sexta-feira, 16 de março de 2012

Só para os fortes

Vamos supor que dinheiro não fosse problema, e você fosse comprar, sei lá, um carro (*). Qual carro você compraria?

Aposto que assim, de cara, muita gente responderia Ferraris, ou Jaguares, ou BMW´s, ou qualquer outro carrão daqueles que parecem inatingíveis e que a gente só chega perto através das miniaturas do Hot Wheels ou do lado de lá da cordinha no Salão do Automóvel.

Todo mundo sonha (ou já sonhou) com um carrão super potente, imponente, bonito, performático, que diz a que veio no primeiro ronco do motor, que faz inveja a qualquer um e povoa o imaginário de todos os outros.

Mas acontece que esta não é uma compra simples. Adquirir um destes carrões implica bancá-lo. E não estou me referindo a valores monetários.

Porque é assim: Um carrão destes, objetificado, não passa desapercebido por aí. Onde quer que vá, haverá sempre alguém para cobiçá-lo. Onde quer que vá, será sempre visado, potencializando os riscos, por exemplo, de ser roubado. Um carrão deste porte requer cuidados específicos, manutenção adequada, combustível de primeira linha, enfim... um carrão destes DÁ TRABALHO. E fazendo esta rápida análise, chega a parecer um mau negócio.

Por outro lado, se você se propuser a bancar todas estas peculiaridades do carrão, se você se propuser a fazer um esforço para se moldar a um carro diferente dos convencionais aos quais você está acostumado, se você se propuser a seguir seus instintos e sair do lugar comum, e aprender a lidar com algo aparentemente novo  (mas que no fundo é apenas um carro, com alguma ousadia), vai ganhar a grande recompensa reservada a pouquíssimos corajosos que bancam a escolha, e sentir o verdadeiro prazer que só um carrão pode proporcionar.

Não que os carros de menor porte não façam as mesmas coisas, eles fazem! Dependendo do ponto de vista, fazem a mesma coisa até melhor e por um preço menor. Dependendo do ponto de vista, são mais vantajosos, seguros e estáveis. E podem parecer um bom negócio. E talvez efetivamente o sejam.

E é por isso mesmo que é tudo uma questão de gosto e de escolha

Há quem escolha o prazer de guiar uma super máquina e desfrutar de conforto e prazer cotidianos, em troca de alguma insegurança inicial e necessidade de adaptação à novidade;

E há quem escolha a segurança de guiar um carro comum e desfrutar de conforto e prazer cotidianos, em troca de nenhum esforço, porque é ao que já se está acostumado. Mais fácil, né?

E é aí que o assunto vira questão também de coragem

Quando as pessoas escolhem o utilitário comum porque isso as satisfaz, está tudo ótimo. Mas o que a gente acaba vendo muito é gente que escolhe o utilitário comum porque não teve CORAGEM de bancar o carrão, porque não teve CORAGEM de bancar os riscos envolvidos, e vai passar o resto do tempo sufocando aquele desejo que podia ter sido saciado - a grana estava toda ali, na mão - simplesmente porque não deu conta de BANCAR uma escolha mais ousada.

Eu não consigo entender. Ou melhor, entender eu entendo, acabei de teorizar a coisa toda aí acima, mas eu não consigo, sei lá, respeitar esse tipo de escolha covarde.

Eu não consigo respeitar gente que QUER um carrão, que SONHA com um carrão, que DESEJA um carrão, que dirige todos os dias seu carrinho comum IMAGINANDO como seria bom dirigir todos os dias um carrão e então, quando consegue a grana pra comprá-lo e ele está ali à sua frente, reluzindo, declina justamente por ele ser... um carrão! Coisa de gente fraca, que sequer consegue bancar os próprios desejos.

Mas, afinal, a vida é mesmo assim, e algumas conquistas serão eternamente reservadas SÓ PARA OS FORTES!

(*) Eu e minhas analogias automobilísticas bobas, perdoem-me por isso! Mas é que reli hoje o texto Tadinha da Ferrari e me ocorreu que automóveis servem pra ilustrar muitas coisas nesse terreno aí...

(**) A Ferrari do outro texto / o Carrão deste de hoje não é megalomaníaca nem se acha melhor do que ninguém, muito pelo contrário. Ela apenas tem noção da sua condição, e está bem cansada de pessoas que demonstram desejos infinitos por ela sem contudo terem coragem de bancá-la, tentando mantê-la sempre em algum lugar entre a realidade e o imaginário, sem pegar nem largar. Tivesse nascido Fusca, sua vida certamente seria menos frustrante

segunda-feira, 12 de março de 2012

Preciso [respirar] Suspirar

Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me
(trecho de "breathe me", da SIA, que tenho ouvido em looping ultimamente)

Mas no fundo, no fundo, eu nem preciso de tudo isso aí. Não sempre.

Acho que às vezes eu supervalorizo minhas necessidades, e tô ficando um pouco cansada de fazer isso porque, afinal de contas, certos caprichos não levam ninguém a lugar nenhum.

A bem da verdade é que na maioria das vezes tudo que eu preciso é SUSPIRAR.

Preciso de coisas, pessoas, situações, momentos, lembranças, músicas, gestos, palavras, doces, carinhos, qualquer coisa que me faça suspirar. Sou uma pessoa infinitamente melhor para o Mundo e pra mim mesma quando tenho motivos pra suspirar.

Não importa a efemeridade do que provocou o suspiro, não importa se ele vai se dissolver no segundo seguinte tal qual bolinha de sabão, não importa se na sequência ele se transformará em lágrima, não importa nada disso. Eu apenas preciso que os motivos para SUSPIRAR continuem acontecendo de alguma maneira na minha vida, e acho que então tudo ficará bem, de um jeito ou de outro.


(Eu sou absurdamente simples. Não entendo por que as pessoas me complicam tanto!)

(ok, esta última frase não é uma verdade absoluta, mas vamos fazer de conta? **ai ai**)

domingo, 4 de março de 2012

É...

Quando a decepção já não te deprime,
Quando a falta de consideração já não te magoa,
Quando a pisada na bola já não te deixa emputecida,

Você percebe que o "pra sempre" SEMPRE acaba. MESMO!

"Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo..."
(Caê)


(tudo bem, devo confessar que prefiro quando o tempo-tempo-tempo-tempo age no sentido de aproximar corações e criar laços fortes, mas às vezes ele TEM QUE agir no sentido contrário... e tem seu valor por isso também!)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Farta's Oscar's

Há pelo menos uns 15 anos (se não for mais), eu sou fissurada em Oscar, e quem me conhece bem sabe o que isso significa: NÃO ME PERTURBE NO DOMINGO À NOITE, PORQUE OSCAR É PRIORIDADE! rs.

Tento, sempre que posso, ver tudo sobre a grande festa do Cinema, e gosto de estar atualizada e de dar meus palpites COM conhecimento de causa. Já me acostumei com o fato de que os meus preferidos nunca (ou quase nunca) são premiados, mas ainda assim curto todo esse movimento em torno dos concorrentes, gosto de fazer apostas, bolão, gosto de dar meus palpites.

Este ano eu não consegui resenhar todos os filmes que vi - quase nenhum, na verdade -, mas quis fazer este post apenas para registrar os MEUS preferidos, aqueles para os quais EU daria uma estatueta, se tal poder eu tivesse. Eis a minha lista, apenas com as principais categorias:

MELHOR FILME:
TÃO FORTE E TÃO PERTO.
Praticamente ninguém falou deste filme muito comovente que estreou este final de semana por aqui, mas, apesar de comprometida pela emoção, digo sem medo de errar que é meu preferido na disputa da categoria principal este ano.
Certeza que não vai chegar nem perto de ganhar, mas isso não importa, desde que vocês VEJAM!








MELHOR DIRETOR:
MARTIN SCORSESE, por "A Invenção de Hugo Cabret".
Também fiquei muito apaixonada por este filme, especialmente pelo capricho evidente, pelo amor ao cinema que transborda a cada cena, e por ter sido o primeiro filme em 3D que não me fez torcer o nariz!
Sem contar que, né? Scorsese... Suuuper MERECE!!





MELHOR ATRIZ:
Meryl Streep, por "A Dama de Ferro".
Como eu disse outro dia, existe Meryl e existe todo o resto da constelação de atrizes. Ela é imbatível, e neste filme está algo além da perfeição!






Adicionar imagem Adicionar vídeo DEMIÁN BICHIR, por "A Better Life"
Apaixonei por ele e pelo filme. Simples assim.








MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Bérenice Béjo, por "O Artista"
Foi amor à primeira vista por Peppy Miller. LINDA! Se eu pudesse, trazia para casa! hehehe







MELHOR ATOR COADJUVANTE:
CHRISTOPHER PLUMMER, por "Beginners".
Esta é uma das categorias mais acirradas, porque também amei Max Von Sydow em "Tão Forte e Tão Perto" e a atuação de Kenneth Branagh em "Sete Dias com Marilyn" que está sensacional, mas nada bate a entrega do eterno Capitão Von Trapp como o coroa gay de Beginners. Apaixonante!




MELHOR ANIMAÇÃO:
RANGO
Eis um ano fraquíssimo na categoria... Reconheço que depois de um Toy Story 3 fica difícil competir, mas mesmo assim, temos aqui animações sofríveis (Kung Fu Panda 2, por exemplo) concorrendo ao Oscar, o que é inacreditável. Dentre as opções fraquíssimas, fico com Rango, que pelo menos tem alguma ousadia, e do seu jeito consegue ser divertido!



MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
MEIA NOITE EM PARIS
Seria tipo um prêmio de consolação... O filme é ótimo, mas, pelo menos pra mim, acabou um pouco ofuscado tanto pelo time (foi lançado muito antes dos demais) como pelo conjunto da obra.
Mas é incrível, que conste dos autos!





MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
OS DESCENDENTES
Eis um filme que eu AMEI, mas que não superou os demais em nenhuma das outras categorias nas quais concorre. Também por isso (mas não apenas), eu daria o Oscar de Roteiro Adaptado, até porque eis um roteiro realmente excelente, que faz toda a diferença neste caso!





** PARA saber um pouco mais do que eu achei sobre cada um dos filmes citados aqui, visite meu mural "And the Oscar's Goes To" no Pinterest, clicando AQUI. **

Samba, Glamour & Cerveja!

AMO Carnaval. AMO! É minha festa preferida no Mundo todo, se eu pudesse celebrava todos os anos, em todos os lugares, de todas as maneiras. Quem me conhece sabe, até aí nenhuma novidade.

O problema é que a vida de uma reles mortal como eu, que acumulo as funções de mãe, advogada, dona de casa, aspirante a lutadora, corredora, blogueira, e mais um monte de coisas, não me permite algumas extravagâncias, e curtir o Carnaval está cada vez mais difícil, uma hora por falta de tempo, outra hora por falta de grana, outra hora por falta de opção segura. Me restam sempre as transmissões da TV, mas pra quem AMA Carnaval como eu isso é muito pouco, chega bate uma depressão por estar dentro de casa e não lá, jogada na folia de Momo, trocando energia e me contagiando de alegria!

Daí que este ano não foi diferente. Por uma série de circunstâncias que não vêm ao caso, passei todos os dias de Carnaval enjaulada em casa, alternando obrigações e estudos com espiadelas na TV pra sofrer um pouquinho por estar novamente longe daquilo tudo. E um mau-humor que, olha... nem eu estava mais ME aguentando! SAF - Síndrome de Abstinência de Folia, disse o doutor. Crise aguda.

Até que na quinta-feira à tarde, quando os festejos já estavam encerrados e a vida já tentava voltar ao normal, fui surpreendida com um convite tão incrível como inesperado, que mudou toda a história daquele que seria mais um Carnaval frustrado, e espantou de vez por todas a nuvem negra do mau humor que se abatia sobre mim.

E foi assim que no dia seguinte (sexta-feira, 24 de fevereiro) eu fui parar no Camarote Bar Brahma no Sambódromo Paulistano, pra ver o Desfile das Escolas de Samba Campeãs e finalmente - aos 45 minutos do 2o. tempo - curtir um Carnaval digno da foliã que habita em mim! =D


Peeeeensem num Carnaval
PER-FEI-TO!

Peeeeensem num Camarote
SEN-SA-CIO-NAL!



Além de amar Carnaval e ser Brahmeira de carteirinha, eu ainda adoooooro um glamour, sempre brinco que nasci pra ser VIP (mas a cegonha burra me jogou no lugar errado! hunf!), então eu estava definitivamente no paraíso!


É de cair o queixo a estrutura do Camarote Bar Brahma, só vivendo essa experiência pra entender! E não é apenas estrutura, é tudo muito bonito, tudo muito luxuoso, tudo muito caprichado. O atendimento é impecável, e todas as pessoas que estão lá trabalhando, TODAS, fazem questão de prestar o melhor serviço. Poucas vezes na vida fui tão bem tratada, tão bem atendida. Raras vezes me senti tão especial, e isso, vamos combinar, NÃO TEM PREÇO!

Pra mim, a invenção de um novo conceito: Padrão BRAHMA de qualidade!

Com certeza é o MELHOR LUGAR pra se curtir o Carnaval de Avenida aqui em São Paulo. Eu me atreveria a dizer que é o melhor lugar pra curtir o Carnaval no Brasil, mas como o Rio de Janeiro também tem um Camarote Brahma (e o de lá, reza a lenda, consegue ser ainda mais luxuoso), acho que São Paulo fica em 2o. lugar, ou, sei lá... talvez role um empate técnico, porque, como eu disse, é tudo "padrão Brahma de qualidade", tudo TOP-TOP.

Super entendo o Zeca Pagodinho, não dá pra não ser fiel a uma marca tão forte, estruturada e que respeita tanto seus consumidores!

**Esta é uma "foto da foto", tirada na frisa, pouco depois que eu cheguei ao Camarote, quando eu ainda estava "montada".**


Só sei que tive direito a uma "operação desembarangamento" de responsa no receptivo/credenciamento, com direito a customização da camiseta, make-diva e penteado-escândalo com profissionais do Jacques Janine, e até manicure (juro!) com umas moças fofíssimas e queridíssimas da Risqué.

Já no Camarote propriamente dito, devidamente LINDA, passei pelo menos uma hora circulando e descobrindo lugares, cantinhos e atrações, absolutamente encantada com o tamanho do camarote - enoooorme!, com todo o capricho da cenografia e com a diversidade de opções disponíveis para quem estava ali.

Comida da melhor qualidade (que ia de temaki a sanduiche de mortadela do Mercadão, passando por Pizza da 1900 e petiscos típicos de boteco) e as melhores opções de bebidas (que iam do tradicional e ímpar chopp Brahma ao Brahma Black - salivo só de escrever, hum! - passando por Vodca Absolut, Whisky Ballantine's e Energético Fusion) totalmente à vontade, numa fartura nunca antes vista por esta Fartura que vos fala!

**essa era uma das muitas comidinhas - sanduiche de mortadela e pastel do Mercadão - servidos fresquinhos e quentinhos, que na companhia de um chopp black, olha... era irresistível!**


Isso sem falar na boate (que teve performance do DJ Zé Pedro), nas belíssimas bailarinas caracterizadas como Moulin Rouge, no palco onde rolou Show da Margareth Menezes, nos cantinhos equipados com confortáveis puffes pra descanso, na massagem, e, claro, no espaço privilegiadíssimo pra assistir ao desfile, com todo o conforto do Mundo!

**A Balada**


Difícil agora vai ser curtir os próximos Carnavais de maneira mais modesta. Porque, né? A gente se acostuma rápido com o que é bom, e depois é bem difícil voltar à realidade. =(((

Vestir a camiseta do Camarote, exercitar meu lado brahmeiro a noite toda em grande estilo e ser tratada como estrela fizeram com que eu me sentisse Sapucando como a própria Jennifer Lopez no Carnaval carioca. E eu, definitivamente, nasci pra isso! =D


**Dia 24 foi aniversário da minha irmãzinha, e como não pude levá-la comigo, fiz uma homenagem modesta mas exclusiva, que postei em tempo real nas redes sociais e ela amou! hahaha***


**Essa foto foi tirada por mim mesma, já altas horas da madrugada (depois de muuuuita Brahma), e totalmente sem querer, vejam: A coroa láááá do carro alegórico se encaixou perfeitamente na minha cabeça! Nasci ou não nasci pra ser realeza? hahaha**


* Este post NÃO é um publieditorial, nem post pago, nem nada do tipo.
Estou "fazendo propaganda" do evento porque realmente ADOREI, e porque acho que quem pode$$ tem mais é que experimentar!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sempre acaba :(

Não que eu seja sonhadora e romântica o bastante pra acreditar que os 'pra sempre' que dizemos no auge da paixão durarão mesmo tanto tempo assim, mas sou suficientemente idealista pra desejar que pelo menos alguma coisa boa fique 'pra sempre', porque só assim tudo terá valido à pena de verdade.

É tão triste o desencantamento...





domingo, 12 de fevereiro de 2012

Droga de Tensão!

Aquele momento em que você só precisava que alguém te abraçasse bem forte e dissesse com convicção que entende tudo (mesmo sem você explicar nada), ao invés de ficar procurando explicações para o que é simplesmente inexplicável.

Em geral eu gosto muito de ser mulher, mas às vezes eu simplesmente ODEIO COM TODAS AS FORÇAS DO UNIVERSO!

TPM duZinfernos. Destruindo meu equilíbrio emocional e provocando o caos since 1900 e lá vai pedrada.

Merda!



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Insustentável (e nonsense)

Às vezes fico cheia de dedos pra abordar certos assuntos aqui, e isso é uma belíssima droga, já que o Blog é meu e eu deveria me sentir confortável pra escrever qualquer bobagem que me desse vontade, mas não é bem assim. Na verdade, o problema é a preguiça eterna que eu tenho desse mundinho megalomaníaco infestado de gente que só consegue enxergar o próprio umbigo como centro do Universo e tem mania de perseguição, é a preguiça eterna que eu tenho de ter que explicar piada, ironia, deboche, trocadilho, entrelinhas, é a preguiça eterna que eu tenho de egos hiperinflados e descontrolados, enfim... o problema é basicamente preguizzZZzzzz...

Anyway, tentarei me desapegar deste mimimi por alguns instantes porque preciso contar que entrei numas de brincar de fazer perguntas (tipo criança curiosa ou o burrinho do Shrek, sabem?), e ando consideravelmente perturbada com algumas descobertas aí.

Na verdade eu descobri - EUREKA! - que não existe pergunta sem resposta. Absolutamente NENHUMA. Na verdade o uso da palavra "descobri" nesta frase deve-se apenas ao fato de eu querer muito gritar eureka, mas correto mesmo seria substitui-la por "constatei", ou "confirmei", mais adequadas.

E não apenas não existe pergunta sem resposta, como também não existem respostas-filosóficas-ultracomplexas-escondidas-em-algum-lugar-do-universo, como seria mais confortável acreditar; cada pergunta traz em si mesma uma resposta curta e grossa, sem nenhum blablabla, que dá o recado e fim.

Quando a gente descobre (ou constata, ou confirma) isso, imediatamente caem por terra aquelas desculpas esfarrapadas do tipo "certas coisas são inexplicáveis" que a gente adora usar pra evitar o confrontamento com respostas que a gente tenta a todo custo evitar. E então não há escapatória, a única alternativa é encarar a brincadeira crua, sem firulas, no melhor esquema toma-lá-dá-cá. É isso ou a resignação. Mas resginação não é, não foi e nunca será uma opção, de modos que...

A coisa toda funciona de maneira estupidamente simples: É só perguntar de maneria direta e com atenção que a resposta sairá dali imediatamente, sem titubear. Mas não vale roubar! Não vale fazer uma pergunta tendenciosa pra manipular a resposta. Não vale se encher de dedos em pisar em ovos. Não vale exceder na cautela. Não vale usar meias palavras. Não vale tentar suavizar a aspereza das palavras com panos quentes. É preciso ousar, ser curto e grosso, perguntar na lata, e peitar a resposta que também virá assim, na lata.

Como por exemplo: Que interesse esta pessoa tem em mim?

É uma pergunta clara e direta com uma resposta clara e direta. Tudo escrito, explicado e fundamentado nestas 7 palavrinhas. Sem margem pra interpretações ou dúvidas. Pá e Pum!

É exatamente este o exercício que tenho feito bastante nos últimos tempos. Obviamente tenho encontrado respostas um tanto desconfortáveis, não me orgulho disso. Em alguns dias me bate até uma certa revolta. Em outros eu fico tentando encontrar uma lacuna pra provar pra mim mesma que nem tudo tem resposta. Mas não há lacunas. As respostas estão sempre ali, redondinhas. É assim que é, estando eu revoltada ou não.

Eu tenho um lado muito visual, de precisar enxergar de verdade as coisas pra que elas façam mais sentido pra mim. Uma coisa meio "Fantástico Mundo de Bobby", sabem? E este meu lado visual tem enxergado o mundo mais ou menos como uma cena do filme Inception.




O Mundo é essa gigantesca realidade virtual onde tudo pode ser exatamente do jeito que a gente quiser. Mas é tão insustentável quanto improvável, e até o cenário mais perfeito, imponente e sólido pode se desfazer em frações de segundos, ao mais discreto comando, ao mais inocente gesto. E se desfaz até o último grão. E se reconstrói. Às vezes mais lindo e imponente. Outras vezes nem tanto. Mas em qualquer cicunstância, sempre frágil. Sempre destrutível ao menor solavanco.

Tão insustentável quanto a leveza do ser.

A moral de toda essa histórinha confusa é que nada é verdadeiro, não para sempre. O que guia o mundo, as relações e as pessoas são os interesses, sempre os individuais, até quando espertamente se travestem de coletivos.

~~If they say: Why, why?
Tell them that it's human nature~~

E, antes que alguem diga, estas afirmações não sao fruto de uma reflexão amargurada, pelo contrario. Até porque não existe maior amargura do que acreditar naquilo que não existe, não é mesmo?

Ouro de tolo só é Ouro para o Tolo. E tenho dito!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Espelho Meu

2012 começou bombando (clichê detected), e como se não bastassem as trocentas mil funções que já vêm agregadas ao começo do ano, eu ainda invento mais moda, porque tenho em mim essa inquietação de querer fazer tudo ao mesmo tempo agora como se meu dia tivesse 240 horas.

Um caos! Mas no fim das contas tudo sempre dá certo, como sempre deu e sempre vai dar. A diferença é o durante, sempre tão tumultuado por minha culpa, minha máxima culpa. É o preço que se paga por querer viver com emoção. :p

Blábláblá à parte, já nos primeiros dias do ano me surgiu a oportunidade de participar de um Teste Cego de uma nova linha cosmética antissinais, e considerando que uma das minhas metas para 2012 é "cuidar mais de mim", mijoguei de cabeça na história.

A história é mais ou menos assim: Uma empresa nacional do ramo de cosméticos vai lançar no mercado uma linha de produtos antissinais, produtos estes que, segundo consta, já foram testados e são altamente eficazes e tecnológicos.

A fim de mostrar para a imprensa e para o mercado o poder dos tais produtos, essa empresa selecionou 30 mulheres de 30 a 65 anos de idade e com variados tipos de pele, para usarem os produtos durante 21 dias e registrarem a evolução do tratamento, as impressões e os resultados obtidos diariamente através de um espelho-câmera instalado na casa de cada uma. Trocando em miúdos, é um "big brother das rugas".

E Titia Farta aqui é uma destas 30 mulheres, porque a idade já bateu na minha porta e não é de hoje que me enquadro no grupo de mulheres que PRECISAM urgentemente de tratamento antissinais.

O teste é cego porque não sabemos qual é a marca fabricante dos produtos, somente teremos essa revelação após os 21 dias de tratamento.

Há alguns dias aconteceu o evento de apresentação oficial do Teste Cego Espelho Meu num elegante hotel daqui de São Paulo, e durante o café da manhã rolou o maior burburinho entre a mulherada, todas especulando qual seria a marca por trás deste grande esquema misterioso. Imaginem vocês: 30 mulheres que nunca se viram na vida, das mais diversas faixas etárias e profissões, todas reunidas em torno de algo ligado a vaidade e com a curiosidade aguçadíssima. Foi divertido. Mulherada reunida é sempre muito engraçado.




Foi neste evento, conduzido pela linda Chris Nicklas, que obtivemos maiores detalhes sobre todo o procedimento e objetivo do Teste Cego, além de uma excelente palestra com a Dra. Carla Vidal, dermatologista respeitadíssima que além de dar mais credibilidade aos produtos, ainda nos deu dicas e orientações valiosíssimas sobre os cuidados com a pele.

Cada participante recebeu um kit com todos os produtos da linha adequados à faixa etária - Esfoliante, Espuma de Limpeza, Loção Tônica, Sérum e Creme Antissinais (Diurno e Noturno), nas embalagens originais, porém sem qualquer identificação da marca. E cada participante teve também o tal do Espelho Meu instalado em sua casa, para a gravação dos vídeos diários.

Aliás, o episódio do espelho é um capítulo à parte, porque eles me disseram que instalariam um espelho-câmera e eu estava esperando um espelho normal, algo de pendurar na parede, sei lá... Daí o porteiro interfona avisando que "vieram entregar um espelho mágico" (sic!), e quando os moços subiram com aquele negócio gigante eu levei um susto. É um móvel que parece uma penteadeira de camarim, todo espelhado e com o monitor e a câmera no centro. Muito interessante! Mas também muuuuito maior do que eu imaginava. E requer toda uma logística de instalação, e coisa e tal... Olha... quanta modernidade, viu! hehehe




Comecei a usar os produtos e a gravar os vídeos há 1 semana, e tem sido uma experiência bem bacana. Eu até já usava uns creminhos antissinais antes (quando lembrava de passar ou não era consumida pela preguiça), mas nunca prestei muita atenção nesse ritual, e fazer o teste está também me ensinando a cuidar do meu rosto, me ensinando a prestar atenção na minha pele, e é claro que isso só pode trazer resultados positivos!

O duro é a vergonha de conversar com o espelho todos os dias. Porque eu sou essa pessoa prolixa que vocês já conhecem e uma matraca que não pára nunca de falar em qualquer roda de amigos, mas falar pra uma câmera é muuuuuuuuito diferente. E tenso. E difícil. E estar de cara limpa não ajuda. Nunca na minha vida que eu imaginei que ia gravar vídeos diários, muito menos de cara lavada, sem passar nem um rimelzinho. É tenso, gente! Tenho 35 anos, e essa maldita câmera HD é implacável!

Além do mico da cara lavada, descobri também, neste processo todo, que odeio minha voz, que não sei ficar parada nem pra gravar o vídeo (fico chacoalhando pra lá e pra cá como se estivesse embalando um bebê), e que não tenho coordenação motora pra passar o creme e falar ao mesmo tempo. Basicamente sou um fiasco. E definitivamente não nasci pro vídeo. Mas já saí na chuva, não tem mais volta, então agora vou me molhar até a última gota, durante todos os próximos dias, até o final dessa história toda.

Minhas impressões diárias sobre o teste e sobre a evolução da minha pele vocês podem acompanhar diretamente lá no site www.espelhomeu.com.vc. Tem um vídeo de apresentação do projeto que é bem bacana, e pra ver os meus vídeos (que duram no máximo 90 segundos) é só clicar na minha fotinha e escolher o dia do teste (ai, que vergonha!). Aliás, sugiro que vejam os vídeos de outras participantes também. Eu tenho acompanhado os depoimentos das minhas colegas de aventura sempre que posso, e é muito legal ouvir os relatos de tantas outras mulheres de verdade. Nelas eu acredito!

Porque propaganda de cosmético milagroso com modelo a gente tá cansada de ver, e eu, particularmente, nem dou bola. O grande mérito deste teste cego é justamente estar mostrando os resultados da linha antissinais em mulheres reais, que não tem nenhum outro compromisso que não seja dizer a verdade sobre o que estão achando e sentindo, até mesmo se estiverem achando ou sentindo algo ruim. Em 21 dias qualquer pessoa poderá conferir os resultados reais lá no site, poderá ouvir os depoimentos reais e poderá tirar suas próprias conclusões.

Aí sim!!!

E que venham os efeitos milagrosos, até porque eu super estou precisando, e ia adorar recuperar um pouco daquela pele linda que eu tinha até meus vinte e poucos anos. Vamos acompanhar!


Este post não é patrocinado e não tem nenhum outro objetivo que não seja compartilhar a minha experiência com vocês. Não estou fazendo propaganda de nada, até porque não faço ideia de qual seja a marca dos produtos que estou usando.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Six Feet Under


No Natal de 2010, minha irmãzinha Ligia me deu de presente o box de Six Feet Under com todas as temporadas completas. Na ocasião ela fez muita propaganda, disse que considerava "a melhor série de todos os tempos", que todo mundo tinha que ver, que era uma obra prima, blablabla. Confesso que não dei muita bola, achei que rolava um exagero (um seriado que já era velho até na grade do SBT não podia ser essa coca-cola toda!), e prometi assistir assim que tivesse um tempinho, sem muita convicção.

Os DVD´s foram parar no fundo da prateleira e lá permaneceram juntando poeira até recentemente.

Há poucas semanas, durante o recesso de final/começo de ano e com um pouco mais de tempo disponível, andei procurando entretenimento alternativo, já que a programação da TV é aquela porcaria que já conhecemos e nem os cinemas têm oferecido opções muito atrativas (mês de férias escolares é sempre um inferno, a programação fica toda comprometida). Além disso, esta ausência prolongada do meu filho que viajou e nunca mais volta (mãe morrendo de saudade mode ON) estava deixando minha vida assustadoramente tranquila, e eu precisava de alguma emoção pra me sentir viva, nem que fosse na ficção.

Pois bem. Peguei os tais DVD´s outro dia e resolvi ver qual era. E só parei AGORA, às 3h30 da madrugada de uma quarta-feira, depois de ver as 5 temporadas inteirinhas, inclusive a cereja do bolo que foi o deslumbrante episódio final.

Não vou fazer resenha nem comentários nem nada, primeiro porque já tem textos incríveis na internet sobre Six Feet Under, textos que eu fui procurando e lendo ao longo dos últimos dias, e segundo porque não há a menor condição de fazer nenhum comentário que não seja:

UAU!!!!

Vejam bem: Esta não é apenas mais uma série boa. É SENSACIONAL. É definitivamente A MELHOR. É tão tocante e tão envolvente que num dado momento é a nossa história - independentemente de quem sejamos - que está passando lá na telinha. E isso é perturbador. E transformador. E deixa a gente assim, com esse UAU gigante colado na cara.

Eu não sei vocês, mas eu adoro quando a ficção consegue me fazer enxergar a minha própria vida por um outro ângulo, numa outra perspectiva. Por mais doloroso que seja, é um exercício que pode somar muito, se a gente souber aproveitar.

Então vim aqui agora, no meio da madrugada - porque depois do episódio final não vou conseguir dormir tão cedo mesmo, tô muito extasiada ainda - pra registrar que a partir de hoje eu divido o mundo assim: Pessoas que viram Six Feet Under e Pessoas que Não viram Six Feet Under. Porque vai ser impossível não nutrir um pouco mais de repeito e admiração por quem já passou por essa experiência visceral que eu passei agora.

Eu sei que é uma série antiga e posso parecer uma sem noção falando dela agora em 2012, mas aposto que muita gente nunca viu porque não botava uma fé, como eu mesma... E por isso...

Fica a Dica!
TEM QUE VER!