quarta-feira, 7 de maio de 2008

1 Ano de Dona Farta

Um justo motivo pra comemorar!


Apesar de todo o meu amadorismo, escrever é um enorme prazer, e eu queria apenas um cantinho onde pudesse exercitar essa arte, sem nenhuma pretensão que não fosse simplesmente divagar sobre tudo que me desse na telha.

Não esperava audiência (afinal, a quem poderia interessar o meu mundinho tão trivial?), e cheguei a duvidar que fosse conseguir levar essa idéia adiante por muito tempo, achei que fosse acabar desanimando e desistindo do Blog assim como já desisti de tantos e tantos esboços e projetos começados.

Só que descobri nessa empreitada uma atividade realmente gratificante, uma atividade que me proporciona momentos diários de muita satisfação, aqueles poucos minutos, às vezes altas horas da madrugada (como agora), quando eu finalmente consigo desacelerar de todo o resto, sento na frente do laptop e deixo meus dedos me guiarem pelo teclado, em perfeita sintonia com meu cérebro a mil por hora, resultando em textos bons ou ruins, bobos, úteis, inúteis, dramáticos, engraçados, chatos, longos, cansativos, emocionantes, etc, etc, etc.

Essa sensação é tão boa que a idéia de desistir do Blog jamais me passou pela cabeça nesse primeiro ano, pelo contrário: estabeleceu-se uma relação de dependência tão forte que nos dias em que não consigo postar fico chateada... Queria realmente conseguir escrever com mais frequência. Material não falta, falta é tempo mesmo, mas vocês já ouviram essa ladainha muitas outras vezes, então vamos pular esse assunto!

O fato é que sobrevivi a todos os reveses, e ouso dizer com toda a modéstea que me falta que acho até que evoluí durante esse processo... pessoalmente, emocionamente, gramaticalmente. Claro, eu gostaria de saber escrever bem melhor, bem de verdade, gostaria de ser muito mais criativa (às vezes sou tão óbvia!), gostaria de ser menos prolixa e mais interessante dentre tantos outros desejos, mas continuo fazendo a minha parte, lendo muito, estudando bastante, e talvez, quem sabe, um dia eu chegue a um nível de excelência digno dos meus queridos leitores.

Sim, meus queridos leitores, não posso deixar de falar neles! Como já disse, comecei o Blog sem pretensões de audiência, sem pretensões de que muita gente viesse me ler, até porque só quem sabia da existência do site eram os amigos mais próximos que, em tese, leriam qualquer coisa só pra me prestigiar durante um tempo, e depois esqueceriam do assunto. Mas esse mundinho virtual é tão cheio de surpresas que as coisas não necessariamente acontecem como imaginamos.

Primeiro, aqueles amigos que eu achei que logo esqueceriam essa minha idéia e ocupariam-se de coisa melhor na verdade nunca me abandonaram. Estiveram sempre por aqui, lendo meus devaneios, rindo comigo, chorando comigo, concordando comigo ou discordando de mim. E, quem escreve escreve para ser lido, de modo que essa força dos amigos foi sem dúvida um estímulo importantíssimo.

Esses amigos, por suas vezes, foram comentando sobre o Dona Farta com seus próprios amigos no trabalho, em casa, em qualquer lugar, e então outras pessoas que eu sequer conheço começaram a passar por aqui, e algumas voltaram 1, 2, 10, trocentas vezes. Vaidosa que sou, só posso dizer que é muito, muito, muuuuuuuito legal saber que uma pessoa que nunca me viu na vida visitou o Blog pelo simples fato de querer me ler.

Pra encurtar a história (já que pra variar esse post vai longe), acabei "conhecendo" muita gente bacana por aqui, fiz amizades incríveis e já troquei muita experiência com pessoas de outras cidades, outros estados e até outros países. Algumas dessas pessoas, blogueiras também, não deixam de dar uma passadinha sempre que podem, deixam sempre comentários adoráveis, carinhosos, solidários, divertidos. Grandes resultados para uma aventura que começou tão despretensiosamente!

E eu venho orgulhosamente cooptando leitores a cada dia. Até meu marido que não era assim tããããooooooo empolgado com essa história vem me acompanhando com maior frequência ultimamente, vários parentes distantes também têm me visitado, além da legião de ilustres desconhecidos / nobres amigos que nunca me deixam só!

Em 1 ano de Blog foram 220 postagens e 13.300 acessos (treze mil e trezentos acessos! pensem!) Uma marca que vale muito pra mim, porque este é um Blog, em tese, "fechado" (querendo dizer pessoal, privado, não sou famosa, enfim... sei lá qual é a expressão correta para o que quero dizer, mas acho que vocês entenderam!), não faço propaganda, não divulgo por outros meios, simplesmente vou escrevendo, e os leitores vão aparecendo... em tese quem chega aqui chega por indicação, o que torna a marca ainda mais valiosa. Não sei precisar em quantos outros Blogs o Dona Farta está linkado, mas sei que são muitos (a maioria das pessoas manda um aviso que vai linkar, mas já descobri meu endereço em Blogs onde eu nem fazia idéia!).

Falei sobre muitas coisas, embora tenha deixado de falar sobre tantas outras que gostaria... Escrevi sobre assuntos sérios mas também contei muitas histórias surreais da minha própria vida (as preferidas da audiência!). E, claro, dividi com vocês os mais importantes acontecimentos da minha vida pessoal, da minha família, babei muito o meu filho, meu marido, dividi tristezas e compartilhei emoções pessoais, de coração aberto, sem medo de ser feliz!

Pretendo manter o Blog, pelo menos nesse mês de aniversário, atualizado diariamente, pra que tenha "pão quentinho" todos os dias para os leitores (como diz uma amiga blogueira). Como não vou conseguir escrever algo novo todos os dias, vou fazer um revival dos melhores posts deste 1º ano, vou subir os textos que causaram mais reações nos meus leitores (positivas ou negativas), e assim aqueles recém-chegados poderão atualizar-se sobre essa pessoa tresloucada que vos fala e suas histórias igualmente malucas.

Por enquanto, vou ficando por aqui, deixando um AGRADECIMENTO enorme para todos os queridos amigos que me deram força e incentivo para escrever desde o começo, um AGRADECIMENTO do fundo do coração para todos aqueles que foram chegando e ficando, um AGRADECIMENTO sincero para todos aqueles que elogiam, criticam, tiram sarro ou consolam através dos comentários que fazem tanto a alegria de um blogueiro!

Parabéns para Nós! E vamos Blogar!!!

sábado, 3 de maio de 2008

Ócio Movimentado

Feriadão... Um dos poucos deste ano de 2008...

Como sempre, não planejei nenhuma viagem e nenhum programa mais elaborado, porque o que eu gosto mesmo de fazer em feriadões é curtir a preguiça... Eu sei que parece coisa de velho, como dizem alguns amigos meus, mas pra alguém que tem uma vida sempre tão agitada a oportunidade de passar alguns poucos dias sem fazer nada é extremamente tentadora.

Era esse o meu plano para o Feriadão de 1º de Maio: Não fazer nada. E então chegou o frio, ah, o frio... Não existe coisa melhor do que curtir preguiça no frio, poder dormir até bem tarde, enrolada em trocentos edredons, depois levantar e calçar uma pantufa bem quentinha, comer o pão quentinho que a máquina panificadora acabou de preparar, jogar-se no sofá e enrolar-se novamente nos edredons, e ficar ali, vendo TV, cochilando, vendo o tempo passar sem ter que correr pra fazer o que quer que seja...

Só que eu sou uma pessoa agitada por natureza... Tenho o hábito de fazer pelo menos 2 coisas ao mesmo tempo, sou do tipo que carrega um livro no banco do passageiro do carro pra poder dar uma lidinha enquanto o farol está fechado (existe maior perda de tempo nessa vida do que os minutos que passamos parados no farol? e nos engarrafamentos então!), falo ao telefone enquanto respondo um email, faço tricô enquanto assisto a novela, de modo que ficar assim, sem fazer absolutamente nada é um desafio enorme que eu raramente consigo cumprir...

1º de Maio, quinta-feira, dia do Trabalho. Frio. Preguiça. E assim passaríamos nosso dia, mas a minha cabeça que não desliga nunca logo imaginou que, já que não estávamos fazendo nada mesmo, poderíamos talvez não fazer nada comendo, bebendo e conversando... Poderíamos não fazer nada enquanto estivéssemos nos divertindo, então logo a idéia de um programinha básico formou-se na minha cabeça, e no início da noite estávamos aqui, com minha irmã e meu cunhado, pãozinho quente saindo do forno, petisquinhos preparados, cerveja gelada e baralho do uno distribuído... Moral da História: ficamos jogando uno, comendo e bebendo até 3 horas da madrugada... delícia!

2 de Maio, sexta-feira (in)útil. Frio. Chuva. Tempo cinza, céu feio, vontade de ficar na cama o dia inteiro, até mesmo sem comer. Só que a sacanagem é que alguns órgãos públicos que não trabalham nunca e emendam todos os feriados resolvem funcionar justamente no dia mais feio do ano em São Paulo, e eu, sortuda como sempre, tinha um prazo justamente para o dia 02 de Maio. Não tivesse o TRT expediente neste dia, meu prazo ficaria para segunda, mas como houve expediente normal, lá fui eu sair da cama antes do horário que eu gostaria, sentar na frente do computador, trabalhar, e sair daqui de casa rumo ao Fórum do Lalau em plena 5 horas da tarde, debaixo da maior chuva, atravessando a cidade pra conseguir cumprir a porcaria do prazo... E lá se foi meu plano de ócio para sexta-feira...

3 de Maio, sábado atípico, o Sol apareceu mas continua frio. Pensando sobre o tão desejado ócio, minha cabeça não desliga. Acordamos tarde, sem grandes planos para o dia bonito lá fora, até que meu cunhado liga sugerindo aproveitarmos o Sol para um passeio diferente. Pouco tempo depois estamos todos (4 adultos e 1 criança) a bordo do mesmo carro, passeando entre os bichos do Simba Safári, dando de comer a Avestruzes que enfiam suas cabeças dentro do carro, acariciando os mansinhos cervos que vêm se exibir à nossa frente, rindo descontroladamente dos macacos obscenos que resolvem acasalar bem na frente dos visitantes do parque e debatendo sobre qual será o animal mais lindo da natureza (Gamei nesse Tigre da foto! Animal Deslumbrante!). Passeio adorável, que eu nunca tinha feito, e o melhor: baratinho!

A partir daí, não precisamos de muita desculpa pra esticar... primeiro fomos comer, porque saco vazio não pára em pé, e depois, só pra tirar a ferrugem dos ossos encolhidos sob casacos pesados e cachecóis para nos abrigar do vento frio, fomos jogar Boliche... já estávamos na rua mesmo, então... sabe como é, uma coisa puxa a outra, e outra, e outra...

Chegamos agora há pouco, e de repente me dei conta que amanhã é o último dia do Feriadão, Caramba! E eu ainda nem consegui não fazer nada como planejado... Tá difícil esse tal ócio, viu!

Ouvi outro dia a Maitê Proença dizendo numa entrevista que ela considera o ócio extremamente importante para o processo criativo. Acho que ela está certa. É durante o ócio que conseguimos viajar nos pensamentos mais absurdos, e talvez só durante o ócio a criatividade encontre um terreno seguro o bastante para manifestar-se no seu grau mais elevado.

Comigo também é assim. Às vezes estou na cama, já quase pra dormir, começando a desligar dos assuntos do dia, e então começo a pensar em coisas que gostaria de fazer, em assuntos sobre os quais gostaria de escrever, chego até mesmo a redigir mentalmente parágrafos e mais parágrafos de textos sobre vários assuntos, mas não tenho coragem de levantar pra colocar tudo no papel, porque geralmente isso acontece num estágio muito próximo do sono... No dia seguinte eu posso até lembrar vagamente das idéias, mas entro no rolo compressor das obrigações cotidianas, me envolvo com outros assuntos mais urgentes, e acabo não conseguindo recuperar aquele momento - um pequeno momento da noite anterior, quando o ócio abriu espaço para a minha mente elaborar coisas muito mais interessantes do que aquelas que elaboro "de caso pensado". Uma pena. Mas um dia eu chego lá.

Enquanto isso vou ficando por aqui, anciosa para curtir meu último dia de ócio, o domingão que encerra o final de semana prolongado. Quem sabe assim eu consiga voltar aqui nos próximos dias pra escrever algo mais interessante, mais criativo, divertido, emocionante, ou simplesmente diferente.

Boa Noite, e Boa Sorte!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Mulher de Fases

Se tem uma coisa que consola a nós, mulheres incompreendidas em eterna luta contra as oscilações hormonais de todo santo mês, é saber que não somos as únicas a padecer deste mal.

Tanto isso é verdade que o assunto já foi abordado na literatura, no cinema, nas novelas, na música, em revistas femininas, já foi debatido zilhões de vezes em programas de TV - desde "Oprah" até o "Mulheres", e é um prato cheio nunca esgotado para os humoristas de plantão.

Pra quem não viu o quadro "Sexo Oposto" no Fantástico do último domingo, fica a dica:




Como eu disse no início, serve de consolo saber que "acontece nas melhores famílias"... Foi o que eu falei para o meu marido quando ele me olhou sarcasticamente e disse: "Nossa, já vi e vivi essa cena muitas vezes!"

Ok. Somos então "Mulheres de Fases". Complicadas e Perfeitinhas.
Não é fácil lidar todo mês com tensões, oscilações hormonais, menstruação, cólica, inchaço, prisão de ventre, enxaqueca, etc e tal... E continuar sendo a "Mulher Maravilha" de todo dia, sem folga, sem trégua. Precisa ser muito fêmea pra aguentar o tranco!

Mas a verdade é que até mesmo no auge da nossa fase "TPM" - Treinadas Para Matar, ainda somos essenciais aos homens... Senão eles não suportariam por muito tempo tamanha "monstruosidade", e fugiriam todos para uma ilha distante povoada exclusivamente por homens sem fases... Duvido! Eles ainda preferem a nós!

Até porque, no fundo no fundo, o que todo homem quer mesmo é ter uma "Mulher de Fases" pra chamar de sua!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Dia do Velho... do MEU velho!

Como já falei num post recente, Abril é um mês agitadíssimo no clã dos Aguilhar-Cruz-Ribeiro-e-Agregados...

Hoje - 22 de Abril - além de ser o dia comemorativo do Descobrimento do Brasil, além de ser o Dia Mundial do Planeta Terra, além de ser o Dia da Força Aérea Brasileira, é também o "Dia do meu Velho"... Hoje meu papis comemora sua 58ª primavera, e eu não poderia deixar de registrar uma data tão importante aqui no meu cantinho!

Falar de pai é arriscado... falar do MEU pai é ainda mais arriscado. Posso pender para a pieguice de dizer que ele é meu herói, meu exemplo, blablabla, ou posso pender para um lado bem menos romântico de dizer que ele é, por exemplo, sem noção, e que às vezes dá um trabalhooooooo.

Na verdade meu pai é um misto disso tudo. Quando eu tinha uns 9 ou 10 anos - lembro-me como se fosse hoje, ganhei meu primeiro concurso de redação na escola, e adivinhem qual foi o tema? Pois é.

É uma pena que eu não tenha essa "preciosidade" guardada até hoje, mas consigo me lembrar - acreditem, de quase todo o conteúdo... Lembro que escrevi sobre a história do meu pai, como eu o admirava pela coragem que ele teve de deixar o aconchego do lar (lá no sertão do Nordeste) e vir encarar sozinho a "selva de pedra" com apenas 17 anos, e como ele conseguiu, apesar de todas as dificuldades, escrever sua história aqui em São Paulo, construindo uma carreira modesta de trabalhador braçal (mas extremamente digna), construindo uma família, um lar.

Muito do que aprendi na vida sobre a diferença entre ter estudo e ser sábio, aprendi com o exemplo do meu pai. Ele não tem estudo, fez apenas o primário (algo como estudar até a 3ª ou 4ª série hoje em dia), tem uma origem simples, humilde, mas possui uma sabedoria admirável. E aquele jeitão que só quem conhece o "Sr. Washinton" (assim mesmo, sem o G) sabe como é... quietão, caladão, sossegadão.

Pensem na dureza que foi para esse homem conviver praticamente a vida inteira sob o mesmo teto que 5 mulheres de personalidade fortíssima! Tarefa difícil, reconheço. Mas meu pai deu conta do recado, à sua moda, mas deu. Trabalhou duro a vida inteira, nunca em toda a minha vida (juro!) vi meu pai faltar um único dia no emprego, muito menos chegar atrasado ou sair mais cedo, sempre foi extremamente responsável e dedicado a prover o nosso sustento e a nossa formação, e, claro, os frutos vieram!

Se meu pai não pôde nos ajudar com as equações de matemática ou com análises sintáticas por não ter estudos para tanto, pôde, por outro lado, nos passar lições preciosas de vida.

Minha mãe sempre dizia que eu, particularmente, era a "queridinha do papai". Eu sempre contestava, até porque meu pai não é do tipo que demonstra predileção, ele é muito quietão, é uma figura ímpar que só mesmo conhecendo... Mas, no fundo no fundo, eu sei que era (e é) mais ou menos isso mesmo... Talvez por eu ser a mais velha, talvez por eu ter sido a mais rebelde, não sei... só sei que até hoje meu pai faz questão de "cuidar" de mim, mesmo que eu não precise mais (em tese) ser cuidada.

De vez em quando ele passa aqui em casa de manhã, aquela passadinha rápida à moda Seu Washinton, mas nunca deixa de perguntar se eu estou precisando de alguma coisa, se tem alguma conta que ele possa pagar pra mim, se tem gasolina no meu carro, e coisas do gênero. É o jeito dele de dizer "se precisar me chame!".

E sabe aquela história de que são os pequenos gestos que demonstram grandes sentimentos? Então. Outro dia eu fiquei até emocionada, por uma coisinha boba, mas que me tocou profundamente:

Meu pai apareceu aqui em casa umas 7 horas da noite, com uma sacolinha. Eu me surpreendi porque não é o horário habitual da visitinha dele, e então ele disse: "Ah, o carro da pamonha passou lá na rua agora há pouco, daí eu resolvi comprar umas pamonhas pra te trazer porque sei que você gosta!" (eu amo pamonha!). Deixou a pamonha, não quis ficar pra jantar, fez o tradicional interrogatório "Tá tudo bem?/tem gasolina no carro/tá precisando de alguma coisa?" e foi embora. E eu fiquei aqui, emocionada, curtindo o momento e sentindo como é incrivelmente bom ter um pai.

Ele é imperfeito, claro... De vez em quando dá umas pisadinhas na bola, de vez em quando nos enfurece se comportando praticamente como um adolescente, principalmente depois que minha mãe se foi... De vez em quando temos que ter conversas sérias com ele, como se os papéis se invertessem, mas talvez esteja justamente aí o sentido de tudo nessa vida, vai saber...

O fato é que ele é meu pai, e de uma forma ou de outra, será sempre o meu herói, aquele me que levou pela primeira vez a um estádio de futebol mesmo eu sendo uma menininha de 5 anos de idade - e me ensinou a arte de ser SãoPaulina (êêêê!), aquele que me apoiou nos momentos difíceis mesmo quando eu merecia na verdade um belo castigo, aquele que teve paciência comigo quando ninguém mais parecia ter, aquele que me ensinou muito sobre equilíbrio e moderação, e aquele que até hoje consegue ver em mim apenas uma menina, uma menina que precisa e sempre vai precisar de um colo de pai.
Feliz Aniversário, Pai!
Te Amo muito, te admiro muito, sei que também pego muito no seu pé e às vezes brigo muito com você, mas, usando o seu próprio jargão, "é para o seu bem"!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Qual o jeito certo?

É mais fácil inverter o jogo do que encarar que é hora de ajudar alguém que precisa de ajuda...

É mais fácil supervalorizar seus próprios problemas do que enxergar que, pelo menos às vezes, existem pessoas com problemas mais sérios do que você;

É mais fácil manter a visão limitada do seu próprio umbigo do que se permitir enxergar o que se passa à sua volta;

É mais fácil culpar o outro por não ter ligado todo esse tempo, do que pegar o telefone e discar o número você mesmo;

É mais fácil arrumar um motivo qualquer pra se afastar daquela pessoa que anda muito down, do que ter que aturá-la e, quiçá, ajudá-la a sair do fundo do poço;

É mais fácil mandar a pessoa deprê "procurar tratamento" do que arregaçar as mangas e ajudá-la você mesmo... isso dá trabalho, e ninguém quer ter trabalho aturando gente "em crise";

É mais fácil dizer "Você não está bem! Precisa procurar ajuda!". Só que às vezes a verdadeira ajuda só será eficaz se começar dos mais próximos... as relações humanas baseiam-se na confiança (ou desconfiança);

Lembram daquele versinho manjado: "Tu te tornas eternamente responsável pelas pessoas que cativa"??? Então...


É mais fácil falar, falar e falar do que ouvir, ouvir e ouvir;

É mais fácil culpar o outro pelos seus problemas do que ajudá-lo a superá-los;

Ninguém gosta de ficar perto de gente infeliz, mal-humorada, mal-amada ou pessimista. Ninguém gosta de ficar perto de gente deprimida, pra baixo;

Porque dá mais trabalho contagiar o depressivo com alto-astral, do que deixar-se contagiar pelo baixo-astral;

Animar quem está pra baixo dá trabalho, e quem quer perder tempo com isso?

Afinal, quando perguntamos àqueles que encontramos: "Olá, como vai?", a única resposta que estamos preparados para ouvir é o automático "Tudo bem!".

Simples assim. É assim que somos, eu, você, todos nós... E eu, na minha parte, me envergonho disso, principalmente quando vejo o outro lado da moeda...


Agora, a pergunta que fica é o título do post: "Qual o jeito certo de dizer tudo isso?". Qual o jeito certo de dizer essas coisas sem parecer "A" vítima ou "A" coitadinha que só quer atenção??? Eu não sei... não mesmo... mas, só pra constar, a intenção não foi essa, ok?

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Vinícius

Pesquisando no Youtube em busca do vídeo de "Tarde em Itapuã", que eu postei agorinha, acabei encontrando grandes tesouros da uma época em que a Música Popular Brasileira não estava ainda infestada pela praga dos tchans, créus, e tantas outras porcarias que poluem o cenário musical (?) atual.

Existem vídeos incríveis ali... inclusive das memoráveis parcerias de Vinícius de Moraes e Tom Jobim. Faça você também uma pesquisa no Youtube pelo nome de um dos dois, e delicie-se, como eu mesma me deliciei esta manhã.

Só pra "abrir o apetite", eis um dos mais lindos sonetos de amor de todos os tempos: Soneto da Fidelidade

Músicas que me Inspiram - Parte V

Já que hoje estou numa onda nostálgica de MPB, não podia deixar de citar esse clássico maravilhoso do grande poeta Vinícius de Moraes numa parceria iluminada com o igualmente grandioso Toquinho:
"...Um velho calção de banho
o dia pra vadiar
Um mar que não tem tamanho
e um arco-íris no ar
Depois, na Praça Caymmi
sentir preguiça no corpo
e numa esteira de vime
beber uma água de coco, é bom..."

O que me inspira? Ah... a letra já diz tudo...

Tarde em Itapuã (esse vídeo é um tesouro! viva o Youtube!)


Músicas que me Inspiram - Parte IV

Hoje vou de MPB, senão vai acabar parecendo que sou daquelas pessoas que não sabe apreciar as maravilhas da boa música brasileira, já que tenho postado apenas músicas internacionais.

Adoro Samba. É o que há de mais genuíno na MPB. Talvez seja o samba nossa melhor expressão cultural, nossa maior riqueza musical. De tempos em tempos aparecem pseudo-músicos dispostos a "assassinar" o samba, dispostos a transformar o que é bom em lixo cultural, principalmente aquelas bandinhas de pagodeiros que pegam carona em algum modismo momentâneo.

Conheço muitas pessoas que dizem "odeio samba, odeio pagode", mas às vezes o que a pessoa odeia mesmo é o que eu também odeio, as tais bandinhas insuportavelmente irritantes e desprovidas de talento. No entanto, se você faz parte desse grupo que não se permite descobrir o verdadeiro samba apenas pelo ódio aos pagodeiros desqualificados, fica minha dica: Ouça Paulinho da Viola. Só pra começar.

É impossível não gostar de Paulinho da Viola. Da figura, do músico, da voz suave... Timoneiro, especificamente, é uma música que inspira escutar mais samba, samba bom, algo como ir para um daqueles pitorescos bares do Bairro da Lapa no Rio, sentar numa mesinha rodeada de amigos, bebendo uma cervejinha ultra gelada, e desfrutar de tudo que o bom samba pode proporcionar... Já pude fazer isso algumas vezes na vida, e garanto que é demais...

Permita-se escutar... Com vocês, Timoneiro - Paulinho da Viola!


sábado, 12 de abril de 2008

Sábado Esportivo

Hoje foi realizada a 8ª Corrida Pão de Açúcar Kids, lá no Complexo Esportivo do Ginásio do Ibirapuera. Mais uma vez estávamos lá: Mamãe e Papai torcedores-babões, a super incentivadora "tia Silvia", e o nosso pequeno campeão - LUCAS!

Como em todas as outras vezes, foi muito, muito, muuuuuuuito legal! É um evento super bem organizado, uma iniciativa super bacana para estimular a prática esportiva pelos pequenos, e o melhor de tudo é ver como a criançada - de 4 a 12 anos de idade - curte participar...

Sempre me divirto muito nessas corridas... O Lucas já participou de muitas edições, já tem uma considerável coleção de medalhas, mas cada experiência é particular, diferente... As crianças dão um show de espírito esportivo, competitividade e fair play.

Os pais, por sua vez, comportam-se extamente como pais... é impressionante como um evento desta natureza é capaz de colocar no "mesmo patamar" pessoas de classes sociais diferentes, pessoas de origem e formação diferentes, religiões diferentes, enfim... eram cerca de 3000 crianças inscritas (pelo menos o dobro de "acompanhantes"), e quando você olhava para aquele mar de gente, não podia distinguir absolutamente nada, porque naquele momento todos eram exclusivamente pais e mães (ou tios, padrinhos, avós, enfim...), exercendo seu mais primitivo instinto em busca do melhor ângulo para fotografar o filho na pista ou berrando (como eu) até perder a voz na esperança de que o pequeno escute sua torcida durante a prova. Coisas que só quem tem um filho é capaz de entender...

Foi um sábado incrível... Meio cansativo, porque acordamos bem cedo por conta da corrida, e tomamos muito Sol na moleira (como estava quente!), mas como sempre valeu muito à pena... Recomendo pra todos os amigos que têm filhos nessa faixa etária: Participe de um evento desta natureza assim que puder!!! É uma experiência e tanto!!!

Fazer bolinhas de sabão pode ser um ótimo "aquecimento"!


Aquecendo "de verdade" com a atleta-personal-trainner-tia-babona Silvia.


Alongar é preciso!



Quem consegue correr 100 metros e ainda ficar com essa carinha linda e feliz? Mais que uma prova esportiva, o importante é a diversão!


Corre, Lucas, Corre!!! (quem serão aqueles adultos ali no canto, quase derrubando a grade???)

Grande Chegada! Saca só a "ginga" do atleta!

Curtindo a Vitória (e viva a Tia Silvia!!!)


Orgulho de Mamãe... Coisa mais valiosa desse Mundo... Meu Campeão! E fui eu que fiz!!!

Definitivamente, ter um filho é de longe a melhor coisa que pode acontecer na vida de qualquer pessoa!!! TE AMO muuuuuuuuuuuuuuuuito, Lucas!!!





Porque ser mãe é também pagar grandes micos!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Para matar a Saudade

Depois de muitas tentativas, finalmente consegui postar uns trechos do vídeo do meu casamento no youtube... Sei que já faz "séculos" que casei (na verdade pouco mais de 6 meses), mas pra mim ainda parece que foi ontem, ainda parece que foi tudo um sonho...

Então, para matar a saudade de um dia pra lá de especial, vou compartilhar essas imagens incríveis com vocês!!!

Às noivinhas queridas que sempre visitam e acompanham meu Blog, fica o aperitivo... logo logo será a vez de vocês, meninas!!! Eu bem sei como noiva adora ver tudo sobre qualquer casamento, então... divirtam-se!!!
P.S.: A qualidade dos vídeos não está lá essas coisas, tive que baixar muito a resolução do arquivo original pra conseguir postar, mas... mesmo assim dá pra ver!




Makking Off, porque toda noiva merece ter o seu "Dia de Rainha"!



Os Melhores Momentos


Clipão da Festa... e que Festaaaaaaaa!!!