
MELHOR CD: Multishow Ao Vivo - Ivete no Maracanã;
MELHOR SHOW: Ivete Sangalo;
REVELAÇÃO: NxZero;
MELHOR CLIPE: Marcelo D2 - Dor de Verdade;
MELHOR DVD DE MÚSICA: CPM-22 - Ao Vivo
Começando do início: Como assim "Rogério Flausino" foi eleito melhor cantor??? Está todo mundo doido ou sou eu que estou na contra-mão??? Olha, sinceramente, eu até gosto um pouquinho do Jota Quest, apesar de achar que eles só acertaram de verdade no primeiro CD, que tinha uma autenticidade e uma musicalidade bem interessante... os outros CD´s ficaram quase todos iguais, e daí perdeu um pouco a graça... Tudo bem, o Jota Quest é uma banda razoável, têm carisma, e tal, mas daí a dizer que o vocalista Rogério Flausino é o "melhor cantor", é forçar demais, não dá pra engolir... Fico imaginando o tipo de público que votou nestas categorias... sim, porque, segundo consta, esse é o único prêmio de música brasileira que tem a eleição realizada exclusivamente pelo voto popular, através da internet...
E, considerando que o Multishow é um canal não-aberto, considerando que só tem acesso à sua programação aquele público que tem condições de pagar TV por assinatura, chegamos a uma constatação ainda pior, de que o mau gosto ou a falta de noção para analisar qualidade cultural não depende de classe social, já que aqui, em tese, o público votante deve ser na maioria composto pelas classes média e alta... gente que em tese teria mais acesso à cultura de qualidade, gente que em tese teria mais acesso à informação, à educação, e que, em tese, deveria ter um "gosto" mais apurado... mas, gosto é gosto, então...
Voltando à lista dos vencedores: Ana Carolina - melhor cantora. Ok. Eu gosto de Ana Carolina, embora tenha pago um a fortuna pelo seu último CD duplo Quarto-Quartinho e até hoje acho que não valeu a pena, porque o trabalho decepcionou bastante, se comparado aos bem melhores "Estampado" e aquele outro que tem o nome de um monte de mulheres que agora eu não lembro a ordem certa... rsrs... Ana Carolina é sim uma grande cantora... uma voz potente, personalidade, etc etc etc... Mas, como eu já falei, seu último CD não é tudo isso, e na verdade se a eleição refere-se aos "melhores do ano", ela nem deveria figurar na lista, já que desde o exaustivamente tocado CD "Ana e Jorge", nada mais de fenomenal ocorreu na carreira desta artista. Aqui, na minha opinião, fica claro que o público se apega a uma "onda" e cega nisso, não consegue andar pra frente... Ana Carolina explodiu nos dois últimos anos, daí gravou com Seu Jorge e foi um sucesso arrasador, mas já passou, e faz tempo! Não vejo muito sentido em sua premiação como "melhor cantora" em um ano em que ela não foi efetivamente a melhor, embora seja, diferentemente do "melhor cantor" acima descrito, uma cantora de verdade.
Melhor Música. Essa categoria é quase uma piada... Geralmente as piores músicas são as concorrentes, então dificilmente ganha a melhor... a melhor nem tem chance, na verdade... Tudo bem... aqui também vou dizer, gosto um pouquinho do Charlie Brown, acho uma banda autêntica, corajosa, embora um pouco "encardida" demais pro meu gosto... Mas acho bem interessante como eles fazem até canções românticas, quase melosas, numa linguagem bem jovem, e acho que isso é um mérito, independentemente de eu gostar ou não. O problema é que, primeiro, essa música está bem longe de ser "melhor música", a própria banda já fez músicas muuuuuuuito melhores, e segundo: o Charlie Brown sempre ganha alguma coisa, isso parece tão manjado que eu fico duvidando bastante da tranparência dessa votação... mas tudo bem, Charlie Brown tem um público imenso, e a maioria inclusive de adolescentes que devem ser justamente aqueles que mais votam, então talvez aí esteja a explicação...
Quanto aos prêmios de melhor instrumentista e revelação, não me julgo apta a comentar, porque não é a minha praia... não conheço o NX Zero, que ganhou como revelação, só sei que o som deles é um tanto quanto barulhento para o meu gosto, mas prefiro não opinar.. com o Instrumentista aconteçe a mesma coisa... sei lá eu que tipo de instrumentista é o tal do Champignon, mas considerando que um dos concorrentes era o Júnior Lima (aquele da dupla Sandy-Júnior), talvez tenha sido melhor mesmo que ele ganhasse...
Ivete Sangalo ganhou melhor Show e Melhor CD... Aqui, eu tenho uma posição ambígua, porque não gosto de música baiana (a maioria, não todas), não gosto muito do som de Ivete Sangalo, embora ela seja uma boa cantora, reconheço, mas adoro a Ivete Sangalo artista... Acho que ela tem um carisma muito grande e, fazendo tipo ou não, é super divertida, super alto astral, e suas apresentações são sempre bastante agradáveis, apesar de ela insistir vez ou outra em cantar algo com "pererê", "larará", e coisas do gênero... Não vi o tal Show do Maracanã na íntegra, vi apenas alguns trechos, e escutei também algumas músicas do CD quando estava de carona no carro de alguém ou em alguma loja de CD... Volto a dizer, não tenho paciência pra escutar mais que duas ou três músicas seguidas da Ivete, mas talvez ela seja mesmo o que há de menos pior em sua categoria de música baixana, axé, seja lá o que for, então menos mal... o Show deve mesmo ter sido bom, muito mais até pela ligação dela com o público do que pelas músicas propriamente ditas, então... talvez não houvesse mesmo opção melhor...
Seguindo, o (...) do Marcelo D2, como não podia deixar de ser, ganhou lá o prêmio de melhor clipe... Olha, digam o que quiserem, mas Marcelo D2 nem cantor é pra mim... Acho ele um saco, um chato, um besta, um prepotente, uma pessoa totalmente "desnecessária", e isso sempre se reflete no seu trabalho... já vi de relançe um ou outro clipe do D2, e não gosto, não gosto dele nem de nada que ele faz, nem do seu estilo de música, nem do seu estilo como artista, nem do seu português grotesco, nada, nada, nada.... e não me conformo como ano após ano ele sempre ganha vários prêmios... será que realmente não existe video-clipe melhor que o de D2??? Eu duvido, porque inclusive o mercado nacional de videoclipes anda bem criativo e sempre inova com trabalhos diferentes, então não dá pra engolir Marcelo D2 de novo! Socorro!!!
Finalmente, nem queria perder meu tempo falando de CPM22 - o melhor DVD... Tô pra ver coisa pior, Deus do Céu!!! Pra mim, é tudo igual, CPM22, Detonautas, e mais um monte de bandinhas de meia tijela dessa safra que tentar ser "original" sem fazer absolutamente nada que não seja igual a tudo de ruim que fazem nesse gênero de "pop-rock nacional"... Uma chatiçe, só mesmo os adolescentes de 12 ou 13 anos pra gostar, e nesse caso é até tolerável, já que essa molecadinha ainda tem muito a aprender... Horrível, totalmente sem identidade, totalmente fabricado, me poupem!!!
O milagre foi Pitty não ter ganho nada dessa vez... Também, chega, né!!! Ela ganhou vários anos seguidos, dentro do mesmo conceito que eu já citei da "onda"... teve a "onda Pitty" durante um longo tempo, e parece que agora acabou, pelo menos temporariamente... ufa!!! Nem tô falando mal dela, é "razoável", fez coisas legais e coisas ruins, mas... dá um tempo!!!
Só quis postar aqui essas minhas opiniões sobre esse prêmio pra dizer que, na verdade, sinto há muito tempo uma carência cultural muito grande, principalmente no cenário musical... vira e mexe aparece uma "nova promessa", alguém da "nova geração" que chegaria pra abalar, mas até agora foi só empolgação... nada chegou pra ficar de verdade, pra marcar época... nada é autêntico o bastante pra se sustentar por mais que um ou dois anos de "onda", então acabamos nos tornando eternos escravos das coisas velhas que, sem dúvida são ótimas, mas das quais também já ando me cansando um pouco... Logo eu, que sempre amei MPB... logo eu, que sou tão defensora da música nacional... mas que tá difícil de sustentar essa posição, puxa... tá mesmo!!!
Que venham dias melhores!

terça-feira, 3 de julho de 2007

Cidade do Silêncio

Jenifer Lopez e Antonio Banderas... sem dúvida uma dupla "quente", que poderia tornar interessante qualquer filme... Então, lá fui eu e cedi à tentação, e peguei esse DVD pra ver no último final de semana... "Cidade do Silêncio", o título já parece bem pouco criativo, mas a sinopse até que era instigante...
Baseado em fatos reais, esse filme retrata a dura vida de mulheres mexicanas contratadas para trabalharem em grandes fábricas de monitores de TV, num regime de trabalho quase desumano, dadas as longuíssimas jornadas diárias e a baixíssima remuneração. As tais fábricas seriam grandes indústrias americanas, estabelecidas na fronteira com o México justamente pela possibilidade de contratar mão-de-obra barata, o que obviamente aumenta consideravelmente a margem de lucro dos produtores.
Acontece que ocorre nessa região, justamente pelo grande número de mulheres, um grande esquema de crimes sexuais, e muitas mulheres foram (e ainda são) estupradas e mortas, sem que nenhuma ação efetiva para punir os criminosos seja colocada em prática. Isso ocorreria por sair muito mais barato para as indústrias e para os governos envolvidos em interesses econômicos "abafar" os casos e "maquiar" as estatísticas do que oferecer proteção às mulheres.
Uma ótima história, e por ser verídica, sem dúvida mereceria ser contada... O senão aqui fica apenas por conta de "como" essa história foi contada... Novamente temos o cinema americano se sentindo no direito de fazer seus pré-julgamentos sobre os problemas latinos, e eu não consigo engolir isso! Tenho um sério problema com filmes americanos que retratam os povos latinos, por mais que eu saiba que muito do que é mostrado corresponde à verdade, ainda assim não gosto da maneira como os EUA se sentem os heróis de todos os povos... Isso porque em filmes desse gênero sempre há um "mocinho" americano que é ó único capaz de "salvar" os bons latinos... Patético!
No caso de "Cidade do Silêncio", a Jornalista "americana" Lauren (de um renomado jornal de Chicaco) é destacada para cobrir essa matéria na fronteira com o México. Ela hesita muito a princípio, por renegar suas próprias origens, mas no melhor estilo J. Lo. acaba indo para o local dos assassinatos, e pega a causa como uma "empreitada" que vai tornando-se cada vez mais pessoal. Lá ela se reencontra com um velho amigo de profissão, o jornalista Afonso (Antonio Banderas), e juntos formam a dupla salvadora da pátria que vai tentar desvendar o mistério por trás dos assassinatos, ambos colocando suas próprias vidas em risco.
O filme é muito fraco... poderia ser melhor, mas há um certo desleixo na forma como foi feito, pelo menos foi essa a impressão que tive... Parece que os realizadores se deram por satisfeitos com o chamariz do elenco (a dobradinha J.Lo. e Banderas), e não se preocuparam com o resto, de modo que nem toda a boa vontade do mundo foi capaz de tornar o filme verdadeiramente interessante. Antonio Banderas até que se esforça, numa atuação irregular, e aqui nem tem a seu favor o bom e velho "charme latino", já que a personagem não lhe permite explorar esse seu lado. J.Lo., por outro lado, está igual a todos os seus outros trabalhos... linda, sem dúvida... esforçada, talvez, mas longe, muito longe de ser convincente, principalmente por tentar ser uma quase arrependida "boa filha" que à pátria tornou, o que definitivamente "não colou"...
Não dá pra falar muito mais... Como eu já disse, sem dúvida é uma história importante, que deveria inclusive ter sido contada com muito mais "capricho", mas se vale por alguma coisa, neste caso nem é pelo belo elenco... vale apenas como mais uma notícia "camuflada" das atrocidades cometidas pelos governos sempre muito mais preocupados com seus próprios umbigos, pelos poderosos sempre muito mais preocupados com seus próprios bolsos, e como isso tudo pode tornar insuportável a vida dos menos favorecidos, em qualquer lugar do mundo...
Ah! Há também duas participações "especiais" no mínimo curiosas: Martin Sheen faz o papel do chefe de Lauren no Jornal em Chicaco, e a nossa Sonia Braga (que tentaram enfeiar um pouco, sem sucesso) faz o papel de uma ativista que tenta proteger através de uma ONG as mulheres trabalhadoras da fronteira.
Bem fraco, mas dá pra assistir... Se não tiver nada mais interessante, lógico! rsrs

Babel


Eu sempre achei que a comunicação (ou falta dela) é um dos maiores problemas do Mundo... Uma guerra mundial pode começar por conta de um "defeito" de comunicação, por uma informação transmitida com o sentido errado, e em uma proporção menor, relações humanas são estremecidas o tempo todo por conta da incomunicabilidade até nas mais simples questões cotidianas...
Babel é um filme brilhante, principalmente por conseguir traduzir através do cinema com tanta veracidade como falta comunicação no mundo... e como isso é capaz de criar em nós preconceitos totalmente infundados...
Através de 4 histórias paralelas passadas em diferentes pontos do mundo - México, Marrocos, Japão e EUA, vamos aos poucos desvendando o tênue fio que liga todas essas personagens, tão diferentes entre si, dadas as suas origens, culturas e convições... Quase como numa espécie de "teoria do caos", vamos percebendo como pequenas ações e decisões inocentes dessas pessoas podem levá-las a consequências trágicas, e como tudo isso poderia eventualmente ser evitado se houvesse maior preocupação com a comunicação sem ruídos, se as pessoas fossem ouvidas e se seus interlocutores desejassem verdadeiramente ouvi-las em tudo o que têm pra dizer...
É um filme triste, profundamente dramático, e o cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu mostra sua melhor forma, já antes experimentada nos ótimos 21 Gramas e Amores Brutos (outro filme incrível!). A sutileza como conduz o espectador para o universo de suas personagens, através das imagens peculiares, dos sons e das luzes, praticamente nos transporta para aquele universo, de modo que viajamos por essas 4 culturas nos pouco mais de 120 minutos de filme, chegando sentir na própria pele as angústias suportadas pelas personagens, e constatando, mais do que nunca, que assim como a história bíblica da Torre de Babel, a falta ou defeito de comunicação talvez seja realmente o maior obstáculo para que cheguemos aos nossos objetivos.
Imperdível!

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Maravilha??? Onde???


Olhem bem para esta imagem...
É uma linda imagem, sem sombra de dúvidas... bela fotografia, belo monumento, belíssima paisagem, tudo muito lindo... assim, em "paisagem"... assim, "de longe"...
E eu concordo que há muitas razões válidas para que o Rio de Janeiro seja tão aclamado como "Cidade Maravilhosa Cheia de Encantos Mil", claro que há!!! Eu mesma já perdi a conta de quantas e quantas vezes fiquei fascinada com a estonteante beleza do Rio... Por mais que eu já tenha feito turismo por lá diversas vezes, por mais que eu já tenha visitado todos os seus principais pontos turísticos repetidas vezes, ainda assim sou capaz de ficar pasma com uma imagem como essa aí acima... sem sombra de dúvida há muita beleza, há muita poesia...
Mas é uma pena que toda a beleza e poesia do Rio de Janeiro fiquem restritos às suas "paisagens"... É uma pena que a "Cidade Maravilhosa" seja de fato maravilhosa apenas da boca pra fora, apenas ideologicamente, apenas "em teoria"... Sim, porque quem é que vai considerar as barbaridades que acontecem ali como "maravilhosas"??? Ninguém, obviamente!!!
Não quero aqui parecer "bairrista" e criticar a violência carioca, nada disso!!! Até porque eu sou paulistana e sei que o páreo de "cidade mais violenta" está um tanto quanto duro, sei bem que a violência absurda dos dias atuais é um problema nacional e não há mais a centralização de outros tempos, sei bem que em São Paulo estamos tão ou mais expostos do que no Rio ou em qualquer outro lugar, e nem quero levantar essa questão para discussão, porque trata-se de um problema cujo buraco é beeeeeemmmm mais embaixo, por assim dizer...
Mas uma coisa me intriga quando o assunto é o Rio de Janeiro, e me intriga demais... Está rolando aí, mídia afora, toda essa campanha pela votação no "Cristo Redentor" como uma das 7 novas Maravilhas do Mundo... Vira e mexe eu vejo na net, na TV, ouço no rádio, leio no jornal e em todos os tipos de mídia uma mobilização poucas vezes vista de personalidades, artistas, atletas, políticos, religiosos e afins em prol da eleição do Cristo... E o apelo é enorme mesmo, vai do mais alto escalão da sociedade, passando pelos artistas - os consagrados e os "do momento", incluindo até mesmo as celebridades instantâneas como o "alemão" do Big Brother e a brasileira recém quase-eleita Miss Universo, além de uma mistura no mínimo "bizarra" de políticos de toda categoria...
Preciso dizer, e logo: EU SOU ABSOLUTAMENTE CONTRA TODA ESSA VOTAÇÃO PATÉTICA!!! Sem querer ofender os cariocas, sem querer ofender o próprio Cristo, sem querer ofender ninguém... Mas eu sou contra, e pelo que tenho visto estou quase sozinha nessa minha posição, já que todo mundo acha "legal" apoiar a eleição do Cristo... afffffffffffff
Talvez fique um pouco difícil eu justificar minha posição aqui, em poucas linhas, mas basicamente acho o seguinte: Sim, o Cristo Redentor é um monumento fantástico, de beleza e significado ímpar; Sim, o Rio de Janeiro é incrível, e eu mesma adoro ir passear por lá sempre que posso; Sim, isso pode até impactar de alguma forma positiva o turismo no Rio de Janeiro, embora com ou sem Maravilha, o Rio sempre foi o grande pólo turístico do Brasil, e nem a violência consegue afugentar os turistas afoitos pelas belezas cariocas... Mas... há sempre um mas, que as pessoas parecem cegamente ignorar quando há um apelo tão maçiço como neste caso da eleição do Cristo...
Eu não tenho dados precisos pra citar aqui, e nem quero parecer ignorante e rebelde de ocasião, mas tenho certeza de que há um investimento altíssimo em toda essa campanha pela eleição do Cristo como Maravilha do Mundo Moderno... Tenho certeza também que muitas das personalidades que estão "apoiando a causa" dedicam tempo e dinheiro para defender aquilo que é politica e supostamente correto, pois preferem apoiar coisas "legais" do que enfrentar os enormes problemas quase insolúveis que assolam a população, no caso específico, carioca, porque aí o empenho e a vontade política envolvidas teriam necessariamente que ser bem mais intensos, teria que haver muito mais coragem, e não apenas falácias.
O povo brasileiro gosta de "pão e circo", isso é uma máxima antiguíssima, e por mais que os tempos sejam outros e a informação e tecnologia estejam cada vez mais ao alcançe das massas, ainda assim é isso que nos oferecem o tempo todo: Pão e Circo... às vezes como "lobo travestido em pele de cordeiro", mas no fundo é sempre isso... pão e circo!!!
E, como estamos falando de Brasil, de um povo cujo acesso à educação é sempre renegado, de um povo que vive, em sua maciça maioria, das esmolas concedidas pelos governantes a troco de votos, sempre o populismo, a situação rapidamente vira isso que está aí... essa campanha patética pela eleição de um monumento como uma das 7 Maravilhas do Mundo! Como se isso fosse de fato significar alguma coisa em termos práticos para os brasileiros...
Li outro dia no site do "vote cristo", sobre a campanha: "...Essa é uma oportunidade inédita para os brasileiros de fazer parte da história, elegendo uma maravilha nacional e destacando-a frente ao mundo inteiro. A abrangência desta causa impacta na valorização do orgulho nacional e na boa imagem do país no exterior..."
É pra rir, né??? Fala sério!!! Uma oportunidade para os brasileiros de fazer parte da história??? Os brasileiros já fazem parte da históira mundial, infelizmente como um país miserável de terceiro mundo onde o povo não tem educação, nem saúde, nem saneamento básico, onde o salário mínimo é de R$ 380,00, onde há um abismo social tão grande capaz de proporcionar que existam pouquíssimas pessoas tão ricas e muitas pessoas absolutamente miseráveis... Ok, ok... isso é um problema mundial, mas sejamos realistas... Nossas crianças estão nos faróis, na melhor das hipóteses, porque há aquela parcela que está se drogando, se prostituindo, se vendendo, para o público externo e também para o público interno, e não dá pra um país assim querer eleger algo mundialmente "maravilhoso"... Definitivamente, os esforços estão centralizados no embate errado... Definitivamente, os recursos estão sendo jogados fora, como sempre, aliás, porque é muito mais "legal" ter uma maravilha do mundo do que investir naquilo que o país realmente precisa, essa é a verdade!!!
Dizer que esta causa impacta na "valorização do orgulho nacional" é outra balela sem precedentes... O povo brasileiro nem sabe o que é orgulho nacional! Experimenta isso de 4 em 4 anos, durante Copa do Mundo, e é o mais próximo que se chega de orgulho nacional aqui no Brasil... Claro que existem meia dúzia de nacionalistas convictos que defendem a eleição por ideologia, e tal, e eu respeito muito seus fundamentos...
Agora, o que eu não engulo é essa "mobilização nacional" em prol de nada... Porque é exatamente isso... nada!!! Eleger uma maravilha do mundo talvez fosse o máximo se vivêssemos em um país onde não tivéssemos que cruzar com crianças abandonadas nos becos escuros das drogas, seria legal se a Cidade Maravilhosa fosse Maravilhosa para a sua própria população, aqueles pobres coitados que vivem nos morros sempre no meio do fogo cruzado do tráfico de drogas, tentando viver dignamente, seria legal eleger uma maravilha do mundo se o Rio de Janeiro fosse essencialmente maravilhoso, para todos os seus trabalhadores, e não apenas para a parte privilegiada da Zona Sul...
Mas, sou só uma voz talvez radical sobre uma questão supostamente tão "importante"... E como tenho meu direito constituicionalmente garantido de me expressar, expresso aqui minha opinião... Não votei, não vou votar, e acho um absurdo quem vota!!! Dedique seu tempo a causas bem mais nobres, a causas que possam efetivamente refletir na vida dos brasileiros, ou pelo menos na sua própria vida, isso já seria razoável...
Finalmente, peço que observem novamente a foto que postei no início... Atentamente, detalhadamente... Pra quem conheçe a geografia do Rio de Janeiro, fica fácil uma constatação: O Cristo Redentor está de braços abertos para a Zona Sul, há até uma piadinha carioca que diz que o Cristo estaria dizendo: "O Rio é daqui pra frente", numa alusão à riquíssima Zona Sul, e nossa suposta "Maravilha do Mundo" está, na verdade, de costas para a parte mais pobre do Rio de Janeiro... para a Zona Norte, onde estão aqueles que provavelmente nunca nem foram ao Corcovado mesmo morando no Rio, aqueles que estão à margem de toda a maravilha da Cidade Maravilhosa, e por mais "acaso" que isso seja, não deixa de ser uma ótima metáfora sobre tudo o que falei aqui... A eleição do Cristo só pode significar algo para aqueles que estão de frente pra ele...
Eu, tô fora!!!
Boa Noite, e Boa Sorte, apesar de tudo!!!

domingo, 1 de julho de 2007

Mais Festa... Dessa vez, "Kaipiranágua"

Eu já estava ficando meio frustrada por não ter participado de nenhuma festa junina legal de verdade esse ano, mas daí de repente, num único final de semana, rolou uma "overdose" de festas caipiras... Teve a minha festinha particular aqui em casa ontem, e hoje logo cedo fomos pra KAIPIRANÁGUA, a festa junina (julina na verdade) lá da Kainágua, onde o Lucas faz Natação...


O mais legal foi que, ao invés de ser só mais uma festa caipira, eles organizaram uma espécie de "festival", e as crianças fizeram apresentações lindíssimas para a platéia de pais babões, cada um na atividade que pratica - no caso do Lucas foi uma demonstração dos "estilos" de natação que ele já aprendeu... Não preciso nem falar que babei e fiquei toda orgulhosa, né??? Ô coisa linda esse meu filho!!!



Apresentação de Nado "Crawl"



Nadando de "Costas"



Olha só o estilo do garoto no nado "Peito"!!!


Apresentação premiada com uma merecida Medalha...



E como sempre, no melhor estilo "tia babona", lá estava a Silvia, dando o necessário estímulo para o nosso "atleta-mirim"...

Eita Vida Louca!!!

Um simples sábado pode reservar emoções variadas até pra quem leva uma vida simples como eu... E que fique a lição: Se você acha que já aconteceu tudo o que podia acontecer de "bizarro", não relaxe, porque sempre pode ficar pior... afffffffff...


Mas vou começar a contar a "história" do meu sábado pela parte agradável... Aliás, era pra ser um sábado agradabilíssimo, porque eu programei uma "festinha junina caseira" com um pequeno e seleto grupo de amigos - Andréia, Emerson e minha mais nova "amiga de infância" Borges (ou Carrie-Ann Borgshaw para os íntimos... rsrs...). Estávamos tentando nos reunir pra jogar conversa fora há um tempão, e acabou rolando a idéia de fazer uma sessão "comilança" de quitutes típicos, e como não tínhamos um espaço legal pra fazer uma festona, acabamos inventando alguma coisinha aqui no meu apertamento mesmo...


Logo de manhã, enquanto eu ainda preparava minha quota de comidinhas, meu pai deu aquela "aparecida" de surpresa, chegou de repente, e veio só pra dizer um "oi", como faz de vez em quando...


Mas as horas estavam voando, então corri com os preparativos, arrumei a mesa, peguei as bandeirinhas que foram usadas na minha festinha de 1 ano de idade (minha mãe sempre dizia que um dia elas me seriam úteis), e dentro de toda a limitação do espaço "decoramos" o ambiente pra ficar com cara de "Festa Junina"... Lá pelas duas da tarde chegaram meus convidados, e a diversão começou imediatamente, como não podia deixar de ser... Conversa fiada, besteira, papo sério, papo divertido, piadas, risadas, risadas, muitas risadas... tudo lindo, tudo ótimo, tudo delicioso, vinho quente, bolo de milho, canjica, arroz doce, tortas, e mais um monte de coisas que com certeza nos deixaram consideravelmente mais gordos... rsrs


Minha irmã Silvia também acabou aparecendo, e nossa "festa privada" rolava solta quando recebi uma ligação do meu pai, "se convidando" para dar uma passadinha aqui... Eu até disse pra ele vir mesmo, porque tinha muita comida, e tal, e então ele disse que me faria uma "surpresa", o que pra mim foi o suficiente pra saber que mais uma atitude "completamente sem noção" viria por aí... Que stress... Que situação...


E, como eu já imaginava, eis que alguns minutos depois chega meu pai, rompe no meio da minha sala, onde eu estava com meus amigos e convidados, mas não veio sozinho, lógico que não!!! Lá estava meu pai acompanhado de sua "namorada", mas não aquela sobre a qual contei nas vésperas do dia das mães, não!!! Era outra, com quem, aliás, já tivemos várias situações de stress no passado... Vê se pode!!! Quem é que aguenta isso???


Obviamente ficou o maior "climão"... eu não sabia o que fazer, meus amigos não sabiam como agir, e meu pai ficou lá, como sempre achando que estava agradando... completamente sem noção... Quase perdi o controle, mas como tenho amigos (graças à Deus), acabei me acalmando, e entre mortos e feridos salvaram-se todos... Meia hora depois de chegar eles foram embora, e de tão surreal eu nem conseguia ter certeza se aquele momento de fato tinha acontecido...


Como é que alguém vai até a casa de outra pessoa sem ser convidada??? Como é que meu pai interrompe uma reuniãozinha particular minha com meus amigos, na minha casa, e ainda se acha no direito de trazer uma desconhecida??? Como é que se lida com uma situação dessas??? Com certeza não existe uma fórmula, mas pelo jeito logo logo eu vou estar expert neste assunto, já que meu pai não faz questão nenhuma de me poupar!!!! affffffffffff


Mas, ainda bem que meus amigos estavam aqui, e continuaram aqui depois que o casalsinho foi embora, então acabamos conseguindo recuperar o espírito da festa, e a noite terminou assim como o dia começou... uma delícia...


Foi um sábado de grandes emoções... boas e ruins, mas no fim das contas, como eu sempre digo, vou dar importância àquilo que realmente merece importância, vou valorizar o que de bom aconteceu no meu dia, afinal, eu tenho amigos, e isso é o que vale!!!



Os Convidados: Borges (Ana Paula), Emerson e Andréia... todos "fingindo" que estavam tomando apenas o "chá das cinco"...




"Carrie-Ann Borgshaw", Eu e Andréia... qualquer semelhança com a Dona Lú Alckmin não será mera coincidência!!! hahaha... (obs.: melhor não contar o que havia nestas xícaras)

Trio Parada Dura... Como demos risada!!! Isso faz um bem pra pele!!! Recomendo, viu!!!

Depois dessa história maluca, só me resta ir
dormir, esperando que o domingo traga melhores emoções...

BOA NOITE, E BOA SORTE!!!

sexta-feira, 29 de junho de 2007

O Amor Não Tira Férias



Duvido um pouco dessa constatação.... às vezes tenho a impressão de que o Amor é capaz de tirar longas férias, mas... Segundo essa comédia romântica que acabei de assistir, definitivamente o Amor é um "trabalhador" aguerrido que nunca descansa, praticamente um "workaholic"!
E, sobre o filme propriamente dito, vou começar pelos pontos negativos, dentre eles o principal: É mais uma comédia romântica previsível, recheada de clichês e totalmente igual a quase todos os filmes do gênero que existem no mercado... Você já sabe exatamente como vai acabar nos primeiros 10 minutos do filme, e isso pode parecer, em tese, que o filme nem merece ser visto... em tese!
Outro ponto negativo é que o filme mostra duas histórias paralelas, sobre duas mulheres extremamente diferentes que encontram-se desiludidas com o amor, uma está em L.A. e a outra no interior de Londres, seus tempermentos, suas personalidades e a maneira como lidam com os relacionamentos fracassados são completamente opostos, mas seus destinos se cruzam através de um website que promove uma espécie de "intercâmbio de casas", através do qual pessoas que procuram "mudar de ares" trocam suas moradias para uma temporada. É aí que elas se "encontram", e trocam de casa, de estilo de vida, de cidade e de país com o intuito de "fugir da realidade" e passar o Natal longe das tristezas recém sofridas... Embora em tese o argumento seja razoável, a maneira como o filme promove esse "cruzamento de destinos" é rasa demais, totalmente inverossímel, e isso acaba prejudicando um pouco a credibilidade do filme, dada a fragilidade e insustentabilidade dessa relação quase não-relação entre as protagonistas...
Além desses pontos "negativos", há uma série de outras "coisinhas" que prejudicam bastante o resultado final, mas apesar disso existem muitos pontos positivos, e é deles que vou falar agora:
Pra começar temos o fator BELEZA... Em qualquer comédia romântica que se preze, é fundamental que as personagens criem empatia com o espectador, seja pela personalidade, pelo carisma ou mesmo pela beleza física... Esse ingrediente é fundamental, e em "O Amor Não Tira Férias" foi usado com perfeição.
JUDE LAW: Lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, lindoooooo... Não precisa ser mais nada, nem ter carisma, nem atuar bem, nada! E é exatamente isso que aconteçe aqui no filme... Jude está quase canastrão na sua "atuação" ruim de doer, mas isso não importa, porque está mais lindo do que nunca, talvez seja sua mais "bela" atuação no sentido literal da palavra beleza (física), é quase uma pintura na tela, e a diretora sabe bem disso, tanto que abusa dos closes de tirar o fôlego de qualquer um (ou uma!)... rsrs... E, preciso dizer, eu não sou das mais árduas admiradoras do "estilo" de beleza de Jude Law, nunca o achei isso tudo que dizem por aí, na verdade eu nutria até uma certa antipatia pelo ator, mas neste filme tenho que dar o braço à torcer e dizer que fiquei até de queixo caído em cada cena em que ele aparecia...
CAMERON DIAZ: Linda também... aquela beleza meio "enjoativa" de Cameron (juro que não é despeito!), branca demais, loira demais, magra demais, os olhos exageradamente azuis, e seu adorável sorriso presente quase o tempo todo, o que também é um pouco "demais"... Como atriz, na minha opinião, Cameron é bastante irregular, e aqui não é diferente... Não chega a ser sofrível, ela tem a seu favor o carisma e a veia cômica, e no filme forma o par romântico com Jude Law, dando um certo equilíbrio ao casal menos interessante e mais belo da trama...
Amanda (Cameron) é uma bem sucedida produtora de traillers de L.A. que nunca chora, e após romper seu relacionamento de algum tempo com o namorado (Eduard Burns também lindo numa rápida participação especial), decide fugir da sua própria vida e passar o Natal longe de todo o seu "universo", fazendo o tal intercâmbio de casas com a inglesa Íris (Kate Winslet). Lá naquele pequeno chalé no interior de Londres, num cotidiano totalmente diferente de sua agitada vida, conheçe "por acaso" Graham (Jude), o irmão da dona da casa Íris. Tudo que é óbvio e previsível aconteçe, e eles acabam se apaixonando no melhor estilo "conto de fadas moderno". Protagonizam algumas das cenas mais lindas do filme (pelas razões já explicadas acima), e por mais clichê que toda a situação seja, acabam nos envolvendo visualmente, como não podia deixar de ser.
Por outro lado, há a dupla menos óbvia do filme:
KATE WINSLET: Lindíssima, como sempre, mas diferentemente de Cameron, uma ótima atriz que consegue encontrar conteúdo até numa personagem óbvia. Acho que ela consegue uma proeza de tornar interessante uma personagem fraca, é realmente muito competente como atriz, sem fugir da questão visual do filme, já que também está sempre linda, até quando se acaba em prantos pelo amor não correspondido.
JACK BLACK: Parece surreal Jack Black numa comédia romântica fazendo um papel sutil. Isso definitivamente não combina com o estilo de humor escrachado e exagerado do divertidíssimo ator, mas surpreendentemente é exatamente isso que aconteçe aqui. Ele está contido, sem nenhum dos seus exageros de caras e bocas que o tornam irritantemente divertido em outros filmes, até sua voz, seu tom de voz estão docemente agradáveis nessa personagem, de modo que Jack Black é a melhor surpresa do filme, e está tão adorável que não deixa nada a desejar na questão "visual" sobre a qual já falei tanto, e mesmo não sendo um galã óbvio, ele cativa pelo seu irresistível charme.
Íris (kate) e Miles (Jack) se conheçem também "por acaso', em L.A., depois da tal troca de casas feita entre Amanda e Íris. Ela está fugindo de um amor não-correspondido de um colega de trabalho de Londres que só a faz sofrer e chorar, chorar e chorar... Ele é um produtor musical também desiludido com uma namorada superficial, e, novidade??? Vão se apaixonando... Mas ao contrário do casal Cameron-Jude, a relação desse lado do filme é mais envolvente, menos previsível, e isso deve-se muito à competência da dupla, e à forma cativante como vão conduzindo sua história, ligada pela linda relação de amizade que estabelecem com o quase centenário roteirista de cinema - Arthur Abbott - que "adotam" durante essa curta "aventura de férias", e com quem aprendem muitas coisas sobre o amor.
O Amor Não Tira Férias é basicamente isso... uma história previsível e quase igual a tudo que há no mercado nesse gênero, mas isso não a torna melhor nem pior... É apenas envolvente, é aquele filme que, mesmo sabendo o final, você quer ver até o último minuto, e se não for assim, inesquecível pelo conteúdo, com certeza será pela verdadeira "Ode à Beleza"... Quem não gosta de admirar o que é belo??? Garanto que vale à pena!!! Delicie-se!!!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

The String Quartet

Segue uma pequena demonstração de um trabalho musical incrível que descobri nos últimos dias... Digo "descobri" porque eu nunca tinha ouvido falar desse tipo de gravação "em tributo a" através de um quarteto de cordas, mas nas minhas andanças pelo mundo virtual atrás de músicas originais para usar nos próximos casamentos, acabei encontrando/descobrindo o "The String Quartet", que tem muitos álbuns gravados, dentre eles "Tribute to Beatles", "Tribute do Pink Floyd", "Tribute to Led Zepellin", "Tribute to Bob Dylan", "Tribute to Evanescense" (vídeo postado), e por aí vaí...

Eu já consegui baixar vários álbuns, e ainda estou atrás de muitos outros que já descobri que existem mas que ainda não encontrei para download... Se alguém gostar do som e quiser mais alguma informação, inclusive os links para download (aqueles que já consegui achar), é só escrever, ok???

Tenho certeza que muita gente vai curtir... é um som bem alternativa, muito legal!!!

Mais beijos, e outra despedida... rsrs