quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Fúria Tepeemística

Então, né.

A pessoa é o que é, e faz tudo que pode nessa vida pra manter a crasse até nas situações mais adversas.

Mas só que a pessoa faz parte da maioria da população mundial, sabe qual é? Aquele grupinho que todo-mês-sangra. Sacou? Então.

E a maioria daquelas pessoas que todo-mês-sangram não só sangram como são submetidas à tortura da dor no fatídico período (malditas cólicas!), e à tortura da tensão pré durante vários dias que antecedem o período negro (ops! vermelho), de modos que a estas pessoas o tempo de vida útil é violentamente reduzido em relação ao tempo de vida útil do outro espécime da raça - aquele que não-sangra.

Mas então, voltemos à pessoa. A pessoa que, nascida bem longe de um berço de ouro, mora mal. É. Mora mal. Lugar ruim, prédio ruim, aquela coisa. Mas é o lar da pessoa, e é o que ela tem para o momento, então a pessoa faz tudo nessa vida pra ser feliz apesar de seus muitos pesares.

Há pouco tempo, no entanto, muita coisa mudou na rua onde a pessoa mora. Porque é uma ruela minúscula onde até então existiam apenas os prédinhos meia-boca de 4 andares e mais uma meia-dúzia da casas velhas sem movimento. Até então.

Porque na cidade que só cresce pra cima constroem-se prédios até onde não cabe, e o fato é que por algum milagre da engenharia 2 torres gigantes de 16 andares ergueram-se ao lado dos prédinhos onde a pessoa mora, da noite para o dia. É. Um belo dia a pessoa acordou e quando olhou pela janela haviam trocentas janelinhas ao fundo, onde antes ela avistava apenas aquela paisagem feiosa de um bairro suburbano de casebres.

E a ruela onde a pessoa mora, obviamente, não tem estrutura para os novos moradores. Imaginem vocês, os postes que transmitiam eletricidade aos prédinhos meia-boca e à meia-dúzia de casinhas mal acabadas não dariam conta de fornecer energia elétrica para o condomínio gigantesco onde vão morar, sei lá, trocentas famílias? Os cabos telefõnicos também não aguentariam, nem a tubulação de esgoto (já imaginou o cano por onde passam os dejetos de 100 pessoas de repente terem que comportar os dejetos de 1000 pessoas? então!).

E depois de toda essa explicação inicial, o que eu queria mesmo contar é que a rua onde a pessoa mora virou um inferno (como se o fato de o lugar ser ruim já não fosse ruim o bastante). Porque, né? É uma ruela que mal comportava o trânsito das carroças velhas dos antigos moradores, e de repente tem que comportar o trânsito lá dos trocentos novos moradores do condomíno de luxo. Nem tem espaço pra circular tantos carros, muito menos para estacioná-los. Considerando-se que a pessoa mora num local onde a noção de civilidade das pessoas é praticamente nula, pode-se dizer que a rua onde a pessoa mora está em "estado de sítio". Impossível chegar e impossível sair.

Mas isso não é tudo, porque as companhias de energia elétrica, de telefonia e de águas e esgotos precisaram tomar providências pra dar vazão aos novos moradores, e foi um tal de buraco pra cá, buraco pra lá, passa cano não sei por onde, passa fio acolá, troca poste, corta e energia pra refazer a infraestrutura, e blablabla. Caos. Caos. Caos.

Os velhos moradores dos prédinhos meia-boca (incluindo-se aí a pessoa) e os velhos moradores das casinhas mal acabadas tiveram que pagar o preço do conforto dos novos moradores do condomínio de luxo com piscina e quadra poliesportiva. Mas tudo bem, a pessoa nem quer ficar reclamando muito disso porque senão as outras pessoas vão acabar dizendo que é despeito por não morar no condomínio de luxo e sim no prédinho meia... ah, vocês entenderam!

Mas aí, né, vamos associar uma coisa à outra. A pessoa tava na TPM e, acreditem, nem era uma simples Tensão Pré-Menstrual. Na verdade a pessoa estava mais como Treinada Para Matar, sabe? Daquele jeito. É, aquele extremo, aquele perigoso que inclusive pode ser atenuante de pena se uma mulher comprovar que cometeu o crime no tal estado, porque a tensão é forte, colega, e até a ciência tem medo de discordar disso.

E daí o caos na rua. Os carros da Sabesp, Eletropaulo, Telefônica e o Diabo tudo furando o que sobrava dos asfalto, onde um furava o outro queria tampar, coisa de doido. E a pessoa ia sair pra levar o filho no colégio, né?

E como a vida da pessoa é muuuuuuuuuuuito corrida, a pessoa faz tudo de forma cronometrada, tipo quartel. Tudo calculadinho para não sobrar nem faltar tempo, mais ou menos assim:

1 minuto pra descer as escadas
+
1 minuto pra entrar no carro
+
1 minuto pra sair da garagem
+
16 minutos de percurso até o colégio
=
20 minutos de antecedência pra sair de casa (com o luxo de ter ainda 1 minuto de "sobra" nesta conta).

Então a pessoa sai de casa 12h40, né? Porque o filho entra no colégio às 13h00. E isso sempre funcionou e sempre deu certo em mais de 2 anos, antes que alguém diga o contrário.

E no dia X a pessoa, seguindo sua rotina, sai de casa, correndo como sempre. Entra no carro, liga o carro, manobra o carro, aperta o botão do controle pra abrir o portão da garagem e... Depara-se com um caminhão betoneira parado bem em frente à saída do seu prédinho meia-boca, despejando concreto ou seja lá o que fosse aquilo numa vala gigante que alguém tinha aberto dias antes.

Tipo assim, o caminhão estava OBSTRUINDO a saída de qualquer pessoa porque estava exatamente em frente ao portão.

Então a pessoa, né, já naquele estado, dá um bip-bip de leve na buzina do seu carro, coloca a cabeça pra fora e pede para um dos operários que estavam do lado de fora do caminhão mexendo lá no concreto:

'_ Moço, pode me dar licença por favor?"

Havia ali uma meia dúzia de homens uniformizados mas a pessoa nem lembra de qual Compania eles eram, não tinha tempo pra reparar no logotipo do uniforme. A pessoa não entendeu muito bem o que todos eles estavam fazendo porque um segurava um negócio lá grudado no caminhão, outro fuçava no concreto com uma pá, os outros olhavam, enfim.

Neste momento todos os operários em questão levantam a cabeça e olham pra pessoa com cara de desdém, e um deles diz:

"_ Ih, madame, pode esperar que o negócio aqui vai demorar um bocado ainda!"

A pessoa, né, já se contorcendo porque seu único minutinho de folga estava prestes a se esgotar e aí sim ela estaria oficialmente atrasada, sem acreditar muito no que ouviu pediu novamente:

"_ Ai, moço, vocês podem me dar licença - e LOGO - porque eu preciso sair AGORA?"

E na segunda vez alguns dos operários até riram levemente, e o mesmo desaforado que falou da primeira vez repetiu:

"_ Ah, madame, a senhora vai ter que esperar porque nós não podemos parar o que estamos fazendo aqui não!".

Aquelas 2 palavras - "VAI TER" - funcionaram como uma chicotada para a pessoa. Vai ter. Como assim "vai ter"? Como alguém ousa dizer o que a pessoa vai ter que fazer num dia normal, quiçá quando a pessoa está no auge da pior TPM de sua vida?

Ah... grande erro... grande erro...

Dessa vez a pessoa desceu do carro, chegou bem perto dos operários e disse, num tom de voz já bem enérgico:

"_ Eu vou pedir com educação mais 1 vez. Saiam da minha frente por favor, que eu tenho mais o que fazer e vocês estão obstruindo a saída do meu prédio! Eu preciso sair agora, me dêem licença por favor antes que a coisa fique feia!"

A pessoa não sabe direito o que foi, mas da meia dúzia de operários uns 4 pelo menos recuaram depois que ela deu este últimato. Talvez fosse a sua fisionomia, porque dizem que uma mulher no auge da TPM por incorporar as feições do Capeta, e talvez isso tenha assustado alguns dos moços. Esses que se amedrontaram um pouco começaram a contemporizar que talvez fosse melhor o caminhão dar uma descidinha para liberar a saída, e depois voltar de ré.

Mas tinha uns 2 mais abusadinhos que apenas disseram para os colegas, num tom alto suficiente paItálicora que a pessoa - já de volta dentro do carro - escutasse:

"_ Ah, Zé, relaxa! Vamo fazê aqui o nosso, a madame que espere, nem deve ter nada importante pra fazer mesmo, essas madames desocupadas! Nós é que temos aqui que cumprir nosso horário pra terminar o silviço logo."

O que se sucedeu depois que a pessoa escutou aquela frase imbecil não é totalmente publicável, porque, né? A pessoa faz tudo que pode nessa vida pra manter a crasse, como disse no começo do post, mas tinha a pior TPM ever, né?

Só sei que a pessoa chegou a pegar um bastão que carrega no carro pra lutar com algum ninja que apareça na sua frente e chacoalhou o tal bastão na frente dos operários, já bem longe do diálogo sensato, gritando impropérios e fazendo ameaças que são - repito - impublicáveis.

A princípio os homens riram discretamente da atitude da pessoa enlouquecida, mas em poucos segundos perceberam a seriedade da situação e recuaram, e finalmente foram conversar com o motorista do caminhão sobre a possibilidade de sair da frente daquela louca.

A louca, por sua vez, entrou no carro e começou a buzinar, buzinar, buzinar, buzinar... entre uma buzina e outra gritava para sairem logo da sua frente, e continuava a buzinar, buzinar e buzinar. Os vizinhos começaram a aparecer nas janelas, tanto nos prédinhos meia-boca como nos prédios chiques vizinhos.

"_ A culpa é de vocês!", gritou a pessoa olhando na direção daquela infinidade de janelinhas do prédião vizinho, mas acho que a essa altura ninguém entendeu o que ela disse porque, né, a situação estava um tanto quanto tumultuada com outros barulhos.

Cerca de 5 minutos depois de começada a confusão, finalmente o caminhão saiu da frente, e a pessoa saiu como um furacão. Sua vontade real era fazer um strike de operários, pegando em cheio o grupinho de meia-dúzia que segundos antes ria da sua cara.

Graças a Deus um fiapo de responsabilidade jurídica persistiu e a pessoa, embora tenha passado voando e bem perto dos homens (o suficiente para assustá-los e fazê-los molhar as calças), não atingiu nenhum deles, nem qualquer outro ser vivo durante todo o dia, o que é, concordemos todos, uma grande vitória.

Foi por pouco. E a TPM, meu povo, não é brincadeira não, viu!

Jamais desafie uma mulher em fúria tepeemística. Jamais! Fica a dica.


Ah, sim, como nem tudo nessa vida é desgraça, apesar do contratempo dos homens e do portão obstruído, a pessoa conseguiu chegar no colégio do filho com apenas 1 minuto de atraso. Como? Bem... se chegar alguma multa por excesso de velocidade nos próximos dias, então saberemos. E desde que a multa não chegue bem durante a TPM, estará tudo (quase) certo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Grammy 2009

Festa... Adoro festa, até mesmo quando não é para o meu bico... Aliás essas são as minhas preferidas, e sempre fico babando na frente da TV horas a fio diante de tanto glamour...

Apesar de a minha praia ser mais cinema (não perco o Oscar e o Globo de Ouro por nada nesse mundo), também gosto muito de ver as premiações musicais, e ontem à noite aconteceu lá em Los Angeles a cerimônia de entrega do Grammy 2009, que foi transmitida (sem tradução simultânea - protestos!) pelo Canal Sony.

Como sempre embasbacada pelo luxo e pelo visual arrasador (ou horrendo) das celebridades, assisti a transmissão quase toda (e como é longa!), e posso dizer que isso não é uma tarefa exatamente fácil, porque a diversidade musical abrangida pela premiação nos obriga a assistir performances de doer, mas... todo mundo deve merecer seu lugar ao Sol, afinal....

De qualquer forma, muita coisa bacana rolou por lá, e vou fazer aqui minha lista particular de destaques:


1. Valeu muito à pena aguentar horas e horas de Hip-Hop e afins (porque eles gostam tanto disso, meodeos?) para depois ser brindada com uma apresentação live da música que me dá vontade de voar 2 (a música que me dá vontade de voar 1 também é do Coldplay e eu até já postei aqui no blog):

Viva la Vida - Coldplay, que recebeu o prêmio de Canção do Ano.

(para ver e ouvir, clique aqui)


2. Valeu muito à pena aguentar musiquinhas chatas e uns apresentadores que eu nunca vi na vida fazendo piadas que não pareciam ter o menor sentido porque a Rainha sempre voltava exuberante, linda, divertida como sempre e com aquele figurino que me mata de inveja:

Queen Latifah faz jus a seu nome e reina soberana, sempre. Assisti uma outra premiação apresentada por ela estes dias (não lembro o nome), e só posso dizer que o stylist dela é tudo de bom... Vestidos lindíssimos completamente adequados ao seu biotipo Farto, que a deixam estonteantemente linda e colocam muuuuuuuuuita magrela no chinelo. (Obs.: Esta foto é de outro evento, porque não encontrei na net a foto do Grammy)


3. Valeu muito à pena aguentar Miley Cyrus (ninguém merece essa Hannah Montana dos infernos!) para depois ser brindada com um live da incrível Adele, que cantou uma de suas mais lindas canções (e olha que o páreo era duro porque o CD da Adele é daqueles que a gente ouve inteirinho sem ter vontade de pular nenhuma música, é maravilhoso!).

Adele e seus 2 merecidíssimos Grammys - Artista Revelação e Performance Vocal Pop Feminina por Chasing Pavements.

(para ver e ouvir, clique aqui)



4. Valeu à pena esperar pacientemente durante os zilhões de intervalos comerciais para depois assistir essa dupla tão improvável quanto incrível, cantando um clássico que embalou gerações, Let´s stay together:

All Green (que está no patamar dos Deuses do R&B) e um dos "deuses" pop da atualidade Justin Timberlake (não que eu goste exatamente da música do Justin, mas algumas coisas são incontestáveis, né? E de um jeito ou de outro ele É um Deus, hehe).

(para ver e ouvir, clique aqui)


5. E valeu à pena aguentar uma barulheira aqui e outra ali pra ouvir finalmente uma black music de responsa, daquelas que não deixa ninguém parado:

Alguém consegue não gostar de American Boy? Taí uma parceria super bem sucedida, que deu para a talentosa Estelle uma merecida visibilidade. Arrasaram, e eu me acabei de dançar na sala!

(para ver e ouvir, clique aqui)


6. Qualquer coisa vale à pena se depois você tiver a oportunidade de ver um Beatle live, em ótima forma:


Ah, Paul McCartney... no words for you! Eu nasci na época errada... certeza!


7. Da mesma forma, sempre vale à pena ver o velho renascer e virar novo, sem perder a qualidade, mostrando que atitude rock´n roll de verdade é romper barreiras, derrubar preconceitos e fazer boa música, sempre:

Robert Plant (e o gritinho de The Immigrant Song me vem sempre à mente) e Alisson Kraus, na grande parceria que faturou 5 prêmios na noite, dentre eles o principal de "álbum do ano". (aliás, ouça "Raising sand" e entenda a razão de tantos prêmios)

(Para ver e ouvir, clique aqui)


8. Finalmente, valeu muito à pena ficar acordada até 02h30 da madrugada (considerando que o dia seguinte seria uma segunda-feira cheia de compromissos), só pra ver um dos meus maiores ídolos cantando lindamente como sempre no encerramento da festa - Ele se apresentou antes do final com o Jonas Brothers (hã? quem?), porque ele é generoso e não tem preconceitos, mas poucas coisas no mundo são tão lindas como ele e o piano, e a música e tudo mais que acontece quando ele toca e canta.

Stevie é tudo de bom. TUDO DE BOM. Amo, Amo, Amo! Tem como não Amar?

(Para ver e ouvir, clique aqui)




E foi isso. Muitos momentos marcantes, outros nem tanto, mas no final das contas a MÚSICA continua sendo um poderoso remédio pra alma, portanto

Let´s The Music Play, baby!

P.S.: Não postei os vídeos originais do Grammy porque não estão disponíveis, ok?

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Minha Amada Imortal

"...Meu anjo, meu tudo, meu próprio ser... Por que esta profunda tristeza quando é a necessidade quem fala? Pode consistir nosso amor em outra coisa que em sacrifícios, em exigências de tudo e nada? Esqueceu de que você não é inteiramente minha e de que eu não sou inteiramente seu? Oh, Deus! Contempla a maravilhosa natureza e tranqüiliza seu ânimo na certeza do inevitável. O amor exige tudo e com pleno direito: eu para com você e você para comigo. No entanto, duvida tão facilmente que eu tenho que viver para mim e para você. Se estivéssemos completamente unidos, nem você nem eu estaríamos nos sentindo tão desolados..."

"... Alegre-se, você é o meu mais fiel e único tesouro, meu tudo como eu para você. No mais, que aconteça o que tenha que acontecer e deva acontecer; os deuses saberão o que fazer..."

"... Ah! onde estou, também ali está você comigo. Tudo farei para que possamos viver um ao lado do outro. Que vida!!! Assim, sem você... perseguido pela bondade de algumas pessoas, que não quero receber porque não as mereço... me dói a humildade do homem diante do homem..."

"... Choro ao pensar que provavelmente não receberá minha primeira carta antes de sábado. Tanto como você me ama, muito mais a amo!..."

"... Bom dia! Todavia, na cama se multiplicam meus pensamentos em você, minha amada imortal; tão alegres como tristes, esperando ver se o destino quer ouvir-nos. Viver sozinho me é possível, ou inteiramente com você, ou completamente sem você. Quero ir bem longe até que possa voar para os seus braços e sentir-me num lugar que seja só nosso, podendo enviar minha alma ao reino dos espíritos envolta em você..."

"... Você concordará comigo, tanto mais conhecendo minha fidelidade, e que nunca nenhuma outra possuirá meu coração; nunca, nunca... Oh, Deus! Por que viver separados, quando se ama assim? Minha vida, o mesmo aqui que em Viena: sentindo-me só, angustiado. Você, amor, me tem feito ao mesmo tempo o ser mais feliz e o mais infeliz..."

"... Fique tranqüila. Contemplando com confiança nossa vida alcançaremos nosso objetivo de vivermos juntos. Fique tranqüila, queira-me. Hoje e sempre, quanta ansiedade e quantas lágrimas pensando em você... em você... em você, minha vida... meu tudo! Adeus... queira-me sempre! Não duvide jamais do fiel coração de seu enamorado Ludwig. Eternamente seu, eternamente minha, eternamente nossos."

LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770-1827)


Os trechos acima são fragmentos que eu destaquei da famosa carta encontrada após a morte de Beethoven, que revelou para o mundo a existência de uma Amada Imortal da qual ninguém nunca soube.

Beethoven foi um grande compositor, era um homem de temperamento bastante difícil e teve sua carreira dramaticamente afetada pela surdez, problema que agravou ainda mais sua dificuldade de se relacionar tranquilamente com quem quer que fosse.

Tanto que parecia impossível que alguém como ele fosse capaz de escrever palavras como estas a uma mulher real. Mas foi, e, puxa... Quanta poesia, quanto amor e quanta emoção há nestas palavras!

A história de vida de Ludwig Van Beethoven é espetacular. Há tantas nuances e tantos infortúnios e tanta dificuldade e tanta adversidade que parece impossível que tudo tenha acontecido naturalmente. Parece mais um roteiro de cinema pronto. E dos bons!

Claro que eu, dentro de toda a minha ignorância cultural lastimável, gosto muito de música clássica, desde adolescente, aliás. Claro que eu, dentro de toda a minha ignorância cultural lastimável, gostaria de conhecer mais profundamente a história de personalidades como Beethoven, mas conheço apenas alguns pequenos trechos da história real do Compositor, li alguma coisa anos atrás, e continuo carregando religiosamente no meu carro aquele CDzinho que tem a quinta sinfornia quase completa, que eu ouço em horas extremas - de caos ou de céu.

Mas porque estou falando tudo isso agora? Bem... porque há alguns dias zapeando na TV passei rapidamente pelo canal History Channel e voltei logo em seguida, atraída pelo título do que estava passando:


MINHA AMADA IMORTAL - o filme.

Estava no comecinho e - que bom! Não perdi quase nada.

Assisti esse filme pela primeira vez em 1994, quando foi lançado, na época ainda em VHS. Lembro que fiquei tão extasiada que assisti duas vezes seguidas, e passei pelo menos 1 mês falando a respeito com qualquer um que chegasse perto de mim.

Tudo bem, não é exatamente uma cinebiografia assim tãããão fiel aos fatos reais da vida de Beethoven, mas podemos dizer que pelo menos 90% da história é sim verídica, e os 10% romanceados foram tão bem amarrados que é quase impossível distinguir o real do fictício. Ponto para Bernard Rose, que além de dirigir o longa assina também o roteiro.

Gary Odman simplesmente transforma-se em Beethoven. Tudo bem que nem temos imagens reais de Beethoven pra comparar, eu sei, mas mesmo assim é impressionante. Comecei a gosta do ator, aliás, depois de ver Minha Amada Imortal, e vi muitos outros filmes pra ter certeza de que ele conseguiria desencarnar Beethoven de seu corpo, porque não há outra explicação para sua atuação estupenda no filme. De arrepiar.

O filme começa com a morte de Beethoven. É quando seu fiel amigo Schindler (Jeroen Krabbé), mexendo em suas coisas, encontra a Carta à Amada Imortal. Atordoado por não ter tomado conhecimento de tal mulher apesar de ter passado praticamente a vida inteira secretariando e assessorando Beethoven, Schindler inicia uma investigação com o intuito de realizar o último desejo do Maestro: Encontrar a Amada Imortal, para quem Beethoven deixou todos os seus bens.

É a partir daí que somos levados de volta, através de flash-backs, a momentos marcantes da vida de Ludwig, e os acontecimentos vão sendo cuidadosamente costurados até a revelação do grande segredo.

O filme é belíssimo. A história é belíssima e, mesmo sabendo que até hoje há controvérsias sobre alguns fatos reais, isso nem importa muito. Importa muito mais conhecer um pouco da história de um grande ícone da música clássica, através de um filme muito caprichado, digno de Beethoven.

Embora seja quase todo "carregado" por Gary Oldman - já que sua atuação tão intensa acaba ofuscando qualquer outra, há de se destacar a presença da estonteante Isabela Rosselini, como Anna Marie Erdody - amiga e confidente de Beethoven.

Foi um prêmio encontrar este filme assim, por acaso, num canal de televisão qualquer em plena tarde de domingo. Realmente eu nunca mais o tinha visto, e nem tenho muito o hábito de rever filmes muitas vezes, mas assisti-lo depois de 15 anos teve um outro sabor, e eu não podia deixar de vir aqui recomendar pra vocês!

Procure na locadora mais próxima. MINHA AMADA IMORTAL. Um filme belíssimo, raro, caprichado, emocionante...

IMPERDÍVEL!


Para ler ouvindo

O Menino do Pijama Listrado (O Filme)

Há algum tempo escrevi aqui no Blog sobre "O Menino do Pijama Listrado" - o Livro. Se você não leu ou não se lembra, clique aqui e confira minha "babação" a esta história profundamente emocionante.

E então o livro virou filme, e lá fui eu "sofrer" mais uma vez, chorar rios de lágrimas e sentir emoções avassaladoras.

Não há muito o que escrever sobre a história em si, porque tudo já está dito lá na resenha do livro, e o filme é bem fiel ao livro.

O que posso dizer é que é um belo filme, pra se assistir de coração aberto e, além de toda a avalanche de emoções óbvias, sentir também aquele soco no estômago de vergonha e indignação por um episódio tão horrendo na história da humanidade.

Eu nunca vou me conformar com o Holocausto, por mais que eu leia livros e veja filmes a respeito. Nunca vou conseguir entender como o Mundo permitiu que coisas daquele tipo acontecessem. Nunca vou me sentir 100% digna enquanto pessoa humana por saber que outros iguais a mim foram capazes de atrocidades daquela natureza. Eu lido muito mal com essas histórias e por mais que já saiba o final, sempre sofro e sempre me revolto.

E então a história dos garotinhos Bruno e Shmuel nos apresenta um elemento ainda mais dramático, que é o olhar da inocência infantil sobre aquela situação inexplicável.

Há que se ter o coração forte pra aguentar. Os garotinhos que interpretam Bruno e Shmuel são uns fofos, e é difícil manter o distanciamento lógico da realidade para a ficção com aquela sequência de fatos perigosos se desenrolando diante dos nossos olhos, sem que nada possamos fazer.

Cinematograficamente falando, é um filme "correto". Uma direção até conservadora, eu diria - direção e roteiro de Mark Herman (descobri depois que é o mesmo diretor de Hope Springs, um filme que eu gosto muito) - mas imagino que isso tenha sido proposital, porque a idéia do filme é mesmo contar aquela história do livro, aquela história pronta, que não requer outros artifícios para se tornar cinema.

Entre livro e filme, não sei dizer exatamente qual dos dois é o melhor. Talvez o Livro... é... acho que o livro é sempre melhor, até pela riqueza de detalhes que o filme nem sempre tem tempo de explorar, mas isso não desmerece o filme neste caso específico, pois é bem fiel à história original.

Achei uma pena que o lançamento aqui em São Paulo tenha sido tão modesto. O eterno abismo para o qual são jogados filmes muitas vezes excelentes mas de baixo ou nenhum apelo comercial.

O Menino do Pijama Listrado entrou em cartaz em pouquíssimas salas destinadas a um cinema mais "cult", e ficou pouquíssimos dias em cartaz. Tive que fazer uma ginástica tremenda nos meus horários pra conseguir assistir lá no Cine Bombril numa tarde de quinta-feira, mas valeu à pena.

Talvez você não consiga mais vê-lo nas telonas, mas logo logo deve sair em DVD, e aí sim, não perca a oportunidade!

Muito lindo! Imperdível!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Novena

Através deste post, convoco todos os meus queridos leitores a participarem comigo desta novena...
Uma novena em favor de Nossa Senhora dos Notebooks, para que Ela me conceda a graça de ter de volta a saúde física e mental do meu notebook querido, que há dias encontra-se em estado gravíssimo, agonizando na UTI.
A doença? SEI LÁ. Alguma coisa relacinada à rede, ou ao perfil de usuário, whatever... Como aconteceu? SEI LÁ. De um dia para o outro ele desligou e nunca mais foi o mesmo... Estava funcionando de maneira totalmente capenga, febril, dando um milhão de erros a cada comando, então achei melhor interná-lo antes que a falência de múltiplos órgãos antecipasse sua partida para o céu dos notebooks.
Enquanto isso eu estou aqui, sofrendo... crise de abstinência cibernética é pouco, mas, pior que isso: Como eu trabalho? Heim? Heim?
E as contas, quem paga? heim? heim?
Socorro, viu! S-O-C-O-R-R-O !

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Change? No, We Can´t

Odeio dizer isso, mas neste momento sou uma pessoa corroída pela inveja.

Inveja do povo americano, que vive lá seus dias de euforia por conta de uma possibilidade de mudança efetiva. Ainda que não seja assim, um "salvamento da pátria", o fato é que os americanos conseguiram dar um recado importante nas urnas, e agora têm esperanças renovadas de que as coisas vão melhorar de verdade. E isso provoca uma mobilização real que acaba tendo um poder muito forte de fazer acontecer.

Yes, we can!, bradam os cidadãos americanos, puxados pelo novo (em todos os sentidos) Barak Obama.


Que inveja...


Enquanto isso, na Terra de Santa Cruz / Terra de Vera Cruz / Pindorama / Brasil-sil-sil, temos a empolgantissíssima eleição dos presidentes da Câmara e do Senado Federal.

Michel Temer e José Sarney, meu povo! Vejam só que novidade!


Mudança? NO, WE CAN´T!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Amor Abundante


Só amava gordinhas. Obesas. Não tinha nenhum outro critério a não ser o peso. Nenhuma restrição a cor, raça, credo, profissão, gostos, opiniões, militâncias. Sua única condição era que as suas amantes pesassem, pelo menos, 90 quilos.

Fascinava-lhe o equilíbrio precário daquelas mulheres; emocionava-lhe a saúde fragilizada pela hipertensão, colesterol alto, diabetes e doenças coronárias; excitava-lhe a ofegância, o suor no buço e nas dobras, e a insegurança das que ocupam muito lugar no espaço; admirava-lhes sua grande capacidade de amar, um amor tão leal e cheio de gratidão por amá-las gordas como eram, tão sinceramente. E alimentava-lhes com devoção. Cozinhava para elas, servia-lhes e as observava comerem com uma atenção sensual, numa espécie de preliminar do jogo de sedução que começava à mesa e terminava também à mesa, lá pelas tantas. Preparava-lhes as mais pecaminosas, deliciosas e calóricas iguarias... macarronadas, lasanhas, pizzas, sanduíches com queijo e maionese... comprava-lhes sorvetes, geléias, tortas, refrigerantes, chocolates e os mais finos bombons. Não porque as quisesse engordá-las ainda mais, mas porque nada podia proporcionar-lhe maior prazer do que vê-las devorar o pecado sem culpa.

Juvenal havia sido aprovado com louvor no concurso do Banco do Brasil e optou por mudar-se para aquela cidade do interior, onde vivia há quase cinco anos. Por mais discreto que fosse, as suas preferências amorosas foram rapidamente percebidas por toda a cidade. Mas dava-se ao respeito. Era cidadão de bem, possuía automóvel, casa própria e crédito na praça, logo, por mais maldosos que fossem os comentários tecidos às suas costas, ninguém jamais ousou desrespeitá-lo. E em pouco tempo todas as maiores de 90 quilos o desejavam. Casadas, solteiras, velhas, jovens, cochas, pretas, brancas... que obesa mórbida não desejaria aquele homem tão perfeito, que além da preferência pelo seu tipo físico, algo tão improvável, ainda tinha boa condição financeira era homem de estudo, possuía várias enciclopédias, vestia-se sempre com zelo, cheirava a água de colônia, trazia as unhas lustradas com esmalte incolor e um elegante e reluzente bigode negro. Não era na verdade nenhum galã, embora não fosse feio; era um tipo comum, mas todas as vantagens que trazia consigo, o transformavam no mais belo homem em todo o mundo, aos olhos das pesadas candidatas.

Exceção às casadas, por motivos éticos e estratégicos, Juvenal já havia amado quase todas as gordinhas da cidade, e dizem até que algumas outras vieram de cidades circunvizinhas atraídas pela promessa de amor e pela esperança de exclusividade e casamento, o que estava fora dos planos de Juvenal, que amava intensamente cada uma delas, mas como precisava amá-las todas, não podia jurar-lhes o seu amor eterno. E partiu assim muitos corações...

Diva entrou em depressão; Solange aceitou dividi-lo com Janaína e Iraci; Francisca achou que poderia prendê-lo para sempre quando apareceu grávida, mas foi surpreendida com a informação de que Juvenal era vasectomizado, e sumiu para sempre; Ivonete enlouqueceu de amor; Olívia jurou matá-lo e a si, mas tudo o que conseguiu foi quebrar o pé ao tentar alcançar enfurecida o veículo de Juvenal, depois de um escândalo em praça pública; Nívea tentou vingar-se pichando no muro da praça da catedral, que Juvenal tinha um caso com a mulher do prefeito, o que não era verdade, apesar do enorme desejo da primeira-dama, que poderia ser uma forte candidata, do alto dos seus 103 quilos.

Foi quando Juvenal percebeu que talvez fosse a hora de pedir transferência para uma outra cidade, tão desgastado estava com tantos rebuliços acontecidos ali. Contabilizou um número pífio de gordas que ainda não havia amado, e decidiu que a perda não seria tão grande assim.

Partiu numa manhã de domingo quando a cidade ainda dormia, incerto sobre a escolha do seu novo destino, que ficava no outro extremo do estado, incerteza esta que acabou no instante em que foi recebido, na pensão de Dona Isaura, por sua sorridente filha Genilza, que a julgar pela sua experiência, não deveria ter menos do que 95 quilos.


Visito o Blog "Rainhas do Lar" regularmente... adoooooooro (e recomendo!). Tem um pouco de tudo por lá: receitas espetaculares, dicas incríveis, passo-a-passo de tarefas que parecem impossíveis de se realizar, belíssimas sugestões de decoração, sugestões ultra criativas, bate-papo sobre assuntos variados e... coisinhas fofas como esta crônica que me encantou.

Escrita pela Rainha do Lar Katia Najara, Katita para as "cumadres" mais íntimas, esta crônica me encantou... poucas pessoas seriam capazes de abordar um assunto de peso com tanta leveza... e bom humor... e delicadeza!

O mundo seria um lugar muito melhor se as diferenças fossem sempre vistas assim: pelo seu lado mais positivo. Ser diferente nos faz únicos, e isso é SIM muito legal!
Imagem: "A Musa" de Botero.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Tudo QUASE Normal.

Olá, Pessoas!

Quanto tempo, não é mesmo? 10 dias sem postar... é um record pra mim. E senti muita, muita falta do meu cantinho!

Acontece que, vocês sabem... a vida real não é moleza não, e última semana de férias do filho + preparativos para a volta às aulas + compra de material escolar (e lá se foi uma verdadeira fortuna!) + compra de uniforme escolar + reunião de pais + marido recém operado e "de molho" em casa + trabalho e todas as outras rotinas do dia-a-dia = caos absoluto, pra variar.

Como vocês sabem, meu filho voltou do acampamento na segunda-feira, dia 19/01. Voltou cheio de histórias pra contar, bronzeadérrimo, cheio de energia pra curtir a última semana de férias em casa Eeeeeee trouxe também uma mala gigante lotada de roupas imundas. Tudo bem, eu mesma disse que "se sujar faz bem", mas limpar a sujeira depois dá um trabaaaaaalho... Nem queiram saber!

E um pouco antes de o Lucas voltar, no sábado dia 17/01, meu marido fez uma cirurgia no ombro esquerdo. Passamos uma noite no hospital, correu tudo bem e no domingo ele teve alta, mas vai ficar com o braço imobilizado por 30 dias. Trinta Dias! Vocês sabem que homem não costuma lidar muito bem com esse tipo de dificuldade, tem uma tolerância menor à dor, enfim... é difícil, mas estamos administrando bem, na medida do possível.

*** Abre parênteses para uma pequena história:

A cirurgia do meu marido estava agendada para as 08h00 do sábado, dia 17. Chegamos ao Hospital São Luiz (Itaim) para a internação umas 2 horas antes, e no horário previsto ele foi para o Centro Cirúrgico. Só que o nosso quarto ainda não estava liberado (dependia das altas que ocorreriam até as 10h00), então tive que ficar esperando, coisa que faço muito mal - não consigo ficar sentada sem fazer nada num lugar por mais de 10 minutos.

Eu até tinha levado um livro pra ler, mas àquela hora da manhã não era exatamente algo que me distrairia, então resolvi dar uma circulada pelo Hospital. Fui tomar um café, e depois decidi ir ver os bebês nos berçários - Adooooro ver bebês!

Lá no São Luiz tem um berçário por andar, então fui passando de um por um, até que cheguei num andar em que todos os bebês estavam nos bercinhos, porque era hora da consulta do pediatra (nos outros berçários a maioria dos bebês já estavam nos quartos com as mães).

Encostei no vidro e fiquei lá olhando as carinhas lindas, as roupinhas, os cabelinhos, os biquinhos, os nomes dos bebês e dos pais, essas coisas de gente curiosa que não tem mais nada pra fazer.

Detalhe: Eu estava com a minha malinha básica, né, porque ainda não tinha um quarto onde deixá-la, então a cena não era exatamente "comum". Pensem: uma mulher com uma mala encosta no berçário e fica ali olhando todos os bebês sem demonstrar conhecer especificamente nenhum.

Mas eu fiquei lá. Fui ficando, e observando, e aí as enfermeiras começaram a despir os bebês para que o pediatra os examinassem (com uma prática tão grande que chega a parecer estupidez), e eles começaram a chorar todos ao mesmo tempo, aquele movimento. Fiquei pensando que a mulherada do futuro vai sofrer com falta de homem, porque pra cada 5 meninas ou mais nasce 1 menino (impressionante! em todos os berçários, pelos nomes, existem muuuuuuuuito mais meninas que meninos).

E aí o segurança começou a me olhar de forma meio estranha. Observei e ignorei, mas ele começou a me olhar de uma forma cada vez mais ostensiva, e eu estava pronta pra ser "imobilizada" a qualquer minuto pelo moço. Tudo bem, esse é o trabalho dele, e talvez ele tenha achado que meu plano maquiavélico era colocar uma meia dúzia de bebês na mala preta e fugir. Pode ser. Nossa! Praticamente uma Nazaré! Será que eu tenho cara de sequestradora de bebês?

Fui salva pelas mães que começaram a aparecer. Anciosas porque seus bebês não voltavam para o quarto, elas começaram a aparecer, e eu que sou muito muito muito xereta já ia logo perguntando qual era o bebê, e começava a bater papo, e logo estava dentro do quarto da moça segurando seu bebê no colo. Sério! Muita cara de pau minha, não é não?

Entrei em 2 quartos porque "fiz amizade" com 2 mães que foram lá no berçário. No começo elas estranhavam também, e arregalavam os olhos quando viam a mala, mas depois que eu explicava que meu marido estava operando, e blablabla, bom... me deixaram ver os bebês de perto... Uns fofos, aliás!

E o segurança achando que eu era algum tipo de sequestradora... fala sério! Depois que saí dos respectivos quartos quase dei uma banana pra ele, mas mantive a compostura e fiquei só no olhar atravessado... E finalmente deixei os bebês em paz.

*** Fecha parênteses.


Continuando na minha saga, tivemos então a última semana de férias do Lucas, com todas aquelas responsabilidades de volta às aulas pra resolver, aquela loucura de comprar material escolar, uniforme, ir à reuniões, etc e tal. Vida de mãe não é fácil não, mas pra ser sincera o que sofre mesmo nessa brincadeira é o bolso. Tudo custa absurdamente caro, só na lista de material vai mil reais sem a gente perceber, fora todo o resto de miudezas que, somados, viram uma facada. Nessas horas eu realmente não entendo a matemática de quem tem muitos filhos... Haja dinheiro!

E então chegamos ao dia de hoje, o dia da volta às aulas. Meu filhote já está lá, na sua nova sala de aula, com sua nova professora, usando seus materiais novinhos em folha e com a mesma turminha que o acompanha desde 2006.

Ou seja, tudo QUASE normal. E o Blog também há de voltar à sua programção normal, porque, né? Chega de férias! Começar de verdade o ano só começa depois do Carnaval (a incrível desculpa que temos para o ritmo mais lento esses dias), mas até lá vamos recuperando o fôlego para tudo que nos espera.

Vi muitos filmes legais nos últimos dias - no cinema ou em DVD, e como estou sem muita criatividade pra falar de outras coisas, vou preparar mais um lote de resenhas e dicas de cinema pra postar essa semana. Quem sabe até uma edição especial pré-Oscar que estou com muita vontade de fazer, vamos ver se dá... Aguardem!


P.S.: Preciso de um Help!
Meu contador de acessos / número de pessoas online que ficava logo abaixo da minha foto deu pau. Não sei o que houve, mas primeiro ele parou de aparecer e depois desapareceu de vez (mixxxxtério!)... Já tentei recolocar, mas aí começa a contar do zero novamente, e assim não tem graça! Alguém sabe/pode me ajudar? Pleaseeeeeeee!!!

Brigadú! Beijos!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Fim da Novela, Fim da Minissérie, Fim das MiniFérias (não necessariamente nesta ordem!)

Olá, pessoas queridas que me lêem! (tenho sempre a impressão de que nesse período de férias de verão todo mundo tem mais o que fazer e ninguém passa por aqui pra ler porcaria nenhuma, mas, em todo caso... Olá!)

Espero que esteja todo mundo bem, apesar da crise mundial, apesar do calor infernal que dominou os últimos dias paulistanos, apesar das tempestades de final de tarde que vira e mexe provocam o caos no trânsito e alagamentos assustadores, e apesar de a Flora não ter morrido e ainda ser perfeitamente capaz de assombrar a vida de qualquer um...

Estou aqui, curtindo o restinho das minhas mini-férias a dois... A semana voou só pra mim ou foi pra todo mundo? Caramba... sei que é o clichê-do-clichê-do-clichê, mas parece que quando a gente programa várias coisas pra fazer o tempo voa e não nos deixa fazer nem 1/10 do planejado... Afff... mil vezes Afff!

Mas ok. Foi mesmo uma semana atípica...

Final da Favorita - não que eu seja tããããoooo noveleira assim, é só que não tinha como não acompanhar a Flora, né, minha gente? Minha ídola super... ever! (principalmente depois que a Donatela me resolve arrancar o vestido de noiva - horrendo por sinal - no meio do casamento e passar o resto da cerimônia e da festa de combinação... Ji-suis! Até cafonice em novela tem limite nessa vida, minha gente! peloamor, né?).

Final de Maysa, a minissérie que me hipnotizou (acabou de acabar o último capítulo) e me surpreendeu... Eu poderia usar um adjetivo bem mais expressivo porque vinha adorando a história, mas tenho que dizer que no capítulo de ontem fiquei com tanto ódio da Maysa que não consegui parar de xingá-la de FDP até agora... como uma mãe faz um negócio daqueles com o filho? Gente, quase tive um colapso quando vi que ela voltou para o Brasil e largou o pobre do menino lá na Espanha, e o bichinho ficou 2 anos inteiros sem receber visita... judiação...

Fiquei depois pensando que o Jayme Monjardim deve fazer muita terapia até hoje pra superar esses traumas. E talvez nem tenha superado. Desenvolvi até umas teorias mirabolantes aqui na minha caixola, analisando a mãe do rapaz e sua atual esposa... As suas se parecem, e muito... A tal da Tânia Mara (... sempre que quiser um beijo, eu vou te dar... ohohoh, sua boca vai ter tanta sede, de me tomar, ououieiei...), assim como Maysa, canta músicas quase bregas e de fossa, um tantinho "modernizadas" pra atualidade, digamos assim, mas é aquele estilão romântico bem peculiar. Assim como Maysa, Tânia Mara também tem a pele bem clarinha, os cabelos escuros e cacheados... E os grandes e expressivos olhos verdes (ou azuis, nunca sei diferenciar, sorry!). Assim como Maysa, Tânia Mara casou-se bem jovem com um homem bem mais velho - o próprio Monjardim. E sabe-se lá que outras semelhanças possam existir, né? Pode ser apenas coincidência, pode não ser, mas, enfim... Voltando à minissérie, fiquei mesmo com ódio porque sou mãe, né, gente, e não consigo absolutamente de ângulo nenhum entender as razões que levam uma mãe a abandonar o próprio filho... e essa "informação" na minissérie me fez perder um pouco da paixão pela história... Mas foi lindo, no geral foi lindo, interessante, sedutor como é a maioria das biografias de pessoas "incomuns". E Maysa, sem dúvida nenhuma, foi uma pessoa absolutamente incomum, para o bem e para o mal, infelizmente.

E Final também das minhas microférias a dois... o que tem um lado ruim (não fizemos quase nada do que pretendíamos, e se vocês me perguntarem por quê nem vou conseguir ser criativa e vou responder apenas que não deu tempo porque trabalhamos muito), mas tem também um lado maravilhoso, porque isso significa que faltam apenas 2 dias e meio para eu rever o meu tesouro, de quem estou morrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrendo de saudade...

É muito estranho passar tantos dias longe do meu filho... E olha que já passamos por isso há 3 anos, mas se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que a gente nunca se acostuma com a ausência de quem a gente ama. Ainda bem que ele está ótimo, se divertindo horrores, e eu tenho acompanhado tudinho religiosamente pelo site do Acampamento, vendo todas as fotos e curtindo por tabela todas as atividades super legais que ele tem feito por lá.

Nos falamos por telefone apenas quinta-feira, e não, eu NÃO sou uma mãe desnaturada, apenas tento ser forte e resistir ao meu ímpeto de ficar ligando todo dia, toda hora, porque, né? A idéia do acampamento é justamente o contrário disso, e nem acho justo tirar a criança do meio de uma atividade ou brincadeira pra atender o telefone... Então eu não ligo, vejo as fotos no site, mando email (eles recebem os emails impressos nos chalés), e fico aqui, me corroendo de saudade...

Aí quinta-feira ele ligou, todo cheio de histórias pra contar, pra dizer que estava com saudade também mas "pra eu ficar tranquila que logo logo ele tá voltando" (vê se eu mereço!), e o que ele queria saber na verdade era se eu já tinha comprado um joguinho para o videogame dele que prometi comprar enquanto ele estivesse fora (porque promessa é dívida, né minha gente, e pra garantir que eu não ia usar a desculpa do "esqueci", ele tratou logo de ligar pra me lembrar). Vida de mãe é assim... a gente nunca tem escapatória... rsrs

Mas no fim das contas, e apesar de "tantas emoções" nesta semaninha ajato, até que eu e o maridão conseguimos curtir um bocado... Demos nossas "voadas" por aí, fizemos coisas diferentes e fomos a alguns lugares que não podemos ir quando o Lucas está por aqui... Foi uma delícia!

Aí pra encerrar o período com chave de ouro, vamos amanhã para o Hospital. É. Pois é. Mas não é nada tão grave não, meu marido apenas vai fazer uma cirurgia por videolaparoscopia no ombro, o que exigirá internação de amanhã para domingo, e eu, esposa atenciosa que sou, estarei lá para segurar sua mão neste momento difícil (ah, esses homens manhosos!). Este será o meu weekend in love. Porque o amor é lindooooooooo! hehe

E é isso. Taí meu relatório. Acabei não escrevendo nada do que pretendia quando sentei aqui e seguindo outro rumo, e agora já nem lembro mais qual era a idéia original. Talvez seja o adiantado da hora, o que acabou de me lembrar que tenho que estar de pé e pronta às 5h00 pra levar o marido para o Hospital, e consequentemente isso significa que preciso encerrar o post e ir dormir pelas 3 horinhas que me restam até lá.

Pra não terminar assim, de qualquer jeito, vou deixar algumas fotos do meu gatinho lá no Acampamento... Vejam como ele se diverte! E se ele está bem, então eu também estou!



E vamos ao Final de Semana!

Que seja estupendo pra todos vocês!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Enfim, Sós... (E agora???)

Quem tem filhos pequenos sabe muito bem o perrengue que é conseguir fazer um programa de adulto de vez em quando.

É necessária toda uma organização logística para que o filho fique em segurança com alguém de confiança - tia, avó, babá, etc, além de ser bastante difícil pra uma mãe relaxar totalmente num programinha desses, porque está sempre pensando no(s) filho(s), se está(ão) bem, enfim... Aquelas paranóias de mães (e de alguns pais também).

No meu caso, especificamente, é tudo ainda mais difícil, porque como vocês sabem minha mãe já não está mais aqui, a família do meu marido não é de Sampa, então só tenho minhas irmãs com quem contar para estas ocasiões, e como minhas irmãs têm todas uma vida social muito agitada, fica tudo mais difícil.

Estamos acostumados com isso, e desde bebê o Lucas nos acompanha em todo lugar que dá. Cansamos de ir para barzinhos, restaurantes, festas e afins carregando o bebê conforto, colocávamos a cadeirinha sobre a mesa e o Lucas ficava lá conosoco, interagindo, curtindo a vida boêmia desde novinho. Como ele sempre foi muito tranquilo nunca houve stress, pelo contrário... Ele adorava um agito, e curte baladinhas até hoje.

Até para o Motel já carregamos nosso filho. Sim, Motel, e não precisam se assustar porque não somos nenhum tipo de casal bizarro que expõe o filho a situações inadequadas para menores. Nada disso!

Acontece que tínhamos como "tradição" de aniversário do meu marido ir comemorar todos os anos com um jantar e uma esticadinha / pernoite num Motel. Fazíamos isso desde que começamos a namorar, e nos primeiros anos de casamento minha mãezinha sempre ficava com o Lucas no dia em questão, para que pudéssemos comemorar a dois, a sós.

Só que em 2005, quando o Lucas estava com 4 anos e meio, minha mãe - que na época estava recém operada - não pôde ficar com ele. Lembro que ela até se ofereceu, tadinha, sabia que gostávamos de comemorar a data desta maneira, mas eu não quis cansá-la com isso, não era o caso.

Por outro lado, não queria deixar de comemorar o aniversário do meu marido. Estava sendo um ano difícil e ele estava sendo um grande companheiro segurando as pontas da minha instabilidade emocional por conta de tudo que estava acontecendo, e eu achei que aquela era uma ótima oportunidade de darmos uma breve respirada distante dos problemas.

Depois de muito pensar me ocorreu que nós poderíamos sim ir ao Motel. Por que não? Levaríamos nosso filho, e se a noite não fosse exatamente romântica como nos anos anteriores, na pior das hipóteses sairíamos da rotina e teríamos uma situação inusitada pra lembrar depois.

Tratei de me certificar de que isso seria possível. Era - qualquer um pode entrar no Motel com o(s) filho(s), desde que comprove, obviamente, que são realmente seus próprios filhos. E então surpreendi meu marido com o roteiro do nosso programa de aniversário: Jantar e Motel, com filho e tudo!

Foi uma comédia. Como era nossa primeira vez, estávamos meio envergonhados e constrangidos de entrar no Motel com uma criança. Vamos combinar que isso não deve ser uma situação exatamente corriqueira, né? Conversamos com o Lucas e explicamos pra ele que iríamos dormir num Hotel, e que quando chegássemos ao lugar ele não devia fazer muita algazarra nem falar muito, pelo menos não antes de estarmos dentro do quarto.

Encostamos o carro junto à cabine da recepção e, adivinhem? Quando a recepcionista veio nos atender o Lucas coloca o cabeção pra fora da janela e já vai se apresentando:

"Oi, moça! Meu nome é Lucas, e eu vou dormir neste hotel com o papai e a mamãe!".

Fiquei roxa de vergonha, claro, mas deu tudo certo e logo estávamos parecendo 3 crianças dentro da suíte, porque ir ao Motel com criança - acreditem - é uma comédia! Parecíamos uns retirantes, levamos colchonete, edredon, lençol, travesseiro, tudo. Estávamos praticamente acampando dentro da suíte. O banho de espuma enlouqueceu o Lucas, tudo pra ele era novidade e ele curtiu muito, nem conseguia dormir de tão eufórico que ficou. Foi um dia inesquecível, sem dúvida!

Repetimos a dose várias outras vezes, aliás. Depois da primeira vez perdemos a vergonha, e passamos a encarar isso apenas como um programinha familiar diferente, só pra sair da rotina, apenas dormir fora de vez em quando - dormir mesmo, claro.

Já fizemos isso, inclusive, em situações extremas, como quando houve um problema estrutural aqui no prédio e ficamos sem água por 2 dias. Lá fomos nós, de colchonete e todo o resto da tralha passar a noite no Motel, onde além do banho a diversão também estava garantida.

Contei essa história toda do Motel apenas pra exemplificar como as coisas funcionam aqui em casa. Se pudermos levar o Lucas, festeiros que somos, estaremos em qualquer lugar pra onde nos convidarem. Se não pudermos levá-lo, entretando, fica bem mais difícil, e muitas vezes acabamos abrindo mão do programa, na boa, sem stress.

Vida de mãe. Vida de pai. Isso é ter filhos, e apesar de tudo é uma delícia.

Mas aí os filhos crescem, e algumas possibilidades começam a se abrir, e todo casal tem a chance de reviver - ainda que por apenas alguns dias - aquela sensação gostosa do "enfim sós".

Desde os 5 anos de idade o Lucas vai para Acampamentos de Férias no verão e no inverno, sempre por cerca de 1 semana / 10 dias. São locais especializados que assumem o ônus de aguentar e administrar a energia da criançada - e adolescentes, já que a maioria dos Acampamentos recebe crianças de 5 a 16 anos - enquanto os pais recuperam as energias para aguentar o tranco do resto do ano.

Acho genial essa opção de férias, porque assim os pais conseguem descansar um pouquinho e curtir a dois, enquanto as crianças são arrancadas da frente da TV, da Internet, do Video Game, e são direcionadas a atividades muito mais saudáveis, a brincadeiras de verdade, a férias de verdade. Perfeito, não?

Aqui em São Paulo existem dezenas de Acampamentos deste tipo. E em toda temporada de férias alguns jornais e revistas costumam publicar matérias a respeito, e existem opções para todos os gostos - e todos os bolsos.

Claro que não é um programa barato, infelizmente. Mas ficar com os filhos em casa nas férias também não é barato, e qualquer saidinha para lanchar no MC Donald´s ou pegar um cineminha acaba consumindo uma grana do mesmo jeito, então a gente paga pelo diferencial, pelo conforto, pela diversão dos pequenos, pela qualidade das férias e pelo sossego dos pais.

Não estou recebendo nada pra fazer propaganda de ninguém aqui não, viu? Eu simplesmente recomendo aquilo que acho bacana, e como mãe veterana de acampante veterano que sou posso garantir que é seguro, saudável, divertido, e vale cada centavo empregado. E as crianças voltam muito mais leves, tolerantes, independentes, dispostas, bronzeadas, cheias de histórias pra contar. Uma delícia!

E daí que hoje começou mais uma temporada de férias do Lucas. Dessa vez ele foi para o República Lago, um acampamento bem tradicional e conhecido aqui em São Paulo, onde inclusive minha irmã já trabalhou como monitora na época em que cursava a faculdade de Educação Física.

Ficamos com um certo friozinho na barriga porque apesar de veterano será a estréia do Lucas no RepLago, então é quase uma segunda-primeira-vez. Ele, tadinho, nem dormiu direito à noite, estava numa ansiedade indescritível, mas o que me deixou bem tranquila foi ver a animação dele logo cedo, no ponto de encontro para o embarque.

E lá se foram 4 ônibus lotados de crianças e adolescentes entre 5 e 16 anos de idade. E ficaram os pais do lado de fora, dando tchauzinhos emocionados e ao mesmo tempo ávidos por alguns dias de sossego longe da algazarra dos filhos.

Não tenho a menor idéia do que meu filho esteja fazendo a esta hora. Certamente alguma coisa bem mais legal do que ficar em casa em frente à TV. Se sujando, se exercitando, se divertindo. Respirando outros ares, conhecendo outras crianças, vivenciando férias de verdade.

E nós estamos aqui, meio perdidos pra falar a verdade. A casa fica vazia demais sem o nosso baixinho, o silêncio chega a incomodar, ficamos parecendo umas baratas tontas sem saber direito pra onde ir, o que fazer.

Mas eu tenho planos. Planos de curtir muito essa semana a dois. O Lucas volta somente dia 19 de janeiro, então temos 9 dias aí pela frente pra "causar". E eu quero muito fazer todos aqueles programinhas que acabamos adiando por não ter com quem deixá-lo, como ir ao cinema ver um filme não-infantil, ver uma peça de teatro, ir a um show bacana, uma balada, e coisas do tipo.

O único problema é que nós estamos meio enferrujados. Como não saimos mais com tanta frequência não sabemos pra onde ir, o que fazer, que lugares são bacanas e de onde devemos fugir.

Estamos velhos. Esta é a constatação mais dura neste momento. Mas como só temos 9 dias nem vamos dramatizar muito isso, vamos simplesmente tentar ser jovens por alguns dias e fazer tudo que nossos corpos aguentarem.

Hoje é sábado e eu estou aqui fuçando na net atrás de algum lugar legal pra ir. Não tenho a mínima idéia do que fazer, do que é legal, mas hei de achar algo que faça valer a nossa noite, afinal, "todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite", não é mesmo?

E assim será durante toda a semana. Vamos aproveitar daqui enquanto o Lucas aproveita de lá. Essa é a idéia.

Alguma dica?


UPDATE:


Vejam que legal. Estou aqui e meu filho está lá (em Leme/SP), a mais de 200 km de distância. Mas mesmo assim, acabei de ver algumas imagens dele do dia de hoje... tão lindo!



Com o time sei-lá-do-que.

Brincando...


Desenhando...


Almoçando...