sábado, 2 de agosto de 2008

Um ano em 7 meses

"Depois da tempestade, sempre vem a bonanza",

"A noite fica muito mais escura quando está perto de nascer o dia";

"No fim, tudo dá certo!"
Quem nunca ouviu frases como estas acima de pessoas queridas quando atravessou um momento de dificuldade? Quem nunca disse algo desse tipo pra um amigo ou ente querido que estava passando por problemas?

Eu mesma sempre digo coisas assim, até quando não acredito muito que a situação possa melhorar... é uma espécie de mantra que eu sinto necessidade de repetir para atrair pelo menos um pouquinho de pensamento positivo, mas o mais legal é que geralmente essas teorias, tão simples, acabam se demonstrando 100% verdadeiras.

Já comprovei isso algumas vezes na minha vida. Já passei por situações extremas de fundo do poço quando nada parecia ter solução, e pude ver um tempo depois que no fim tudo acaba dando certo mesmo, se houver empenho e positividade da nossa parte, melhor ainda! Este ano é mais uma demonstração prática disso tudo, e essa constatação tem me deixado extremamente feliz há dias.

Para mim o ano poderia acabar agora, que já teria valido super à pena. Mesmo que daqui até dezembro dê tudo errado (isola!), ainda assim vou ter um saldo positivo, porque a vida foi muito generosa comigo nestes meus 7 meses vividos em 2008.

Fui do inferno ao céu: comecei o ano com o pé esquerdo, triste, deprimida, desanimada, frustrada, magoada... Vivi processos intensos de dor física e emocional, sofri muito com perdas que machucaram, fiz o que pude para sobreviver a este caos, e, com a ajuda daqueles que ficaram ao meu lado (porque outros sempre vão embora no primeiro sinal de dificuldade) acabei conseguindo encontrar um caminho, um caminho difícil mas que, desbravado, me abriu as portas para dias melhores, que chegaram muito antes do que eu pudesse imaginar. Reconquistei o equilíbrio emocional (isso é uma conquista diária, mas tenho me esforçado bastante), recuperei algumas crenças antes perdidas, acreditei em mim mesma e na minha capacidade de fazer a diferença, ousei, arrisquei, e como num passe de mágica as coisas foram acontecendo. Evoluí muito profissionalmente, consegui realizar projetos antes tão distantes, e estou de novo cheia de sonhos, planos e expectativas.

Falando assim tudo parece fácil demais, né? Mas não, não é! Mesmo nessa fase boa, vivo sempre cheia de problemas e tenho que vencer obstáculos enormes todos os dias, matar um leão por dia e sobreviver a algumas coisas que não posso mudar... Mas aí é que está o "grande lance". Se a gente se importa demais com os problemas que NUNCA vão embora, acaba não conseguindo enxergar e viver a beleza dos momentos bons, acaba não conseguindo identificar uma conquista, um pequeno milagre, acaba perdendo a chance de viver essa sensação maravilhosa que é saborear uma vitória porque opta consciente ou inconscientemente por supervalorizar o que não está bom.

Eu já deixei de curtir muitas pequenas conquistas por achar que os problemas eram mais importantes e maiores, mas a vida foi me ensinando a me posicionar de forma diferente, então hoje eu mando os problemas às favas porque quero mesmo é curtir cada minutinho desta fase incrível, fase esta que pode ser efêmera demais, a gente nunca sabe, então na dúvida é melhor aproveitar enquanto a maré está boa! Porque a vida é cíclica e fatalmente outras fases difíceis surgirão, mas viver intensamente uma fase boa nos dá energia suficiente pra aguentar o tranco do que está por vir!

Há quem diga que não se deve propalar aos 4 cantos quando tudo está dando certo para não atrair inveja... Bem, eu não acredito em inveja, quem me conhece sabe, e mesmo que ela exista, é baixa demais pra me atingir... Acho todo esse papo de inveja uma grande bobagem e um saco, não aguento gente paranóica que fica se escondendo do mundo achando que tem um milhão de invejosos do lado de fora querendo roubar sua vida, e jamais vou deixar de compartilhar com os outros minhas conquistas por esse tipo de medo.

Meu marido tem outra teoria: Ele costuma dizer: "Não fica falando senão quebra o encanto!". Pode até ser, ele me proíbe de elogiar o trânsito quanto está bom, por exemplo, porque se eu falo: "Nossa, hoje o trânsito está uma beleza!", é batata: 2 minutos depois encontramos algum congestionamento pela frente e ele briga comigo dizendo: "Tá vendo só? Quebrou o encanto!".

Seja como for, sou cética demais pra acreditar que coisas ocultas são capazes de influenciar a minha maré boa ou ruim, e acredito sim que traçamos nosso caminho e sofremos as consequências das escolhas que fazemos, e que nem sempre a explicação para tudo é óbvia mas que um dia tudo faz muito sentido, e descobrimos que o destino daquela situação sempre esteve em nossas próprias mãos.


Dei uma bela viajada aqui nesse post e você deve estar aí do outro lado se perguntando: Mas e aí, o que foi que aconteceu de tão bom?

Ahhhhh... essa é a melhor parte! Na verdade nesses meus 7 meses vividos em 2008 aconteceram muitas, muitas, mas muuuuuuuuuuitas coisas maravilhosas. Coisas pequenas e singelas, como conhecer uma pessoa bacana aqui, bater um papo construtivo ali, ganhar uma causa jurídica acolá, sair pra jantar em lugares legais com pessoas especiais, etc e tal, mas como eu valorizo cada pequena vitória, já estava bem feliz com as "pequenas coisas".

Mas também vieram as "grandes coisas", só que não vou contar todas agora exclusivamente pra não estragar a surpresa depois, já que algumas foram parcialmente realizadas e serão efetivadas mais pra frente. E dentre essas "grandes coisas" realizei um sonho há 1 semana, um sonho que eu sequer cogitava realizar tão cedo, mas que de repente tornou-se possível, atingível, realizável.

Fiz uma cirurgia plástica com a qual eu sonhava há pelo menos 7 anos, e estou tão feliz que acho que vou explodir! Antes que me perguntem, não é nenhuma cirurgia pra emagrecer ou coisa do tipo, mas é uma cirurgia estética que tirou de mim algo que me inomodava demais e que jogava minha auto-estima lá para o chão. Uma cirurgia que vai melhorar muito meu visual, que vai deixar meu corpo bem mais harmônico e bonito, e que talvez nem seja percebida por muitas pessoas quando me encontrarem, mas que fará uma diferença gigante pra mim mesma.

Estou me recuperando, já que faz apenas 1 semana que operei, e essa é a pior parte, porque a recuperação é lenta e delicada, então estou bem limitada por estes dias. Sinto muitas dores, levei mais de 100 pontos internos, estou cheia de restrições por pelo menos 1 mês e quase totalmente dependente das pessoas que estão cuidando de mim. Esse processo é bem difícil, porque eu sou extremamente independente e não me sinto confortável em ficar solicitando os outros o tempo todo, pra tomar água, pra ir ao banheiro, coisas assim, mas estou me acostumando porque ainda faltam 3 semanas até que eu possa voltar à minha rotina.

Por outro lado, são nessas horas que a gente recebe as maiores provas de amor e amizade. São nessas horas que a gente descobre quem realmente se importa conosco e quem está disposto a sacrificar uma parte do seu tempo pra ajudar.

Tenho uma família maravilhosa que se entregou junto comigo a este processo desde o dia em que eu falei que ia operar. Meu marido me apoiou desde o primeiro momento, sempre dizendo que "por ele eu não precisava fazer isso, porque ele gosta de mim como sou, mas que se era algo que me faria mais feliz, então ele estava comigo!", e suportou todas as minhas tensões que se misturaram num determinado momento me tornando uma pessoa quase insuportável por alguns dias: foi tensão pré-menstrual, tensão pré-operatória, tensão pré-afastamento do trabalho, enfim... fiquei "daquele jeito".

Ele ficou comigo todos os dias dessa primeira semana, cuidou de mim com todo carinho e ontem até cozinhou pra mim, porque eu estava com vontade de comer algo feito em casa, olha que meigo!

Minhas irmãs também se mobilizaram, aliás não só minhas irmãs mas também meus cunhados queridos, e todos me ajudaram com as correrias pré-0peratórias, cuidaram do Lucas e me deram toda a força que eu precisava pra manter a coragem e enfrentar uma cirurgia como essa, de grande porte.

Minhas amigas que sabiam da novidade (porque eu não contei pra todo mundo, exclusivamente por falta de tempo) me deram a maior força, me divertiram naqueles momentos de stress total, me incentivaram dizendo que eu vou ficar linda depois, e isso tudo também foi super importante para eu me sentir confiante e entrar na faca pra valer.

Depois da cirurgia foram muitas mensagens de carinho que recebi dessas pessoas tão especiais... Via torpedo no celular, via ligação telefõnica, via email, via orkut, por todos os meios recebi o carinho das minhas amigas queridas e fiéis, e cada um desses carinhos acalentou um pouco a minha dor e me animou pra esperar pacientemente pelo resultado.

Ontem à noite recebi a visita das minhas queridíssimas amigas Érica e Vânia, também conhecidas como "Bruxona" e "Lesa", e como não podia deixar de ser foi demais... Apesar da minha situação e das dores que ainda sinto, me diverti muito, elas me animaram com aqueles comentários sempre peculiares, ouviram meu relato sobre cada detalhe antes, durante e depois da cirurgia, tornaram a minha noite mais colorida e até me causaram alguma dor (já que ri mais do que devia), mas neste caso tá valendo porque se tem uma coisa que eu gosto nessa vida é de receber minhas amigas queridas num momento como esse! Obrigada pela visita, meninas!!! E voltem em breve pra ver a evolução do resultado, ok?

Agora estou eu aqui, de molho. Só consigo andar curvada, o que dá uma dor insuportável nas costas, não posso fazer esforço, tenho que dormir sentada, estou ultra-mega-hiper inchada e ainda sinto dores fortíssimas, a pior parte. Mas estou feliz, porque o resultado já começa a se desenhar, e tenho certeza que daqui a 2 meses, quando o corpo começa a desinchar pra valer e chegar mais próximo do resultado real, cada fiapo desse processo de sofrimento terá valido à pena.

Volto em breve pra contar pra vocês algumas nuances engraçadas sobre toda essa história de cirurgia (porque vocês sabem, né, comigo sempre rola uma comédia), e quando chegar a hora também pra contar as outras partes das "grandes coisas" que ainda estão por acontecer nesse meu ano incrível.

Por enquanto, fica o estímulo bem "clichê", mas do qual eu sou a prova viva:

Tudo pode acontecer! Acredite!

3 comentários:

Anônimo disse...

CORAJOSA!!!!!!

Minha amiga vai ficar lindiaaa....agora aguenta.rsrsrs

Fiquei te devendo um bolinho né.....mas prometo te presentear na prox visita....nem q. seja com um de "caixinha" rsrs

Bjssss
Vania

Anônimo disse...

É isso aí amiga!!!! Adorei poder ler de novo seu blog e saber que está super feliz,
Te adoro muito,
Tina

Fernanda Perrú disse...

menina, sempre quiz fazer e dou o maior apoio a quem consegue!
pelo menos o apoio das pessoas já está acontecendo!

ainda me darei um presemte desses, acredito que no ano que vem faço uma loucura.

bjks!