domingo, 27 de janeiro de 2008

A História do Bolo que não queria ser Bolo

Como eu disse no post anterior, o grande acontecimento da semana foi o aniversário da minha amiga-bruxa...

E como nós não somos pessoas de deixar uma data tão importante "passar em branco", lá fomos nós na sexta-feira comemorar, coisa que fazemos com maestria...

Fomos na Granjota, uma pizzaria bem estilosa aqui na Granja Viana, e apesar da noite fria, o clima estava ótimo... Turminha pequena, mas animada... turminha pequena, mas fiel... turminha pequena, mas divertida... sempre divertirda...

Euzinha, querendo presentear minha amiga com algo "especial", me propus a fazer o bolo. Odeio aniversários em que comemos aqueles bolos prontos comprados em supermercados que são invariavelmente horríveis de ruim, então disse que o bolo seria por minha conta, afinal eu adoro cozinhar, e modéstea à parte costumo fazer bolos muito bons...

Portanto, lá fui eu em plena sexta-feira feriado em São Paulo pilotar meu fogão, e preparar um bolo "chocorango" que eu já tinha feito outras vezes e que é impagável de tão bom... Pensei: "Vou surpreender todo mundo!"... Até fui atrás de morangos frescos e de boa qualidade pra que o bolo ficasse perfeito!

Masssssssssss...

Sempre tem um "mas", né... E como diz a "Lei de Murphy", se pode dar errado, dará! Assei meus bolos, cortei ambos no meio, preparei a calda e os recheios (seriam 3 recheios + 1 cobertura), isso tudo antes da hora do almoço... Como eu tinha que sair pra ir à reunião de pais do colégio do Lucas, deixei tudo "no jeito", esfriando, e pensei: "Quando eu voltar, é só rechear, montar e confeitar!".

Tá. Voltei pra casa depois das 17h00, e corri pra dar conta do bolo a tempo... Calda daqui, recheio dali, morango pra cá, chocolate pra lá, e cheguei ao último andar daquele que seria "O" Bolo... Mas algo deu errado, não sei exatamente o que, só sei que quando coloquei a última parte do bolo e comecei a confeitar, o bolo começou a derreter... Sim! Derreter, desabar, tudo ao mesmo tempo... Acho que o bolo não queria ser bolo!!!

Eu fiquei em pânico, tentei remendar com mais recheio, mais cobertura, e quanto mais coisas eu colocava no bolo, mais ele ia desmoronando... Imaginem a minha cara olhando pra minha obra de arte assim, se esvaindo sobre a bancada da minha pia... afffffffffffffffffffff...

Tentei pensar rápido numa solução, pensei até em correr no supermercado e comprar um bolo pronto mesmo, mas desisti rapidamente da idéia, afinal meu bolo estava divino (apesar de inconsistente), tinha sido feito com muito carinho e com ingredientes nobres, e ninguém merecia deixar de comer aquela iguaria pra comer um bolo sem graça de supermercado... Não! Eu não podia deixar de levar "aquele" bolo para a comemoração... Tinha que haver uma solução!

Obviamente, a essa altura do campeonato não havia mais bolo, e sim uma paçaroca de coisas desabadas que se misturaram enquanto eu pensava... Olhei para o armário, vi uma travessa de vidro, olhei para a bancada da pia, vi aquela montoeira do que tinha sido na minha imaginação um bolo, e então tive a idéia, a única idéia possível: Jogar tudo dentro da travessa, misturar, e fazer algo entre o pavê e o mousse, algo que ficasse com gosto de doce, mas longe de ser um bolo... Era a única coisa que dava pra fazer!

E eu fiz! Depois de acomodar tudo na travessa e dar aquela ajeitadinha, terminei de cobrir, confeitei, e fiquei feliz... Soquei a travessa no freezer por mais uns minutinhos, e pensei: "Seja o que Deus quiser!"

A essa altura do campeonato, me liga minha amiga-bruxa-aniversariante e pergunta: "Como está meu bolo? Tá pronto?"... Engoli seco, respirei fundo e respondi: "Flor, você não sabe da última??? Eu li numa revista de moda que é o ó do brega comemorar aniversário com bolo, não se usa mais isso! A moda agora é comemorar com um doce francês que tá super em alta, e chama-se "pavê de bolê"!

Já se ligando que algo não ia muito bem, a Érica se limitou a gargalhar e dizer: "Tudo bem, vem logo pra cá"...

É claro que eu fui ultra-mega zuada por conta do meu "pavê de bolê", né! Claro que todo mundo estranhou a "novidade", mas garanto que ficou tão bom que até os garçons do lugar fizeram fila para degustar... E todo mundo adorou!!!

Como eu sempre digo: "No fim, tudo dá certo!"... Seja com bolo tradicional ou com "pavê de bolê", o importante é que estivemos juntos, comemoramos, confraternizamos, e nos divertimos... Muito!


Bruxelda, sua filhota Ariadne e o famoso "pavê de bolê"


Super Bruxas, ATIVAR! Lesa, Mor e Xelda... Somos nós... Como diz a Bruxelda, a "confraria das bruxas" está fechada, não aceitamos novas adesões...

3 comentários:

Erica disse...

Grande "pavê de bolê".....Uma DILIÇAAAAAAAAAAA....
Adorei, td perfeito.....
E super Bruxa Ativar foi ótimo.......
Ontem na baladinha rolou um "Parabéns pra Bruxa Erica".....vê se pode um trem desses???!!!! kkk

bjs

Fê, a noiva neurótica! disse...

HUAHUUAHUHAUHAUHAHA E NAO ÉÉÉÉÉÉ QUE ELE TAVA COM UMA CARA OOOOTIMA?


POOOOOOXA, EU QUEEEEEERO AHAHAHAHA
:)***


www.anoivaneurotica.blogspot.com

Yan disse...

AHahaah, se você não contasse a história dava pra enganar mesmo
Essas coisas revolucionárias
AHuahauhaua
Ficou bonito, e bem arrumadinho...

E eu gosto dos bolos de padaria..
Até porque sempre tem os sabores que eu prefiro,aquele chocolate coberto de chocolate com recheio de chocolate e troços em cima de chocolate
AHuahuahauhauhauha