domingo, 26 de outubro de 2008

A difícil arte de gastar dinheiro

Toda mulher AMA fazer compras. Pelo menos todas as mulheres que eu conheço amam, e se isso não fosse uma verdade absoluta não seria motivo de piadas, discussões, conflitos entre casais, matérias de revistas femininas, etc etc etc.

Fazer compras é também uma terapia, uma excelente forma de espairecer, esquecer temporariamente os problemas, desestressar, aliviar a tensão. Aliás, é um dos nossos assuntos preferidos, e se encontramos uma penchincha ou fazemos uma excelente aquisição, o primeiro impulso é correr e ligar pra uma amiga próxima pra dividir a conquista.

Comigo não é diferente. Adoro fazer compras, qualquer tipo de compras. Tenho prazer em ir todo mês ao supermercado reabastecer minha despensa, adoro quando tem algum aniversário que me serve de pretexto pra comprar um presente bem bacana, da mesma forma que amo, é claro, comprar coisas pra mim mesma, especialmente sapatos e roupas. Até aí, nenhuma novidade.

Entretanto, para mulheres FARTAS como eu a questão não fica apenas no terreno do prazer. Para mulheres fartas fazer compras de roupas pode se transformar numa totura sem fim, e eu tenho certeza que todas as minhas amigas curvilíneas, picanhudas e detentoras de excesso de gostosura compartilham desta opinião.

Este post pretende ser leve e divertido (se é que isso é possível), e eu não quero fazer do tema assunto para discussões acaloradas sobre saúde, magreza, gordura, nada disso! Mas preciso deixar claro que no meu caso, especificamente, sou a Dona Farta, agora com mais orgulho do que nunca! Fiz minhas cirurgias como a maioria das pessoas mais próximas sabe e isso tornou meu corpo mais bonito e harmonioso, mas não emagreci, não pretendo passar o resto da minha vida tentando emagrecer e provavelmente não vou emagrecer - meu objetivo é apenas não engordar e levar uma vida saudável, e isso eu já tenho colocado em prática há muito tempo, de modo que continuo sendo uma mulher grande, tamanho GG, farta, cheinha, gordinha (usem o diminutivo, por favor, que é mais gentil!), fofinha, gostosinha, e mais um monte de adjetivos que a criatividade humana nunca deixa de inventar.

Uso manequim 46/48, G ou GG, tudo depende da confecção - que todos sabemos possui padrões-não-padronizados e incompreensíveis. Não sou das mais Fartas, e eventualmente encontro roupas em lojas comuns, sem precisar recorrer às lojas de tamanhos especiais. Muitas lojas de moda feminina possuem numeração até o GG/48, e pra quem está fazendo compras, não custa perguntar se aquele modelito lindo da vitrine está disponível em tamanhos maiores que o micro-P.

O problema são as vendedoras de algumas lojas. Essas malditas mal-amadas que deviam ser trancafiadas em algum trabalho no sub-solo de alguma indústria, bem distante do contato com o público. Essas preconceituosas magrelas - e geralmente feias, bem feias - que adoram pisar na auto-estima de uma gordinha e humilhá-la na primeira oportunidade, dizendo coisas do tipo: "Aqui só trabalhamos com manequim normal".

Manequim "normal"? E desde quando usar um tamanho grande é anormal? Anormal, minha filha, é ser mal educada e grosseira! Isso sim, é anormal!

Nem sempre a humilhação vem em forma de grosseria. Às vezes vem disfarçada de cordialidade, uma cordialidade meio irônica, o que já me deixou com vontade de fazer certas Fulanas sentirem o verdadeiro PESO da minha mão farta... Até hoje me controlei, mas não posso garantir isso pra sempre, né?

Outro dia estava em Santos, dando uma volta no Shopping de lá. Descobri uma loja bárbara, só de vestidos (adoro vestidos!) pra todas as ocasiões, desde vestidos de verão para se usar no dia-a-dia até vestidos de festa, tudo de muito bom gosto, um vestido mais lindo que o outro.

Entrei na loja e fiquei fuçando as araras, não pretendia comprar nada especificamente, mas se eu encontrasse alguma coisa que fosse amor à primeira vista, né, talvez fizesse uma comprinha... geralmente é assim que a coisa funciona com as mulheres, comprinhas de oportunidade. Estava encantada com os vestidos, os tecidos, as estampas, os cortes. Enquanto vasculhava, percebi que tinha bastante coisa no tamanho G, e alguns certamente caberiam em mim. Talvez eu os provasse depois, estava pensando, quando fui interpelada por uma supostamente simpática vendedora:

"_ Posso ajudá-la, senhora?"

Estava dando a tradicional resposta "Estou dando uma olhadinha", quando fui interrompida com a seguinte frase:

"_ Se a senhora gostar de alguma coisa e quiser provar posso verificar se temos na numeração extra-grande. Alguns modelos nós também temos em tamanhos especiais!"

Pensem numa brochada. Brochei total. Não é por nada não, mas desde quando a vendedora tem autorização para sugerir o tamanho que eu quero provar, se eu nem sequer tinha pedido pra provar nada??? Que tipo de treinamento essas infelizes recebem? "Como humilhar uma gordinha em 10 lições"? Deve ser...

Não tenho idéia se o tamanho G da loja serviria em mim ou não. Também não sei se eu efetivamente compraria alguma coisa lá ou não, mas com certeza eu estava a fim de provar alguns modelos, e desisti da idéia na hora em que a mulherzinha me ofereceu apenas os tamanhos extra-grandes.

Porque eu tenho vergonha de às vezes usar o tamanho GG? Não, não é isso! A questão é que parece que as pessoas acham que a gente não tem espelho em casa, que não tem consciência do próprio tamanho, e que por sermos mais fartas do que as outras precisamos ser lembradas disso o tempo todo. E, não, obrigada, não precisamos!

Como eu falei, temos espelho em casa. Eu sei exatamente o meu tamanho, conheço minhas medidas, sei que alguns tipos de roupa definitivamente não foram feitos pra mim da mesma forma que me sinto no direito de tentar tantos outros. Qual o problema nisso?

E qual o problema que essas vendedorazinhas medíocres têm em respeitar o direito das mais fartas de tentar provar ou usar um determinado tipo de roupa? A gente entra no provador e às vezes a roupa não passa nem no pensamento, isso é comum, normal, acontece, e quem é cheinha sabe muito bem que nessa hora o jeito é vestir de volta sua roupa, agradecer a vendedora e continuar na busca por uma roupa legal que lhe caiba. Simples assim, sem a necessidade de humilhações ou constrangimentos em público que são totalmente desnecessários.

Esses episódios acontecem sempre, e eu fico espantada que algumas lojas continuem excluindo um público que é cada vez maior - porque além de o número de gordinhas aumentar gradativamente, também temos que considerar que as confeções encolheram como roupa de má qualidade após a lavagem, de modo que o que antigamente era manequim 42 hoje em dia é 46, e assim por diante.

Falo isso e provo pra quem quiser. Tenho uma velha calça jeans nº 44 que me serve até hoje. Só que se eu for em qualquer loja da mesma marca em questão hoje, tenho que comprar a nº 48, e olhe lá. Como se explica algo assim? As confecções diminuíram sim, e isso não é papo de gordinha, ok?

Mas não é essa a questão. Eu não tenho o menor problema em comprar roupa em lojas de tamanhos "normais" ou "especiais". Isso pra mim, de verdade, não importa. O que me importa é comprar roupas legais, que me façam me sentir bonita, atraente, elegante. Se vou comprar a tal roupa no tamanho G, GG, Extra-G, Super-Mega-G, ou seja lá qual superlativo for, não estou nem aí. Não ando por aí com a etiqueta de tamanho da roupa estampada no peito, e ninguém tem nada a ver com o meu número.

Uma vez eu estava numa loja de "tchutchucas". Entenda-se por loja de "tchutchuca" aquelas lojas de moda jovem, onde as roupas são destinadas a um público adolescente e, consequentemente, têm um corte ainda menor do que o das outras lojas. Obviamente, não estava procurando nada pra mim, mas um presente que daria para um mocinha que estava para completar 14 anos, e que eu sabia que era fã daquela tal marca.

Fiquei na loja uns 5 minutos revirando as araras, e quando cheguei à arara dos jeans uma vendedora me abordou com um ar meios esnobe e mandou a seguinte frase:

"_ Senhora, estes são nossos jeans da coleção sei-lá-o-que, mas nesta linha só trabalhamos até o manequim 44."

Respirei fundo. A vontade era largar tudo lá e sair da loja, mas não resisti:

"_ Tudo bem, querida. Mas quem perguntou alguma coisa sobre numeração aqui? Ainda não solicitei sua opinião, pode me dar licença?"

E a moça:

"_ Ah, senhora, desculpe. Eu estava explicando porque dá pra ver que a senhora usa um número maior, então eu só quis esclarecer..."

Gente, como assim? Esclarecer o que, o meu próprio tamanho? Será que a Fulaninha achou que eu fosse tão sem noção ao ponto de imaginar que aquelas roupas minúsculas caberiam em mim? Será que era mesmo necessário que uma pessoa que eu nunca vi na minha vida me abordasse numa loja, em público, pra me lembrar que aquele tipo de roupa não era pra mim?

Desnecessário, né, minha gente?

Eu até imagino que deve mesmo existir uma ou outra gordinha com um pouco menos de noção e que por isso eventualmente requisite roupas que não lhe cabem, mas e daí? É proibido tentar? É proibido ter vontade de ter uma determinada roupa? É proibido usar número grande?

Quantas e quantas compras eu já deixei de fazer por causa disso. Quanta grana de comissão muita vendedora imbecil já deixou de ganhar graças a mim. Coitadas... estão condenadas à renda pífia de seu próprio desempenho medíocre. E as lojas que contratam esse tipo de gente, por sua vez, estão condenadas à perda gradativa de clientela.

Porque eu quase nunca volto a uma loja assim. E ainda faço propaganda contra.

Não estou aqui dizendo que a vendedora tem que ser mentirosa e forçar você a vestir uma coisa que não lhe serve ou não lhe cai bem, não é isso. Esse tipo de vendedora, aliás, também é um saco, e ninguém gosta. Mas é preciso que exista um meio termo, e ele deve começar com a isenção de opiniões das vendedoras quanto ao tamanho da cliente, a menos que tal opinião seja solicitada.

Por ter passado por tantas experiências ruins como as que descrevi acima, tenho um certo freio com relação a algumas lojas. Às vezes paro em frente a uma vitrine e fico lá, paquerando uma roupa. Fico imaginando se tem ou não no meu tamanho, mas nem entro pra perguntar com medo da resposta. Não medo de que a vendedora diga que não tem tamanho GG, mas com medo de que a vendedora diga "Aqui só trabalhamos até o G, senhora!", antes mesmo de eu perguntar, como forma de se livrar de mim.

Percebam que são duas formas distintas de se dizer a mesma coisa. A diferença é bem sutil, mas tem um peso enorme. Já me aconteceu de entrar nuam dessas lojas, perguntar: "Vocês têm esta peça até que tamanho?", e a vendedora simplesmente dizer: "Este modelo temos até o G". Daí, diante da minha cara de frustração, a vendedora perguntar: "Que tamanho a senhora está procurando?", e eu responder que pra mim provavelmente teria que ser o GG, e a vendedora sugerir: "Ah, mas a senhora não quer tentar o G? Talvez lhe sirva! Experimente!".

Vejam que a vendedora não me adulou nem me disse que com certeza serviria, ela apenas me sugeriu tentar, sem dar sua própria opinião sobre o meu tamanho. E, acreditem, muitas vezes o negócio deu certo, porque nessas tentativas já aconteceu de o tamanho G servir, então ficou todo mundo feliz, a vendedora que concretizou a venda e ganhou sua comissão, e eu que comprei uma roupa bacana que em outra loja, com outro atendimento, nem teria conseguido provar.

O fato é que comprar roupas para pessoas Fartas não é um simples prazer como para qualquer outra mortal. É uma aventura, cheia de vilões e emboscadas pelo caminho, mas às vezes no final encontramos gratas surpresas, e graças a isso ainda não precisei aderir ao naturismo, e ainda consigo me vestir com alguma classe e decência. Só que está cada dia mais difícil.

As lojas que confecionam roupas em tamanhos maiores nem sempre adotam bom gosto como premissa, lamentavelmente. Algumas dessas lojas possuem roupas tão mal cortadas e modeladas que mais parecem capas de botijão de gás, roupas que ficam feias em qualquer mulher, pese ela 80, 100, 200 ou 300 quilos. Roupas que são feitas exclusivamente com o intuito de cobrir um monte de carne, sem permitir à mulher maior que mostre o que tem de bonito, que valorize seus melhores ângulos, enfim, roupas humilhantes.

Muito injusto, como se a moda - que sempre propagam tão democrática - fosse um privilégio de um pequeno grupo de pessoas de formas supostamente perfeitas (considerando-se aqui que eu protesto veementemente contra essas tais formas perfeitamente esquálidas e sem graça, principalmente quando essas formas são consideradas padrão de beleza).

Ainda bem que aos poucos isso vai mudando, e uma nova esperança vai despontando. Já existe aqui e ali uma ou outra loja mais preparada para a diversidade do público feminino. Algumas especializadas em roupas para gordinhas, sem adotar aquela linhagem careta e disforme, como a Program e a Palank, minhas preferidas aqui em São Paulo (se alguém tiver outra loja legal do ramo pra me indicar, faça o favor e deixe a dica nos comentários! é sempre bom ter outras opções, né?).

Mesmo outras lojas que não são especializadas em tamanhos maiores têm melhorado a oferta de roupas com diversidade de numeração. Tenho encontrado coisas bem legais e modernas na Renner e na Zara - esta última ótima, porque adota a padronagem bem maior que a brasileira, além de ter coisas lindíssimas.

Até as lingeries mais bonitas já estão disponíveis para as mais fartas. Há uma loja aqui em São Paulo que eu recomendo de boca cheia, que é fabulosa, e que prova que a mulher farta, se bem vestida, pode ser tão ou mais sensual que qualquer outra. Trata-se da Rechonchèe, que vende coisas belíssimas tanto na loja física (agradabilíssima e de atendimento impecável), como pelo website. Um achado, que eu já recomendei para várias colegas picanhudas, e todas aprovaram. (não estou ganhando nada pela propaganda, heim!).

Tudo bem que existe o outro lado da moeda, e muita mulher mais cheinha perde um pouco da linha quando tenta entrar numa roupa 2 números menores do que o seu. A gente vê isso o tempo todo na rua, barrigas pulando pra fora da calça, pneuzinhos pulando pra fora da blusa, corpos que gritam por espaço dentro de roupas totalmente inadequadas, e por aí vai. Não sei se trata-se de falta de noção das mulheres que se vestem assim ou se elas simplesmente não encontram roupas maiores pra comprar.

Fica a dica para os empresários da moda: Eis um filão a ser explorado. Muito bem explorado.

E, pra não perder a piada ácida, tenho que dizer: Talvez essa recriminação da indústria da moda com mulheres de corpos fartos tenha sua origem no recalque de quem não tem tanta gostosura pra exibir. Sabe por quê? Porque uma mulher farta, se bem vestida, pode ser infinitamente mais atraente do que uma mulher escassa. Pergunte a qualquer homem. E tire suas próprias conclusões analisando as imagens abaixo.































Obs. 1: Todas as imagens acima foram obtidas através do Google. Os critérios utilizados na busca foram: "Mulheres Gordinhas ou Cheinhas ou Fartas ou Grandes" e "Mulheres Magras ou Esquálidas".

Obs. 2: Todas as mulheres das fotos são celebridades hollywoodianas bastante conhecidas ou então top models que desfilam para grandes marcas.

Obs. 3: Eu sei que foi meio "covardia" porque a Queen Latifah e a Jennifer Hudson são deslumbrantemente lindas, mas qualquer gordinha bem vestida / bem produzida pode ficar tão ou mais linda que elas, desde que tenhamos a roupa adequada pra arrasar, não é mesmo?

Obs. 4: Nem é uma observação, na verdade, é uma pergunta: Alguém tem o telefone dos estilistas da Queen e da Jennifer? Genteeeeeeeeee... Cada roupa lindaaaaaaaaa... Por que não encontramos essas coisas pra comprar por aqui, heim??? Humpf!

12 comentários:

Denise e Zé Guilherme disse...

Oi Dona Farta!
Fiquei um bom tempo sem postar, a correria não deixava...
Tipo que a correria não passou ainda. Mas juro que em breve volto a ser mais assídua com muito boas notícias!
A Lola tá uma coisa inesplicável de fofa... Hoje foi um sacrifício sair de casa pra trabalhar de tanta vontade de ficar lá com ela só na manha!
beijos e obrigada pela visita
Denise

Sissi disse...

Nossa, adorei seu post. Na verdade não consegui achar nada engraçado porque passo pelas mesmas situações, sempre...
Estou querendo fazer um post para contar minha jornada de engorda, então nem vou me prolongar aqui. Mas sei que é triste ter que ouvir tanto preconceito das pessoas, principalmente dentro da minha própria família.
Lojas que gosto de comprar, que têm nossa numeração (eu transito também entre o 46 e 48) e roupas muito legais: barreds, tiares, scene. Amo a Zara. Nunca nem tinha entrado com medo de ser linchada pelas magras vendedoras, aí minha amiga me arrastou pra lá e minha vida mudou. rs. Comprei um vestido lindíssimo, de arrasar quarteirão lá. Muita roupa legal.
Beijos e obrigada por compartilhar sua história no blog, pois com certeza muitas outras mulheres passam pelo mesmo.

Fernanda disse...

sei muito bem o que é isso... da última vez que fiz compras sofri!
é uma procura cansante, é vendedora sem noção, é estresse no provador...
eu sei meu tamanho, sei o que posso usar e o que não usar...
mas a parte que mais ODEIO é a ditadura da moda.
caramba... isso é péssimo pra auto estima de qualquer um.
é porque se fosse diferente, não teríamos tanta gente com anorexia e bulimia por aí...
enfim, o que nos resta é boicotar esses chatos!
bjks@

Lucy e Jeff disse...

ualll que postagem hei enorme hehe bem eu vou ler com calma amanhã só passei para avisar que o blog novo foi publicado .. e usei o nome sugerido por vc tb bjssssssssssssssssssssss

Lucy e Jeff disse...

ualll que postagem hei enorme hehe bem eu vou ler com calma amanhã só passei para avisar que o blog novo foi publicado .. e usei o nome sugerido por vc tb bjssssssssssssssssssssss

Fernanda disse...

Ai para que eu ri demais!!!
Olha eu ja desci do salto com uma vendedora!!

Eu ja tinha subido e descido ladeira procurando uma roupa bemmmmm linda pra mim e não tinha encontrado.

Daí entrei na milesima loja, fiquei olhando e pensando: poxa se tivesse essa peça num tamanho maior ia ser tudo de bom.

continuei olhando aí sai uma la dos pés do satanás faz uma cara de quem ta com pena de mim e diz:
Ahhh! não temos o seu tamanho.

Eu ficar por baixo?? só se for de um homem bonito e cheiroso kkkk

Eu disse:

- E quem disse que to procurando pra mim??

mandei pegar duas blusas lindas e cara$$$ e mandei embrulhar pra presente kkkkkkkkk

me mata!!!

depois acabei vendendo no brechó mas pelo menos a cara dela ficou no chão!!!!!

Fernanda disse...

Nem creio que comentei e o comentario não foi

Odylo disse...

More, eu sempre te falei e isto é a mais pura verdade "Quem gosta de OSSO e CACHORRO".
Por favor nuca mude nada, pois foi assim que te conheci e assim que te AMO.

Karla disse...

Minha amiga Dona Farta!

Caraca q post grandeee mas li tudinho e adorei!! Muito bom e concordo c vc pq tem cada vendedora q vai logo se jogando pra cima do cliente e o cliente nem perguntou nada ainda e elas já falam assim, eu tb dou logo um fora.
Ai amiga mulheres muuuito magra são horriveis e não tem nada pro homem pegar só tem osso e as fartas sim tem uma boa carne pra se apertar, eu tenho uma barriguinha sabe mas estou muito satisfeita com ela sabe pq? Meu marido adora apertar tudo q contem carne e se eu fosse osso tava perdida kkkk, mas eu tb acho q tem muitas mulheres fartas q se vestem bemmm melhor do que as raquiticas.
Minha linda um grande beijo pra vc!

Ana Maria disse...

Caraca...como sempre vc manda super bem!! Sou sua fã sabe disso ne?? quer dizer uma delas..to ficando com ciumes viu? Pena eu morar tão longe pois senão ia ser uma festa nós duas sapiando lojas e tirando com a cara dessas "malditas" que se acham no direito de ser chamada de vendedoras..
Ja aprontei com elas tb..rs...
Namorei um advogado dai, lembra? ele me adorava fofinha, me boicotava qdo percebia que eu estava emagrecendo me levava a pizzarias...comprava chocolates, enfim gostava de mim do jeito que era e adoravaaaaa uma gordinha!! Pior que mesmo 2 anos com ele eu não me convencia disso..rs
Somos poderosas!! Fartas..inteligentes e maravilhosas..
Como eu sempre digo: Emagrecer é facil..o dificil é ser inteligente e talentosa..kkkkk

Patricia disse...

Oi amiga...
Amei seu post. Tenho um trauma terrível também, com uma vendedora desqualificada, que me falou assim: - aqui não tem vestido que sirva em vc. Na hora eu quis morrer, pois estava acompanhada do meu noivo( que hoje GRAÇAS A DEUS é meu marido). eu estava a procura de um vestido para a formatura da minha cunhada( e olha que na época eu tinha uns 65 kilos, mas só porque tinha seios bastante FARTOS a ignorante fez esse comentário). Imagina só se ela me encontrase hoje kkkkkkkk.
Beijos e continue sempre assim.

Carol disse...

Simplesmente adorei o seu post. Também me sinto como vc e adoro fazer compras na Renner ou pela internet mesmo em lojas virtuais como a da Marisa (www.marisa.com.br). Às vezes tem G/GG, às vezes bem aquela peça linda só tem no P, mas pelo menos na internet não preciso ficar ouvindo as vendedoras com seus comentários idiotas.