quarta-feira, 7 de novembro de 2007

A Menina Que Roubava Livros

Acabei de ler... Neste minuto... E estou boquiaberta...

Tenho lido bastante ultimamente, mas acho que nunca na vida li algo tão "diferente"... Espetacularmente diferente...

Começando com uma citação da contra-capa do livro: "Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler."

Sim, a narradora da história é ninguém mais ninguém menos que a MORTE, a própria... Mas aqui somos apresentados a uma "Dona Morte" incomum, diferente daquela figura sombria e cruel que imaginamos... Ela chega muito próxima de ser nossa amiga, é quase humana, ao passo que vai nos contando a história da Menina que roubava livros de uma maneira tão... novamente a palavra: "incomum".

Fiquei positivamente surpresa com este livro (que escolhi ao acaso na livraria) já nas primeiras páginas, tanto que cheguei a postar alguns pequenos trechos aqui.

São quase 500 páginas de uma história que poderíamos à primeira vista considerar batida: Segunda Guerra Mundial, Nazismo, Hitler, Holocausto, perdas, adoção, etc... Mas o que faz essa história ser completamente fora de todo o universo desses assuntos que citei e que muitos de nós já não aguentam mais ver retratados em livros e filmes é a maneira como ela é contada, por quem ela é contada e a riqueza de suas personagens que, ao mesmo tempo, são tão comuns.

Não sei se vou conseguir fazer um "resumo" decente, não estou à altura do livro nem de longe, mas vamos lá:

A menina que roubava livros é Liesel Meminger, uma alemãzinha de origem paupérrima que perde sua família "original" de uma maneira trágica, e então é adotada por um casal também pobre do subúrbio de Munique, que a princípio parece estar muito mais interessado na pensão que receberá do governo por conta da adoção do que em devotar amor à filha adotiva. Isso lá nos idos de mil novecentos e trinta e tantos, um pouco antes do estopin da segunda grande guerra.

Logo Liesel percebe-se fazendo parte daquele lugar pobre e desprovido de quase tudo que se possa julgar essencial. É ali que ela descobre a possibilidade de relações duradouras e verdadeiras, sejam elas de amizade ou de amor, é ali que ela desabrocha para a adolescência e é ali, naquele fim de mundo, que ela descobre aquilo que seria a coisa mais importante para o resto de sua vida, chegando a salvá-la das garras da narradora por diversas vezes: o poder das palavras.

Não dá pra falar mais nada... Você tem que descobrir a história aos poucos, saboreando cada trecho e viajando, assim como eu fiz... Algumas personagens são inesquecíveis, e estou até agora apaixonada pelo garoto Rudy Steiner de cabelos cor de limão, o granda amor da vida de Liesel. Parece que cheguei a conhecê-lo, cheguei a visualizá-lo durante a leitura e, puxa, como torci pelo garoto!

É isso. Como gosto de compartilhar coisas legais que vejo/ouço/leio, não podia deixar de vir aqui e contar que "A Menina Que Roubava Livros" é uma leitura incrível, que deve ser tentada até por quem não é assim, muito chegado em ler... Garanto, de verdade, que vocês vão adorar!!!

O difícil é começar a ler outra coisa depois que terminamos um livro tão incrível... Parece que nada chegará à altura, sei lá... mas vou tentar não perder o pique, e logo volto pra contar por onde ando me enveredando!


Boa Tarde, e Boa Sorte!!!

5 comentários:

Fernanda disse...

NOSSA, ESSE LIVRO PARECE SER BEM BACANA MESMO.... DAQUELES QUE VC LE UMA FRASE E PENSA...........




www.anoivaneurotica.blogspot.com

Vanessa disse...

Olá Flávia,
Já tinha visto fotos do teu casamento no site do DJ FESTAS (com o qual pedi um orçamento) mas teu blog quem meu deu foi minha amiguinha noiva neurótica Fernanda, foi a primeira noivinha que conheci com esses lance de preparativos pra casamento e virei fã incondicional.
Me identifiquei muito com a tua história de vida, adorei teu casamento, ficou tudo muito lindo, de muito bom gosto (já a parabenizo por tudo e espero que seja imensamente feliz na tua nova etapa) e então resolvi te mandar um recadinho e convidá-la para me conhecer, a mim e ao meu noivo Didi, no nosso blog.
Estamos de casamento marcado para 10/05/2008 e estamos naquela correira toda pela qual vc passou tb.
Eu tb naum tenho minha mãe, já sou mãe do Francisco de 4 anos, adotei uma amiga da minha mãe como "mãe" que tá me dando uma senhora força , aliás em tudo na minha vida ela me ajuda desde a perda da minha mã há 20 anos atrás.
Bem, gostaria de manter contato, vcs formam um casal muito bonito e divertido, e vc parece ser uma pessoa bem bacana.
Passa lá no blog e conheça esta louca, quase advogada, roqueira noiva que vos fala.
bjos
Vanessa
www.vanessaedidi@blogspot.com.br

Vanessa disse...

Obrigada a vc Flavinha(pode chamá-la assim?), por ter ido visitar meu humilde bloguinho,
Didi e eu realmente somos um casal da pesada, daqueles que apronta todas e tá aí pro que der e vier.
Aaaahhh eu quero palpites sim, quero todas as dicas que vc puder me dar...até os puxões de orelha são bem vindos rsrsrs.
Lindo final de semana pra vcs.
Ah num tenho orkut, mas tenho msn (va002501@hotmail.com) e só tenho acesso a net durante a semana, num tenho micro em casa...até casar porque o noivo vai trazer o dele pra nossa casa hahaha.
bjos da Vanessa

Ana Patricia disse...

oi vc não me conhece meu nome é Ana e eu estava a procura de um resumo do livro A menina que roubava livro, esperava eu encontra em seu blog um resumo sistematico apena para quem quer saber do que se trata o livro , mas vc fez relembra o como é bom ler um livro de qualidade, não falo apenas que o livro de que acabo de citar é bom e é certo que vou ler, mas também que você me trouxe, a lembrança do ínicio de minha adelecencia no qual me banhava nas palavras de minha tia a qual me levava ler intesamente bons livros e por prazer e não por uma obrigação mecanizada, você narrou também o prazer que teve ao ler o livro, me fez sentir vontade de ler e já tantos anos que não sinto, pois a minha tia também não ler mais, e livros que tenho até hoje estão na estante para ser lido e procuro sempre da a algiem antes na esperança de sentir essa vontade inbriante de ler mas não tinha encontrado ate agora, SÓ QUERO DIZER OBRIGADA! VOU LER ESTE LIVRO COM CERTEZA

Radige Hanna disse...

Eu baixei esse livro e li no meu computador uns meses atrás e concordo totalmente com tudo que você disse!
A história é apaixonante, quando Rudy e os pais adotivos dela morreram na história me deu vontade de chorar(como se a história fosse real).
O jeito como é contada, prende a nossa atenção do início ao fim.

Eu adoro ler, e leio muito.
E eu recomendo este livro para todos.
E se quem ler este comentário é uma pessoa que não costuma ler muito e quer escolher um só livro para ler eu aconselho esta história.
Até a morte(que é quem conta a história) aparece como uma amiga.
É SIMPLESMENTE MARAVILHOSO O LIVRO!