""
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...
""
(Oração ao Tempo, Caetano Veloso)
O Tempo tem um compasso diferente pra cada emoção. Em alguns casos parece nunca passar, parece congelar.
Há 7 anos ELA partiu, mas ainda dói como se tivesse acabado de acontecer.
Saudade que nunca acaba, ausência que nunca para de doer.
Pra sempre, e sempre mais, TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA PRA VOCÊ, MÃEZINHA!
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Improvável
Sou urbanóide.
Nunca acampei, não sei nadar, tenho pavor de bicho (bicho = qualquer ser minúsculo que se mova e/ou voe), sou alérgica a picada de inseto e não tomo banho de água fria nem mesmo no verão escaldante.
Nasci e me criei na cidade; sou totalmente dependente de energia elétrica, casa de tijolo, inseticida e repelente.
Toda vez que algum conhecido ia curtir o final de semana "na natureza" eu torcia o nariz inconformada, descrente que qualquer ser humano em sã consciência conseguisse encontrar algum prazer ou diversão no meio do mato, sem conforto nenhum e rodeado de bichos. Impossível!
Mas a gente muda, e só se dá conta disso quando, 2 horas depois de um convite de última hora, está de mochila nas costas pronta pra seguir viagem rumo ao PETAR, no meio do meio do meio do mato.
Sintomático.
Como se algo dentro de mim clamasse por qualquer coisa além do óbvio cotidiano.
Como se minha alma implorasse por uma recarga de energia junto à natureza.
Como se o Eremita outrora adormecido ganhasse forma, contornos, força, vontade própria.
E lá, no meio de uma Reserva deslumbrante de Mata Atlântica, entre bichos e matos e tantas outras coisas improváveis, eu me senti absolutamente VIVA. Viva como há muito não me sentia. Viva e com uma rara vontade de viver com intensidade.
Na Natureza Selvagem eu encontrei uma força que eu nem sabia que tinha, e coragem suficiente pra enfrentar muitos medos. Medos ridículos de urbanóide, mas ainda assim MEDOS.
Eu, claustrofóbica xiliquenta, explorei 7 cavernas e atravessei passagens minúsculas com relativa facilidade. Eu, medrosa, destrambelhada e atrapalhada, fiz trilhas extensas de mais de 3,5km mata adentro, com variados graus de dificuldade, subindo e descendo encosta, atravessando rio, transpondo obstáculos, tudo isso com relativa facilidade. Enfrentei água MUITO gelada dentro e fora das cavernas, mosquitos, barro, lama, e quando vi morcegos na Caverna do Cafezal nem saí correndo.
Não faltou fôlego, não faltou coragem, não faltou disposição, e sobrou vitalidade. Experiência transcendental.
Epifania: Só a Natureza pode me ensinar tudo que eu preciso saber sobre a vida, sobre os outros, sobre tudo, e principalmente sobre mim mesma. Me senti meio Chris McCandless... Dona Farta Supertramp.
Eremita.
Talvez as relações humanas já tenham me ensinado demais nessa vida, ou talvez seja apenas essa minha humanofobia(*) cada dia mais aguda. Certezas eu não tenho, mas dizem que contra fatos não há argumentos, o que me leva a crer que talvez eu não esteja tão louca assim. Na base do eu-comigo-mesma, e com uma ajudinha das forças da natureza, sou uma pessoa infinitamente melhor. Definitivamente!
É um caminho. Talvez "O" caminho. Vamos acompanhar...
THIS!
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Para ler ouvindo:
Só pra constar (*1): Não é que eu não goste de gente, nem nada, muito pelo contrário, acho ótimo... Apenas não tenho curtido muito INTERAGIR com gente. Tenho brigado com todas as gentes que tentam se relacionar comigo, e já passei da fase de achar que ~ninguém me entende~; já consigo ter consciência de que sou eu mesma que ferro com tudo todas as vezes, e por isso a ~epifania eremita~ me trouxe tanto conforto. Cada um tem um caminho nessa vida, e o meu talvez seja menos óbvio, com mais mato e menos gente. É isso.
Só pra constar (**2): Continuo tendo PÂNICO mortal de Barata, mas este ser demoníaco, vocês sabem, não tem absolutamente NADA a ver com natureza!
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Para ler ouvindo:
" Leave it to me as I find a way to be
Consider me a satellite, forever orbiting
I knew all the rules, but the rules did not know me
Guaranteed."
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
E no meio de tanta gente...
... eu encontrei Hamilton Maia.
Entre tanta gente chata, sem nenhuma graça, ele veio pra ocupar um espaço enorme e definitivo na área VIP do meu coração.
Era julho de 2010 e eu visitava um outro ~amigo Vip~ em Curitiba, quando fui apresentada a um cara lindo, elegantemente vestido num terno bem cortado, de olhar marcante e postura impecável.
Entre um drink e outro, puxei assunto e descobri que ele também era advogado. Conversamos um pouco sobre amenidades, e lembro bem de tê-lo achado muito sério, quase antipático. "Poser!", pensei, torcendo o nariz mas tentando não demonstrar minha implicância.
Saímos todos no mesmo carro para uma baladinha inocente na night curitibana, e foi então que um mendigo muito inconveniente (#piadainterna) nos abordou no semáforo e acabou permitindo que quebrássemos o gelo. Naquele momento as barreiras se romperam, e eu consegui enxergar o verdadeiro Hamilton Maia, que de poser e antipático não tinha nada, muito pelo contrário!
Foi amor à segunda vista! :-p
Amor de Amigo, Amor de Irmão, Amor de Cúmplice, Amor de quem a gente leva pra sempre num lugar muito especial dentro do coração!
Iniciou-se então uma amizade que foi crescendo devagarinho ao longo dos últimos 2 anos, no tempo certo, do jeito certo, amizade construída tijolinho por tijolinho, sólida, como as boas amizades devem ser!
Moramos longe, mas essa inconveniência serve apenas para provar que a distância definitivamente não é obstáculo para relações verdadeiras. Graças à tecnologia nunca deixamos de manter contato, e os eventuais encontros que pudemos ter foram sempre muito especiais, fosse numa ocasião festiva no Rio de Janeiro ou em São Paulo, fosse num final de semana de Sol e Praia em Recife, ou fosse em uma rápida carona até o Aeroporto de Curitiba em uma das minhas muitas e tumultuadas viagens de trabalho.
Aliás, quem mais neste Mundo se abalaria do conforto do próprio lar debaixo de chuva torrencial apenas para me dar uma carona até o Aeroporto de Curitiba (que fica looonge de tudo!) e ficar horas na fila do check-in comigo? Pois é...
Poucas pessoas nessa vida - pouquíssimas - se dispõem a estar com a gente apenas pela companhia, apenas pelo estar junto. A vida é uma troca de interesses, e não raras vezes até aqueles que chamamos de "amigo" somente procuram a nossa companhia se ela estiver associada a algum outro interesse. É a natureza humana.
Mas com o Hamilton essa lógica não funciona. Eu sei que todas as vezes que ele veio me ver, ele veio ME VER de verdade, pouco importando se iríamos pra uma festa badalada ou se ficaríamos em casa bebendo cerveja de pijama e jogando conversa fora ao som de Elis Regina. Todas as vezes que estivemos juntos, havia vontade real de estar junto, de desfrutar da companhia, de bater papo, de falar e ouvir, de exercitar a AMIZADE. E isso, meus caros, faz TODA a diferença!
Ele é Advogado, eu também. Ele tem personalidade forte, eu também. Ele é bravo, eu também. Ele é briguento, eu também. Ele adora beber cerveja como se não houvesse amanhã, eu também. E essa mistura que poderia ser catastrófica tem funcionado muito bem, porque acima de tudo está sempre o amor que temos um pelo outro, o RESPEITO que temos um pelo outro, o cuidado que temos um pelo outro.
Eu sei que não sou uma pessoa fácil de lidar, tenho meus trilhões de defeitos e às vezes acaba sobrando pra quem está mais perto (Hamilton que o diga, tadinho!), mas temos maturidade suficiente pra entender que amizade vai muito além dos elogios e das concordâncias, temos maturidade suficiente pra entender que muitas vezes é discordando que a gente aprende, e cresce, e fortalece a relação de maneira saudável, temos maturidade suficiente pra entender que não somos perfeitos, que cometemos erros e cometeremos tantos outros, mas que no fim das contas sempre vamos nos entender, porque o que importa de verdade não se abala!
E hoje é o Hamilton's Day.
Aniversário desse cara que eu amo tanto, e que tanta diferença tem feito na minha vida. O Advogado obstinado, o Ator brilhante (eu não contei? além de tudo ele ainda é ator - premiado - morrooooo de orgulho!), o Tio babão, o Amigo dedicado.
Estar longe em datas assim é muito ruim. No meu mundo ideal eu estaria embarcando agora mesmo pra Curitiba pra apertá-lo muito, mas a vida é feita também de inconveniências (#piadainterna2), e não vai ser possível celebrar junto, não agora. =(
Mas quero te dizer, Amore, que daqui da Fartolândia, daqui do meu cantinho que também é seu, daqui do meu jeito meio atrapalhado, estarei celebrando cada minuto contigo, porque a sua vida é muito especial e importante pra mim, e deve ser intensamente celebrada, SEMPRE!
Feliz Aniversário, e seja muito, muito, muito, muuuuuuuuuuito feliz!
Obrigada por existir!
AMO-TE! Do fundo do meu coração!
terça-feira, 4 de setembro de 2012
A supervalorização da Conchinha
"Foi tão incrível que depois de tudo ainda dormimos de conchinha!", me contou um amigo apaixonado, entre um suspiro e outro. Na esteira das justificativas para a paixão avassaladora que o acometera, o dormir-de-conchinha ocupava posição de destaque, era o argumento final, incontestável.
De fato, parece que a tal da conchinha é o ápice da demonstração de afeto para 10 entre 10 apaixonados. Existem inclusive estudos que dizem que "Dormir de Conchinha diminui o estresse", e jornalistas admiráveis que teorizam com bastante lógica e desenvoltura sobre "o prazer, a paz e o aconchego que a intimidade física da conchinha proporcionam".
Quem sou eu pra contestar o estudo, o jornalista, ou os apaixonados? Exatamente: Ninguém. Ou talvez uma humanofóbica deprimente e amargurada, porque de fato ouso discordar de todos eles - desculpaê sociedade!
Não é que eu discorde assim, totalmente, e nem que eu odeie com todas as forças do universo dormir de conchinha! Uma vez ou outra, dependendo do contexto, pode até ser que este seja mesmo o ápice de um momento de carinho, mas daí a idealizar uma relação com base no seu potencial conchinhístico e vincular a existência de cumplicidade e afeto ao dormir de conchinha é um pouco demais pra mim!
Como acabei de falar para o meu amigo apaixonado, acho que nós idealizamos a conchinha, supervalorizamos a conchinha, e não raras vezes nos sujeitamos a noites inteiras de sono ruim numa posição pouco confortável apenas para justificar o estereótipo romântico que fica lindo numa cena de filme de amor, mas que na nossa própria cama muitas vezes é apenas desconfortável.
Ok, cada um é cada um, e deve haver mesmo quem encontre conforto para uma noite de sono perfeita entrelaçado em posição fetal com o parceiro, cada parte do corpo em contato com o corpo do outro, troca de fluídos, fungadas no pescoço, etc e tal. Mas esse, definitivamente, não é o meu caso.
Salvadas raríssimas exceções, eu gosto mesmo é de me enroscar nos meus travesseiros, no meu edredon, e fim. Gosto de ter liberdade para me mover e me entregar aos sonhos e ao sono, sem limites. Até porque só uma noite muito bem dormida é capaz de manter meu romantismo vivo na manhã seguinte.
O contato físico, a troca de carinhos, fluídos e fungadas ficam reservadas para outros momentos, enquanto eu estiver bem acordada. Esse sim, é o meu romance ideal!
;-)
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Nada nem Ninguém
"De longe parece mais fácil, frágil é se aproximar..."
Esse trechinho da música da Zélia Duncan faz tanto sentido! E isso é tão assustador!
(eu poderia passar o resto dos meus dias assim, no meio do nada, longe de tudo, com neve ou sem neve, com frio ou sem frio, com Sol ou sem Sol, apenas contemplando... a uma distancia segura...)
*Foto tirada há 1 semana, num momento perfeito, na Cordilheira dos Andes.
**Um beijo pra você, Mateus Medina!
Esse trechinho da música da Zélia Duncan faz tanto sentido! E isso é tão assustador!
(eu poderia passar o resto dos meus dias assim, no meio do nada, longe de tudo, com neve ou sem neve, com frio ou sem frio, com Sol ou sem Sol, apenas contemplando... a uma distancia segura...)
*Foto tirada há 1 semana, num momento perfeito, na Cordilheira dos Andes.
**Um beijo pra você, Mateus Medina!
segunda-feira, 18 de junho de 2012
36
Meu mês favorito do ano já está caminhando para o fim e eu sequer consegui registrar aqui alguma coisa da overdose de ideias e insights que me atingem sempre nesta época. (porque além das ideias e dos insights, tem também o caos, sempre parceiro e cada vez mais presente. =/)
Fato é que virei mais uma página no livro da vida. Encerrei mais um ciclo, virei o marcador, mudei o número, avancei uma casa e cheguei aos 36 anos. TRINTA E SEIS.
Não ando querendo falar muito sobre os 36, ainda não. Me parece, no entanto, que eles chegaram pra causar (como a maioria dos anos pares na minha vida), trazendo muitas novidades e promessas, o que consequentemente traz também muita tensão.
Seja como for, já estou há 6 dias na Rota 36, e por mais incerto que me pareça o horizonte, não tem mais como voltar... O jeito é engatar logo a 5a. marcha pra ganhar terreno até encontrar aquilo que me fará reduzir a velocidade e contemplar. Desconfio que este momento esteja bem perto, mas... vamos acompanhar! =D
Anyway, o lado bom de cruzar fronteiras é que há sempre uma Alfândega exigente que apreende tudo aquilo que não merece seguir viagem, e consequentemente nos ajuda a reorganizar a caranga pra enfrentar a nova estrada livres de peso morto e com maior potencial de desempenho.
É exatamente assim que me sinto neste comecinho de nova estrada.
Alguns chamam isso de "amadurecer", outros de "envelhecer", mas eu chamo de "cruzar fronteiras" mesmo, porque, vocês sabem, adoro uma metáfora boba!
This is it!
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Look de TODO Dia
Meu ex marido costumava dizer que o meu maior problema era "usar uma couraça de 'fodona'(sic!) o tempo todo e não deixar as pessoas perceberem o que eu estava sentindo de verdade".
Claro que nunca admiti, mas ele estava coberto de razão.
Não vou nem entrar no mérito dos motivos que me levaram a adotar essa Armadura como Look de TODO Dia, apenas pontuar que ninguém é assim por prazer, nem mesmo os masoquistas.
Não sei se esta Armadura vai ser a minha salvação ou a minha desgraça. Tudo que sei é que tem dias em que ela estimula ainda mais a já frequente falta de noção das pessoas, que simplesmente despejam sobre mim toneladas de coisas com altíssimo potencial nocivo sem o menor cuidado, sem ao menos cogitar que em algum momento aquilo tudo pudesse me magoar.
E eu, por minha vez, acabo contribuindo para esse processo. De uma maneira quase insana, recebo tudo com sorriso no rosto e cara blasé, quase convenço a mim mesma de que sou forte naquele tanto, mas a verdade é que não sou, e se não fosse a qualidade ISO 9999 da Armadura aí acima, eu já teria sucumbido há muito tempo.
Seja como for, uma coisa é fato: A Armadura pode proteger de tudo, pode disfarçar tudo, menos a dor.
E como DÓI!
(para ler ouvindo)
"... dissestes que se tua voz tivesse força igual à imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira..."
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Quando tudo vale a pena
Fiz este post agora há pouco lá no Facebook,
mas ele é tão especial que merece ser compartilhado por aqui também.
Eis:
""
Chego para pegar Zelão no curso de Teatro, e ele entra no carro bufando, vermelho de raiva:
O que aconteceu, filho?
_ Estou com raiva, mãe! Muita raiva!
Mas por que, o que houve?
_ Uns caras do ensino médio que tavam lá na cantina falando umas idiotices...
Como assim? Quem eram os caras? O que eles estavam falando? Mexeram com você? (mãe histérica mode on)
_ Não, mãe, relaxa... não era nada comigo. Eu só tava lá sentado lendo meu livro, e um cara começou a zuar com outro cara chamando ele de viadinho, bichinha, jogou salgadinho nele, fazendo bullyng, humilhando. Daí juntaram uns outros caras e todo mundo ficou zuando o outro, falando que bichinha tem mais é que se f****, que um dia ainda iam cobrir ele de porrada pra ele virar macho, essas coisas.
Nossa, filho, que horror...
_ É, mãe... eu fico com muita raiva porque eu ODEIO gente homofóbica, racista, gordofóbica, preconceituosa. Eu odeio essas coisas, eu odeio gente que faz bullying porque acha que é melhor do que os outros. Eu odeio isso tudo! Ninguém é melhor do que ninguém, todo mundo só é diferente!
(...)
Daí eu chego a ficar com os olhos marejados de tanta emoção e tanto orgulho. Porque, sabem? Eu vivo ouvindo críticas sobre a maneira como eu crio meu filho, mas é nessas horas que eu vejo que, apesar dos meus erros, eu tenho feito um bom trabalho, eu estou no caminho certo.
Zelão pode ser o que ele quiser na vida, porque o principal ele já é: Um grande cara. De um jeitinho ainda muito inocente, ele entende que nenhuma diferença torna ninguém melhor ou pior do que ninguém, e que o Respeito vem sempre acima de tudo.
E ele é assim porque eu sempre tive a preocupação de ensinar isso pra ele. Mais do que uma preocupação, eu sempre tive isso como um objetivo, porque eu realmente acredito que grandes mudanças na sociedade precisam ser iniciadas através dos pequenos, e que um grande ser humano precisa ter, antes de qualquer diploma ou bem material, grandeza de alma.
É como diz o velho ditado: A gente colhe o que planta. O mundo só será um lugar melhor, mais tolerante e melhor pra se viver, se as pessoas começarem a se preocupar menos com o modo de viver dos outros e mais com o que elas estão plantando.
Meu filho é essa fonte inesgotável de amor, generosidade, respeito, tolerância.
Aprendo muito com ele, o tempo todo...
E transbordo de tanto orgulho! =D
""
E é nessas horas que a gente vê que tudo, absolutamente TUDO,
vale mesmo a pena!
<3<3<3
domingo, 13 de maio de 2012
Somewhere...
Em algum lugar não tão distante, existe um Universo Paralelo onde todas as pessoas são Perfeitas.
É o lugar para onde são enviadas todas as MÃES quando a vida real se torna pequena para elas.
É o quartel-general das mães, que apesar da distância física continuam cuidando de cada um dos seus filhos incessantemente, devotadamente, amorosamente, daquela maneira que só as mães sabem cuidar.
Eu queria muito ir pra esse lugar e beijar/abraçar/apertar muito minha mãezinha linda e dizer pra ela - por mais que eu saiba que ela sabe - que a vida nunca mais vai ter a mesma graça e nunca mais vai fazer sentido sem ela por aqui, especialmente em dias como hoje, quando a saudade aperta de um jeito quase insuportável.
TE AMO, MÃE!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Sorria! Você está sendo [filmada] Acompanhada!
Estava eu hoje toda alegre estressada e retumbante mal-ajambrada na reunião de pais do colégio da cria, vestida como uma mendiga em dias de inverno (leia-se com agasalho que não combina com a calça, que não combina com o tênis, que não combina com nada) e de cara lavada sem nem ao menos um gloss pra aliviar a aparência de lavadeira (definitivamente foi um dia difícil, e encarar reunião de pais à noite não foi exatamente o que sonhei pra mim), quando de repente uma elegante mulher que tomava café ali no hall das salas de aula me aborda:
"De onde eu te conheço?"
Engoli o pedaço de bolo meio no susto, tomei outro gole de café e saí logo na defensiva, meio tensa e meio brincando:
"Aimeudeus, que medo!!!"
(nunca se sabe, né? esse negócio de "te conheço de onde" já é tenso, e quando alguém te diz isso justamente no dia em que você está mais bagaceira, tem total cara de ser mau sinal!)
Mas a simpática e sorridente moça continuou, demonstrando pouco se importar com minha aparência de mendiga:
"Você não é a Dona Farta, do Blog?"
Por uma fração de segundos me esqueci completamente do meu estado deplorável, estufei o peito toda orgulhosa e confirmei: "Sou eu mesma! Quer um autógrafo?" (mentira, a segunda parte eu não falei, só pensei tontamente, porque sempre me sinto "a celebridade" quando alguém me reconhece pelo blog ou por alguma rede social. Sou besta (x)sim ou (x)com certeza? hehehe)
Anyway...
Este tipo de situação já aconteceu comigo algumas vezes, e eu sempre acho o máximo, fico toda boba, especialmente porque em todas as vezes as pessoas disseram acompanhar meu blog e gostar do que eu escrevo, como aconteceu hoje.
Não que eu me sinta importante, ou celebridade, ou qualquer coisa do gênero, não! Eu estava, obviamente, fazendo piada sobre isso. Mas fico toda orgulhosa porque é nessas horas que eu vejo que existem pessoas que efetivamente lêem o que eu escrevo, que param alguns minutos de seus preciosos tempos para lerem meus devaneios, e eventualmente até se identificam com eles. Ter este feedback é muito legal!
Tenho este blog há mais de 5 anos sem nenhuma outra pretensão que não seja exclusivamente ter um cantinho para guardar meus escritos, mas obviamente ser lida dá todo um outro sentido ao exercício de escrever.
Além do mais, considerando que aqui eu exponho pontos de vista e opiniões nem sempre comuns / convencionais sobre a vida de um modo geral, considerando o teor "polêmico" de alguns textos, considerando essa minha personalidade meios descontrolada e visceral demais, que transparece muito em tudo que escrevo, encontrar pessoas que de alguma maneira compartilham e se identificam com o turbilhão Dona Farta é um alento delicioso!
No fim das contas todo mundo é mesmo uma Ilha, mas ilhas podem se agrupar naturalmente em arquipélagos segundo semelhanças inimagináveis, improváveis, impossíveis.
Não é só o óbvio que nos une. O óbvio às vezes, aliás, nos DESUNE. E encontrar o contraponto disso é um exercício bem interessante. E abre todo um universo de possibilidades.
Às vezes fico tentando imaginar quem são as pessoas que passam por aqui de vez em quando, e que param para ler os meus escritos, mesmo sem saber exatamente quem sou eu. Hoje, numa demonstração de como o mundo é mesmo minúsculo, encontrei uma dessas pessoas no colégio do meu filho. Gosto da ideia de que situações parecidas podem acontecer novamente a qualquer momento, em qualquer lugar.
Aliás, gosto mesmo é da ideia de que situações parecidas podem acontecer - e efetivamente acontecem - a qualquer momento NA VIDA, lato sensu. É das conexões menos óbvias, mais imprevistas e mais improváveis que podem acabar surgindo os arquipélagos mais interessantes, aqueles que renderão muuuuuuuita matéria pra Discovery Channel e National Geographic nenhum botar defeito!
Aliás, gosto mesmo é da ideia de que situações parecidas podem acontecer - e efetivamente acontecem - a qualquer momento NA VIDA, lato sensu. É das conexões menos óbvias, mais imprevistas e mais improváveis que podem acabar surgindo os arquipélagos mais interessantes, aqueles que renderão muuuuuuuita matéria pra Discovery Channel e National Geographic nenhum botar defeito!
(Ok, mais uma vez viajei nas metáforas nonsenses, e hoje tô pirando com esse negóZdi arquipélago que sei nem de onde surgiu, mas, ahhhh... vocês entenderam, que eu sei! É isso!)
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