quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Happy Halloween

Hoje é simplesmente o "nosso dia"... huahahaha... huahahaha


Somos bruxas sim, mas somos "bruxinhas do bem"... não fazemos mal a ninguém, só damos umas alfinetadinhas aqui e outras ali de vez em quando, mas posso garantir que todo mundo sai ileso, exceto nós mesmas, que às vezes até passamos mal de tanto dar risada...

Sim... a capacidade de rir e fazer rir é a nossa maior bruxaria, e também a nossa poção encantada, que nos mantém assim, lindas, mesmo depois dos 30... rsrs... Se bem que bruxa não envelhece, né... mas aí, ah... já é outro segredinho!!!
Bruxonilda Érica Querida do Meu Coração... você sabe que eu não te suporto, que você é uma chata nojenta e malvada, mas te amo mesmo assim, tá???

Bruxa Lesa Loira Vania Querida do Meu coração... você sabe que é a alegria das nossas tardes chatas, né??? E sabe também que a gente te esculhamba porque você é, assim por dizer, meio "sem noção", mas também te amo mesmo assim, viu???

Bruxas, Feliz Nosso Dia pra vocês!!! E que possamos continuar fazendo muitas e muitas e muitas e muitas bruxarias por muito tempo, afinal, somos "O Clube das Bruxas", e conosco ninguém pode!!! HAHAHAHAHAHA!!!


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E, além de "Dia das Bruxas", hoje também é o aniversário da minha vózinha Caliza... Ela está completando 74 anos, e entre trancos e barrancos está se mantendo lá, no interior, em Paraguaçu Paulista, firme e forte... às vezes que nem gelatina, mas... "firme e forte"...

Que Deus te dê saúde, vó, e mais que isso, que te dê dias de vida de conforto e prazer, afinal, 74 anos não são 74 dias, e há uma história incrível escrita em cada vinco do seu rosto já envelhecido... Por isso, mais do que nunca é hora de viver em paz, e com prazer!!!

Te Amo!!!

2014 - Sobreviveremos até lá???

E o Brasil "ganhou" a disputa para sediar a Copa do Mundo de 2014!!! Considerando que não haviam outros concorrentes, digamos que é uma "vitória" típica brasileira...
Alguns dirão que "a ranzinza" está de volta... Talvez seja isso mesmo, mas o fato é que preciso contestar toda essa euforia idiota... Não sou uma profunda conhecedora do "mundo futebolístico", mas gosto muito do esporte, como todos sabem... dentro de todas as minhas "limitações femininas", dirão alguns...
Ainda assim, algumas questões transcendem o fato do conhecer ou não, do entender ou não a fundo o mundo do futebol, e uma dessas questões é a tal "eleição" realizada na sede da FIFA, ontem, dia 30 de Outubro.
Vamos começar do começo: Vejamos a composição do "comitê brasileiro" que esteve lá no local do evento, "representando" a nossa nação:


Nessa foto não aparece a "caravana" completa, mas temos aqui os nomes de destaque: Paulo Coelho (???), Dunga (ok, o Técnico Inocente), Lula (tá, ele é o Presidente da República, né!), Romário (ah, o baixinho!), e Ricardo Teixeira (a mais completa tradução da palavra "idiota").
Pra bom entendedor, apenas esses nomes bastariam... mas, havia ainda a "caravana dos Governadores", dentre eles José Serra e Aécio Neves, além da nossa super Ministra-do-Turismo-Relaxa-e-Goza Marta Suplicy... Tudo isso junto... Pense!
Nem vou me dar ao trabalho de comentar nome por nome, senão acabo tirando o foco do assunto principal, mas até agora não entendi o que o "Mago-das-Candongas Paulo Coelho" fazia naquele meio... Não deveria estar lá o "Rei Pelé" (a quem também tenho sérias reservas)??? Será que boicotaram o Rei??? Ouvi dizer que ele estava ali nos arredores, mas parece que alguém deixou de convidá-lo... talvez propositalmente... preferiram o "ilustre" nome da literatura nacional, embora o assunto fosse futebol... Cada um tem o "mago" que merece, né!!!
Mas... voltemos à "eleição", ou melhor à "escolha". Como todos sabem, o BraZil foi "eleito" como país-sede para a Copa do Mundo de 2014... Não haviam outros países disputando essa vaga, também não entendi muito bem isso, mas é justo... o País do Futebol merece mesmo essa "honra"...
O foco ontem estava lá, na sede da FIFA, havia imprensa de todos os lugares do mundo e os nossos representantes foram submetidos a uma verdadeira "sabatina" dos jornalistas, o que era mais do que esperado... Também era esperado que esses nossos "representantes" estivessem preparados para lidar com toda a pressão, já que se candidataram à vaga e o Mundo inteiro sabe como a imprensa é ávida quando o assunto é Futebol + Brasil + Copa do Mundo.
Só que, como eu já disse algumas linhas acima, cada povo tem o representante que merece! E eis que estava lá, sentado na bancada da comitiva brasileira, o Presidente da CBF, Sr. Ricardo-Idiota-Teixeira. De mau humor, como sempre, atitude muito comum a quem não consegue dar todas as explicações necessárias.
Então, veio a pergunta óbvia, para a qual a resposta já deveria estar pronta, ainda que não fosse exatamente verdade:
- "Sr. Ricardo Teixeira, como o BraZil pretende lidar com a questão da violência para garantir a Segurança de um evento como a Copa do Mundo?" (não tenho certeza se a pergunta foi exatamente assim, mas foi muito próxima disso).
E aí veio o vexame: Nosso ilustre representante presidente da CBF Sr. Idiota-Ricardo-Teixeira foi falando uma bobagem atrás da outra, emendando uma barbaridade em outra, num tom agressivo e totalmente deselegante (pra dizer o mínimo) para quem pretende participar da organização de uma Copa do Mundo. Diplomacia??? Acho que esse cara nem sabe o significado dessa palavra... Se eu já estava envergonhada de ser representada enquanto brasileira por aquela comitiva "meia-boca", fiquei com a cara no chão depois de ouvir o que ouvi... e o pior, não fui só eu que ouvi! Foi o Mundo! O Mundo inteiro!!! Por que será que o BraZil é visto tão distorcidamente lá fora, heim??? É por isso! Porque temos sempre um representante idiota pra falar uma bobagem justamente no momento em que o foco está sobre nós!!! Que coisa triste!!!
A pior praga do nosso país é a negação de seus problemas. A pior praga do nosso povo é o conformismo com a realidade caótica, e a aceitação do "pão e circo". Some-se essas duas pragas e teremos um cenário quase impossível de se mudar, lamentavelmente.
O Sr. Ricardo Teixeira disse, entre outros impropérios, que "Pelo menos no Brasil não temos estudantes que entram nas escolas atirando e matando um monte de inocentes, como acontece nos Estados Unidos"; que "Pelo menos no Brasil nossa polícia não comete excessos como cometeu recentemente a polícia canadense"; que "Pelo menos no Brasil os estrangeiros não são assassinados inadvertidamente, como aconteceu com o brasileiro morto pela polícia num metrô de Londres, confundido com um terrorista". Disse ainda que a violência é um problema mundial, que não é uma exclusividade do Brasil, e que o Brasil não está nem mais nem menos violento do que qualquer outro lugar do Mundo, que os riscos existentes aqui existiriam se a sede da Copa do Mundo fosse em qualquer outro país. Disse, finalmente, que recentemente nosso país deu um exemplo de segurança durante a realização dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, ocasião em que não foi registrada nenhuma ocorrência mais séria, e que isso é o bastante para comprovar que o Brasil pode, sim, sediar a Copa do Mundo sem nenhum problema.
Ai, que vergonha!!! Eu podia jurar que nem o brasileiro mais ignorante seria capaz de fazer tais comparações. Podia jurar que ninguém jamais ousaria garantir que o Brasil é um lugar seguro para se realizar o que quer que seja... Ledo engano meu... eis aí o Presidente da CBF para destruir minhas certezas...
É bem verdade que a violência é um problema mundial, uma ferida da humanidade que parece inerente à natureza do homem... Cada canto do mundo tem um tipo diferente de violência, por assim dizer. Guerras, fanáticos, malucos, há de tudo em todo canto do mundo, e o ser humano está sempre vulnerável diante dessa "incerteza" de estar seguro. Mas isso não é resposta nem fator de comparação para a situação específica do Brasil. A violência que temos aqui não está ligada a fanatismo religioso, não está ligada a guerra por territórios, mas é fruto de um fator muito mais sério, que é a incompetência das autoridades. É a violência que controla, que domina, que governa. É a violência que rende lucros até mesmo a quem devia combatê-la, é a violência corrupta, a violência mais podre que há, por assim dizer. E isso é, SIM, um "diferencial". Isso coloca, SIM, o Brasil numa condição muito pior que a de qualquer outro dos países citados pelo senhor Ricardo Teixeira. Não há comparação, aqui há o CAOS totalmente desenfrado, descontrolado.
Aqui também há malucos que matam dezenas de inocentes (lembre-se do caso do estudante que atirou na platéia do cinema no Shopping Morumbi, há alguns anos); Aqui também há estrangeiros assassinados o tempo todo, turistas e até missionários! Aqui também há excessos (e como há!) da Polícia, Sr. Ricardo Teixeira! Aqui também morrem inocentes o tempo todo, nas guerras cotidianas travadas pela bandidagem... E, o que é pior, além de tudo o que há nos outros países citados pelo Senhor, há também a violência fruto da inércia do poder, fruto da concentração das riquezas, fruto da podridão dos nossos governantes, da nossa polícia!!!
Não sei a fonte precisa, mas ouvi na TV hoje mesmo de manhã que um estudo recente revela que o Brasil é o 4º país mais violento do Mundo. Esse "título" não é à toa, tenham certeza! Os acontecimentos falam por si, e pra quem não é muito de ler/ver noticiários, há o cinema nacional que retrata com brilhantismo a nossa realidade caótica - haja vista os filmes "Cidade de Deus", "Carandiru" e o recente "Tropa de Elite", apenas pra ficar nos mais famosos.
Aqui, polícia guerreia com bandido, bandido guerreia com bandido, polícia guerreia com polícia, e o povo fica no meio do fogo cruzado, suportando uma bala perdida aqui, outra ali, sem falar das chacinas que muitas vezes fuzilam tanta gente que é quase impossível identificar quem é "do bem" e quem é "do mal". Isso tudo fora a violência cotidiana, dos assaltos no farol, dos trombadinhas, dos assaltos a banco, dos sequestros, e outros crimes do gênero que acontecem aos montes todos os dias.
Portanto, Sr. Ricardo Teixeira, dizer que o problema da violência do Brasil é igual ao problema da violência em qualquer outro país é uma heresia! É uma falta de respeito para com o próprio povo do seu país que, sofrido, sobrevive dia após dia! É negar a própria realidade e, pior, julgar não ser necessária nenhuma medida específica para amenizar o problema.
Provavelmente o Sr. Ricardo Teixeira tem essa visão porque ele, como a minoria dos afortunados, circula o tempo todo com escolta, anda em carro blindado, possui sistema de segurança instalado em sua residência, que deve ser em algum condomínio de luxo, e tapa o sol da realidade com a sua peneira do dinheiro... Quisera todos os brasileiros tivessem a mesma segurança mencionada pelo senhor!
Convido-o a uma visita a uma favela, sem colete à prova de balas, nem guarda-costas, nem carro blindado. Convido-o a residir por uns dias em qualquer um dos morros cariocas onde a guerra do tráfico está sempre a ponto de explodir. Ou, pra ser mais prática, convido-o apenas a circular pelas ruas de São Paulo durante um ou dois dias, enfrentando os engarrafamentos, dirigindo seu próprio carro, que não pode ser blindado, enfrentando os pivetes consumidos pelo craque a cada esquina, a cada cruzamento, a cada farol. Talvez assim, vivendo a realidade por um ou dois dias, o senhor, Ricardo Teixeira, possa mudar essa sua postura arrogante de "contar vantagem" sem nem saber do que está falando!
Agora, o último ponto dessa história que eu queria comentar é sobre a "segurança absoluta" havida durante os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Realmente, ao que me lembro dos noticiários da época, houve até uma queda no índice de criminalidade durante os Jogos. Os morros cariocas ficaram quietinhos, "dormindo", mansinhos (por que será, heim!), houve redução de assassinatos, de furtos, de vandalismo... Tudo lindo, tudo maravilhoso.
Houve a tal da "força-tarefa", que uniu polícias para o objetivo comum de garantir a segurança... Havia polícia por todo canto, oras Guarda Metropolitana, oras Polícia Militar, Civil, Federal, e até o Exército. Não havia um único cantinho da cidade que não estivesse sendo patrulhado, e a Vila Olímpica, então, era praticamente uma "fortaleza". Mas o Pan acabou, e voltamos à realidade. Voltamos aos índices de criminalidade habituais, voltamos às balas perdidas, à guerra do tráfico, aos assaltos, às mortes.
A pergunta é: Por que raios a tal "força-tarefa" não pode ser mantida perpetuamente, para que tenhamos sempre aquele cenário de segurança quase absoluta? Se é possível fazer isso durante um ou dois meses, obviamente basta vontade política para que se faça isso pra sempre. Mas não é assim que funciona... A segurança absoluta é um luxo permitido apenas em épocas de grandes eventos, coisa típica do Brasil. É como se tivéssemos que provar nossa própria competência para os gringos que vêm de fora para um evento, mas o próprio povo brasileiro não é digno da mesma "horna". O povo merece o que sobra, a violência diária, a polícia encardida, o resto.
Não tenho dúvidas de que a Copa do Mundo de 2014 será um grande evento para o Brasil. Certamente movimentará a economia, certamente trará riqueza e visibilidade para o país, e certamente será segura o bastante pra não nos envergonhar perante os gringos. Será uma ótima oportunidade de torcer pela nossa Seleção "em casa", talvez até assistir um jogo ao vivo (isso só pra quem tem um pouco mais de dinheiro, é claro), será uma ótima oportunidade de viver a história do futebol mais de perto...
Só não sabemos se chegaremos até lá, porque hoje, sem Copa do Mundo nem Jogos Pan-Americanos a nos dar segurança, saímos de casa sem ter certeza de que chegaremos vivos em nosso destino, muito menos de que voltaremos pra casa sãos e salvos.

Portanto, SALVE-SE QUEM PUDER!!!


Enquanto isso, no "país das maravilhas", o povo que adora pão e circo comemora em praça pública a grande notícia do momento... Rumo a 2014!!!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Feira Cultural

No meu tempo, chamava "Feira de Ciências", mas acho que "Feira Cultural" é realmente muito mais apropriado... rsrs...

No último sábado, dia 27 de Outubro, foi realizada a Feira Cultural do Colégio Nossa Senhora da Misericórdia, e meu pequeno, é claro, abrilhantou o evento com seus lindos trabalhinhos expostos...

Ai, que orgulho! Ai, que saudade do meu tempo escolar... A vida era boa e a gente nem se dava conta, mas, enfim... Ainda bem que posso reviver um pouco disso tudo agora, através do meu filho... E, pra não perder o costume, babar, e babar, e babar!!!


Lucas e a Prô Maristina

O nosso Bonsai... "nosso" porque eu, é claro, dei aquela ajudinha na confecção, e olha só como ficou lindo... uhuuuu... Eu e meus trabalhos, quem me conhece dos tempos escolares sabe a "empreitada" que isso significa pra mim, né... rsrs... E o Lucas já entrou no ritmo... Esse bonsai foi um stress, mas saiu... hahaha... Agora é só esperar a nota!!!


Os Vulcões

Trabalho de Informática - História em Quadrinhos

Tinha até animais empalhados... no meu tempo não era assim não... rsrs


Essa era uma das salas mais lindas, com trabalhos de Arte das Turmas do 6º e 7º ano, se não me engano... Eles reproduziram a Arte de Romero Brito... tava show!


Lucas, encantado com o microscópio... Esse meu filho, viu!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Trechos - AMQRL

"... Eis um pequeno fato: Você vai morrer..."

"... Reação ao fato supracitado: Isso preocupa você? Insisto - não tenha medo. Sou tudo, menos injusta..."

"... Eu poderia me apresentar apropriadamente, mas, na verdade, isso não é necessário. Você me conhecerá o suficiente e bem depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis. Basta dizer que, em algum ponto do tempo, eu me erguerei sobre você, com toda a cordialidade possível. Sua alma estará em meus braços. Haverá uma cor pousada em meu ombro. E levarei você embora, gentilmente..."

"... A pergunta é: qual será a cor de tudo nesse momento em que eu chegar para buscar você? Que dirá o céu?..."

"... Uma pequena teoria: As pessoas só observam as cores do dia do começo e no fim, mas, para mim, está muito claro que o dia se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que passa. Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes. Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas. No meu ramo de atividade, faço questão de notá-los..."

"... Um anúncio tranquilizador: Por favor, mantenha a calma, apesar da ameaça anterior. Sou só garganta... Não sou violenta. Não sou maldosa. Sou um resultado..."

"... Uma observação: Um par de guardas do trem. Um par de coveiros. No frigir dos ovos, um deles dava as ordens. O outro fazia o que lhe mandavam. A pergunta é: e quando o outro é muito mais do que um?..."

"... Uma definição não encontrada no dicionário: Não ir embora: ato de confiança e amor comumente decifrado pelas crianças..."

"... Em circunstâncias normais, o Sr. Steiner era um homem admiravelmente bem-educado. Descobrir que um de seus filhos se encarvoara até ficar preto, numa noite de verão, não era o que ele considerava circunstâncias normais.
- O menino é maluco - resmungou, embora admitisse que, com seis filhos, era fatal que acontecesse uma coisa dessas. Pelo menos um tinha que ser a maçã podre. Neste exato momento, ele a olhava, à espera de uma explicação.
- Bem?
Rudy arfou, dobrando-se e pondo as mãos nos joelhos.
- Eu estava sendo o Jesse Owens - respondeu, como se fosse a coisa mais natural do mundo para se fazer. Em seu tom havia até um quê implícito que sugeria alguma coisa do tipo "Que diabos isso parece ser?" Mas o tom se desfez quando ele viu a falta de sono recortada sob os olhos do pai..."

"... Os dois dobraram algumas esquinas até chegar à Rua Himmel, e Alex disse:
- Filho, você não pode sair por aí se pintando de preto, escutou?
- Por que não, papai?
- Porque eles o levam embora.
- Por quê?
- Porque você não deve querer ser como os negros, nem os judeus, nem qualquer um que... que não seja nós..."

"... Os dois andaram em silêncio por algum tempo, até Rudy dizer:
- Eu só queria ser como o Jesse Owens, papai.
Dessa vez, o Sr. Steiner pôs a mão na cabeça do menino e explicou:
- Eu sei, meu filho, mas você tem um lindo cabelo louro e olhos azuis
grandes e seguros. Devia estar feliz com isso, está claro?
Mas não havia nada claro..."

Posso Desabafar? Desculpe, mas eu PRECISO!


Não sei se vai adiantar, mas eu preciso por isso pra fora de algum jeito... Vir aqui e escrever foi a primeira alternativa que me ocorreu...

Sabe aquela história de que o tempo cura todas as feridas, de que com o tempo a gente aprende a lidar com a dor da perda de uma maneira mais branda? É tudo balela, é tapar o Sol com a peneira, é mentir para si mesmo tantas vezes, talvez o suficiente para fazer isso parecer uma verdade absoluta, quando não é...

Ah, meu Deus!!! Como é difícil não ter minha mãe aqui... como é difícil, na verdade, é mais que difícil... é um sacrifício diário, é uma batalha cotidiana pra se passar mais um dia, e mais um, e mais outro... Só que eu estou tão cansada de "ser forte", estou tão cansada de me esforçar até o meu limite pra tentar encarar essa ausência com bravura... Tão cansada que esses dias eu me entreguei...

Me entreguei ao sofrimento, me entreguei à dor, me entreguei à saudade, me entreguei à tristeza...

Ninguém, absolutamente ninguém nesse mundo consegue amenizar a dor que eu sinto pela falta da minha mãe... Eu precisava dela aqui, precisava dividir tanta coisa com ela, mas não a tenho mais, não fisicamente, não aqui no mundo real, e ter que me contentar com a companhia dela "de lá de onde ela está" é muito pouco... Não dá... Não aceito... Não aguento...

Eu ligava pra ela todos os dias, às vezes várias vezes num mesmo dia... Conversava com ela sobre tudo, desde as coisas mais banais até os problemas mais complexos, e só ela sabia me ouvir daquele jeito, só ela sabia dizer a coisa certa, mesmo que fosse algo que na hora me desagradasse... Ela sabia tudo que se passava comigo, até as coisas que eu omitia... Coisa de mãe, claro... só mãe... só esse ser supremo que a vida injusta me tirou prematuramente...

Pra quem eu posso ligar agora? Pra quem contar as histórias, as trapalhadas, os sucessos e os fracassos? Com quem dividir o cotidiano de maneira tão plena??? Não, não é justo... não, não dá pra aceitar, muito menos pra se conformar...

Claro, eu tenho amigos... muitos, e todos maravilhosos... Claro, eu tenho meu marido, meu pai, minhas irmãs... Amo todos incondicionalmente, tenho uma relação particular com cada um deles, mas nada se compara à minha mãe... Nunca, jamais voltarei a ter aquilo com alguém... jamais voltarei a ter pra onde correr sem um pingo de vergonha, jamais terei a quem demonstrar minha fragilidade... Jamais, e essa certeza que só fica maior a cada dia que passa tem me consumido, tem acabado comigo...

Ando me sentindo muito só... É louco isso, porque estou sempre rodeada de pessoas queridas, sou uma privilegiada, eu sei, e sei também que muita gente vai me abraçar aconteça o que acontecer, vai me dar forças se eu precisar, vai estar do meu lado na hora que eu estiver caindo... Sei disso, isso me conforta, é claro, mas eu queria mesmo minha mãe, e ninguém mais...

Não sei o que aconteceu comigo... eu sempre fui "Forte", sempre tive essa necessidade de demonstrar fortaleza em qualquer situação, sempre me cobrei muito nesse aspecto, tinha que ser uma mulher de fibra o tempo todo, tinha que ser aquela que sabe lidar com qualquer problema de maneira coerente e serena, tinha que estar bem para acudir quem não estivesse, tinha que ter a lucidez que faltava aos demais pra aceitar as coisas que eu não podia mudar... Sempre fui muito racional, até na hora do sofrimento, até na hora de seguir em frente... Mas a minha máscara caiu, e o que apareceu por baixo dela foi uma mulher completamente desorientada por não ter o colo habitual pra onde correr, uma pessoa tomada por um sofrimento sufocante que não consegue sequer falar sobre ele...

Isso tem me deixado rabugenta, isso tem me deixado meio "intragável", e sei que muita gente não consegue entender o que se passa comigo, uns dias tão afável e em outros simplesmente fora do ar, simplesmente reclamona, simplesmente "chata" (pra ser legal comigo mesma)... Tenho plena consciência disso tudo, mas é mais forte do que eu.... Ninguém jamais entenderá, ninguém jamais terá uma idéia sequer aproximada do que é viver com essa ausência, a ausência da própria mãe... devia ser proibido, devia haver uma Lei Universal que proibisse que as mães morressem, mas, muito mais do que isso, devia haver uma Lei Universal que tivesse impedido a Minha Mãe de morrer... isso jamais poderia ter acontecido, jamais... isso jamais vai ter uma lógica, jamais... essa ausência jamais vai ser aceita... JAMAIS... Simplesmente porque não é justo, simplesmente porque foi uma tremenda sacanagem da vida, simplesmente porque ela jamais podia ter morrido!

Tem horas que tudo que eu queria era que o mundo me esquecesse... tudo que eu queria era poder ficar invisível, dentro de uma bolha, só eu e meus pensamentos, meus sofrimentos, minhas dores, sem que ninguém falasse comigo, sem que ninguém sequer lembrasse da minha existência...

Tem outras horas em que tudo o que eu queria era que alguém aparecesse e dissesse alguma coisa, mas não qualquer coisa... tinha que ser "a coisa certa", mas nem eu mesma sei o que seria essa coisa certa... Nessas horas, eu tento me comunicar com o mundo, mas começo ouvir mais do mesmo de sempre, e isso acaba deixando as coisas piores... As pessoas não têm culpa disso, lógico, não têm idéia do que se passa no meu interior, mas a minha vulnerabilidade me faz ser egoísta o bastante pra sentir raiva por não ter encontrado aquilo que eu precisava...

É louco, eu sei, e ninguém tem obrigação de aguentar essa loucura... Por isso, mais uma vez, dói tanto a ausência dela... porque ela era a única pessoa na face da terra a me suportar até quando eu merecia apenas um tapa na cara, a única pessoa que conseguia lidar comigo até quando eu agia como uma cretina idiota que não valorizava o maior tesouro do mundo, a única pessoa capaz de "domesticar" a fera que muitas vezes escapou do meu controle...

Também era só ela que era capaz de dar o valor que eu esperava a uma historinha qualquer que eu contasse sobre o meu dia... era só ela que conseguia entender antes mesmo de eu falar o que eu estava esperando com aquela conversa, e só ela conseguia reagir exatamente da maneira que eu precisava, sempre...

Se minha mãe estivesse aqui, eu poderia ter ligado pra ela hoje um milhão de vezes... Teríamos ficado horas no telefone, esticando um assunto cotidiano e emendando em outro, e mais outro, e mais outro, e no meio dessa conversa toda ela iria me dar conselhos, ela iria me dar broncas, ela iria demonstrar o profundo amor que sempre devotou a mim e me deixaria a certeza de que eu poderia voltar a ligar 1 minuto depois que ela me daria a mesma atenção, ainda que eu repetisse todo o mesmo assunto... Ela teria percebido que eu estou triste, mesmo sem eu dizer isso explicitamente, e algum tempo depois apareceria aqui em casa pra conversarmos mais, sobre qualquer coisa, e logo nem eu mesma me lembraria o porquê daquela tristeza...

Se minha mãe estivesse aqui, hoje eu poderia ter ido vê-la, poderia ter assistido àquelas cenas sempre inusitadas dela fazendo macaquices com o Lucas, poderia ter ficado lá, deitada na beira da cama dela conversando até quase meia-noite, sem me dar conta da hora adiantada, e também nesse caso a tristeza iria embora discretamente, sem eu nem me dar conta...

Se minha mãe estivesse aqui, eu poderia ter chorado na sua frente, e ela me confortaria, e eu não teria chegado nesse ponto em que cheguei por ficar segurando o sofrimento o tempo todo...

Se minha mãe estivesse aqui, haveria razão pra eu ser plenamente feliz... Se minha mãe estivesse aqui, haveria razão pra eu estar animada com a proximidade do final do ano... Se minha mãe estivesse aqui, eu não estaria assim...

Mas ela não está... Está comigo, mas de um jeito que pra mim não basta... é egoísmo, é drama, é tudo isso e eu tenho plena consciência, mas como eu já disse minha máscara caiu, e sobrou isso... alguém entregue à tristeza de uma dor que nunca, jamais, tempo nenhum, nem os séculos e mais séculos serão capazes de amenizar... Não há justiça nisso... A gente fica se enganando dizendo que tudo tem seu motivo, mas não tem... Nada justifica a partida da minha mãe, nada justifica a ausência dela nesse mundo, nada é capaz de dar sentido completo à vida depois que ela se foi... É tudo muito injusto, ela não poderia ter partido tão cedo... O mundo é injusto, porque permite que fiquem aqui pessoas imundas que não são dignas de viver, enquanto minha mãe teve tão pouco tempo... A vida é uma máquina quebrada, que funciona de maneira totalmente sem lógica, e essas perdas só servem pra nos enlouquecer... é assim que me sinto hoje, e nos últimos dias... Não é blasfêmia, não é nenhum absurdo... é a minha sinceridade, é como eu sinto as coisas aqui dentro do meu peito....

Eu sei, eu sei... você deve estar aí dizendo aquilo que eu também já ouvi um milhão de vezes: "Pára com isso, Flávia, porque você tem um filho e tem que focar nele"... Eu já ouvi isso, com certeza, mais de um milhão de vezes... Quando não da boca alheia, da minha própria consciência...

Acham que não me cobro isso o tempo todo??? Acham que não tenho consciência de que preciso acreditar nisso cegamente???? É claro que tenho, e graças a Deus herdei da minha mãe aquele amor sem fronteiras que ela tinha por mim, graças a Deus amo meu filho também de uma maneira tão intensa que até dói, que até desespera, e claro que é isso que me faz levantar todo dia e dar o melhor de mim a essa vida injusta...

Claro que meu filho é minha fortaleza, embora eu ache tão injusto uma responsabilidade tão grande a alguém ainda tão pequeno e inocente... E me dói ainda mais quando vejo que ele também sofre a perda da avó até hoje, assim como eu tenta ser forte, mas não consegue passar um dia sequer sem falar algo sobre a avó... Gente, vocês não têm idéia... isso dilacera, sabe??? Isso é cruel demais... Eu não consigo explicar ao meu filho, quando ele me pergunta, porque a vovó morreu... Não consigo, tento tento e não consigo, e então ficamos eu e ele, duas "crianças" órfãs, completamente sem explicação...

Mas estou aqui... entregue às lágrimas, mas aqui, porque sei que o meu lugar é aqui, pelo menos por enquanto... não aceito que o lugar da minha mãe não seja mais aqui, mas mesmo revoltada, entendo que o meu lugar ainda é aqui, então não me restam alternativas...

Talvez me entregar ao sofrimento com tanta intensidade acabe no fim das contas me fazendo bem, sei lá... Desde que ela se foi, não me lembro de ter ficado tão vulnerável... talvez eu precisasse disso... talvez não, mas minha mãe não está mais neste Mundo, e só ela saberia me dizer o que fazer...

Então, só me resta esperar... só isso... Desculpem o "drama"... eu não gosto de me expor quando estou assim tão vulnerável, mas a solidão estava me sugando demais, a ponto de eu quase não conseguir respirar... e como não tenho outra opção, vim por tudo pra fora aqui mesmo... de peito aberto, deixando registrado pra quem quiser saber, pra quem quiser criticar, pra quem quiser se compadecer, pra quem quiser ter pena, e pra quem quiser simplesmente não fazer nada... Não importa... é só mesmo um desabafo, e tomara que me sirva pra alguma coisa, pra mim mesma...

Boa Noite... voltarei às minhas lágrimas... uma hora elas secarão, eu sei que secarão...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

A Cidade do Sol



"Devorei" esse livro em praticamente 1 semana... nem preciso dizer a razão, né??? É muuuuito bom!!! Terminei de ler ontem à noite, e ainda estou emocionadíssima, profundamente tocada...
A segunda obra de Khaled Hosseini não decepcionou os fãs do best-seller "O Caçador de Pipas", e provou que ele realmente tem o "dom" de emocionar...
Há muitas semelhanças entre as duas histórias, até porque o cenário é o mesmo, e novamente a abordagem é sobre amizade, amor, dor, perdas, culpas, mas, sobretudo, sobre esperança.
Desta vez há duas personagens femininas - Mariam e Laila, cujos destinos são surpreendentemente cruzados numa circunstância tão improvável para nós, ocidentais, mas tão comum àqueles que sofrem as atrocidades da guerra devastadora que assolou (e ainda assola) os povos que vivem sob regimes fundamentalistas no Oriente Médio.
É impossível não se revoltar contra as convicções e os costumes absurdos daquele povo, por mais que saibamos que é uma questão cultural que talvez não seja tão radical para eles como parece a nós... É impossível não se sensibilizar com o sofrimento das mulheres que vivem sob esses regimes radicais, é impossível não se espantar com a resignação de algumas delas, e com a forma como elas suportam uma vida cruel e infeliz como se aquilo fosse a única opção de vida que têm.
São duas vidas marcadas pelas esperanças frustradas, pela rejeição, pelas perdas irreparáveis e pelo conformismo com o que lhes resta. São duas vidas sufocadas pela guerra, pelo fundamentalismo e pela opressão às mulheres. Mas, embora sofram todas essas coisas quase ao mesmo tempo, ainda assim resta a capacidade de amar, a capacidade de se devotar, e a capacidade de manter a esperança, mesmo quando isso parece uma utopia.
É um tipo de leitura completamente envolvente, e por isso a gente fica com aquela angústia de terminar logo a história, pra saber o que vai acontecer a essas mulheres que chegam a criar vida em nossa imaginação, que chegam a fazer parte da rotina da gente durante esses dias de leitura, e pelas quais nutrimos uma afeição inimaginável...
Há um ou outro pequeno "exagero", seja no sentimentalismo ou na dramatização exagerada... Mas já me convenci de que esse "exagero" é algo perceptível apenas aos nossos olhos, ocidentais, porque todas essas barbaridades são extremamente reais dentro daquela cultura, nada é demais para um povo tão sofrido, nenhum sofrimento é grande o bastante para ser "demais".
Eu chorei... chorei muitas vezes durante a leitura, mas principalmente, chorei no final... Só não posso dizer o porquê, mas estou realmente emocionada!
Recomendo! Ótima leitura!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Orgulho da Mamãe

Não canso de babar...

No último sábado, dia 20 de Outubro, foi realizada a 7ª Corrida Pão de Açúcar Kids 2007, no Complexo Esportivo "Constâncio Vaz Guimarães", popularmente conhecido como Ibirapuera.
Novamente com o apoio total da "tia-atleta" Silvia, o Lucas participou, e foi o retorno dele ao esporte depois do acidente, foi a primeira vez que ele participou de uma corrida depois que tirou o gesso e recebeu alta médica.
Não podia ter sido mais emocionante... Dessa vez fomos só eu e ele, pois a Silvia foi trabalhar e o Odylo também... Como saímos de casa muito cedo, o tempo me "enganou", e eu estava vestida demais para o calorão que acabou fazendo o dia inteiro. Por isso, foi muito cansativo, mas nem por isso menos especial.
Chegamos cedo e pudemos retirar o kit com tranquilidade, e ainda deu pra curtir várias baterias das categorias dos pequenininhos de 4 e 5 anos. O evento estava muito bem organizado, e quase não houve atraso. A presença dos "super-heróis" é um capítulo à parte, a criançada (e os adultos também) deliram com o Sr. Incrível, Mulher Elástica, Homem Aranha e Batman, entre outros... O que eu não consigo imaginar é o sofrimento deve ser para esses personagens manter o pique e a animação dentro daquelas roupas quentíssimas, sob o sol forte, indo e voltando na pista várias e várias e várias vezes... Isso é que é dedicação, viu! rsrs

Por volta das 10h30 a turminha dos nascidos em 2000 foi alinhada para a largada, e como essa era a categoria com mais participantes, houve, claro, um certo alvoroço dos pais desesperados pelo melhor lugar para assistir a performance dos filhos... Mas ainda assim foi tranquilo, deixei o Lucas lá na Concentração e fui procurar um lugar legal perto da chegada.
O Lucas só largou na última bateria, e dessa vez fez um tempo maior que o normal... Também, tadinho, ele fez um esforço enorme, correu mancando os 100 metros, porque embora esteja de alta médica e já possa praticar atividade física normalmente, ainda está um pouco inseguro com a perninha que ficou 2 meses imobilizada, e juntando isso ao fator "tensão", ele correu no ritmo dele, mais devagar, mas não parou nem um minuto sequer, o que me levou às lágrimas, é claro!
Já perto da linha de chegada, ele me ouviu gritando como uma mãe louca (rsrs), "Vai, Lucas, isso, filho!", daí olhou pra mim, me viu lá pendurada na grade, abriu um sorrisão e terminou a prova cheio de estilo, todo "atleta".
Show de bola! Momentos como esse são inesquecíveis, não têm preço! Depois ainda ficamos um bom tempo lá no Ibirapuera aproveitando as atividades montadas para diversão dos baixinhos, eu não consegui dizer não a ele depois de tanto esforço, e o Sol novamente judiou bastante de mim, mas sobrevivemos... rsrs...
Mais um dia pra guardar na memória... Indescritível!!!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

As dores do Mundo

Tradução do "bilhetinho" acima:

"Papai Noel, 1- Pode resolver os problemas do mundo todo? 2- Pode comprar a máscara do "oltronparky especial"?"


Não me contive e vim aqui compartilhar isso com todo mundo... O Lucas hoje quando chegou do colégio disse que queria escrever uma cartinha para o Papai Noel, pra pedir o presente dele antes que ele tivesse muitas outras coisas pra fazer... rsrs...

Mas, como sempre faço, disse que primeiro tinha que fazer toda a lição de casa, e que depois ele escreveria a tal cartinha... Quando ele terminou a lição de casa, naquela velocidade típica de Lucas (super devagar), já estava passando o Jornal Nacional, e ele acabou se distraindo "assitindo as notícias"... Entre uma e outra, William Bonner disse algo sobre violência, guerra, nem eu mesma prestei atenção, pra ser sincera, mas logo em seguida fui surpreendida com a seguinte frase:

"Mãe, eu vou escrever a carta para o Papai Noel, mas vou pedir primeiro pra ele fazer não ter mais violência nem guerra no Mundo, nem criança pobre que não tem brinquedo..." Daí pensou mais um pouco e completou: "... Ah, mas também vou pedir pra ele que, se der, pra ele me dar o presente que eu quero, a máscara do "blablabla" (eu nem sei o que é isso, só sei que é algo relacionado ao filme "Transformers, mas tudo bem)..."

Gente, na boa... só uma mãe pode entender o que o coração da gente sente quando escuta uma coisa dessas... Crianças são assim, puras, e meu filho particularmente é genuinamente bom... Ele tem essa índole de ajudar, eu sempre procurei estimular isso nele, tanto que após cada aniversário, Dia das Crianças ou Natal fazemos uma "troca" de brinquedos aqui em casa, e pra cada brinquedo novo que ele ganha, separamos um antigo para doar para quem não tem. Ele gosta tanto de fazer isso que muito antes de ganhar os novos ele já planeja quais serão os brinquedos doados na próxima leva.

Mas, mesmo assim, me enchi de orgulho agora com esse comportamento dele... Quisera todo mundo cultivasse isso nos filhos, né... Com certeza o Mundo de amanhã seria muito melhor...


segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Ao Mestre com Carinho

"... Foi com você, que eu aprendi a repartir tesouros
Foi com você, que eu aprendi a respeitar os outros...
Pra alcançar as estrelas não vai ser fácil,
Mas se eu te seguir, você me ensina como descobrir
Qual é o melhor caminho..."

Hoje é dia do profissional que eu mais respeito na vida... Hoje é "Dia do Professor", e quero deixar aqui minha humilde homenagem a essa classe de profissionais que trabalham (a maioria) com tanta devoção objetivando a construção de um mundo melhor.

É um absurdo como o professor é pouco valorizado aqui no nosso país... é um absurdo como recebem salários míseros e não possuem a devida estrutura, principalmente na rede pública, para lecionar.

Quando eu era criança, se você perguntasse a qualquer menina o que gostaria de ser quando crescer, a grande maioria responderia: "Professora". Tínhamos uma verdadeira adoração por esta profissão, toda menina já se imaginou ali, em frente ao quadro negro, entre giz e livros, ensinando aos pequenos (e aos grandes também!). Infelizmente, esse sentimento foi se perdendo ao longo do tempo, e hoje em dia se você perguntar a qualquer menina o que ela quer ser quando crescer, uma minoria, ou talvez nenhuma delas, dirá que quer seguir esse caminho...

A profissão de Professor perdeu o prestígio, porque vivemos num país onde a educação não é vista como prioridade, vivemos num país onde o professor é tratado com desrespeito e desprezo, e seguir esse caminho tornou-se bem desinteressante... Que pena!!!

Todo mundo sabe que só se pode mudar a história de um povo através da Educação. Todo mundo sabe que enquanto não houver maior investimento e cuidado com a Educação, o Brasil continuará patinando nessa desgraça social que nos assola há anos... É uma constatação óbvia, é chover no molhado, mas ninguém faz nada para mudar esse quadro... Lamentável...

De qualquer forma, há uma grande parcela de guerreiros professores que continuam, a duras penas, desenvolvendo o magistério pautados no amor pela profissão, há uma grande parcela de guerreiros professores que continuam, apesar de toda a falta de apoio e recursos, trabalhando arduamente objetivando a formação de seres humanos melhores, e é pra esses grandes guerreiros que dedico este post.

Eu me lembro de praticamente todos os professores que tive ao longo da minha vida... É interessante isso, porque eu não lembro de várias outras pessoas que passaram pela minha vida, mas não esqueço dos professores, e a razão é óbvia: Eu me tornei o que sou hoje graças à dedicação desses professores, aprendi quase tudo que sei porque fui uma privilegiada que teve acesso a professores dedicados, e é impossível esquecer dessas pessoas que mudaram e contribuiram tanto para que a minha vida fosse hoje como ela é...

Na primeira série, lá no incício dos anos 80, foi a "Tia Marli"; na segunda série era a "Tia Vera"; na terceira série eram várias professoras, dentre elas a Prof. Ambrosina, Prof. Soraya e Prof. Eliana; na quarta série era a Prof. Gláucia; da quinta até a oitava série também eram vários, como a Prof. Cleuza, Prof. Maria de Fátima, Prof. Neusa, Prof. Kátia, Prof. Marlene, Prof. Marisa, Prof. Vera, Prof. Cidinha, Prof. Ângela, Prof. Cliuton, e o meu amado Professor Laércio...

O Professor Laércio é a mais pura trandução da palavra "professor"... Foi um anjo que Deus colocou nas nossas vidas quando éramos apenas um bando de pré-adolescentes sem saber direito o que fazer da vida... Ele enxergava muito além da sala de aula, conhecia profundamente cada um de seus alunos, e era capaz de tornar qualquer aula chata de Ciências em uma grande lição de vida... Jamais esquecerei suas lições... No meu caso, o Professor Laércio, muito mais do que me ensinar Ciências, me ensinou a ser gente, me ensinou a me respeitar e me fazer aceitar, e sempre que me refiro a ele eu digo que foi o professor que "me fez sair do casulo", que me ajudou a encarar o mundo... Ah, que bom seria se existissem tantos outros Laércios no mundo... ah, que bom seria...


Ainda hoje, tenho muito contato com o universo dos professores... Sou mãe, e vivencio toda a história novamente, agora através do Lucas... Graças a Deus a a experiência tem sido bem gratificante, e temos encontrado professores incríveis no nosso caminho... Digo "nosso" caminho porque, embora quem esteja lá sentado na sala de aula para aprender seja o Lucas, eu procuro ser uma mãe participativa, e considero esse contato entre a escola e a família fundamental para que o processo de aprendizagem seja pleno...

Por isso quero também deixar uma menção muito carinhosa à Maristina... A "Prô Maristina" é aquela que tem a dura missão de ensinar os baixinhos do segundo ano, da turma do Lucas, lá no Colégio Misericórdia. Foi um processo difícil pra nós no começo do ano mudar de colégio, passar de uma escola infantil para um colégio grande e mais estruturado, e eu temia muito que a relação da professora com o Lucas e conosco fosse mais fria, enfim... Eu sempre gostei muito de participar ativamente da vida escolar do Lucas, e temia não ter tanto acesso à "nova professora".

Mas novamente, de maneira muito positiva, fui surpreendida por outro anjo, dessa vez a Maristina... é uma "coisa" essa professora... A gente logo vê que ela nasceu pra isso, que é extremamente competente e faz seu trabalho com muito amor, além de ser uma pessoa incrível... Parabéns pelo seu dia, viu, Prô!!!

Quisera o mundo tivesse muitos outros professores como o Laércio e a Maristina... com certeza conseguiríamos chegar ao tão sonhado "mundo melhor"...


FELIZ DIA DO PROFESSOR!!!

sábado, 13 de outubro de 2007

Feliz Dia das Crianças !!!

Não há palavras que falem mais do que estas imagens...

Eu sei que o Dia das Crianças hoje em dia, mais do que qualquer outra coisa, é uma "data comercial"... mas, mesmo assim, é uma delícia vivenciar a alegria dos pequeninos diante das comemorações e dos presentes...

Porque criança é assim, pura, genuína em tudo que faz e em tudo que diz... se estão demonstrando alegria, é porque estão verdadeiramente felizes... se estão demonstrando tristeza, também é porque estão verdadeiramente tristes... Dizem o que pensam e agem com o coração, sem demagogia, sem hipocrisia...

Ah, que bom seria se pudéssemos ser eternamente crianças... O mundo seria muito melhor!!!Mas já dá um bom resultado se, apesar do crescimento inevitável, conseguirmos manter viva dentro de nós a criança que um dia fomos...

Faça um esforço! Vale a pena!!!


Deveres E Direitos (Toquinho)
Canção de Todas as Crianças

Crianças: iguais são seus deveres e direitos.
Crianças: viver sem preconceito é bem melhor.
Crianças: a infância não demora, logo, logo vai passar,
Vamos todos juntos brincar.
Meninos e meninas,
Não olhem religião nem raça.
Chamem quem não tem mamãe,
Que o papai tá lá no céu,
E os que dormem lá na praça.
Meninos e meninas,
Não olhem religião nem cor.
Chamem os filhos do bombeiro,
Os dois gêmeos do padeiro
E a filhinha do doutor.
Meninos e meninas,
O futuro ninguém adivinha.
Chamem quem não tem ninguém,
Pois criança é também
O menino trombadinha.
Meninos e meninas,
Não olhem cor nem religião.
Bons amigos valem ouro,
A amizade é um tesouro
Guardado no coração.