quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A História de um Reencontro

Depois de um longo e tenebroso inverno estou de volta para contar mais uma daquelas histórias absolutamente emocionantes, divertidas e surreais, que só acontecem comigo!
E pra não fugir à regra, trata-se de mais uma looooooonnnga história, porque né, vocês sabem: pra contar que o gatinho morreu eu PRECISO primeiro contar COMO ele subiu no telhado, e isso, bem.... isso leva algum tempo. Mas vale à pena, eu garanto!

Enjoy-it!

Transporte-mo-nos, pois, no túnel do tempo, direto para o início dos anos 90. Eu tinha cerca de 15 anos de idade, já levava uma vida de gente grande, trabalhava durante o dia todo e saía do trabalho direto para o Colégio, que eu cursava no período noturno.

Fiz o segundo-grau - na época chamado simplesmente de "colegial" - técnico em Administração de Empresas (sim, amigos, entendo t-u-d-o sobre as teorias de Taylor e Fayal), uma prática comum na época para que ganhássemos algum tempo na nossa formação profissional.

***(abre parênteses)***
Só pra constar, foi no curso técnico que eu descobri que queria ser Advogada. Eu tinha "Teoria Geral do Direito" como matéria, e mesmo com um professor de estilo meio duvidoso, que tinha um jeitão "adÊvogado" de ser, ainda assim me apaixonei pela advocacia. O curioso é que, já que estou falando sobre reencontro neste post, lembrei agora que reencontei o tal professor há alguns meses, quando fui consultar um processo no Fórum da Lapa. Ele estava no balcão aguardando atendimento, de repente puxou um assunto qualquer comigo, e quando observei mais atentamente aquele jeitão meio desalinhado, de falar meio errado e um pouco alto demais, logo percebi que estava diante do Dotô que muitos anos antes me apresentou ao mundo do qual vivo hoje. Eu disse pra ele que fora sua aluna no passado, ele disse se lembrar vagamente da minha turma, e quando se deu conta de que eu me tornei uma colega Advogada (sem o Ê, por favor!), ficou todo orgulhoso... Legal, né?
***(fecha parênteses)***


Eu estudava no Colégio Módulo, um tradicional colégio do bairro da Lapa aqui em São Paulo, que na época era meio "especializado" em cursos técnicos. Tinha concluído o Primeiro Grau há pouco tempo numa escola pequena de Carapicuíba (o bom e velho Sesi sobre o qual já falei tanto aqui), era muito novinha e absolutamente ingênua, e aquele mundo agitado de ficar fora de casa o dia inteiro, estudar à noite, num colégio grande, com tanto movimento, era uma novidade absoluta com a qual eu demorei um pouco pra me acostumar.

Tínhamos uma turma de meninas da minha classe do curso Técnico de Administração que logo se identificou e ali era meu porto seguro. Éramos o TCP - Turma do Cantinho do Poeta, mas explicações sobre este nome exigem um post próprio que eu prometo para breve. Estávamos sempre juntas, descíamos juntas para o intervalo, uma cuidava da outra, e eu era de longe, só pra variar, a mais "tchonga" da turma, a mais novinha, a mais tontinha, a mais comportada, etc e tal. (mas, afinal, toda boa turma de escola precisa ter um nerd como membro, não é não?). E como se não bastasse, eu também era a única que morava mais longe, em Caracas City (de onde não consegui sair até hoje, infelizmente).

Pra quem não é de Sampa e não entende a geografia envolvida, Carapicuíba é um município da Grande São Paulo, e o colégio ficava na Capital. O melhor jeito de voltar pra casa altas horas da noite era no bom e velho Trenzão, que entre as estações Lapa e Carapicuíba demorava cerca de 30 minutos (e depois eu ainda precisava pegar um outro ônibus até a minha casa, mais uns 20 minutos... vida dura, desde cedo!).

O Colégio ficava a uns 15 minutos (à pé) da estação de trem, então quando saíamos da aula, por volta das 23h00, descíamos em uma grande turma rumo à "Lapa de Baixo", mas a turma ia diminuindo durante o caminho, já que a maioria morava nos arredores e ficava nos pontos de ônibus mais próximos. Até a estação de trem mesmo iam apenas meia dúzia de gatos pingados, que eu fui conhecendo de vista, mas nenhum era da minha classe, ninguém da minha turma que fosse realmente uma companhia.

Entretanto, nada como o tempo pra tornar evidentes afinidades - as óbvias e as nem tão óbvias. Mesmo eu sendo uma menininha muito bobinha e ingênua na época, o fato é que eu sempre fui e sempre serei uma "Drag Queen em corpo de Mulher". Nem sempre isso era absolutamente evidente pra que me conhecesse à primeira vista, mas meu lado perua é tão tão tão tão tão perua que desde muito novinha eu sempre atraí pessoas com essa característica, porque afinidade é isso, é algo que a gente não força, que simplesmente acontece.

Então, depois de algum tempo de rotina de sair do colégio / descer à pé para a estação / esperar o trem na estação / embarcar no trem rumo à Caracas, acabei me aproximando de um garoto que tinha a mesma rotina todos os dias, estudava também no Módulo onde fazia o Curso Técnico de Eletrônica - o Marquinho.

Uma FIGURAÇA, no mais abrangente sentido da palavra. Uma pessoa que jamais passaria desapercebido, um luxo, um escândalo, uma coisa! Ele tinha mais ou menos a mesma idade que eu, mas tinha uma personalidade que me deixava extasiada. Negro, bem magro, muito alto, absolutamente senhor de si, absolutamente seguro, absolutamente autêntico, absolutamente divertido, absolutamente corajoso por assumir seu jeito de ser numa época em que haviam tantos e tantos tabus. Uma companhia que se tornou imediatamente fundamental.

Voltávamos juntos todos os dias. Ele logo se tornou amigo também das minhas amigas do TCP, e era a nossa diversão... Contava cada história! Uma história particularmente é inesquecível, e toda vez que eu vejo a Xuxa eu lembro do dia em que o Marquinho nos contou - e teatralizou - suas emoções quando esteve no primeiro Show da Xuxa de sua vida... eu jamais saberia contar essa história do jeito dele, mas dou muita risada só de lembrar... memorável.


***(abre parênteses)***
Éramos adolescentes com não mais do que 15 anos, adolescentes numa época em que era legal ser adolescente, numa época em que não precisávamos ser chatos e insuportáveis só por sermos adolescentes, numa época em que não precisávamos ser felizes demais ou tristes demais pra fazer tipo, não precisávamos gostar de bandinhas de pseudo-rock ruins só pra ser aceitos, não precisávamos seguir modismos e padrões, podíamos apenas ser nós mesmos, com todas as nossas virtudes e todos os nossos defeitos.
Levávamos vida de gente grande, com responsabilidades de trabalhar duro o dia todo, pagar o colégio, estudar, obter resultados, andar de trem altas horas da noite, cumprir horários, mas isso nunca nos tornou melhores ou piores do que ninguém, isso apenas nos tornou pessoas responsáveis e comprometidas com o nosso próprio futuro, conscientes da realidade do Mundo, e não alienados como infelizmente é a maioria dos adolescentes de hoje em dia (eu disse maioria e não todos, ok?).
***(fecha parênteses)***


Desde que o Marquinho se tornou minha companhia diária na volta pra casa no final da noite, essa viagem passou a ser muito mais prazerosa. Chamávamos a atenção no trem porque era todo dia aquele papo inflamado, afetado, exagerado, empolgado. Assunto sem fim para um tempo insuficiente, como sempre acontece quando estamos com pessoas que nos agradam, com pessoas queridas. Foram muitas e muitas e muitas emoções.

Mas os anos passaram, chegamos ao final do curso, todo mundo se formando, planjenando o vestibular, e então chegou o dia de dizer adeus. Porque aquela era uma época em que não existia telefone celular, eu mesma não tinha nem telefone fixo em casa, não existia orkut nem mesmo internet pra facilitar o contato, então o único jeito de se manter contato seria pessoalmente ou via correios, mas a vida adulta é cruel e trata de nos impedir de fazer até mesmo essas coisas simples muito rapidamente.

Já não existiam mais as viagens de volta pra casa na companhia do Marquinho. Cada um seguiu seu caminho, eu fui pra Faculdade, mudei de emprego, mudei de rotina, e o rolo compressor da vida logo transformou meu grande amigo em apenas uma lembrança distante e agradável. Até tínhamos o endereço um do outro, mas a intenção de manter contato foi sumindo na mesma medida em que uma certa palavrinha - CORRERIA - passou a fazer parte do nosso vocabulário adulto. E nunca mais nos encontramos.

Voltemos então pelo túnel do tempo, aos nossso atribulados dias de hoje.

Algumas pessoas são tão especiais na vida da gente que jamais esquecemos delas. E de tão especiais, existem situações, lugares, músicas, cheiros, que nos trazem essa memória à tona quando menos esperamos. E eu sempre lembro do Marquinho. Sempre.

À partir do 3º ano da faculdade, quando finalmente consegui comprar meu carrinho, passei a andar muito pouco de trem, mas sempre que isso acontecia era impossível não lembrar dos velhos tempos quando passava pela estação Lapa.

Recentemente, assistindo alguma coisa na TV, vi um trecho de um Show da Xuxa das antigas, e até comentei com o Odylo: "Tive um amigo na época do colégio que era uma figura... Tenho tanta saudade dele, queria tanto reencontrá-lo... mas não sei como, não tenho absolutamente idéia de onde ele esteja, de como encontrá-lo."

Eu inclusive já tinha procurado no Orkut várias vezes, mas como procurar o "Marquinho"? É o mesmo que procurar uma agulha no palheiro, e todas as vezes que tentei, desisti. Também tentei procurar por "Marco Aurélio", porque eu não me lembrava do sobrenome dele, mas a busca é igualmente impossível. Sem chance.

Me restavam só as lembranças deliciosas, até que...

SIM, queridos leitores, temos um "até que" nesta história, preparem-se!

Sexta-feira, dia 19 de Setembro. Como vocês sabem, foi um final de semana super especial porque fiz com meu maridão uma viagenzinha de lua-de-mel pra comemorarmos nosso aniversário de casamento. Nosso vôo de ida para Florianópolis saía no meio da tarde, então tivemos que fazer uma certa ginástica logística pra conseguir enforcar a tarde da sexta-feira.

O Odylo foi trabalhar cedinho com o carro dele, como sempre, e eu teria que deixar o Lucas no colégio antes de partir. Como não faria sentido irmos com 2 carros para o Aeroporto, deixei meu carro em casa e pedi uma carona para o meu pai para levar o Lucas no Colégio, e de lá pedi que ele me deixasse na estação de trem, porque eu iria de trem até a Vila Olímpia, onde o Odylo me pegaria para então irmos ao Aeroporto.

Tudo certo, tudo conforme o planejado. Aguardei o trem, ele chegou, embarquei, procurei o melhor banco para me acomodar, abri meu livro e liguei o Off para o mundo exterior.


***(abre parênteses)***
Andar de trem é como andar de bicicleta: a gente nunca esquece qual é o melhor banco, a melhor janela, o melhor vagão. Fazia séculos que eu não pegava um trem, mas esse processo de achar um cantinho legal é tão automático que chega a ser engraçado.
***(fecha parênteses)***


Quando a gente viaja de trem sem uma boa companhia, o melhor a se fazer é ler um bom livro. É a única coisa capaz de ajudar a passar o tempo sem que a viagem se torne um suplício. E como eu tinha umas 6 ou 8 estações pela frente até chegar ao meu destino, tinha um bom tempo pra aproveitar a leitura, e quando faço isso costumo desligar totalmente para o barulho à minha volta.

O trem lotou e partiu, e eu mal percebi. Estava lá, compenetrada na minha leitura, até que uma conversa próxima acabou por pescar minha atenção. Voltei à realidade do vagão do trem, esfreguei os olhos pra me acostumar à luz, desenrolei a coluna curvada quase como um caracol sobre o livro, dei uma espiada pela janela pra tentar me situar e ver quantas estações ainda faltavam, e então concentrei-me na tal conversa (sim, eu às vezes presto atenção na conversa alheia, e quem nunca fez isso que atire a primeira pedra!):

Duas pessoas conversavam animadamente, num tom mais alto, de modo que o papo se destacava do zunzunzun dos outros ocupantes do trem. Era uma conversa sobre viagens, sobre a Europa, sobre moda, sobre balé, uma conversa bastante peculiar, mas não foi isso que me deixou intrigada. Um dos rapazes falava mais, era quem estava contando sobre a tal viagem, e o outro rapaz apenas fazia comentários curtos entre uma pausa e outra, e aquela voz... ahhhh...

Será??? Não pode ser!!!

Estava difícil ter certeza porque o segundo rapaz - o da voz familiar - falava muito pouco, mas era praticamente impossível existirem duas pessoas no mundo com aquela mesma voz e aquele mesmíssimo jeito de falar.

Dei uma olhadela rápida para trás por cima do ombro, na esperança de ver com meus próprios olhos, mas a pessoa em questão estava sentada de costas pra mim, de modo que pude ver apenas sua nuca - negra, magra, comprida.

Será???

Também pude perceber nessa rápida olhada ao redor que praticamente todo o vagão fazia a mesma coisa que eu - prestava atenção na conversa dos moços, até porque algumas pessoas ainda se chocam ou acham curiosa a preferência sexual alheia, infelizemnte é assim.

O trem parou numa estação X, e o moço que contava a história da viagem se despediu do outro e desceu, e então fez-se um silêncio no vagão. Nesse momento, tive muita vontade de cutucar o meu "suspeito" e perguntar na caruda: "Você não é o...?". Mas quando ameacei fazer o movimento de virar pra trás, percebi que as pessoas ainda olhavam naquela direção, de modo que seu eu falasse com o rapaz isso chamaria a atenção, e aí podia não ser quem eu estava pensando, e se não fosse eu ficaria roxa de vergonha, e todos os passageiros do trem assistiriam o meu mico. Como eu sou uma pessoa que vive pagando mico, essa possibilidade me assustou um pouco, achei melhor não correr o risco.

Mas e se fosse? Eu não podia simplesmente perder essa oportunidade, não podia levar essa dúvida comigo. Decidi então levantar do meu banco e ficar em pé na frente do banco do moço, de modo que pudesse olhar bem para o seu rosto e então confirmar ou não minha suspeita. Levantei, postei-me diante do banco, o rapaz de estava de cabeça mais baixa levantou-a com o meu movimento (aquele movimento discretíssimo de elefantinha que vocês já conhecem), e então nossos olhos se cruzaram, e eu tive certeza.

Perguntei logo: "Você não é o..."

Antes que eu terminasse a frase, ele deu um salto do banco, de repente ficou de pé diante de mim aquela figura linda, negra, esguia, alta, abriu 2 metros de braços bem no meio do vagão lotado do trem e soltou o grito:


"Fláááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááávia!"


E me deu Aquele Abraço!


Que D-E-L-Í-C-I-A! Que encontro (desculpem o palavrão) fodástico!


Ficamos ali, no meio do trem, abraçados por alguns segundos que pareceram uma eternidade. No meio do abraço abri os olhos e espiei sobre seus ombros, e pude ver que absolutamente todos os passageiros do trem olhavam na nossa direção, boquiabertos. Tinham acabado de assistir um encontro cinematográfico. Por um momento achei que fosse começar a tocar a música do filme Carruagens de Fogo (sabe, aquela?), e que na sequência viria uma salva de palmas. Delírio total!

Não acreditei que estava ali, diante do meu queridíssimo amigo Marquinho, mais de 15 anos depois...

DéJà Vu !

Reencontro totalmente improvável numa tarde de sexta-feira, mas tinha que ser no trem! Impressionante! Emocionante! Demais!

Não sei relatar exatamente o que veio na sequência porque foi tudo muito rápido... Conversamos por 2 ou 3 minutos ali mesmo, no meio do vagão do trem em movimento, mas ele ia descer na próxima estação, então a situação virou um atropelo de palavras e expressões como "eu nunca te esqueci" ou "falei de você estes dias!"

Conseguimos trocar telefones rapidamente, e deu tempo de o Marquinho me dizer, antes de descer, as coordenadas para que eu pudesse encontrá-lo no Orkut. As portas do trem se abriram, ele desceu, e eu fiquei ali prostrada no meio do vagão do trem, emocionadíssima, com cara de boba, tentando conter as lágrimas porque a platéia era muito grande.

Desci na estação seguinte ainda com aquela sensação estranha de ter vivido esse reencontro de uma maneira tão particular e rápida. Fui e voltei 15 anos no tempo em coisa de 2 ou 3 minutos. Assim que encontrei o Odylo já fui atropelando as palavras pra contar como eu tinha ficado feliz com aquele encontro, e desde então saio contando pra todo mundo - e agora pra vocês aqui no Blog - como foi bom recuperar meu amigo e toda a carga de lembranças incríveis que ele me traz.

Ainda não nos vimos desde então. Já nos adicionamos no Orkut, já trocamos mensagens, já pude perceber que ele continua um looooooooooooooosho, já sei que trabalha com moda e vive num mundo absolutamente glamuroso, como lhe é totalmente adequado, aliás. Só que hoje somos adultos com muito mais responsabilidades do que há 15 anos, de modo que está difícil encontrarmos um espaço comum nas nossas agendas para o nosso merecido papo de reencontro.

Estamos tentando, e em breve há de dar certo! Depois eu conto pra vocês!


Quando a amizade é verdadeira e a pessoa é especial de verdade, vejam vocês... nem 15 anos de distância total são capazes de apagá-la da nossa memória, de apagar as lembranças, de apagar o carinho. Que lindo é poder viver isso!

6 comentários:

Tina disse...

Fiquei curiosa... quero conhecer o Marquinhos!!!

Lucy e Jeff disse...

Aaaaaa tb quero connhecer o Marquinhos heheheheheh !!!Bem eu pretendo fazer um novo blog assim posso falar de td, não sei pq não me sinto a vontade no blog de casamento talvez seja coisa da minha cabeça mas vou me sentir mais tranquila se fizer um novo heheh amei sua história vc é um talento bjsssssssss

suzy disse...

Nossa que historia lindaaaaaaaaaaaaa....não consegui conter as làgrimas!!! Depois da sua història è dificil de não acreditar que existe destino traçados. Estou muito feliz por vc, sinceramente.

Anônimo disse...

...Ta vendo....."pegar trem" também é baummmmm.....rsrsrs

Amei a história flor......E que a amizade de vcs dois....seja eterna.....

Bjs
Vania

kelyreis1089 disse...

Nossa fiquei emocionada,e realmente a parte que vc fala da adolescencia de antes é pura realidade, eu com 17 anos tinha uma escola nas costas, e o trem que peguei uns 5 anos todos os santos dias aff, essa sua história me fez lembrar de muitas coisas boas da minha época( ops nossa época) hehehe
P

Ana Maria disse...

Caracaaaaaaaaaaaa...de volta ao tunel do tempo mesmo!! Eu vivi tudo isso por 1 ano!! Eu conheci o Marquinhos hilário....grande pessoa em todos os sentidos e sei muito bem....tudo que vc relatou minha linda amiga é absolutamente verdade..tanto da sua luta, batalha e perseverança em trabalhar e estudar..qto aos comentarios sobre o Marquinhos..kd ele?? tb tenho saudades do nosso bom e velho tempo de Colégio Modulo..ah do barzinho em frente vc nao contou ne???
Ah ser a Nerd...a CDF...era muito bom pra mim..kkkk..qtas provas vc nao fez pra sua amiga aqui ne?
Que na epoca era a TIA da galera..a mais velha, a conselheira..etha tempo bom das nossas reuniões no meu apto em Pinheiros ne? Lembra do moço que tocava violão??
Ah tantas historia...oh saudade!!
Histórias que o tempo nao apaga nem a distânica separa!!
Te amooo