quarta-feira, 12 de março de 2008

A História do Anúncio na Revista

Final da década de 80... Talvez 1988, 1989, sei lá... Só sei que eu era uma pré-adolescente de 12 ou 13 anos de idade, estava terminando o ensino fundamental, e não tinha muito acesso à cultura senão aquela vinda da TV (???)... eram tempos difíceis, como já contei aqui outras vezes, grana curta, vida simples, blablablablabla...

Na época, comprar revistas de qualquer gênero que fosse era um luxo... As meninas que tinham alguma grana costumavam ler "Capricho", mas isso não fazia parte da minha realidade. Só que uma revista semanal da época - a Revista Semanário - lançou uma coleção que encheu os olhos da estudantezinha CDF aqui... Era uma coleção sobre História Antiga, se não me engano, e toda semana a revista vinha acompanhada de um livrinho - sobre a Mesopotâmia, o Egito Antigo, e assim por diante.

Com o argumento de que aqueles livrinhos seriam fundamentais para a minha formação e para o enriquecimento dos meus estudos, convenci meu pai a bancar a coleção pra mim, de modo que a cada início de semana ele me dava a grana (se fosse hoje seria uma dessas revistas que custam R$ 1,99, sabem?), e eu passava na banca, quando saía da escola, para comprar o exemplar.

Claro que não era só o conteúdo dos livrinhos que me atraía... Como eu já disse, revista era um artigo de luxo, então eu e minha irmã Silvia nos deliciávamos com as páginas recheadas de notícias de celebridades da época, com os resumos das novelas, fotos da Xuxa e das Paquitas (que nós adorávamos), e outras inutilidades do gênero.

Havia na Revista uma seção de "anúncios pessoais", e todo tipo de conteúdo era encontrado: Os anúncios eram divididos em "sessões", tipo "Procura-se um Amigo", "Procura-se um Amor", "Procura-se um Companheiro", "Procura-se alguém para dividir um Apartamento", etc. Na época, não havia internet, e esse era com certeza o meio mais popular de busca de relacionamentos (o que hoje é feito pelo Orkut, pelos sites de namoro ou amizade, etc...).

Como eu e minha irmã "devorávamos" as revistas, líamos cada linha, inclusive os tais anúncios pessoais. Várias vezes ficávamos interessadas por anúncios que pareciam bem atraentes, tipo: "Jovem de 15 anos procura moças e rapazes que gostem de se divertir para fazer amizade", ou "Menina meiga da periferia procura expandir seus horizontes e fazer novas amizades". Tudo parecia muito ingênuo, muito bem intencionado.

Nós não víamos maldade nesses anúncios (da sessão "Procura-se Amigos"), éramos muito bobinhas e há que se lembrar que os tempos eram outros, quando não havia tanto psicopata pedófilo solto por aí (ou pelo menos não sabíamos da existência deles, sequer tínhamos idéia do que seria um pedófilo). Na verdade, ouso dizer que, senão todos, a maioria dos anúncios era realmente bem intencionada, era algo como o Orkut de hoje, onde as pessoas escreviam seus perfis para se corresponderem com outros desconhecidos e iniciarem todo tipo de relacionamento.

Toda semana também, no final da sessão de anúncios, havia um depoimento de alguém que tinha utilizado o "serviço" e tinha coisas positivas a relatar, tipo "Encontrei o Amor da Minha Vida", ou "Viajei para o Nordeste para encontrar Meu Melhor Amigo". Acreditem: aquilo era muito atraente... Só de pensar na possibilidade de conhecer zilhões de pessoas dos mais diversos lugares do país, só de pensar em conhecer zilhões de amigos legais que tivessem muitas histórias bacanas pra contar, eu ficava extasiada... Eu era muito tímida na época, tinha poucos amigos, e via nesse tipo de "negócio" uma grande oportunidade de expandir meus horizontes...

Aquela idéia martelou na minha cabeça por algumas semanas, até que um dia eu falei pra minha irmã: "Podíamos escrever um anúncio pra Revista! Eles publicariam e nós receberíamos um monte de cartas legais! O que você acha?". E minha irmã, que também se viu atraída pela idéia, logo me incentivou a colocar o "plano em prática". Não contamos nada para os nossos pais porque achamos que seria desnecessário, e decidimos que daríamos só as notícias boas depois, tipo "Mãe, você não vai acreditar, mas eu tenho um melhor amigo que mora na Amazônia!". Ela ficaria orgulhosa por termos conquistado pessoas de lugares tão distantes, e quem sabe até se animaria a fazer uma viagem de férias conosco para algum lugar bem distante... Sim! Era uma oportunidade incrível!

Passamos alguns dias, eu e minha irmã, rascunhando nossos perfis... Tinha que ser algo realmente atraente para que qualquer um que lesse tivesse vontade de nos conhecer! É uma pena eu não me lembrar exatamente de como ficou a versão final do anúncio, mas foi algo mais ou menos assim:

"Jovem de 15 anos, madura, inteligente, alegre e carinhosa, que gosta de estudar e de passear, procura pessoas que gostem de curtir a vida para fazer novas amizades. Não tenho preconceito com idade, pois acho que o que importa é o sentimento. Escreva para mim! Flávia xxx, Rua xxx, Cep xxx."

Embora o texto não tenha sido exatamente este, lembro bem de ter mentido a idade (porque 15 anos me faria parecer mais "madura"), e de ter colocado que não tinha preconceito com idade (porque imaginava que podia encontrar um melhor amigo de 20, 30 anos, e isso seria bem legal! eu seria a única menina da minha turma a ter um amigo mais velho!).

Minha irmã também fez um perfil mais ou menos nesse estilo, e às escondidas mandamos as cartas para a Revista Semanário. Lembro que passamos as semanas seguintes anciosíssimas, esperando o dia em que abriríamos as páginas de anúncios pessoais e encontraríamos nossos próprios nomes! Seria demais!

Demorou um pouco, talvez 1 mês, sei lá, e já estávamos com medo de a grana da revista cessar porque a coleção de História Antiga estava prestes a terminar, quando uma bela segunda-feira, voltando da escola, no ônibus, abrimos a revista que tínhamos acabado de comprar e lá estavam eles: Nossos anúncios, impressos nas páginas de anúncios pessoais da Revista Semanário, todinho, com cada vírgula que tínhamos escrito! Era muito legal ver nossos nomes e endereços completos impressos em uma revista de circulação nacional! De certa forma isso nos fazia parecer importantes, famosas, sei lá... Só sei que curtimos muito aquele momento, e ficamos lendo e relendo os anúncios até não aguentarmos mais...

A partir desse dia, todos os dias eram uma eterna espera pela hora em que o Carteiro passaria... Morávamos numa casa de Bairro, havia um mesmo Carteiro que passava todos os dias e já era meio "amigo" da vizinhança, já conhecia todo mundo pelo nome, enfim... Tínhamos certeza de que quando nossas cartas começassem a chegar o Carteiro nos veria como "as meninas populares do Bairro", talvez até imaginasse que fôssemos famosas, ou algo assim...

E não demorou para que as cartas chegassem... No começo era uma por dia, duas no máximo, e de alguma forma conseguíamos driblar nossa mãe para que ela não ficasse fazendo muitas perguntas sobre quem estaria nos escrevendo... Pegávamos os envelopes, corríamos para o quarto e ficávamos lá nos deliciando com cartas de todo tipo, escritas à mão, às vezes de uma página só, às vezes de várias... Haviam cartas de meninas de diversos lugares, de meninos, de homens mais velhos, no começo sempre em tom de amizade mesmo, às vezes com alguma poesia, às vezes com alguns versinhos conhecidos, mas pra gente tudo era sempre muito interessante... Depois de ler minhas cartas, eu trocava com minha irmã e lia as dela, e ficávamos fazendo planos de quando íamos responder e se talvez um dia poderíamos nos encontrar com aquelas pessoas tão legais...

Na época eu já tinha algum olho crítico para redação (pretensiooooosa!), e me julgando "muito importante", decidi que o critério para responder às cartas começaria por aí: eu descartaria as que não tinham sido bem escritas, as que tinham erros crassos de português, e daria mais atenção àquelas que pareciam mais caprichadas.

Antes mesmo que pudéssemos começar a responder às cartas mais interessantes, o negócio começou a ficar mais "sério"... Começamos a receber 6, 8, 10 cartas por dia, às vezes mais de 10, e não demorou para o Carteiro fazer um comentário do tipo: "Nossa, vocês estão importantes, heim! Recebendo cartas de tantas pessoas!". Também não demorou para nossa mãe descobrir o que estava acontecendo. Ela pegou os envelopes, mais de 20 entre os meus e os da minha irmã, e perguntou, daquele jeito enérgico dela: "Meninas, de onde é que vêm essas cartas? Quem são essas pessoas que estão escrevendo tanto pra vocês?".

Ok. Era chegada a hora. Cheias de orgulho, fomos buscar a Revista de semanas atrás para mostrar pra nossa mãe os nossos belos anúncios, crentes de que ela acharia o máximo! Minha mãe pegou a revista, leu os anúncios, olhou para as nossas caras anciosas incrédula, olhou de novo para a revista, e então soltou: "Que porcaria é essa? O que vocês fizeram?". Melindradas, tentamos explicar que era um anúncio pra que pudéssemos fazer novas amizades, e que estava dando certo porque há semanas vínhamos recebendo cartinhas adoráveis de pessoas bem legais...

Mamãe, claro, quis ver as tais cartas, e leu cada uma delas com a mesma incredulidade que leu o anúncio... Ficou estarrecida, boquiaberta, em estado de choque. A essa altura, já tínhamos um bolo considerável de cartas guardadas, e demorou um tempo pra ela se atualizar com todo o material, a cada leitura sua expressão ficava mais transfigurada, e logo nos demos conta de que aquilo tudo poderia, afinal, não ter sido uma boa idéia.

Algumas cartas tinham sido escritas por homens bem mais velhos do que nós... A maioria dizia a idade - 20 e poucos anos, 30 e poucos anos, na verdade a maioria das cartas eram de homens, algumas com desenhos incríveis feitos à lápis preto, algumas com páginas e mais páginas de poesias, algumas com letras de músicas, quase todas com muitas páginas escritas caprichosamente à mão, mas pra nós tudo parecia sempre muito lisonjeiro, muito bem intencionado...

Minha mãe parou, e lembro bem do que ela disse: "Que tipo de homem tem tempo pra ficar escrevendo tantas páginas de cartas com versinhos e desenhos pra uma menina que nem saiu das fraldas ainda?". Argumentamos que eram pessoas legais que também estavam procurando novas amizades, e minha mãe balançou a cabeça: "Meninas, vocês não entendem nada mesmo, não é? Deixe-me ver os envelopes!". Pegou os envelopes, e começou a ler os endereços dos remetentes, percebendo logo um fato que nos tinha passado totalmente batido: Muitas das cartas vinham do mesmo endereço, do mesmo lugar: "Rua xxx, Bloco xxx, Carandiru / SP".

Na hora, só dissemos, meio sem graça: "Ah, vai ver que são amigos que moram perto, no mesmo condomínio, algo assim... um deles deve ter visto o anúncio e comentado com os outros amigos, e talvez eles estejam todos disputando sobre quem vai conseguir a nossa amizade!" (juro que não éramos imbecis, apenas inocentes!). E então mina mãe falou: "Meninas, vocês sabem o que tem no Carandiru? Vocês sabem por que essas cartas vêm todas do mesmo lugar? O Carandirú é um presídio, Meninas, esses homens que estão escrevendo pra vocês são presos, são bandidos!".

A casa caiu. Mesmo! Não podíamos imaginar que estivéssemos recebendo cartas de presidiários! Isso nunca sequer passou perto de nossas cabecinhas ocas! Mas de repente, tudo que minha mãe dizia fazia muito sentido: Que homem de mais de 20 ou 30 anos teria tempo de escrever cartas quilométricas cheias de poesias, floreios e desenhos? Que homem de mais de 20 ou 30 anos teria tempo de escrever para duas meninas pré-adolescentes que não disseram nada tão particular num anúncio? Claro! Só poderiam ser presos, que passam o dia sem fazer nada e, talvez, lendo anúncios pessoais em Revistas, e "atirando pra todo lado", tentando ganhar a confiança e admiração de adolescentes com poesias de quinta categoria e desenhos pouco criativos! Só que a gente não fazia idéia de que isso podia acontecer, a gente nem fazia idéia que a Revista Semanário chegava a algum presídio! A mesma revista que nós, inocentes meninas de família decente líamos semanalmente!

De repente ficou muito claro pra nós duas que tudo aquilo tinha sido uma enorme estupidez! Como pudemos ser tão burras? Claro que levamos uma bronca gigante, ouvimos o "sermão da montanha", e tivemos que engolir cada palavra que minha mãe nos disse energicamente cheias de terror, coisas do tipo: "Meninas, vocês colocaram o endereço da nossa casa numa revista que circula sabe-se lá por onde! Esses caras que estão presos um dia podem sair da cadeia e vir atrás de vocês, vocês já pensaram nisso?". Ficamos em pânico, e tentamos dar uma rápida buscada na memória pra ver se tínhamos respondido alguma daquelas cartas.

Na verdade, como tudo aconteceu muito rápido, não tínhamos ainda conseguido responder muita coisa, eu mesma tinha respondido meia dúzia de cartas apenas, e as primeiras que recebemos não eram do presídio - porque provavelmente a carta saída de lá demorava mais pra chegar, ou talvez eles recebessem a revista com algum atraso, sei lá!

O fato é que a mesma emoção que nos deixava eufóricas dias antes da "descoberta" quando o Carteiro passava tornou-se desespero nos dias seguintes. Rezávamos pra que não chegasse mais nenhuma carta, pra que tudo já tivesse caído no esquecimento, e pra que pudéssemos finalmente nos livrar daquele medo que passou a tomar conta de nós - medo dos presos e medo da minha mãe, sempre com sermões enérgicos preparados para nos lembrar da grande besteira que tínhamos feito.

Só que as cartas continuavam chegando... sempre um bolo de cartas, mais de 10, mais de 20... E sempre a maioria vinda da Rua xxx, Bloco xxx, Carandirú / SP... Pensem num pânico! Abríamos os envelopes e o conteúdo era sempre muito parecido: poesias de homens que se diziam solitários e reflexivos, desenhos de flores, de mulheres, de paisagens, frases meio manjadas, artifícios que logo percebemos que os presos aprendiam a usar durante o ócio do cárcere. Rasgávamos tudo e jogávamos no lixo, mas no dia seguinte outro bolo de cartas chegava.

Foi assim por alguns meses. Juro! Recebemos pilhas de cartas, durante mais de um mês chegava um monte por dia, não houve um único dia em que não chegasse uma carta. Nem conseguíamos mais achar graça em cartas que não vinham do Carandirú, mesmo quando pareciam genuinamente legais e bem intencionadas. Tudo virou motivo de medo, tudo virou um pesadelo, e lá se foi nosso sonho dourado de fazer amizades pelo mundo!

Claro, algum tempo depois o pesadelo chegou ao fim, e as cartas desapareceram, chegando só uma ou outra bem eventualmente, em espaços cada vez maiores. Fomos nos tranquilizando com a situação, mas durante um bom tempo ficamos neuróticas com a possibilidade de um preso ser solto e vir atrás de nós! Isso nunca aconteceu, meu pai mora no mesmo endereço até hoje e não tenho notícia de nenhum sujeito estranho rondando por lá. Ainda bem!

Essa foi literalmente uma "arte infanto-juvenil". E uma arte das grandes. Logo nós, que sempre fomos meninas exemplares e que nunca demos grandes dores de cabeça aos nossos pais. Logo nós que sempre fomos tão "certinhas", principalmente naquela época. Uma estupidez, na verdade, mas uma estupidez recheada de boas intenções de meninas que podiam ser ingênuas em tempos onde não havia tanta malícia no mundo. Pelo menos não aos nossos olhos.

Hoje conseguimos até mesmo rir dessa história, porque no mundo de hoje isso tudo parece surreal demais. E hoje, eu garanto, temos muito mais cuidado com esse tipo de coisa... Estamos aí, no mundão virtual que toma conta das nossas vidas, mas pelo menos aprendemos a lição de que não se divulga o endereço nem o telefone sem o mínimo de critério, afinal, da mesma forma que a tecnologia nos levou para uma outra geração de publicidade pessoal, também nos levou a um tipo de exposição onde todo cuidado é pouco.

Loucos existem aos montes pelo mundo, e como acabou ficando provado nessa história das cartas, não necessariamente o perigo está relacionado a presidiários, que acabam vivendo à margem da nossa sociedade pelo preconceito que nos impede de separar sensatamente o joio do trigo. Nenhum dos presos que nos escreveu nos ameaçou ou veio atrás de nós, e ainda bem que foi assim!

Mas a verdade é que há muito mais lobos em pele de cordeiro do que podemos imaginar, e às vezes o perigo vem de onde menos de imagina, de modo que todo cuidado é pouco mesmo! Não podemos ser ingênuos, e embora o lógico seria a tecologia ser usada para o bem, na prática é bem diferente.

Que fique a lição pra todo mundo como ficou pra nós. Antes de ceder à tentação de uma exposição fácil que parece providencial, antes de ceder à tentação de exercitar a vaidade ao expor detalhes de sua vida publicamente, lembre-se que muitas vezes essas informações atingem lugares que sequer podemos imaginar, e o que pode acontecer a partir daí é um risco muito grande a se correr, desnecessariamente.

Sou defensora da internet, dos Blogs, do Orkut e de outras coisas do gênero. Ainda acredito que há de prevalecer a utilização dessas ferramentas tecnológicas "para o bem". Inclusive escrevi no meu perfil de Orkut esses dias que não entendo a paranóia das pessoas em reclamarem da bisbilhotice alheia, em trancar seus álbuns e scrapbooks pra que ninguém tenha acesso, porque o Orkut, por exemplo, é um site de relacionamentos e se você está lá é para se relacionar, e não para se esconder. Mas há uma diferença enorme em postar suas fotos, seus filmes, livros, vídeos e comidas favoritas, e postar seu endereço e o número do seu telefone. E, acreditem, há muita gente que faz isso indiscriminadamente, sem a menor noção do perigo que podem estar correndo!

Hoje já está mais do que claro que para nos relacionarmos com outras pessoas de interesses em comum não precisamos nos expor tanto, e nesse ponto, bendito seja o email, que é apenas um endereço eletrônico que nos protege fisicamente, ou pelo menos deveria, e com ele raramente precisamos divulgar nosso endereço físico. A tecnologia, afinal, também pode nos proteger.

Que assim seja!

10 comentários:

paam*~ disse...

noooossa... lí tudinhoo! hehe..
curtii o post (:

e só para reforçar..:
BENDITO SEJA O EMAIL!
rsrsrs...

gostei do blog (:
beeeeeijos

MatheusS disse...

Acabei me identificando com a tua história, eu sempre leio com uma amiga as revistinhas de horóscopo do João Bidu. Tem uma parte dedicada aos conselhos amorosos, a gente se diverte muito. mas nunca mandamos cartinha nenhuma huaha. Gente, vcs foram as primeiras ritas cadillacs (rainha dos presidiários) né, hauahu, fizeram o maior seuceso.. mas que bom que tudo isso passou e vcs só tem boas lembranças dessa época.
Um abração!!!

Fernanda Perrú disse...

noosssaaa!!! sempre olhei esses recadinhos e tive vontade, mas sempre tive medo de enviá-los pois tenho uma "pequena" mania de perseguição...tanto que não coloco muitas informações no orkut, blog...
graças à Deus nunca deu em nada pra vcs e fico pensando que algumas pessoas infelizmente caem nessas armadilhas e não tem o sermão das mães para se prevenir de tanto mal que existe nesse mundo

Lucy e Jeff disse...

Ualll rss amei sua postagem pq. me fez lembrar da minha imaginação de criança, adolescente, boboca pura, era bom, mas muito inseguro né rsss uma vez levei uma bronca de uma amiga mais velha, eu e ela fomos ao centro do meu bairro comprar algo pra minha mãe, minha amiga se afastou um pouco, nisso um senhor se aproximou de mim perguntando oq eu estava fazendo ali e que eu era muito bonita e onde eu morava pior eu respondi! Não com muitos detalhes, mas respondi minha amiga escutou o fim e me perguntou oq o senhor queria, quando eu disse, ela quase me matou rsssss fiquei chocada com o pensamento de ser um velho tarado como ela o chamou rsssss na hora para mim era somente um senhor gentil, eu nem sabia que existia esse tipo de coisa rsss... É crescemos.

Bjocas espero sua visita!

Noivinha Pâm disse...

Amigaa... Me rachei de rir com esse post... É meio trágico e tals, mas comigo demais !!

Fiquei imaginando vcs duas morrendo de medo dos bandidos !! Nossa...eu ficaria tb...neurótica...hahahaha

Tadinha da minha amiga... ainda bem que nada aconteceu !!!

E realmente...bendito seja o email !!!

Beijosssss

disse...

Nossa que lindo teu blog, e adorei sua visita, mesmo! prometo voltar sempre aqui agora hehehehe..

Um grande beijo (k)

XyBeR disse...

huauhuhauhauhauhuha
História engrassada, quem iria imaginar que mandar um simples anuncio ia acabar recebendo carta de detentos, mais faz parte, levou como lição de vida.
Tambem defendo o Orkut, se a pessoa naum quero que vejam suas fotos, etc... então não tenho um perfil, se está lá é para ser visto.

Euzer Lopes disse...

A época da inocência existiu só porque a gente não via perigo em nada, e todo mundo enxergava o perigo em volta de nós!
Imenso mas muito gostoso seu post.


Sobre os cariocaxxxxxxxxxxx e paulistas que falam "poRta", já ouviu aquele papo que de toda birra nasce uma grande admiração? Ontem recebi o comentário de um carioca casado com uma paulista. É assim... Como eu disse, uma harmoniosa relação de alfinetadas mútuas...
A verdade é que um não vive sem o outro!
Graças a Deus!

Aqui Tem Tudo disse...

Huhuahudhu..q tamanho de post..
Mas achei bem legal li tudo parabens pelo post ele t muito bom!

dpois passa la no meu.

bjaoo

Elaine Lobato disse...

oiiii é segunda vez que venho aqui e adoroo ler o teu blog ...encontrei vc no blog de outras noivas
li todinho esse post e lembrei de um média-metragem que vi num festival de cinema em que mostrava a relação dos presidiários com suas mulheres , e aparecia uma parte eles escrevendo as cartas, para elas ...enfim assim que li o seu post lembrei do filme ( rsrsrsrrs)


bjsssssss