sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Momento Bozó (e outras histórias)

Quem tem o hábito de assistir TV, mais precisamente a Rede Globo, sabe que ainda está rolando por lá a campanha "Criança Esperança", que já é tradição do canal, realizada há muitos anos (não sei quantos, só sei que são muitos). O Show aconteceu há umas 2 semanas, com toda aquela pompa de muitos artistas, cenário lindo, balé, figurinos elaborados, apresentação do Didi, etc e tal.

Tudo muito lindo, tudo muito legal.

O que vocês que me acompanham aqui não sabem é que eu - a própria Dona Farta que vos fala - já fiz parte da Campanha Criança Esperança ativamente, pois trabalhei na TV Globo por 6 anos (daí o título do post, sacou?). Não é algo que signifique nada além do que realmente significa, que eu trabalhei numa empresa como qualquer outra realizando um trabalho quase essencialmente administrativo como em qualquer outra empresa.

Mas era um emprego que tinha, sim, suas particularidades. O mundo da TV é quase um universo à parte em alguns aspectos, e por ter vivido 6 anos da minha vida nesse meio é que tenho tantas histórias que hoje parecem tão surreais. Eu era uma funcionária administrativa mas também desenvolvia alguns trabalhos operacionais, a estrutura da Globo não é muito convencional e talvez fique difícil para todo mundo entender, mas basicamente eu trabalhava também com os eventos realizados pela emissora, na parte de apoio logístico / serviços.

Dessa forma, quando estava na época do Carnaval, por exemplo, mudávamos nosso escritório para o Sambódromo e ficávamos trabalhando lá até o final do evento. Como eu elaborava um orçamento prévio de custos de serviços que seriam desembolsados no evento, tinha que estar lá pra fazer com que esse orçamento fosse efetivamente cumprido (o que quase nunca ocorria), além de dar apoio logístico às equipes operacionais de segurança, serviços, obras, técnicos, etc e tal. Complexo, né? Mas isso não importa, vamos ao que de fato interessa:

Dentre uma infinidade de eventos nos quais eu trabalhava - Carnaval, Fórmula 1, Campeonato Brasileiro, Shows de Fim de Ano, Gravações de Programas Especiais, Show-Missa do Padre Marcelo Rossi, etc e tal, o que eu mais gostava de longe era o Criança Esperança. ADORAVA trabalhar neste evento, adorava quando chegava a minha hora de ir lá para o Ginásio do Ibirapuera montar meu QG, adorava tudo, e invariavelmente eu era explorada além dos limites, tinha sempre hora pra chegar mas nunca pra sair, mas eu nem me importava com isso porque entre uma correria e outra conseguia ver os ensaios, a montagem do palco, várias coisas bem bacanas que provam que a televisão é mesmo uma fábrica de sonhos.

Trabalhei em 6 edições do Criança Esperança, de 1994 a 2000. Apesar de ser acostumada a lidar com artistas e gente famosa todos os dias nos corredores da empresa, estar lá no Ginásio do Ibirapuera era diferente, tinha toda uma magia, e eu ficava sempre deslumbrada.

Uma passagem engraçada foi um ano em que eu levei toda a minha família para ver o programa. Neste ano o encerramento do show seria com o Roberto Carlos, e minha mãe estava doida pra ver "O Rei", não acreditava que eu já o tinha visto várias vezes na semana durante os ensaios.

Foi um dos meus primeiros anos, acho que 95, se não me engano, e na época havia uma área com cadeiras numeradas bem em frente ao palco, reservadas para alguns convidados vip´s. Dei lá meu jeitinho e consegui colocar minha mãe em uma dessas cadeiras, praticamente grudada no palco, daria pra ver todo o show bem de pertinho, daria praticamente pra agarrar o Rei.

Tenho que lembrar que em 95 ainda não tínhamos câmera fotográfica digital, muito menos celular com câmera, então levei minha jurássica câmera fotográfica analógica com filme em rolo para tirar fotos, e deixei-a com mamãe para que ela pudesse fotografar tudo de uma posição mais privilegiada.

O Show transcorreu normalmente, eu correndo pra lá e pra cá, e de vez em quando passava lá pela frente do palco e susurrava pra minha mãe: "Não esquece de tirar foto! Aproveita!". Ela estava tão deslumbrada que mal me ouvia, mas de vez em quando sacava a câmera e dava um clique. Quando o evento acabou e eu finalmente consegui encontrar com toda a minha família reunida na saída, estavam todos eufóricos, todo mundo tinha adorado o show, a experiência, tudo! Minha mãe não parava de falar do Roberto Carlos, das luzes, aquele auê.

No dia seguinte, já em casa, fui tirar o filme da máquina fotográfica pra levar pra revelar, estávamos todos doidos pra ver como tinham ficado as fotos tiradas da primeira fileira, e qual não foi minha surpresa quando abri a câmera e o filme estava intacto, do mesmo jeito que estava quando o coloquei! Simplesmente o filme não rodou, acho que não tinha encaixado bem, sei lá, então todas aquelas fotos tiradas pela minha mãe foram fotos falsas, porque o filme ainda estava dentro do rolo, não tinha gravado as imagens... Sacanagem, né? Foi a única vez que minha mãe conseguiu ver os artistas tão de perto, principalmente o Rei, e não sobrou nem uma fotinho sequer pra registrar o momento, pra guardar de lembrança!

Época de câmeras analógicas tinha dessas coisas, colocar bem um filme exigia muita habilidade, fotos queimavam e, se saíssem fora de foco, já era, não havia uma segunda chance! O mais engraçado é que isso aconteceu há pouco mais de 10 anos, e parece que foi há séculos, porque hoje em dia com câmera digital e celular a gente tira zilhões de fotos, confere na hora, não perde o momento. Até crianças conseguem tirar fotos incríveis, mas antigamente era bem comum a gente revelar um filme e de 36 poses ter 30 ruins, tremidas, escuras, queimadas, etc e tal... e aquele momento já era... frustrante! Bendita seja a tecnologia!

Ainda sobre o Criança Esperança, tem uma outra história muito surreal, as pessoas em geral nem acreditam quando eu conto. Acho que foi em 1998, não tenho certeza (preciso consultar meu marido, então namorado e colega de trabalho) *** já consultei, e segundo meu digníssimo foi em 1999 ***, mas foi um dos meus últimos anos. Na semana do evento nós ficamos sabendo que o Didi resolveu pagar uma promessa para Nossa Senhora Aparecida, e que por conta disso iria caminhando pela Rodovia Presidente Dutra até Aparecida do Norte, com a imagem da Santa nas costas, partindo de São Paulo no domingo de manhã logo após o show do sábado à noite. E essa caminhada dele seria transmitida através de flashs ao vivo pela Globo durante toda a semana, de modo que não era um simples pagamento de promessa, mas um outro evento televisivo, que requeria orçamento, planejamento, deslocamento de equipes, blablablablabla.

Até aí, cada um com seus problemas, e se o Didi queria ir andando até Aparecida, eu só podia dizer: "Ok, legal! Boa Sorte!". Eu estava em uma outra vibe nessa semana, tinha conseguido depois de muita insistência um ingresso Vip para o Show do Djavan que seria realizado no antigo "Palace" na sexta-feira véspera do evento, e mal podia esperar pra assitir esse show na primeira fileira, adoro do Djavan e ver o show na área Vip era um sonho de anos.
Me organizei durante toda a semana pra conseguir sair mais cedo do trabalho na sexta-feira, deixei tudo adiantado, tudo à mão, ralei pra caramba nos outros dias pra garantir o meu momento particular na sexta-feira, só eu e o Djavan, nada entre nós, nada entre a minha cadeira e o palco, era primeira fila mesmo!

Eis que estou eu terminando meu trabalho na sexta-feira em questão, final da tarde, eu já quase pronta pra ir embora me arrumar para o show, quando me ligam meus chefes (em época de eventos eu tinha mais chefe do que qualquer outra coisa) me intimando a comparecer no Ginásio do Ibirapuera, onde seria realizada uma reunião com o Renato Aragão para traçar o planejamento da Caminhada até Aparecida do Norte.

Quase soltei um "Cada um com seus problemas" e me mandei, mas meu senso de responsabilidade e envolvimento com a empresa sempre falaram mais alto. Ainda com esperanças de que conseguisse me livrar de tudo antes do show no Palace, passei no vestiário da empresa, me troquei, me produzi e ao invés de pegar o caminho de Moema peguei o caminho do Ginásio. Em pouco tempo lá estava eu no meio daquele monte de homens estressadíssimos que não sabiam sequer como fazer um esboço do pré-planejamento da caminhada pra apresentar para o Didi na tal reunião. Adivinhem pra quem sobrou???

Foi um trabalho duríssimo, eu não tinha nem um ponto de partida que fosse, tive que começar do zero um planejamento tão fora do convencional, e ainda aguentar a pressão do povo desesperado querendo tudo "pra ontem". Obviamente perdi meu show, e saí do Ibirapuera já passava e muito da meia-noite, totalmente cansada e frustrada. Djavan ficou pra outra oportunidade, que aliás nunca mais chegou, até hoje.

Mas não foi só isso, esse foi apenas o começo. Tivemos então no nosso "evento principal" no sábado à noite, o show foi realizado como sempre, tudo muito lindo, tudo muito legal, e toda a equipe tinha que estar na Rodovia Presidente Dutra no domingo de manhã, no ponto de partida da caminhada, porque ali mais um evento se iniciaria: A Caminhada do Didi até Aparecida do Norte. Mal deu tempo de descansar, e no domingo de manhã a equipe mais parecia um bando de zumbis do que qualquer outra coisa.

Como foi a primeira investida do gênero realizada por uma celebridade do porte de Renato Aragão, nenhum de nós tinha a mínima idéia do que podia acontecer e da proporção que isso tomaria, então o contingente previsto era pequeno, tudo estava preparado dentro de um cenário imaginado que jamais chegaria perto do que aquilo realmente se tornou.

Nos primeiros dias da caminhada do Didi, eu fazia apenas o apoio logístico acompanhando a equipe em parte do percurso, e voltava pra empresa no final do dia pra providenciar os suprimentos necessários para o dia seguinte, e assim sucessivamente. Para o "artista" dessa história, tudo era resolvido de forma muito simples, porque havia um Trailler especial equipado com tudo que ele e a família pudessem precisar durante a semana na estrada, inclusive acomodações de luxo para dormir, descansar, relaxar, cozinheiros, empregados, etc e tal.

Já para a equipe enorme que o acompanhava não havia infra-estrutura preparada, até pela falta de tempo de planejamento da caminhada, então o pessoal foi se virando com barracas emprestadas pelo exército, montando acampamentos nos fundos dos postos de beira de estrada, comendo do jeito que dava, era uma verdadeira guerra, só quem viveu tem noção. Claro que quanto menor o escalão dos funcionários, maior era o sofrimento, e onde é que vocês acham que eu estava enquadrada?

O fato é que o Didi começou a caminhada no domingo, e na terça-feira já havia uma legião de seguidores quase fora de controle que fizeram com que a segurança tivesse que ser reforçada cada dia mais, a coisa foi tomando uma proporção descomunal, os rapazes da equipe reclamando de bolhas nos pés, assaduras, dores musculares, frio nos acampamentos à noite, e eu correndo pra lá e pra cá pra tentar minimizar esse sofrimento, comprando tênis pra uma dúzia de homens, cobertores, protetores, uma loucura total.

Até que chegou o dia, mais ou menos no meio da semana, em que eu tive que ser incorporada ao "rebanho". A situação estava crítica, e logo eu me vi vestida de "homens de preto" igual a todos os outros da equipe de linha de frente, logo eu era um deles, e não tinha mais volta. Virei caminhante meio no susto, mas não uma simples caminhante, eu era parte do escudo protetor do Didi que teria que aguentar o tranco até o domingo, quando aconteceria a chegada na cidade de Aparecida.

Um ambiente totalmente hostil de estrada, fumaça, poluição, postos de gasolina xexelentos, homens estressados e cansados, público eufórico querendo tocar no Didi, riscos de toda ordem, e eu ali no meio, parte responsável pela segurança do astro e sua família (porque a esposa dele e a filhinha, na época ainda bebê, também estavam caminhando um pouquinho por dia).

Mas tudo bem, eu era durona, estava acostumada com esses desafios malucos, tinha treinamento para situações do tipo e não me fiz de rogada. Apesar do "susto", fiz cara de má e entrei no meio do grupo como igual, sem fazer corpo mole ou reclamar, já que eu estava na chuva, então iria me molhar até a alma! Se tem uma coisa que eu nunca gostei de demonstrar foi fraqueza, então eu ainda fazia linha dura quando alguém sugeria pegar leve comigo porque eu queria ser tratada exatamente como os outros, a única diferença era que nos acampamentos eu dormia sozinha, mas o resto era exatamente igual.

E sofri, viu! Sofri pra caramba, não era fácil caminhar pela estrada com o Sol rachando a moleira, de macacão preto, toda equipada, sem poder parar nem mesmo pra tomar fôlego. Mas o pior ainda estava por vir. Enquanto eu era apenas mais uma na equipe dos "homens de preto" que protegia o Renato Aragão durante a caminhada, tinha meus direitos como os demais, de revezar na corda (uma corda de isolamento que carregávamos para impedir que as pessoas entrassem no círculo de proteção), de tirar uns trechos fora da corda, e fazer pequenos percursos no carro de apoio, enfim, eu estava no esquema geral, na minha.

Mas aí chegou o sábado, véspera do dia da chegada no Santuário de Aparecida. Dia de todo mundo fazer média com todo mundo, equipes de apoio, de segurança e de produção tentando se entender, todo mundo entrando no clima da paz porque afinal de contas no domingo estaríamos chegando ao Santuário. Didi veio almoçar com todo mundo, tirou fotos, fez graça, conversou, e lá pelas tantas chega meu gerente, depois de um longo papo com o próprio Didi e sua esposa, e me diz:

"Flavinha, é o seguinte: O Renato e a mulher dele acharam o máximo a gente ter uma mulher na equipe, eles acharam que isso tem uma simbologia que tem tudo a ver com a idéia do programa e da caminhada, que é uma coisa de igualdade, de mulher também ser forte, blablablablabla".

Fiquei olhando pra ele meio com cara de ué, sem entender se aquilo era um elogio ou onde ele queria chegar, e ele prosseguiu:

"Então, e como eles acham que é muito legal termos você representando as mulheres, eles querem que você apareça mais, que vá na frente da corda quando estivermos chegando em Aparecida porque isso vai ter muita cobertuda da mídia e vai chamar a atenção ter uma mulher, vai humanizar a imagem dos seguranças, o esquema da caminhada, então eles querem você na frente. Veja se seus equipamentos estão em ordem e esteja em condições amanhã cedo, porque você já vai sair do acampamento na frente."

Virou as costas e saiu, e eu continuei uns minutos com a cara de ué. Daí minha ficha foi caindo, e eu fui entendendo o tamanho da responsa. Porque se manter as pessoas afastadas do Didi durante a semana já estava quase impossível com aquele mundo de gente acompanhando na estrada, imagine como estaria Aparecida do Norte no domingo, em polvorosa com a chegada do Didi. Loucura total. Eu não sabia se ficava feliz pelo crédito e pelo voto de confiança ou se me desesperava por não ter a mínima idéia do que podia acontecer.

Chegou o domingo, e lá saio eu toda equipada na frente da corda, bem no meio. Linha de frente total, escudo humano, muro de proteção. Como eu imaginei, muita gente, quase impossível de andar, uma faixa inteira da Dutra teve que ser interditada pelo policiamento para evitar uma tragédia. O povo alucinado, querendo pular pra dentro da corda, querendo encostar no Didi, querendo caminhar com ele. E eu na frente, sendo xingada, pisoteada, massacrada, e fazendo cara de quem tava gostando.

O meu chefe e os outros rapazes da equipe (inclusive e especialmente o Odylo, que na época era meu namorado mas ninguém sabia) estavam atrás, e me diziam pra eu ficar firme que eles me dariam cobertura se algo mais grave acontecesse. Diziam pra eu manter a truculência e ser dura com quem tentasse se aproximar, e que usasse a força se fosse preciso, que eles estavam na cobertura.

Quando chegamos à passarela que liga a rodovia ao Santuário, o negócio ficou feio pra valer. Tinha muita imprensa, e como diz meu marido, com todo respeito e salvadas todas as exceções, alguns profissionais de imprensa são a pior raça que existe! Eles não medem esforços pra conseguir um furo ou o melhor ângulo, e só pra vocês terem noção do que estou falando eu apanhei de vários fotógrafos, apanhei mesmo, levei soco, pontapé, murro, e um cinegrafista até enrolou um cabo nos meus pés enquanto eu andava pra tentar criar um tumulto se eu caísse. Como eu estava na linha de frente da corda era em cima de mim que as coisas caíam, até tinha um pessoal que ia na frente fora da corda tentando abrir caminho, mas a euforia da multidão era tão grande que nem isso aliviava, e toda hora tinha um fotógrafo tentando passar por cima de mim pra chegar perto do Didi.

Coisa de louco, só quem viveu acredita. O Didi, por sua vez, emocionado lá com o momento só chorava e acenava pra multidão, como se estivesse fazendo vistas grossas para o massacre que estava acontecendo na frente dele. Mas também nem tinha muito o que ele pudesse fazer, reconheço, porque a situação saiu mesmo de controle, e foi uma loucura chegar até a entrada da Basílica. Nem lembro quanto tempo demorou pra que conseguíssemos chegar, nem lembro como consegui me manter de pé depois de tantas bicudas, mas o fato é que horas depois estávamos todos mais ou menos compostos prestes a entrar pela nave da Basílica onde seria celebrada uma missa especial.

Uma coisa muito legal que aconteceu foi que, depois de toda essa loucura, o Didi reconheceu que só chegou até lá inteiro por nossa causa, e fez questão que entrássemos todos com ele na Basílica. A princípio nem participaríamos da missa, ficaríamos do lado de fora já preparando a saída, mas depois de tanto tumulto ele disse pessoalmente que queria que os "anjos negros" dele o acompanhassem na entrada, e foi um momento bem emocionante.

Não sou católica nem devota de Nossa Senhora Aparecida, mas tenho todo o respeito do mundo pela religião e pela Santa, e acima de tudo acredito em Deus, então viver aquele momento cheio de simbolismos e emoção teve sim um impacto muito forte em quase todos da equipe, quase todo mundo chorou baixinho e disfarçadamente durante a missa, porque foi realmente uma guerra árdua e dura vencida na unha.

Foi um experiência completamente diferente. Talvez se fosse hoje, eu não toparia um trabalho como esse, porque estou num outro momento e os riscos não valeriam à pena pra mim. Mas na época foi diretente, foi um desafio que eu encarei e venci, e mesmo tendo ficado com as canelas roxas por meses depois da caminhada, ainda assim digo que valeu muito à pena, e que a experiência de vida que eu adquiri nesta empreitada provavelmente não teria adquirido de outra forma em lugar nenhum.

Todo ano quando chega essa época - época da campanha Criança Esperança - lembro dessa passagem e hoje em dia até me divirto pensando em como fui ousada e atrevida. Completamente surreal. Mas é verdade, eu juro!

Lembrando sempre que era uma época em que celulares não tinham câmeras e não existiam as máquinas digitais, de modo que quase não há registros que eu possa mostrar agora, apenas essa foto tirada por alguém da produção que muito tempo depois chegou pra mim via malote, e que eu guardo com muito carinho. Saca só a pose de "Kate Marrone"! Não mexe comigo não, porque eu sou boazinha mas meu lado bad girl tá só dormindo, podendo aflorar a qualquer momento! Yéah!


Infelizmente não achei nenhum vídeo de cobertura da caminhada no youtube, mas na época foi televisionado inclusive por outras emissoras. De qualquer forma, encontrei esse trecho de uma entrevista do Renato Aragão para o Programa do Jô onde ele fala sobre o evento e conta um pouco da loucura que foi:


5 comentários:

Tina disse...

Amiga, adorei suas aventuras globais!!!!

Blog da Vurica disse...

menina que historia hein, kakakaka
é bem coisa de Flavia mesmo né!!!!
mas seu momento bozó não ter sido mais fotografado foi realmente frustante!!!!!!
mas estou o aguardando que pelo jeito tem muuuiiiiito mais historias por ai...hihihihhihhhhh
adorei

Larissa disse...

Conheci seu blog hoje... adorei a história.. (e quantas outras não deve ter hein? rs...)

Bjs!

Aline & Luciano disse...

Migaaah! Adorei! Não sabia dessa! A foto ficou muito legal! guarde mesmo poruqe isso fica na memória por anos!!! Entendo bem isso afinal de contas também fui uma global, ou melhor Faustete Global, xuxete global.... É realmente muito legal!

Diego disse...

Flávia... A história do post, em si, é fascinante.

Mas confesso que ri bastante, com a frustação de não conseguir ter ido ao show do Djavan... Mas eu acho que a troca de tudo isso, foi vc ter encarado e vencido uma guerra, que muito marmanjo não aguentaria.

Beijo querida "ex-global"