segunda-feira, 18 de junho de 2012

36

Meu mês favorito do ano já está caminhando para o fim e eu sequer consegui registrar aqui alguma coisa da overdose de ideias e insights que me atingem sempre nesta época. (porque além das ideias e dos insights, tem também o caos, sempre parceiro e cada vez mais presente. =/)

Fato é que virei mais uma página no livro da vida. Encerrei mais um ciclo, virei o marcador, mudei o número, avancei uma casa e cheguei aos 36 anos. TRINTA E SEIS.

Não ando querendo falar muito sobre os 36, ainda não. Me parece, no entanto, que eles chegaram pra causar (como a maioria dos anos pares na minha vida), trazendo muitas novidades e promessas, o que consequentemente traz também muita tensão. 


Seja como for, já estou há 6 dias na Rota 36, e por mais incerto que me pareça o horizonte, não tem mais como voltar... O jeito é engatar logo a 5a. marcha pra ganhar terreno até encontrar aquilo que me fará reduzir a velocidade e contemplar. Desconfio que este momento esteja bem perto, mas... vamos acompanhar! =D 

Anyway, o lado bom de cruzar fronteiras é que há sempre uma Alfândega exigente que apreende tudo aquilo que não merece seguir viagem, e consequentemente nos ajuda a reorganizar a caranga pra enfrentar a nova estrada livres de peso morto e com maior potencial de desempenho.

É exatamente assim que me sinto neste comecinho de nova estrada.

Alguns chamam isso de "amadurecer", outros de "envelhecer", mas eu chamo de "cruzar fronteiras" mesmo, porque, vocês sabem, adoro uma metáfora boba!

This is it!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Look de TODO Dia

Meu ex marido costumava dizer que o meu maior problema era "usar uma couraça de 'fodona'(sic!) o tempo todo e não deixar as pessoas perceberem o que eu estava sentindo de verdade".

Claro que nunca admiti, mas ele estava coberto de razão.

Não vou nem entrar no mérito dos motivos que me levaram a adotar essa Armadura como Look de TODO Dia, apenas pontuar que ninguém é assim por prazer, nem mesmo os masoquistas.





Não sei se esta Armadura vai ser a minha salvação ou a minha desgraça. Tudo que sei é que tem dias em que ela estimula ainda mais a já frequente falta de noção das pessoas, que simplesmente despejam sobre mim toneladas de coisas com altíssimo potencial nocivo sem o menor cuidado, sem ao menos cogitar que em algum momento aquilo tudo pudesse me magoar.

E eu, por minha vez, acabo contribuindo para esse processo. De uma maneira quase insana, recebo tudo com sorriso no rosto e cara blasé, quase convenço a mim mesma de que sou forte naquele tanto, mas a verdade é que não sou, e se não fosse a qualidade ISO 9999 da Armadura aí acima, eu já teria sucumbido há muito tempo.

Seja como for, uma coisa é fato: A Armadura pode proteger de tudo, pode disfarçar tudo, menos a dor.

E como DÓI!


(para ler ouvindo)



"... dissestes que se tua voz tivesse força igual à imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira..."

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quando tudo vale a pena


Fiz este post agora há pouco lá no Facebook, 
mas ele é tão especial que merece ser compartilhado por aqui também. 
Eis:

""

Chego para pegar Zelão no curso de Teatro, e ele entra no carro bufando, vermelho de raiva:

O que aconteceu, filho?
_ Estou com raiva, mãe! Muita raiva!

Mas por que, o que houve?
_ Uns caras do ensino médio que tavam lá na cantina falando umas idiotices...

Como assim? Quem eram os caras? O que eles estavam falando? Mexeram com você? (mãe histérica mode on)
_ Não, mãe, relaxa... não era nada comigo. Eu só tava lá sentado lendo meu livro, e um cara começou a zuar com outro cara chamando ele de viadinho, bichinha, jogou salgadinho nele, fazendo bullyng, humilhando. Daí juntaram uns outros caras e todo mundo ficou zuando o outro, falando que bichinha tem mais é que se f****, que um dia ainda iam cobrir ele de porrada pra ele virar macho, essas coisas.

Nossa, filho, que horror...
_ É, mãe... eu fico com muita raiva porque eu ODEIO gente homofóbica, racista, gordofóbica, preconceituosa. Eu odeio essas coisas, eu odeio gente que faz bullying porque acha que é melhor do que os outros. Eu odeio isso tudo! Ninguém é melhor do que ninguém, todo mundo só é diferente!

(...)

Daí eu chego a ficar com os olhos marejados de tanta emoção e tanto orgulho. Porque, sabem? Eu vivo ouvindo críticas sobre a maneira como eu crio meu filho, mas é nessas horas que eu vejo que, apesar dos meus erros, eu tenho feito um bom trabalho, eu estou no caminho certo.

Zelão pode ser o que ele quiser na vida, porque o principal ele já é: Um grande cara. De um jeitinho ainda muito inocente, ele entende que nenhuma diferença torna ninguém melhor ou pior do que ninguém, e que o Respeito vem sempre acima de tudo.

E ele é assim porque eu sempre tive a preocupação de ensinar isso pra ele. Mais do que uma preocupação, eu sempre tive isso como um objetivo, porque eu realmente acredito que grandes mudanças na sociedade precisam ser iniciadas através dos pequenos, e que um grande ser humano precisa ter, antes de qualquer diploma ou bem material, grandeza de alma.

É como diz o velho ditado: A gente colhe o que planta. O mundo só será um lugar melhor, mais tolerante e melhor pra se viver, se as pessoas começarem a se preocupar menos com o modo de viver dos outros e mais com o que elas estão plantando.

Meu filho é essa fonte inesgotável de amor, generosidade, respeito, tolerância.

Aprendo muito com ele, o tempo todo...
E transbordo de tanto orgulho! =D

""

E é nessas horas que a gente vê que tudo, absolutamente TUDO, 
vale mesmo a pena!


<3<3<3

domingo, 13 de maio de 2012

Somewhere...

Em algum lugar não tão distante, existe um Universo Paralelo onde todas as pessoas são Perfeitas.

É o lugar para onde são enviadas todas as MÃES quando a vida real se torna pequena para elas.

É o quartel-general das mães, que apesar da distância física continuam cuidando de cada um dos seus filhos incessantemente, devotadamente, amorosamente, daquela maneira que só as mães sabem cuidar.

Eu queria muito ir pra esse lugar e beijar/abraçar/apertar muito minha mãezinha linda e dizer pra ela - por mais que eu saiba que ela sabe - que a vida nunca mais vai ter a mesma graça e nunca mais vai fazer sentido sem ela por aqui, especialmente em dias como hoje, quando a saudade aperta de um jeito quase insuportável.
 

TE AMO, MÃE!



(Porque por mais que eu também seja mãe, serei sempre muito mais sua filha do que mãe do Lucas. Que saudadeeeeee...)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sorria! Você está sendo [filmada] Acompanhada!

Estava eu hoje toda alegre estressada e retumbante mal-ajambrada na reunião de pais do colégio da cria, vestida como uma mendiga em dias de inverno (leia-se com agasalho que não combina com a calça, que não combina com o tênis, que não combina com nada) e de cara lavada sem nem ao menos um gloss pra aliviar a aparência de lavadeira (definitivamente foi um dia difícil, e encarar reunião de pais à noite não foi exatamente o que sonhei pra mim), quando de repente uma elegante mulher que tomava café ali no hall das salas de aula me aborda:

"De onde eu te conheço?"

Engoli o pedaço de bolo meio no susto, tomei outro gole de café e saí logo na defensiva, meio tensa e meio brincando:

"Aimeudeus, que medo!!!"
(nunca se sabe, né? esse negócio de "te conheço de onde" já é tenso, e quando alguém te diz isso justamente no dia em que você está mais bagaceira, tem total cara de ser mau sinal!)

Mas a simpática e sorridente moça continuou, demonstrando pouco se importar com minha aparência de mendiga:

"Você não é a Dona Farta, do Blog?"

Por uma fração de segundos me esqueci completamente do meu estado deplorável, estufei o peito toda orgulhosa e confirmei: "Sou eu mesma! Quer um autógrafo?" (mentira, a segunda parte eu não falei, só pensei tontamente, porque sempre me sinto "a celebridade" quando alguém me reconhece pelo blog ou por alguma rede social. Sou besta (x)sim ou (x)com certeza? hehehe)

Anyway...

Este tipo de situação já aconteceu comigo algumas vezes, e eu sempre acho o máximo, fico toda boba, especialmente porque em todas as vezes as pessoas disseram acompanhar meu blog e gostar do que eu escrevo, como aconteceu hoje.

Não que eu me sinta importante, ou celebridade, ou qualquer coisa do gênero, não! Eu estava, obviamente, fazendo piada sobre isso. Mas fico toda orgulhosa porque é nessas horas que eu vejo que existem pessoas que efetivamente lêem o que eu escrevo, que param alguns minutos de seus preciosos tempos para lerem meus devaneios, e eventualmente até se identificam com eles. Ter este feedback é muito legal!

Tenho este blog há mais de 5 anos sem nenhuma outra pretensão que não seja exclusivamente ter um cantinho para guardar meus escritos, mas obviamente ser lida dá todo um outro sentido ao exercício de escrever.

Além do mais, considerando que aqui eu exponho pontos de vista e opiniões nem sempre comuns / convencionais sobre a vida de um modo geral, considerando o teor "polêmico" de alguns textos, considerando essa minha personalidade meios descontrolada e visceral demais, que transparece muito em tudo que escrevo, encontrar pessoas que de alguma maneira compartilham e se identificam com o turbilhão Dona Farta é um alento delicioso!

No fim das contas todo mundo é mesmo uma Ilha, mas ilhas podem se agrupar naturalmente em arquipélagos segundo semelhanças inimagináveis, improváveis, impossíveis.

Não é só o óbvio que nos une. O óbvio às vezes, aliás, nos DESUNE. E encontrar o contraponto disso é um exercício bem interessante. E abre todo um universo de possibilidades.

Às vezes fico tentando imaginar quem são as pessoas que passam por aqui de vez em quando, e que param para ler os meus escritos, mesmo sem saber exatamente quem sou eu. Hoje, numa demonstração de como o mundo é mesmo minúsculo, encontrei uma dessas pessoas no colégio do meu filho. Gosto da ideia de que situações parecidas podem acontecer novamente a qualquer momento, em qualquer lugar.

Aliás, gosto mesmo é da ideia de que situações parecidas podem acontecer - e efetivamente acontecem - a qualquer momento NA VIDA, lato sensu. É das conexões menos óbvias, mais imprevistas e mais improváveis que podem acabar surgindo os arquipélagos mais interessantes, aqueles que renderão muuuuuuuita matéria pra Discovery Channel e National Geographic nenhum botar defeito!
 

(Ok, mais uma vez viajei nas metáforas nonsenses, e hoje tô pirando com esse negóZdi arquipélago que sei nem de onde surgiu, mas, ahhhh... vocês entenderam, que eu sei! É isso!)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pense!

(sem contextualizar, até porque não precisa)

A minha admiração por quem SE POSICIONA diante de uma questão é diretamente proporcional ao meu desprezo por quem não o faz.

Tem gente que acha que se omitir, ficar em cima do muro ou manter-se neutro é estratégia de convivência, ou uma maneira de não se expor, ou ainda de não se indispor com com ninguém, mas na minha humilde (e radical?) opinião é apenas COVARDIA.

Não consigo respeitar nem ter paciência com quem escolhe a zona de conforto de nadar conforme a maré, de seguir a maioria. Me dá nos nervos!

Prefiro mil vezes discutir acaloradamente com alguém que discorda totalmente de mim - mas que tem uma posição definida e a defende com ARGUMENTOS, do que receber o "apoio" de alguém que não sabe o que quer ou não tem coragem de bancar a própria opinião.

Sei lá... às vezes acho que o Mundo está desse jeito porque as pessoas vêm se acovardando quando deveriam estar evoluindo. Há toda uma distorção do conceito de evolução, aliás. E tem gente que acha que está tudo OK.

Não, não está! 

A gente acaba se acostumando a conviver com covardia, hipocrisia, ignorância. Talvez não exatamente se acostumando, a gente encontra uma maneira de lidar com isso sem enlouquecer.

Mas tem dias que não dá. Tem dias que dá vontade de, sei lá... sair chacoalhando uns e outros por aí pra ver se finalmente os cérebros pegam no tranco, pra ver se entendem que há uma razão para serem chamados "seres racionais" e terem uma massa cinzenta dentro da caixola.

Se eu fosse Ministra da Saúde, lançaria novas campanhas: 
 
"Inteligência faz bem à saúde: Use-a!", ou 
"Pensar é Fundamental: Exercite.", ou ainda
"Cérebro: Faça bom uso, não desperdice!".



#ProntoFalei

terça-feira, 17 de abril de 2012

Quizz da Vida

Partindo-se do princípio de que somos todos peças de xadrez neste gigante tabuleiro chamado "vida", a pergunta de hoje é:

"Quantas vezes é possível ficar em xeque e conseguir escapar ileso?"

(conselhos, dicas e estratégias de jogo serão muito bem vindas)

:/

domingo, 1 de abril de 2012

Fênix

Há cerca de 9 meses, emprestei meu corpo para que um artista gravasse uma imagem que me traduz;
Há cerca de 1 semana, emprestei meu corpo para que uma artista registrasse o resultado:





Há quem diga que é uma bobagem, que é auto-promoção, exposição gratuita, vulgaridade, etc, mas eu vejo apenas ARTE. Vejo e sinto. E ME sinto.

E por isso compartilho, sem medo de julgamentos (eles sempre vêm, independentemente do que a gente faça ou deixe de fazer!).

Porque a beleza não tem regras, nem limites de medidas, ou de peso, ou do que quer que seja.

Porque eu tenho 35 anos (quase 36), sou Farta e não me enquadro nos padrões estéticos da indústria da moda e da mídia, mas estou muito orgulhosa de ter feito parte de algo tão especial como este projeto.


Because I BELIEVE!

(versão alternativa / banner do projeto)


Créditos:
Tatuagem: China - Seven Stars Tattoo
Foto: Kelly Hato
Produção: Kalli Fonseca e Andrea Boschim
Maquiagem: Aline Fonseca
Cabelo: Wendy Caires
Projeto: I Believe 

P.S.: O ensaio completo será publicado em breve.
Vem mais ARTE de qualidade por aí! =D

sexta-feira, 16 de março de 2012

Só para os fortes

Vamos supor que dinheiro não fosse problema, e você fosse comprar, sei lá, um carro (*). Qual carro você compraria?

Aposto que assim, de cara, muita gente responderia Ferraris, ou Jaguares, ou BMW´s, ou qualquer outro carrão daqueles que parecem inatingíveis e que a gente só chega perto através das miniaturas do Hot Wheels ou do lado de lá da cordinha no Salão do Automóvel.

Todo mundo sonha (ou já sonhou) com um carrão super potente, imponente, bonito, performático, que diz a que veio no primeiro ronco do motor, que faz inveja a qualquer um e povoa o imaginário de todos os outros.

Mas acontece que esta não é uma compra simples. Adquirir um destes carrões implica bancá-lo. E não estou me referindo a valores monetários.

Porque é assim: Um carrão destes, objetificado, não passa desapercebido por aí. Onde quer que vá, haverá sempre alguém para cobiçá-lo. Onde quer que vá, será sempre visado, potencializando os riscos, por exemplo, de ser roubado. Um carrão deste porte requer cuidados específicos, manutenção adequada, combustível de primeira linha, enfim... um carrão destes DÁ TRABALHO. E fazendo esta rápida análise, chega a parecer um mau negócio.

Por outro lado, se você se propuser a bancar todas estas peculiaridades do carrão, se você se propuser a fazer um esforço para se moldar a um carro diferente dos convencionais aos quais você está acostumado, se você se propuser a seguir seus instintos e sair do lugar comum, e aprender a lidar com algo aparentemente novo  (mas que no fundo é apenas um carro, com alguma ousadia), vai ganhar a grande recompensa reservada a pouquíssimos corajosos que bancam a escolha, e sentir o verdadeiro prazer que só um carrão pode proporcionar.

Não que os carros de menor porte não façam as mesmas coisas, eles fazem! Dependendo do ponto de vista, fazem a mesma coisa até melhor e por um preço menor. Dependendo do ponto de vista, são mais vantajosos, seguros e estáveis. E podem parecer um bom negócio. E talvez efetivamente o sejam.

E é por isso mesmo que é tudo uma questão de gosto e de escolha

Há quem escolha o prazer de guiar uma super máquina e desfrutar de conforto e prazer cotidianos, em troca de alguma insegurança inicial e necessidade de adaptação à novidade;

E há quem escolha a segurança de guiar um carro comum e desfrutar de conforto e prazer cotidianos, em troca de nenhum esforço, porque é ao que já se está acostumado. Mais fácil, né?

E é aí que o assunto vira questão também de coragem

Quando as pessoas escolhem o utilitário comum porque isso as satisfaz, está tudo ótimo. Mas o que a gente acaba vendo muito é gente que escolhe o utilitário comum porque não teve CORAGEM de bancar o carrão, porque não teve CORAGEM de bancar os riscos envolvidos, e vai passar o resto do tempo sufocando aquele desejo que podia ter sido saciado - a grana estava toda ali, na mão - simplesmente porque não deu conta de BANCAR uma escolha mais ousada.

Eu não consigo entender. Ou melhor, entender eu entendo, acabei de teorizar a coisa toda aí acima, mas eu não consigo, sei lá, respeitar esse tipo de escolha covarde.

Eu não consigo respeitar gente que QUER um carrão, que SONHA com um carrão, que DESEJA um carrão, que dirige todos os dias seu carrinho comum IMAGINANDO como seria bom dirigir todos os dias um carrão e então, quando consegue a grana pra comprá-lo e ele está ali à sua frente, reluzindo, declina justamente por ele ser... um carrão! Coisa de gente fraca, que sequer consegue bancar os próprios desejos.

Mas, afinal, a vida é mesmo assim, e algumas conquistas serão eternamente reservadas SÓ PARA OS FORTES!

(*) Eu e minhas analogias automobilísticas bobas, perdoem-me por isso! Mas é que reli hoje o texto Tadinha da Ferrari e me ocorreu que automóveis servem pra ilustrar muitas coisas nesse terreno aí...

(**) A Ferrari do outro texto / o Carrão deste de hoje não é megalomaníaca nem se acha melhor do que ninguém, muito pelo contrário. Ela apenas tem noção da sua condição, e está bem cansada de pessoas que demonstram desejos infinitos por ela sem contudo terem coragem de bancá-la, tentando mantê-la sempre em algum lugar entre a realidade e o imaginário, sem pegar nem largar. Tivesse nascido Fusca, sua vida certamente seria menos frustrante

segunda-feira, 12 de março de 2012

Preciso [respirar] Suspirar

Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me
(trecho de "breathe me", da SIA, que tenho ouvido em looping ultimamente)

Mas no fundo, no fundo, eu nem preciso de tudo isso aí. Não sempre.

Acho que às vezes eu supervalorizo minhas necessidades, e tô ficando um pouco cansada de fazer isso porque, afinal de contas, certos caprichos não levam ninguém a lugar nenhum.

A bem da verdade é que na maioria das vezes tudo que eu preciso é SUSPIRAR.

Preciso de coisas, pessoas, situações, momentos, lembranças, músicas, gestos, palavras, doces, carinhos, qualquer coisa que me faça suspirar. Sou uma pessoa infinitamente melhor para o Mundo e pra mim mesma quando tenho motivos pra suspirar.

Não importa a efemeridade do que provocou o suspiro, não importa se ele vai se dissolver no segundo seguinte tal qual bolinha de sabão, não importa se na sequência ele se transformará em lágrima, não importa nada disso. Eu apenas preciso que os motivos para SUSPIRAR continuem acontecendo de alguma maneira na minha vida, e acho que então tudo ficará bem, de um jeito ou de outro.


(Eu sou absurdamente simples. Não entendo por que as pessoas me complicam tanto!)

(ok, esta última frase não é uma verdade absoluta, mas vamos fazer de conta? **ai ai**)